Caótica Ana


Sempre é complicado gostar de um autor. Digo isso porque o espanhol Julio Medem não é o primeiro que “pisa na bola” com as minhas expectativas ou a minha crença em seu trabalho. Eu gostava dele. Até assistir a este Caótica Ana. De sua autoria eu tinha assistido antes a Los Amantes del Círculo Polar e Lucía y el Sexo, dois dos melhores filmes que o cinema espanhol produziu no final dos anos 90 e início destes anos 2000. Por isso mesmo estava um pouco ansiosa por este Caótica Ana. E o choque ao vê-lo foi imenso. Toda a “inovação”, o sentido de “outro tipo de narrativa” no cinema espanhol que Medem conseguiu nos filmes anteriores virou fumaça. Caótica Ana é, sem dúvida, um dos piores filmes que eu assisti nos últimos anos. Por isso, meu caro leitor e leitora, esta não é uma recomendação, é um alerta de “fique longe” ou, pelo menos, “tome cuidado” ao saber que se trata de uma bomba.

A HISTÓRIA: Ana (Manuela Vellés) é uma jovem artista autodidata que vive em uma caverna com o seu pai, um alemão chamado Klaus (o polonês Matthias Habich), na ilha de Ibiza, Espanha. Ela vende seus quadros em uma feira na cidade quando aparece a mecenas Justine (a inglesa Charlotte Rampling), que se interessa pelo trabalho de Ana e a convida para se mudar para Madri, onde poderá ter contato com distintas classes de arte e onde poderá desenvolver o seu talento. Mudando para a capital, Ana conhece uma variedade de jovens talentosos, incluindo Linda (a cantora Bebe), uma apaixonada pelo vídeo; Said (o francês Nicolas Cazalé), um pintor atormentando com quem irá desenvolver uma forte de paixão; Lucas (Raúl Peña), ator mulherengo, entre outros. Mas ao mesmo tempo em que Ana desenvolve o seu talento artístico e descobre a sua sexualidade, ela também começa a sofrer crises que revelam a existência no seu inconsciente de diversas mulheres que foram suas reencarnações passadas.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta trechos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Caótica Ana): Realmente acaba ficando complicado falar deste filme. Seria um pouco lugar-comum dizer que tudo nele é um caos. Não. Na verdade, nem tudo é um caos. Julio Medem continua sabendo o que faz como diretor, conseguindo alguns planos bacaninhas e algumas seqüências bonitas… mas os poucos segundos de beleza do filme – acredito que apenas as imagens de Ibiza e os primeiros passos de Ana nas ruas de Madri (ela caminha, mais especificamente, pela Gran Vía) – não passam exatamente disto, de poucos segundos. O resto, meus caros leitores, é uma grande forçada de barra.

Para começar, não gostei dos atores. Achei todos eles, sem exceção, com interpretações exageradas ou nada convincentes. Sim, existem muitos extremos neste filme. Exceto por uma ou outra cena, a estreante atriz Manuela Vellés é a pessoa errada para este papel. Ela não consegue, coitada, chegar ao fundo de sua personagem. Alguns até podem achar ela simpática ou carismática, como li por aí, mas isso porque ela tem um sorriso bonito. Também os marmanjos podem achar interessante as várias cenas de nudez da garota. Mas eu, que estou mais interessada em interpretação do que em desfile de gente nua – ainda que eu ache um recurso super justificável e interessante, dependendo do contexto – achei a menina muito desprovida de recursos dramáticos (especialmente nas cenas de “caos virtuoso”). Para quem tinha que “vestir” a pele de uma jovem libertária influenciada por várias vidas passadas, faltou a Manuela alguns anos de experiência como atriz – o que ela não tem.

Depois, a geralmente competente Charlotte Rampling parece estar constantemente tentando ser “agradável” como a mecenas francesa que lhe coube na história, mas ela não consegue fazer muito mais do que isso. Em uma das últimas cenas do filme, quando Ana é levada para descobrir as suas mais remotas raízes nos Estados Unidos, tive pena de Charlotte tendo que fazer um papel quase de “desesperada”, bem distante do que era a sua personagem até então. Os demais atores também são bem fraquinhos… Nicolas Cazalé e Raúl Peña, os dois “jovens objetos de desejo” em cena, parecem amadores, como Manuela – ainda que eles, diferente da jovem atriz, tenham alguns anos de experiência no currículo. Mas seus papéis são construídos de maneira tão fraca que eles parecem estar impossibilitados de fazer algo melhor.

