Avengers: Infinity War – Vingadores: Guerra Infinita

avengers-infinity-war

Tudo o que os fãs dos super heróis esperam para um filme estrelado por eles encontramos em Avengers: Infinity War. Para começar, o que há de melhor em efeitos visuais e virtuais. As imagens mais incríveis criadas por artistas com a ajuda da tecnologia vemos em cena. Depois, temos alguns dos personagens mais amados das HQs reunidos e um super vilão – possivelmente o mais temido de todos os tempos – para ser combatido. Embalando tudo isso, um roteiro recheado de cenas de ação, de algumas piadas perspicazes e de certo drama pincelado aqui e ali.

A HISTÓRIA: Uma nave de refugiados está sendo atacada. Famílias de asgardianos estão sendo mortas, e um pedido de socorro percorre o Universo. Dentro da nave, Ebony Maw (Tom Vaughn-Lawlor), um dos mais fieis seguidores e aliados de Thanos (Josh Brolin), diz para as vítimas que elas devem se alegrar, porque elas serão sacrificadas em nome do equilíbrio do Universo. Thanos, por sua vez, diz que o destino sempre chega, e exige que Loki (Tom Hiddleston) lhe entregue o cubo de Tesseract para que Thor (Chris Hemsworth) não seja morto.

Thor diz que não adianta Thanos pedir por Tessaract porque ele foi destruído em Asgard. Mas Loki mostra o cubo e entrega uma das Joias do Infinito que Thanos tanto queria. Apesar de ceder, Loki diz que eles continuarão a ver a luz do dia, e afirma que eles tem o Hulk (Mark Ruffalo). Ele ataca Thanos, mas acaba sendo vencido. Antes de Hulk ser morto, contudo, Heimdall (Idris Elba), que está caído no chão, consegue enviar o gigante verde para a Terra. Agora, Thanos tem duas Joias do Infinito. Em breve, ele seguirá atrás das outras quatro, incluindo duas que estão na Terra.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Avengers: Infinity War): Eu prometo tentar não escrever um texto gigante sobre esse filme, beleza? 😉 Como já comentei antes em algum texto aqui no blog, eu sempre fui uma grande fã de HQs. Li bastante, especialmente na adolescência. Hoje, leio mais The Walking Dead, apenas – e, eventualmente, alguma outra HQ mais antiga.

Dito isso, claro que eu já tinha visto os principais heróis da Marvel em ação antes. Dos vários filmes da grife lançados no cinema, assisti a alguns – mas a maioria, acredito, eu perdi. Dito isso, quero dizer sim que eu me lembrei de todos os personagens principais desse filme – exceto Thanos e seus aliados, dos quais eu não tinha lembrança.

Acho importante para você que, como eu, talvez não tenha assistido a todos os filmes de heróis da Marvel dos últimos 10 ou 15 anos, dar uma olhada nessa matéria do jornal O Globo. Nela, são citados os sete filmes mais importantes que você deveria assistir antes de conferir Avengers: Infinity War. O quarto e o sétimo filme da lista me parecem os mais importantes – os demais são bacanas também, mas para quem conhece bem os personagens dos quadrinhos, talvez eles não sejam tãoooo fundamentais assim.

Dito isso, comento que sim é possível assistir a Avengers: Infinity War sem ter visto aos sete filmes listados pelo O Globo ou mesmo às outras produções da Marvel que envolvem Os Vingadores e que não estão na lista. O importante mesmo é você conhecer relativamente bem os personagens, as suas personalidades e a importância de cada um naquela constelação de heróis. Fui assistir ao filme em um cinema 3D logo na primeira sessão de sábado, e qual a minha surpresa em conseguir um dos últimos ingressos para a sessão.

O cinema estava praticamente lotado – exceto pelas fileiras bem na frente, que ninguém quer. Tive sorte em consegui entrar. E gostei muito do que eu vi. Para começar, Avengers: Infinity War tem aquela pegada de uma nave no espaço sendo atacada que faz os fãs de cinema e da cultura nerd lembrarem imediatamente de Star Wars. Logo essa impressão desaparece quando vemos ao vilão Thanos, a Loki e Thor, o que nos faz “cair” rapidamente no universo da Marvel.

