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Ford v Ferrari – Ford vs Ferrari


Um filme emocionante, com algumas imagens incríveis, com uma direção impecável e um bom trabalho de atores. Apesar disso, Ford v Ferrari incomoda um pouco por sua versão dos fatos que trabalha apenas o lado americano da história. Para quem gosta de Fórmula 1 e de outras competições de alta velocidade, certamente este filme será um deleite. Para os demais, Ford v Ferrari é um filme interessante sobre fatos históricos curiosos e sobre uma história de amizade que marcou as corridas de carro. Curioso, mas não é um dos melhores do ano.

A HISTÓRIA

Começa com as vozes de diversos narradores esportivos abordando a prova de 24 horas de Le Mans de 1959. Metade da corrida já foi percorrida e o Aston Martin número 5 conduzido por Carroll Shelby (Matt Damon) está registrando ótimos tempos. Segundo o narrador da vez, se ele mantiver o ritmo que está fazendo, ele poderia…

No lugar da voz do narrador, ouvimos o barulho do motor do carro de Shelby. Quando vão abastecer o carro, o fogo começa a pegar no carro e em Shelby. Mas ele tem pressa e, após o fogo terminar, ele segue na disputa. Essa é a história de como Shelby, junto com Ken Miles (Christian Bale), aceitaram o desafio de colocar a Ford no circuito dos carros esportivos.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Ford v Ferrari): Voltei, meus bons amigos e amigas aqui do blog! Tive que me ausentar nas últimas semanas porque mudei de casa e de cidade. Mas agora que estou com tudo um pouco organizado, volto a ter tempo de assistir aos filmes do Oscar e a comentar sobre eles por aqui.

Um dos últimos filmes que faltavam na minha lista de produções que estão concorrendo na categoria Melhor Filme era esse Ford v Ferrari. Eu estava curiosa sobre esta produção antes mesmo dela ser indicada em quatro categorias do Oscar. Não sou uma super fã de corridas, mas gosto de uma boa disputa entre marcas e, principalmente, fiquei curiosa para ver o trabalho de Matt Damon e Christian Bale nesta produção.

Vou ser bem direta com esta crítica. O filme é ótimo na parte técnica. Tem excelentes cenas de corrida, de disputa, e um roteiro que valoriza o trabalho dos atores. Esse mesmo roteiro faz com que Ford v Ferrari não seja apenas um filme sobre corridas e a disputa entre duas marcas mas, especialmente, um filme sobre família, o legado que um homem deixa para o seu filho e amizade.

Olhando sob esse prisma, Ford v Ferrari se revela um filme interessante. Mas essa produção não trata apenas disso. Ela aborda a competição entre duas marcas conhecidas e que fizeram história. O problema é que o filme, um tanto “patriota” demais, aborda o lado apenas da Ford. A Ferrari, que é uma das marcas mais desejadas do mundo, ficou totalmente em segundo plano.

Não sabemos, por exemplo, os bastidores da marca italiana, como eles se tornaram tão excepcionais e nem como eles se preparavam tão bem para as corridas. Ao focar apenas na Ford, essa produção acaba fazendo um trabalho de marketing praticamente impecável para uma das marcas americanas mais conhecidas mundo afora.

Claro que a Ford não é mostrada como uma empresa irretocável. Muito pelo contrário. Volta e meia Ken Miles e Carroll Shelby criticam a empresa por sua burocracia, falta de inovação e de apreço pela qualidade. As disputas internas na empresa e os problemas dos executivos da marca com o seu próprio ego são mostrados de forma até repetitiva pelo roteiro de Jez Butterworth, John-Henry Butterworth e Jason Keller.

O foco da história é a relação do ex-campeão da prova 24 Horas de Le Mans, Carroll Shelby, e o mecânico e piloto de corridas Ken Miles. Essa relação e o desempenho dos atores que interpretam estes personagens são a parte emocional mais interessante do filme. No mais, Ford v Ferrari impressiona pela reconstrução de época e, principalmente, pelo ótimo trabalho do diretor James Mangold com as cenas de ação – estas sim, a melhor parte da produção.