Acho que o único que se pode dizer “regular” no filme é o ator Matthias Habich, que interpreta o pai de Ana. Ele fala pouco, mas imprime com o olhar e com o gestual o tom exato de seu personagem contido e apaixonado pela filha. Também pareceu coerente em seu papel Bebe, cantora que vive em Madri e que lançou seu primeiro disco em 2004. Se bem que, pelo que andou dizendo o diretor em entrevistas e no material de divulgação do filme, parece que o papel dela ficou mais “legítimo” porque ela interpretou Linda da maneira que quis, resultando em uma personagem bem diferente do que a que ele tinha imaginado com o seu roteiro.

Feitos estes comentários dos atores, vamos ao roteiro. Uma história que conta o encontro de uma jovem criada um tanto isolada do mundo e com um forte senso de liberdade com o mundo pode render um bom filme. Assim como a premissa de que esta jovem exerce tanto “fascínio” (em mim ela não exerceu, mas tudo bem… em teoria, pelo roteiro, ela deveria ser como uma “hipnose” para os que estão a sua volta) nas pessoas porque ela carrega em si a força de várias mulheres jovens mortas prematuramente em vidas passadas – suas reencarnações anteriores – também poderia render algo interessante. Mas, no fim das contas, pela interpretação da protagonista e de seus companheiros de elenco e, também, deve-se dizer, por um roteiro um tanto perdido em “viagens autorais” de Medem nos encontramos com um filme fraco, previsível, arrastado e ruim.

A inovação é algo interessante e importante. São bem-vindos sempre os diretores e roteiristas que resolvem fazer algo diferente, criativo. Reviravoltas e surpresas no roteiro agradam platéias. Mas tudo isso funciona quando existem atores que convencem e linhas escritas com precisão, sem devaneios, sem “coelhos tirados da cartola” ou, pelo menos, que não terminemos nossa aventura cinematográfica dizendo um grande “E daí?”. Nos filmes anteriores de Medem que citei aqui no início ele conseguiu ser inventivo e aliar, naquelas produções, uma interessante precisão narrativa (com um olhar curioso da câmera muitas vezes) com curiosas linhas de falas para os seus atores. Além disso, ele contava com atuações marcantes de Fele Martínez, Najwa Nimri (de Los Amantes del Circulo Polar) e de Paz Vega (de Lucía y el Sexo). Mas nada disso aconteceu neste Caótica Ana.

O final do filme, em especial, é algo absurdamente irritante. Desde Saló ou 120 Dias de Gomorra, de Pier Paolo Pasolini, que considero um dos piores filmes que eu já vi na vida, eu não tinha visto uma alusão à merda, literalmente, tão ridícula. Além do filme ser chato e arrastado, como eu disse antes, ele ainda termina da maneira com que termina. Realmente, uma grandíssima perda de tempo. Só espero ver algo melhor da próxima vez ou terei que ficar afastada dos cinemas por um tempo para me recuperar. hehehehehehehe.

E a história… coisa mais irritante do mundo aquela insistência em “regressar” às vidas passadas de Ana, gravando em vídeo as suas narrativas de mortes violentas ou então fazendo com que ela lembrasse o que ocorreu. Além de chatas, repetitivas e sem um fundo prático – afinal, aquelas sessões de hipnose não estavam ajudando ela em nada -, estas voltas acabem desencadeando uma fuga da personagem ainda mais sem sentido com Ismael, o pai (!!!??!!) de Linda para Nova York – personagem interpretado por Lluis Homar. No fundo, tudo parece um sonho sem graça.

NOTA: 2.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Na verdade eu tinha pensado em dar um categórico 0 ou então a nota 1 para esse filme, mas em consideração ao diretor, que fez filmes muito interessantes anteriormente, dou esse 2.

Além dos atores já citados, faz parte do elenco Asier Newman como Anglo, o jovem que cai de páraquedas na vida de Ana e que resolve “ajudá-la” a descobrir o que está fazendo ela entrar em crise. Especializado em hipnose, é ele que começa a trabalhar com a jovem artista para ir “recontando” as suas vidas passadas e, assim, encontrar a base “feminista” de seu dilema atual. Nada mais vago e sem verdadeiro argumento para convencer a quem for. Outro ator que está no elenco é o veterano estadunidense Gerrit Graham. Ele interpreta o Mr. Halcon, um pretenso político importante dos Estados Unidos que é um “senhor da guerra” e que acaba aparecendo no “grand finale” de Caótica Ana de maneira, digamos, ridícula. Tem gente que aparece só para morrer, enquanto outros aparecem para… hehehehehee. Não vou contar para não estragar a merda de surpresa.

Segundo o diretor na página que criou para o filme, Caótica Ana conta a história-viagem da personagem durante quatro anos: de seus 18 até os seus 22 – o curioso é que essa “diferença” de idade não fica visível no filme, exceto pelos cortes de cabelo diferente, que não querem dizer muita coisa.