O começo de Avengers: Infinity War é ótimo. Com bons diálogos e uma luta bacana entre Hulk e Thanos que serve como um “cartão de visitas” do que veremos depois. Essa qualidade inicial do filme também acaba sendo um problema depois. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Isso porque você acaba esperando um filme cheio de cenas de ação, de disputas e de muita adrenalina, mas temos várias partes da história com “cenas emotivas” entre dois ou mais personagens.

Sim, há cenas de ação que todo fã espera, mas talvez em menor número do que gostaríamos. No fim das contas, a narrativa mostra Thanos, que acredita que tem como “missão” exterminar metade da vida no Universo para que o equilíbrio seja reestabelecido, em busca das cinco Joias do Infinito que lhe faltam – ele começa a narrativa já com a Joia do Poder. Se Thanos conseguir o seu objetivo, ele se tornará onipotente e poderá, com um estralar de dedos, exterminar metade da vida nos planetas Universo afora.

Sobrevivem àquela cena inicial do filme os heróis Thor e Hulk. Cada um deles parte em uma direção para buscar aliados para tentar impedir Thanos. E aí que a narrativa se fragmenta, com um núcleo na Terra liderado por Hulk, Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch), Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e Peter Parker/Homem Aranha (Tom Holland) tentando proteger a Joia do Tempo que está com o Doutor Estranho, enquanto outro grupo, liderado por Thor e os Guardiões da Galáxia busca atacar Thanos em duas frentes.

Mesmo o grupo da Terra também acaba se dividindo. Depois de Doutor Estranho ser atacado por Ebony Maw e sequestrado por ele, o Homem de Ferro e o Homem Aranha conseguem embarcar na nave e seguir o vilão para tentar resgatar o Doutor Estranho, enquanto o Hulk, que ficou na Terra, entra em contato com Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans).

Quando o Visão (Paul Bettany), que tem a Joia da Mente, passa a ser o novo alvo dos aliados de Thanos, o herói e a sua companheira Wanda Maximoff/Feiticeira Escalate (Elizabeth Olsen) acabam sendo socorridos por Steve Rogers, Sam Wilson/Falcão (Anthony Mackie) e Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Johansson). Enfim, isso tudo vocês sabem, vendo o filme.

Mas fiz questão de contar toda essa fragmentação da narrativa para comentar como a história, que é linear e parece bastante “simples” no direcionamento da narrativa, acaba ganhando em velocidade e em fragmentação ao se dividir em algumas linhas de ação. Não temos apenas a Thanos perseguindo Joia por Joia. O tempo dos heróis fica mais curto porque enquanto Thanos persegue algumas Joias, os seus comparsas atacam outras frentes para conquistar as demais.

O objetivo dos heróis, por outro lado, é tentar preservar as Joias que estão no poder de dois membros desse grupo: Doutor Estranho e Visão. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Enquanto isso, boa parte da turma dos Guardiões da Galáxia – com exceção de Groot (voz de Vin Diesel) e de Rocket (voz de Bradley Cooper), que acabam seguindo a direção de ajudar Thor a forjar um novo martelo para combater Thanos -, incluindo a “filha adotiva” do vilão, Gamora (Zoe Saldana), tentam impedir Thanos de conseguir as duas Joias que estão em outros lugares do Universo.

Como os fãs dos heróis da Marvel sempre esperam dos filmes que buscam honrar os personagens das HQs, Avengers: Infinity War tem ação, humor e suspense nas doses certas. Essa produção rende algumas boas risadas, em tiradas um tanto sarcásticas com as quais estamos acostumados. As cenas de ação são ótimas, mas talvez o filme poderia ter um pouco mais desse elemento.

A narrativa, que na maior parte do tempo se apresenta bem envolvente e ágil, tem algumas desaceleradas importantes – e, algumas vezes, elas me pareceram um tanto forçadas – para explorar o lado “sentimental” dos personagens. Sim, é bacana ver a tantos personagens importantes em cena. Também faz sentido que o roteiro de Christopher Markus e de Stephen McFeely explorasse as relações entre os personagens, mas algumas sequências entre eles me pareceram um tanto previsíveis e exageradas – especialmente as sequências entre Visão e Wanda Maximoff e entre Thanos, Gamora e Nebulosa (Karen Gillan).