Por tudo isso, a parte técnica de Ford v Ferrari é o que se destaca no filme. As cenas de corrida, resgatando os carros da época e as suas características, é o que surpreende nesta produção. Mas o filme não tem apenas qualidades. Achei uma pena a produção focar apenas no lado da Ford desta história, sem abordar o trabalho da Ferrari, assim como o roteiro se preocupar com partes não tão interessantes, como os bastidores do trabalho de Shelby antes dele assumir o projeto da Ford.

Há várias sequências no filme que parecem ser “pura gordura”, ou seja, momentos que não agregam realmente interesse para a história. Apesar disso e de focar apenas na marca Ford, esta produção cumpre o seu papel de entreter. O final, com o bom trabalho de Matt Damon, também chega a emocionar.

Mas eu me questiono se esse filme é fiel à História como ela realmente aconteceu ou se ele “embeleza” um pouco a pílula tornando a amizade dos protagonistas maior do que ela realmente foi. Algo que antes foi questionado com Green Book (com crítica neste link). Será mesmo que Shelby tinha uma amizade tão grande e era tão próximo de Miles quanto o filme apresenta?

É um fato que ambos amavam os carros, entendiam de mecânica, sabiam como identificar problemas e sugerir soluções como poucos e tinham o espírito indomável de campeões das corridas. Fato também que eles desenvolveram uma grande parceria quando Shelby parou de correr, por problemas de saúde, e passou a ter Miles como seu piloto preferencial.

Shelby sabia como utilizar a fama a seu favor, enquanto Miles parecia um perfeccionista “indomável”. Segundo Ford v Ferrari, Miles não pensava muito antes de dizer o que pensava, com ou sem filtros – geralmente sem. Mas ele era honesto, coerente e fiel a seus princípios. Algumas vezes a sua sinceridade feria o ego dos demais – especialmente de Leo Beebe (Josh Lucas), o braço direito de Henry Ford II (Tracy Letts).

No meio da queda-de-braços entre Shelby e Beebe estava Lee Iacocca (Jon Bernthal), responsável pelo marketing da Ford e a figura responsável por dar a ideia da marca entrar no circuito de Le Mans. Como Beebe não topa e não suporta Miles, ele consegue prejudicar o piloto em duas ocasiões. Primeiro, vetando ele de participar da primeira investida da marca em Le Mans.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Depois, quando o piloto finalmente corre na pista e mostra seu valor, ele dá a ideia que faz com que Miles não ganhe a prova. O filme sugere que isso fez com que Miles e Shelby quisessem logo aprimorar o carro de corridas para, no ano seguinte, finalmente Miles conquistar o seu lugar de destaque. Essa “pressa” poderia ter sido o elemento-chave para o acidente fatal.

Se bem que, se analisamos a realidade dos pilotos de corrida daquela época, um acidente fatal não era algo tão difícil de acontecer. Como um dia já foi permitido fumar dentro de um avião – algo que eu sempre acho incrível -, a segurança não era um tópico recorrente em muitos cenários. Quando vemos as cenas de corrida e de testes em Ford v Ferrari, impossível não ficar impressionado com a falta de segurança que os pilotos tinham naquela época.

Muito melhorou neste tópico desde então. Apesar disso, ainda hoje a corrida de automóveis, seja na prova ou na modalidade que for, ainda podem matar seus pilotos. Em 2019, alguns pilotos morreram ao desempenhar as suas funções – um exemplo disso foi a morte de Anthoine Hubert em uma das etapas do circuito mundial de Fórmula 2, citada nesta matéria da Folha.

O mais interessante deste filme, portanto, são as cenas de corrida, de treinos e de provas, assim como a forma com que o roteiro revela a intimidade de Miles, em especial. A relação dele com o filho, Peter (Noah Jupe), e com a esposa, Mollie (Caitriona Balfe), é o que torna o filme mais “humano” e menos um tratado sobre carros e suas engrenagens. Essa é uma parte importante da produção e o que garante o final emocionante.