O filme também seria uma homenagem do diretor a sua irmã, Ana, morta em 2000 em um acidente de trânsito. Boa parte dos trabalhos artísticos que aparecem no filme, aliás, eram de autoria da irmã do diretor, artista plástica. Só achei que ela merecia uma homenagem melhorzinha…
Caótica Ana teria custado € 9 milhões e teve filmagens no deserto do Saara, em Nova York, em Ibiza e Madri (ambas cidades espanholas).

No site IMDb Caótica Ana conseguiu a nota 5,7 dos usuários, enquanto que o site Rotten Tomatoes publica apenas duas críticas, uma positiva e uma negativa.

ATUALIZAÇÃO: (SPOILER – não leia se não assistiu ao filme). Tinha me esquecido de comentar algo antes… segundo o diretor, Caótica Ana é uma “ode” a mulher contra o homem branco. Depois fiquei pensando naquele final infame… a jovem Ana, um tanto “despirocada” e perdida no mundo, sem seu amor, trabalhando em um restaurante de Nova York, resolve seduzir o “homem da guerra”, o “homem branco” culpado de todas as guerras e pecados do mundo… seria essa a mensagem do diretor? E ela resolve se “vingar” do tal “vil homem branco” daquela maneira, buscando sua própria morte? Agora, não sei se foi mais ridículo o que ela fez, como ele reagiu ou a maneira com que ela foi “salva”… o que tem a ver a coluna romana com ela ser romana?? Hein?? Acho que não cheguei na “pira” do diretor nesse momento… Supondo-se que ela tivesse algo de romana, o machadinho que matou ela em sua encarnação índia, a guilhotina que a matou em outra vida, os corvos do deserto e etc. não seriam de sua mesma origem?? E ainda assim ela não morreu nas outras vezes todas? Ai, alguém por favor volte a dar o remédio para esse diretor que ele está pirando…

CONCLUSÃO: Um filme extremamente pretensioso, que busca contar a história de um espírito livre confrontado com o mundo e que carrega em si vários “sentimentos” e lembranças de vidas passadas. O que poderia ser interessante se mostra extremamente chato, arrastado, mal feito e com interpretações ridiculamente sem profundidade. Faltou um roteiro melhor e um elenco idem. Exceto por um par de cenas bem dirigidas, praticamente todo o filme é uma grande bobagem. O final, ainda por cima, irrita. Realmente não vejo nada para poder indicá-lo para alguém.

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14 comentários em “Caótica Ana

  1. Gosto bem mais de Os Amantes do Círculo Polar do que de Lúcía y el Sexo.

    Estava lendo os últimos posts, fiquei bem interessada no documentário War Dance (acho que é esse o nome). Mesmo sendo difícil de assistir, deve ser interessante.

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  2. Hum Caotica Ana recebendo nota 2
    era mais do q o esperado
    filminho C
    distribuido no Brasil pela Visual Filmes, a qual não distribui nenhum filme que presta.
    com todo respeito ao diretor, mas fala sério se meteu em uma fria.

    Sem mais.

    abraços!!!

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  3. Oi Camila!!

    Pois eu também tenho uma leve quedinha mais para Os Amantes do Círculo Polar do que para Lucía y el Sexo… ainda que goste muito dos dois. Agora este Caótica Ana… bem, vou esperar você ver para comentar… talvez você não ache ele tão terrível quanto eu achei. hehehehehehehheehe

    E realmente War/Dance é ótimo. Recomendo sim!!! Muito. Ainda que seja um filme um pouco complicado de assistir – pelo menos para as pessoas que se importam -, mas ele vale a pena até para “mexer no nosso estômago” e, quem sabe, nos incentivar a fazer algo a respeito. Se não para combater absurdos como aquele de uma guerra civil, mas outros que podem ser modificados por nossas ações perto de onde moramos.

    Depois que assistires a alguns destes filmes, escreve aqui tuas impressões.

    Um grande abraço!

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  4. Oi Elizeu!

    hahahahahhahahahahaha

    Filme C foi ótimo… realmente, e cá entre nós – e todos os leitores deste blog – esse filme é MUITO irritante. Ruim mesmo… mas enfim. Dei nota 2 por respeito ao diretor mesmo… afinal, ele fez filmes interessantes antes. E eu nem diria que ele se meteu em uma fria, já que o projeto é totalmente dele… ele realmente nos propiciou uma fria. 😉

    Agora sigo “falando” contigo nos outros comentários. Um abraço!

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  5. Totalmente surreal este filme,
    realmente aquela cena com o “senhor da guerra” foi no minimo algo inesperado…kkkkkkkkkkk…mas que foi engraçado foi…
    realmente a protagonista tem um belo sorriso mas não passa disso, a história até agora não sei a que veio…no final ela me parecia mais uma espiã…kkkkkkkkkkkk…

    o que se salva são os trabalhos da artista plastica irmã do diretor…

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  6. Oi Rogerio!