Mas ok, nem sempre dá para um filme tão complexo como esse, com tantos personagens e tanta narrativa contada em diversos HQs e resumida em apenas uma produção, ser totalmente coerente ou equilibrado. O que importa, no fim das contas, é que Avengers: Infinity War atende a grande parte da expectativa dos fãs do gênero. Para começar, o filme é impecável nos efeitos especiais e visuais. Depois, para os fãs, é inegável o efeito de êxtase que uma produção com tantos astros e estrelas juntos, interpretando os seus personagens preferidos, desperta.

Também são importantes – e os pontos altos do filme – as cenas de batalha, luta e as de humor. Para arrematar tudo isso, ainda temos o final dessa produção. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Assim como um dos arcos narrativos do HQ conta, em uma das realidades possíveis – o Doutor Estranho viu pouco mais de 4 milhões de alternativas ao viajar “no tempo” -, Thanos consegue todas as Joias do Infinito e faz realmente a limpa que ele gostaria no Universo.

Não deixa de ser emocionante e até de nos arrepiar quando vemos, no final de Avengers: Infinity War, diversos heróis sumindo na nossa frente após o sucesso de Thanos. É de doer o coração ver a T’Challa/Pantera Negra (Chadwick Boseman), o Homem-Aranha, Doutor Estranho, Peter Quill/Senhor das Estrelas (Chris Pratt) e tantos outros partirem tão repentinamente. Quando o filme acaba, a plateia fica se perguntando se aquilo realmente aconteceu.

Bem, avaliando as HQs que tratam sobre esse assunto, sim, em um dos arcos narrativos Thanos conseguiu exatamente o que queria. E se metade da população do Universo foi exterminada com o estrelar de dedos dele, é de se presumir que metade – ou um pouco menos – dos heróis também passaria pelo mesmo, não é?

Ainda assim, segundo o próprio Doutor Estranho comentou ao viajar no tempo, havia uma possibilidade – entre mais de 4 milhões – dos heróis vencerem o vilão. Quem sabe essa possibilidade realmente não aconteceu em alguma realidade paralela e os heróis conseguem reverter o que sucedeu nas demais linhas narrativas?

Estou apenas fazendo uma especulação aqui. Mas mesmo que o final seja aquele mesmo, interessante ver a um filme da Marvel que não termina com os heróis se dando bem – afinal, nem sempre é isso que acontece. Uma outra possibilidade que vejo no desdobramento desse filme é que na próxima produção os Vingadores e os Guardiões da Galáxia que restaram realmente unam as forças (talvez até com a adição de outros heróis) e, ao derrotar Thanos, eles consigam “restabelecer” a vida com a Manopla do Universo e as suas Joias. Afinal, se um estralar de dedos mata metade da população do Universo, por que um novo estralar de dedos não poderia “reviver” as mesmas pessoas? A conferir, pois.

Pensando na cena que vemos após os créditos e que mostra Nick Fury (Samuel L. Jackson) também desaparecendo, mas, antes, enviando uma mensagem de Código Vermelho, podemos presumir que o alerta será respondido por alguém. Provavelmente pelos heróis que restaram – e que devem se reunir para enfrentar Thanos. Então muito mais virá pela frente ainda.

Finalizando essa crítica, comento que esse filme me agradou, mas que ele teve um impacto menor do que outra produção recente que assisti baseada em HQs: Black Panther (comentada por aqui). Se, por um lado, Avengers: Infinity War agradou pelos efeitos visuais e especiais e por fazer desfilar tantos astros e personagens legais na nossa frente, por outro lado essa quantidade de personagens torna a narrativa menos rica. Diferente de Black Panther, que teve muito mais espaço para desenvolver os personagens e suas relações.