Neste sentido, os roteiristas acertam a mão. Mas para o filme ser ainda melhor, seria importante termos uma contextualização maior da história. Tanto sobre a época em que a trama ocorre quanto sobre a história e a importância da Ferrari naquele momento. Faltou um pouco mais de contextualização e retirarem algumas gorduras da narrativa – especialmente aquelas envolvendo a Ford e os negócios de Shelby – para o filme ser melhor.

Apesar destes detalhes, Ford v Ferrari é um belo entretenimento. Um filme que funciona tanto na parte emotiva quanto nas cenas de ação. Acho um exagero colocá-lo na lista dos melhores filmes do ano, mas esta safra, aparentemente, está um pouco fraca, então dá para entender esta escolha. Mas em um ano forte ou se vermos o quadro de forma mais ampla, esta produção não entraria na lista de melhores do ano – apenas na lista de um filme bem acabado e bem feito.

NOTA

8,3.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

Minha missão, a partir de hoje e até o dia do Oscar, é terminar a lista dos principais filmes indicados ao prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Tenho de quatro a cinco filmes para completar a lista mínima. Vamos ver se consigo bater a meta.

Esse é o 14º trabalho do diretor James Mangold. Sem dúvida alguma, ele é o grande maestro e um dos grandes responsáveis pela qualidade desta produção. Mangold sabe tanto valorizar o trabalho dos atores quanto apresentar o melhor ângulo e as melhores sequências das cenas de ação juntamente com sua imensa equipe de técnicos.

Mangold estreou na direção em 1995 com o longa Heavy. Ele entrou na minha lista de diretores que mereciam atenção em 1999 com Girl, Interrupted, um trabalho superinteressante que marcou as carreiras de Winona Ryder e, principalmente, Angelina Jolie. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2018 por Logan (comentado aqui no blog). Além de Logan, outro filme dirigido por ele e comentado aqui no blog é 3:10 to Yuma.

Além do competente trabalho de Mangold na direção, outro destaque desta produção é o trabalho dos astros Matt Damon e Christian Bale. Ambos estão ótimos, mas destaco, em especial, mais uma entrega excepcional de Bale – que emagreceu para ficar parecido com Miles e que conseguiu um sotaque e um jeito de falar diferenciados e marcantes. Como grande parte do filme é focado nos dois atores e na relação de seus personagens, eles são fundamentais para o sucesso da produção.

Ainda que grande parte da produção seja focada em Shelby e Miles, outros personagens e atores ganharam certa relevância em papéis secundários. Destaque, neste sentido, para o bom trabalho de Caitriona Balfe como Mollie e de Noah Jupe como Peter, família de Miles e personagens fundamentais para o filme ter um contexto sentimental que equilibra bem o contexto do personagem principal com a parte inevitável das cenas de ação; Jon Bernthal como Lee Iacocca, Josh Lucas como Leo Beebe e Tracy Letts como Henry Ford II, o trio de maior destaque entre os executivos da Ford que aparecem na trama.

Outros atores também tem destaque, apesar de não estarem em posições tão centrais na trama. Neste sentido, vale comentar o bom trabalho de Remo Girone como Enzo Ferrari, o chefão da marca italiana; Ray McKinnon como Phil Remington, o braço direito de Shelby; JJ Feild como Roy Lunn, outra pessoa de confiança e bem envolvida no projeto; e, praticamente em pontas, Alex Gurney como Dan Gurney, Benjamin Rigby como Bruce McLaren, e Francesco Bauco como Lorenzo Bandini, pilotos que tem seus nomes citados diversas vezes na trama.