    Mais uma vez, seja bem-vindo!

    Pois é… complicado MESMO esse filme. Concordo contigo que os trabalhos da irmã do diretor é o que se salva. E pouco mais… sei lá, talvez as cenas na praia. hehehehehe

    No mais… vou te dizer, viu? Que filme pra gente pegar raiva. hehehehehe. Ainda bem que já faz tempo que deixei de ser “fã” das pessoas (bem, acho que de algumas ainda sou), porque é com histórias assim que a gente se decepciona. Puxa, o diretor fez trabalhos tão interessantes antes… mas enfim.

    Para ser franca, nem consegui achar engraçada a cena do “senhor da guerra”… achei simplesmente absurda, nonsense, idiota… nem consegui rir. Puxa!

    Valeu por teu comentário e já sabes… volte sempre! Um abraço!

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  7. Isso mesmo: absurdo e nonsense!!!…mas vou procurar conhecer os filmes anteriores do diretor e continue sempre com suas criticas dissecativas por aqui. Já assisti muitos filmes por ver suas dicas por aqui.

    abraçao

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  8. Oi Rogerio!

    Pois sim… uma droga de filme, vamos resumir! hehehehehehehe

    Mas enfim, até os bons se equivocam às vezes. Agora, veja mesmo os filmes anteriores dele que eu comentei… e depois me diga se eles não valeram a pena.

    Obrigada por teu comentário e pelo teu incentivo. Fico de verdade lisonjeada de saber que andas utilizando este humilde blog como guia para escolher alguns filmes. Bacana.

    Um abração e até breve!

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  9. Quem são vocês? Acho que se vocês assistirem “Zabriskie Point”, de um diretorzinho vagabundo chamado Michelangelo Antonioni, três coisas podem acontecer: 1 – Vocês poderiam achar o filme “nota 2”; 2 – Vocês poderiam gostar do filme e mudar de idéia sobre o Caótica Ana (o que seria uma iluminação); 3 – Vocês poderiam gostar do filme e continuar não gostando de Caótica Ana. Em todas as opções, as opiniões de vocês não teriam crédito.

    Desculpem, caí aqui por acaso, estava pesquisando sobre o diretor. O filme fala de coisas que vocês não sentem.

    Gabriel

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    1. Olá Gabriel!

      Antes de mais nada, mesmo você não tendo gostado de ter “caído por aqui”, seja bem-vindo.

      Então, se você tivesse acessado a seção “Sobre a autora”, que aparece no início do blog, você teria a tua primeira pergunta respondida. Recomendo que você faça esse “exercício”.

      Você não precisa pedir desculpa por ter “caído por aqui”, mas sim por ter uma capacidade tão limitada de acessar e, principalmente, aceitar opiniões divergentes da sua. Acho sempre lamentável quando alguém acha que tem o direito de dizer o que outros devem pensar ou como devem opinar.

      Como você, eu tenho o direito de usar o meu cérebro para pensar, refletir e opinar. E graças a Deus, não preciso da tua permissão para fazer isso.

      Não assisti a Zabriskie Point. Mas coloquei na minha lista de sugestões. E só depois de assistí-lo poderei opinar a respeito.

      Mesmo com um recado tão infeliz, te agradeço pela dica de filme.

      Ah sim, e um filme não precisa falar sobre coisas que eu sinto ou eu deixo de sentir para ser bom. Ele precisa ser bem conduzido, envolvente, utilizar bem os recursos que o cinema propicia. Apenas isso. Não confunda os seus sentimentos com qualidade. E nem projete ele em tudo o que você vê. Ser apaixonado é bacana, mas extremista, não. Podes sofrer muito ainda agindo desta forma. E perderás ótimas oportunidades de analisar o cinema querendo sempre ver os teus sentimentos por aí.

      Abraços e obrigada pelo teu comentário. Espero que voltes por aqui mais vezes, quem sabe com um pouco mais de equilíbrio.

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  10. Desculpem, caí aqui por acaso, estava pesquisando sobre o diretor. O filme fala de coisas que vocês não sentem. [2]

    Gostaria de deixar minha opinião aqui, já que me decepcionei muito lendo isso aqui.

    Fiquei feliz e achei um dos melhores filmes que eu já vi. Acho sua crítica extremamente sem fundamento, portanto desnecessária.

    EU consegui captar a mensagem do filme, e achei super válido. Sem fala nas belas cenas… genial apesar de alguns furos, acho que saiu um excelente trabalho, me abriu portas… abraços

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