Apesar disso, vale comentar como Avengers: Infinity War trata de um assunto que parece exagerado mas que já fez parte da nossa história no passado e que volta à tona agora, com o recrudescimento de posturas de direita extremista: o desejo de alguns de determinar quem deve viver ou morrer e de, movidos por essa ânsia, promover “limpas” e/ou genocídios de contingentes importantes em nome de um “equilíbrio” da sociedade.

Hitler, antes, defendia o extermínio de vários grupos que não eram da “raça superior”. Vários políticos, atualmente, querem fechar fronteiras para refugiados, tirar do próprio território pessoas que eles consideram “indignas” de estar no país e outros tipos de exclusão/extermínio por causa de raça ou credo.

Muitos, a exemplo de Thanos, defendem essas práticas em nome do “equilíbrio” e como solução para o crescimento da população e a diminuição dos recursos finitos da Terra. Assim, guardadas as devidas proporções de um filme de ficção e baseado em HQs, Avengers: Infinity War nos faz pensar sobre questões bastante reais e que fazem parte da nossa realidade – mesmo que não estejamos inseridos (ainda) em regimes de exceção. Mas vale o alerta – e a reflexão.

Dito isso, devo comentar que sim, Avengers: Infinity War e Black Panther são estilos de filmes bem diferentes, com propostas igualmente diferenciadas. Mas, inevitavelmente, sempre comparamos as nossas experiências com o cinema. Assim, sendo, gostei sim de Avengers: Infinity War, mas não tanto gostei de Black Panther. Dito isso, quero dizer que vale muito a pena assistir a Avengers: Infinity War em 3D e nos cinemas, é claro.

NOTA: 9,2.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Eu li a algumas histórias de Thanos. Mas não sou nenhuma especialista no super vilão e em suas peripécias envolvendo Os Vingadores e demais heróis das HQs – como o Surfista Prateado. Mas do que eu conheço e do que eu li, me parece que Avengers: Infinity War toma diversas “licenças poéticas”, digamos assim. Parece que o filme não é muuuuito fiel aos quadrinhos. E beleza os realizadores produzirem algo diferente, mas fico me perguntando se o filme ficou melhor que o original. Se tiver algum especialista por aqui que puder comentar, agradeço.

Falando em Thanos e as suas peripécias, se você, como eu, não é um(a) especialista no assunto, sugiro dar uma conferida em dois sites que ajudam a nos situar sobre esse personagem e as suas narrativas na Marvel. A primeira leitura que eu recomendo é essa, do site Universo HQ, que dá uma bela resumida no personagem e em suas aparições em gibis da Marvel. Depois, sugiro a leitura desse texto do site Aficionados que traz um bom resumo sobre as Joias do Infinito, incluindo a função de cada um delas e os seus atuais e antigos detentores. Leituras bastante recomendadas e que ajudam a rememorar e/ou conhecer alguns fatos envolvendo Thanos e as Joias.

Enquanto eu via o vilão Thanos na minha frente, era impossível para mim não lembrar de personagens da mitologia grega como Thánatos e Hades. Quem já ouviu falar deles – quem sabe em uma música da Legião Urbana – sabe que eles estão ligados à morte e à destruição. Ou seja, faz muito sentido o nome de Thanos, que acredita que tem como “missão” matar para colocar equilíbrio no Universo. Quem quer saber um pouco mais sobre Thánatos e Hades, pode encontrar uma boa introdução nesse texto da Wikipédia.

O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é inspirado em uma série de personagens criados por alguns dos grandes gênios da história das HQs. Vale citar toda a inspiração dos roteiristas: eles se inspiraram nos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby; no personagem do Capitão América criado por Joe Simon e Jack Kirby; no Senhor das Estrelas (Star-Lord) criado por Steve Englehart e Steve Gan; no Rocket Raccoon criado por Bill Mantlo e por Keith Giffen; no Thanos, Gamora e Drax criados por Jim Starlin; no Groot criado por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby; e na Mantis criada por Steve Englehart e Don Heck.