Falando em pilotos, um outro ponto que pode ser considerado uma falha na produção envolve estes personagens. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Claro que eu não duvido que um piloto olhe para o carro ao lado quando ele está sendo superado para um adversário, mas daí aos pilotos “se encararem” durante uma ultrapassagem… é um pouco demais, não? Afinal, eles estão a 200 km/h ou 300 km/h e seria impossível um encarar um outro. Ainda assim, claro, dá para entender essas escolhas de Mangold neste filme… para trazer mais “dramaticidade” para a trama. Mas, cá entre nós, essas cenas eram desnecessárias.

Os aspectos técnicos do filme é o que a produção realmente tem de melhor. Neste sentido, destaque, em especial, pela excelente edição do trio Andrew Buckland, Michael McCusker e Dirk Westervelt. Merece aplausos também o trabalho desenvolvido pelos 73 profissionais do Departamento de Arte; pelo trabalho dos 34 profissionais responsáveis pelo Departamento de Som; pelo trabalho dos 14 profissionais responsáveis pelos Efeitos Especiais; pelo trabalho dos 23 profissionais envolvidos no trabalho de diretor assistente; pelo excelente (e estranhamente não indicado ao Oscar) trabalho das dezenas de profissionais dos Efeitos Visuais e do trabalho fundamental das dezenas de profissionais do Departamento de Câmera e Elétrica.

Todo esse pessoal, juntamente com a coordenação de Mangold, foram os responsáveis principais pela qualidade técnica de Ford v Ferrari. Além deles, vale destacar, ainda, o belo trabalho de Marco Beltrami e Buck Sanders na trilha sonora – muito equilibrada e marcante; de Phedon Papamichael na direção de fotografia; de François Audouy no design de produção; de Gustaf Aspegren, Jordan Ferrer, Matthew Gatlin, Robert Andrew Johnson, Maya Shimoguchi e Gary Warshaw na direção de arte; de Peter Lando na decoração de set; e de Daniel Orlandi nos figurinos.

Procurei mais informações sobre a disputa entre a Ford e a Ferrari e encontrei esse texto interessante e bastante completo do site FlatOut! Recomendo a leitura. Sobre a prova 24 Horas de Le Mans, recomendo mesmo a leitura do texto da Wikipédia. Interessante ver, em especial, o quadro dos vencedores.

A prova existe desde 1923 e, nos primeiros anos, houve certo predomínio da marca Bentley. Depois, veio a marca Alfa Romeo. Em 1949, pela primeira vez, a Ferrari ganhou uma corrida. Mas ela não venceu em sequência até 1960, quando emplacou seis vitórias seguidas até ser “desbancada” pela Ford em 1966. Antes, entre 1955 e 1957, houve vitórias seguidas da Jaguar – marca que venceu, pela primeira vez, em 1951.

Curioso que depois da Ford emplacar quatro vitórias seguidas, entre os anos 1966 e 1969, nem a Ford e nem a Ferrari voltaram a vencer. Nunca mais! Incrível, não? A Porsche sim começou a ser a marca a ser batida, seguida da Audi a partir dos anos 2000. Nos últimos dois anos, em 2018 e 2019, a prova foi vencida pelos japoneses da Toyota.

Pilotos de várias nacionalidades já venceram a prova, com destaque para os ingleses, os franceses e os alemães. Nunca um brasileiro venceu a disputa. Entre os americanos que ganharam a prova está Carroll Shelby, em 1959. Dez anos antes, Luigi Chinetti se tornaria o primeiro americano a conseguir esse feito, ao lado do inglês Peter Mitchell-Thomson. Impressiona o piloto recordista em vitórias, o dinamarquês Tom Kritensen. Ele venceu em Le Mans nove vezes. Incrível!

Ford v Ferrari estreou em agosto de 2019 no Festival de Cinema de Telluride. Depois, o filme participaria, ainda, de outros 10 festivais de cinema em diversos países. Nessa trajetória, Ford v Ferrari ganhou 19 prêmios e foi indicado a outros 66 – incluindo a indicação em quatro categorias do Oscar 2020 e a indicação de Christian Bale na categoria de Melhor Ator – Drama no Globo de Ouro 2020. Aliás, acho que ele poderia ter sido lembrado no Oscar também.