Como comentei antes, um dos destaques de Avengers: Infinity War é o elenco estelar da produção. Entre os vários nomes em cena, destaco as atuações de Chris Hemsworth, de Mark Ruffalo, de Benedict Cumberbatch, de Zoe Saldana, de Josh Brolin e de Chris Pratt. Aparecem bastante na produção, mas achei que com um nível de interpretação um pouco menor, os atores Robert Downey Jr., Chris Evans, Scarlett Johansson e Tom Holland. Eles estão bem, mas acho que se destacam menos que os anteriores.

Além deles, vale citar o bom trabalho de Scarlett Johansson, Don Cheadle, Chadwick Boseman, Karen Gillan, Paul Bettany, Elizabeth Olsen, Vin Diesel, Bradley Cooper, Benedict Wong e Letitia Wright. Eles aparecem um pouco menos que os atores citados anteriormente, mas fazem um bom trabalho. Estão bem no filme, mas em papéis ainda menos – quase de pontas – os atores Tom Hiddleston, Anthony Mackie, Sebastian Stan, Idris Elba, Danai Gurira, Peter Dinklage, Pom Klementieff, Dave Bautista, Gwyneth Paltrow, Benicio Del Toro, Winston Duke e Florence Kasumba.

Os diretores Anthony Russo e Joe Russo fazem um belo trabalho com Avengers: Infinity War, especialmente nas cenas de ação. Pena que o roteiro não acompanhou tão bem o talento dos diretores.

Avengers: Infinity War teve a sua première em Los Angeles no dia 23 de abril de 2018. No dia 25, dois dias depois da première, o filme estreou nos cinemas de 25 países. No dia 26, estreou em outros 28 países, incluindo o Brasil. Assisti ao filme ontem, dia 28 de abril, em uma sessão praticamente lotada.

O filme deve consagrar-se com uma das grandes bilheterias de todos os tempos. Segundo o site Box Office Mojo, Avengers: Infinity War faturou, até o dia 29 de abril, US$ 250 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 380 milhões nos outros países em que o filme estreou até essa data. Ou seja, em poucos dias, ele faturou US$ 630 milhões. Se seguir nessa pegada, logo ele será um filme com faturamento bilionário. Impressionante. Quem mesmo disse que as pessoas não vão mais nos cinemas? Para determinados filmes, não faltará público e lucro.

Agora, algumas curiosidades sobre essa produção. As filmagens de Avengers: Infinity War começou em janeiro de 2017 e terminou em janeiro de 2018. Essa produção foi rodada simultaneamente ao novo filme Avengers, que dá continuidade a Infinity War mas que ainda não tem o título definido e que deverá estrear nos cinemas em 2019.

De acordo com o presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, a formação dos Vingadores vai mudar substancialmente entre esse filme lançado em 2018 e o próximo que será estrelado pelo grupo de heróis. Dá para entender o porquê disso assistindo a Avengers: Infinity War. 😉 Ainda segundo Feige, Avengers: Infinity War é o ponto alto de toda a saga dos super heróis da Marvel porque esta produção seria o “resultante” de todos os filmes anteriores.

Nesse filme, os atores Robert Downey Jr. e Chris Evans completam nove produções em que eles interpretam os personagens Homem de Ferro e Capitão América, respectivamente. Assim, eles empatam com Hugh Jackman, que também interpretou em nove filmes o personagem Wolverine. Mas tanto Downey Jr. quanto Evans demoraram muito menos tempo que Jackman para chegar a esse marco de nove produções interpretando o mesmo herói de HQ. Enquanto Jackman demorou 16 anos para somar esses nove filmes, Evans demorou sete anos e Downey Jr. demorou 10 anos.

Avengers: Infinity War é o primeiro filme – sem ser um documentário – totalmente filmado com câmeras IMAX.

O primeiro trailer de Avengers: Infinity War registrou 200 milhões de visualizações em 24 horas, o que estabeleceu um novo recorde para visualizações de um trailer em um único dia.

Quando eu estava no cinema, eu achei o filme um tanto longo… mas só agora eu me dei conta que Avengers: Infinity War tem 156 minutos de duração, ou seja, 2 horas e 36 minutos! Uau! No cinema, ele parece longo, mas não dá para perceber que ele tem mais de duas horas e meia. Por ter toda essa duração, Avengers: Infinity War é o filme baseado em HQs mais longo da história do cinema.

De acordo com os produtores do filme, Avengers: Infinity War está inspirado em três marcos narrativos das HQs da Marvel: The Infinity Gauntlet, The Thanos Imperative e Infinity. O enredo Civil War das HQs da Marvel, contudo, não tem nada a ver com a narrativa do filme. Que bom que esclareceram isso, porque realmente me pareceu estranho as HQs e o filme terem o mesmo nome mas não terem nada a ver uns com os outros.

Os usuários do site IMDb deram a nota 9,1 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 226 críticas positivas e 42 negativas para o filme, o que lhe garante um nível de aprovação de 84% e uma nota média de 7,5. Especialmente o público está amando essa produção – mais do que os críticos. Reação mais que compreensível dos super fãs do Universo Marvel. No site Metacritic, Avengers: Infinity War apresenta um metascore de 68. Esse indicador resume 38 críticas positivas, 13 medianas e uma negativa.

Avengers: Infinity War é uma produção 100% dos Estados Unidos. Assim, esse filme atende a uma votação feita há bastante tempo aqui no blog.

CONCLUSÃO: Todos esperavam pela estreia de Avengers: Infinity War. Os fãs de HQ “raiz”, os fãs dos filmes que estão arrasando as bilheterias a cada nova estreia e mesmo aqueles que não são tão fãs assim desse gênero. Afinal, tanto se falou dessa produção… Como filmes do gênero competentes foram lançados recentemente, ficou difícil para esse filme superar toda essa expectativa. Então sim, Avengers: Infinity War é uma bela experiência de cinema. Um show de efeitos especiais e um belo desfile de astros e estrelas. O filme também agrada por não acabar de maneira óbvia, mas está longe de ser uma produção inesquecível. Vale pelo entretenimento e pelo visual. Mas isso é tudo.

Anúncios

Kill Your Darlings – Versos de Um Crime

killyourdarlings1

Personagens históricos controversos sempre dão pano pra manga. Especialmente quando a história trata de artistas – que sempre terão os seus defensores convictos e seus detratores igualmente “cheios de razão” – e ambos, certamente, corretos. 🙂 Kill Your Darlings se debruça em um episódio importante na vida de autores fundamentais da chamada geração beat. Um crime que iria catapultar os amigos Allen Ginsberg, Lucien Carr, Jack Kerouac e William Burroughs em diferentes direções, rompendo um cotidiano de exageros fundamental para a obra que cada um – exceto Carr – desenvolveria depois.

A HISTÓRIA: Água. Uma música antiga começa a tocar. O corpo de David Kammerer (Michael C. Hall) aparece submerso na água. A ação volta lentamente no tempo, e vemos Kammerer sendo largado na água por um ensanguentado Lucien Carr (Dane DeHaan). Ao fundo, Carr lê o trecho de um escrito de Allen Ginsberg (Daniel Radcliffe) no qual ele fala sobre o poder transformador e destruidor do amor. Corta. Carr aparece lendo o texto, enquanto Ginsberg se aproxima das grades da cela onde o amigo está. Carr diz para Ginsberg que ele não deve mostrar aquele texto para ninguém.

O poeta beat pede para Carr dizer a verdade, mas o amigo contesta que ele não estava no local quando o crime aconteceu. A partir daí, a história volta no tempo e muda de local, mostrando a cidade de Paterson, em New Jersey, no ano de 1943, quando Ginsberg descobre que foi aprovado na Universidade Columbia. É lá que ele irá conhecer Carr e outras pessoas importantes para o surgimento da “geração beat”.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Kill Your Darlings): Admito que fui assistir a este filme desavisada. Não sabia que se tratava da história do encontro das principais figuras da geração beat. Pelo título e pelo pôster da produção, pensei que se tratava de apenas mais uma história de um crime macabro que tivesse acontecido nos Estados Unidos.