Agora, vale citar algumas curiosidades sobre esta produção. Para se preparar para o seu papel, Christian Bale teve aulas de direção na Bondurant High Performance Drivin School, escola que foi fundada por um amigo de Ken Miles. O instrutor do ator e o coordenador das cenas de ação do filme, Robert Nagle, disse que Bale foi o melhor ator que ele já treinou. Mais uma prova de como Bale sempre se entrega ao máximo em cada trabalho. Esta é uma de suas marcas.

Matt Damon disse que a principal razão para ele fazer Ford v Ferrari foi a intenção de trabalhar com Christian Bale.

Aquela cena em que Henry Ford II explica para Shelby sobre a participação da Ford na Segunda Guerra Mundial tem um significado especial. Durante a guerra, a Ford construiu bombardeiros B-24 que foram utilizados para bombardear a Itália e, vejam só, as fábricas da Ferrari. Então sim, a Ferrari poderia vender a sua marca para qualquer um, menos para a Ford.

Todas as cenas da corrida de Le Mans foram filmadas no Auto Club Speedway em Fontana, na Califórnia.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,2 para Ford v Ferrari, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 292 críticas positivas e 25 negativas para o filme, o que lhe garante uma aprovação de 92% e uma nota média de 7,75. O site Metacritic apresenta o “metascore” 81 para esta produção, fruto de 42 críticas positivas e de 5 críticas medianas.

De acordo com o site Box Office Mojo, Ford v Ferrari teria custado cerca de US$ 97,6 milhões e faturado, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 114,3 milhões e, nos demais países em que estreou, outros US$ 105,4 milhões. Ou seja, no total, o filme conseguiu cerca de US$ 219,8 milhões.

Assistindo a esse filme, tive a curiosidade de saber quais são as marcas de carros mais valiosas do mundo. Você sabe que marcas fazem parte desta lista? Segundo esta reportagem da Quatro Rodas, a marca que lidera o top 10 é a japonesa Toyota. Em seguida aparecem as seguintes marcas: Mercedes-Benz, BMW, Honda, Ford, Nissan, Tesla, Audi, Volkswagen e Porsche.

Ford v Ferrari é uma coprodução dos Estados Unidos com a França.

CONCLUSÃO

Em termos técnicos, Ford v Ferrari é um grande filme. Tanto pela reconstrução de época, pelo cuidado com os detalhes e, especialmente, pelas cenas que reproduzem as corridas. Em termos de história, é um filme interessante, mas que peca por apresenta apenas um lado do que aconteceu. Os atores estão muito bem em cena, especialmente os protagonistas. É um filme envolvente, interessante, mas eu não o colocaria na lista dos melhores do ano. Vale ser conferido, claro, mas ele não vai marcar a sua vida. Falta história para isso.

PALPITES PARA O OSCAR 2020

Ford v Ferrari foi indicado, como comentei antes, em quatro categorias do Oscar deste ano: Melhor Filme, Melhor Edição, Melhor Mixagem de Som e Melhor Edição de Som. Honestamente? Acho que a produção mereceu as suas indicações nas categorias técnicas, mas que foi um certo exagero indicar esta produção na categoria principal da premiação.

Dito isso, chance zero para Ford v Ferrari ganhar como Melhor Filme. E nas outras categorias, quais são as chances do filme? As bolsas de apostas colocam o filme como favorito na categoria Melhor Edição e em segundo nas categorias Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som. Nestas duas últimas categorias o favorito na disputa seria 1917.

Ainda não assisti ao filme sobre a Primeira Guerra Mundial de Sam Mendes, mas acho que Ford v Ferrari, de fato, poderia ganhar nas três categorias técnicas. Mas ele tem pela frente também grandes produções na disputa. 1917 parece, de fato, ser o seu grande concorrente nas categorias de som e, em Melhor Edição, The Irishman parece ser o filme a ser batido. Veremos, mas, neste momento, acho que Ford v Ferrari tem chances de levar de uma até três estatuetas nestas categorias técnicas.

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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