Ainda que tenha lido algo feito pelos escritores retratados neste filme, não sou uma profunda conhecedora da obra deles. Acho importante fazer estas duas pequenas observações para contextualizar o leitor sobre a minha postura frente a este filme. Esclarecido estes dois pontos – e acho fundamental especialmente o segundo, por não me colocar nem na seara dos que acham estes nomes brilhantes e nem de quem considera eles dispensáveis -, vamos ao que interessa.

Kill Your Darlings me pareceu um filme feito sob medida para o grupo de pessoas que gosta da geração beat. E que por gostar de Ginsberg, Kerouac e Burroughs, teria um conhecimento prévio sobre a vida deles, a maneria com que eles se encontraram e começaram uma amizade e, claro, sobre o crime praticado por Lucien Carr.

Acredito que para as pessoas deste grupo, este filme parecerá interessante por dramatizar uma visão dos fatos. Sim, porque há um caminhão cheio de controvérsias que cerca o roteiro do escritor Austin Bunn e do diretor John Krokidas. Como o filme segue a linha de pensamento de Ginsberg e a versão dele dos fatos – não por acaso a narrativa inteira está contada sob a ótica deste escritor -, outras visões discordantes ficam de fora da trama.

Como jornalista, sei bem que um fato não tem apenas uma versão. Como ouvi a cantora e compositora Marisa Monte ponderando estes dias em uma entrevista na Globo News, a verdade absoluta é difícil da alcançar. O que costumamos roçar é a verdade diferenciada de cada pessoa. Pois bem, Kill Your Darlings é a verdade de Ginsberg dos fatos.

Sabendo disso, é interessante e bastante corajosa a forma com que ele trata de seu próprio ritual de passagem para a vida adulta. Acompanhamos Ginsberg a partir da saída da casa dos pais – onde tinha uma relação conflituosa com o pai, Louis (David Cross), e de muita atenção e cuidado com a mãe doente, Naomi (Jennifer Jason Leigh) – e até o encontro do jovem com o estimulante ambiente universitário.

Até Ginsberg entrar para a Universidad Columbia, ele era apenas um esboço de escritor. Um jovem talentoso que gostava de ler muito, começava a traçar as primeiras linhas, mas que precisava ser desafiado para romper a casca e sair do ovo. Chegando na universidade, ele fica fascinado com a figura atraente de Carr. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). E esse fascínio, logo vamos saber, não fica apenas no plano intelectual. Muito pelo contrário.

Um ponto que parece ser unânime entre as versões daqueles fatos é que Carr era um jovem bonito, muito bonito, e que transbordava energia e vitalidade, o que acabava atraindo muitas atenções. Estiloso e espirituoso, ele aglutinou as figuras principais da geração beat, aproximando o recém-chegado Ginsberg de Burroughs e, pouco depois, Kerouac dos outros dois.

Outro ponto que todos parecem concordar é que Carr tinha uma relação bastante intensa e conflituosa com David Kammerer. E que a proximidade e a relação de Ginsberg e Kerouac com Carr teria desencadeado ainda mais conflitos do jovem com Kammerer, o que terminaria por provocar uma forte discussão dos dois e a morte de Kammerer.

Fora estes dois pontos explorados pelo roteiro de Bunn e Krokidas, todo o restante é controverso. Como vocês podem ver nesta matéria interessante de Mark Judge e publicada no The Daily Caller, com um depoimento forte de um dos filhos de Carr, Caleb, Kill Your Darlings pode ter distorcido totalmente a realidade para afagar o ego de Ginsberg.

Segundo Caleb Carr, o filme segue a ótica de Ginsberg, um gay assumido e militante, para quem todo homem é homossexual – mas nem todo se liberta das próprias amarras para viver esta realidade -, que via na relação de Carr e Kammerer a de dois amantes com diversos conflitos. Segundo esta visão, Carr tinha vergonha de ser gay e, descontrolado pela insistência de “posse” de Kammerer, quando ele, Carr, tinha interesse de ter uma relação com Kerouac, teria preferido matar o professor que se fazia de zelador para ficar perto do “protegido”. Em diversos momentos do filme uma relação sexual entre Carr e Kerouac é insinuada.

O problema fundamental de Kill Your Darlings, segundo Caleb Carr, é que a relação entre o pai dele e Kammerer seria bem diferente. Caleb defende que Lucien era abusado por Kammerer desde os 12 anos de idade, quando Kammerer – 14 anos mais velho – era instrutor de escoteiros e os dois se conheceram em um grupo destes. Como Lucien foi abandonado pelo pai quando era muito jovem, Kammerer teria assumido a figura paterna para o garoto.

O problema é que Kammerer teria aproveitado a autoridade desta presença paterna para abusar sexualmente e psicologicamente de Lucien. Com a conivência da mãe do rapaz, interpretada no filme por Kyra Sedgwick, Kammerer teria feito marcação cerrada contra Lucien. O acosso incluiu uma viagem ao México e chegou até a Universidade de Columbia. A diferença, segundo Caleb, é que no ambiente universitário Kammerer teria tido a concorrência de outras pessoas, especialmente Kerouac – que teria uma postura bastante viril, máscula, assumindo a figura paterna que antes era desempenhada por Kammerer.

Ainda de acordo com o depoimento do filho de Lucien, Ginsberg nunca teria sido correspondido pelo pai dele, por isso esta versão tão distorcida da realidade. Francamente, não sei de que lado está a verdade. Até porque seria compreensível que Caleb, tentando preservar a memória do pai – explorado no filme como um grande manipulador que não tinha talento para a literatura e que vivia jogando com as pessoas -, negasse que ele fosse gay ou bissexual.

O que me chamou a atenção no material da The Daily Caller é que Caleb não apenas nega a história de Kill Your Darlings, mas se expõe de uma maneira tão corajosa quanto o ator Daniel Radcliffe em algumas cenas deste filme (a melhor parte da produção, para mim, foi a entrega do intérprete). Especialmente importante o momento em que ele fala que uma prova de que o pai era abusado por Kammerer e não era amante dele é que Lucien seguiu o padrão de várias pessoas que são abusadas: descontar o que eles sofreram em outras pessoas, especialmente nos filhos, através da violência ou da indiferença.

Caleb é direto em dizer que sofreu violência física do pai. Ora, se ele queria apenas defender a memória de Lucien, parece difícil que ele faça isso dizendo que o pai não era gay, e sim uma figura violenta. Não faz sentido. Por isso mesmo eu desconfio que a versão de Caleb esteja mais próxima da realidade do que o roteiro de Bunn e Krokidas. E se isso for verdade, Kill Your Darlings pinta um pedófilo, que teria abusado sexualmente de um rapaz a partir dos 12 anos, como um sujeito apaixonado e que não queria deixar o amor de sua vida partir.

Essa indefinição sobre o que de fato é verdadeiro atrapalha bastante esta produção. Especialmente porque ela abraça apenas uma versão dos fatos. Além disso, achei o roteiro muito arrastado. Kill Your Darlings, apesar de recorrer ao desgastado recurso de mostrar o final para depois retomar a história desde um princípio relevante, demora para engrenar. Também me pareceu que Bunn e Krokidas quiseram fazer uma homenagem aos autores da geração beat, cuidando para que o retrato deles não fosse denso ou realista demais.

Duvido muito que Ginsberg, Kerouac e Burroughs não escandalizassem muito mais do que o que é visto nesta produção. Pensando em outros filmes que mostraram gente mergulhando fundo nas drogas, Kill Your Darlings parece uma produção quase pueril. Duvido que as figuras retratadas neste filme não mergulharam muito mais em orgias, drogas e bebida do que o que Bunn r Krokidas querem nos contar. Essa vontade de “embelezar” a visão de todos os envolvidos, menos de Carr, torna a espinha dorsal de Kill Your Darlings muito frágil e sem vigor.

O filme também perde força com algumas caricaturas aqui e ali. Por exemplo, a caracterização da mãe de Ginsberg ou a necessidade de Carr subir na mesa da biblioteca na apresentação do local para os novos alunos. Recursos batidos em outras produções e que parecem descolados da narrativa teoricamente “embebida” na realidade.

As interpretações de Daniel Radcliffe e Dane DeHaan são o que o filme tem de melhor. Os dois mergulham em seus respectivos papéis e convencem em cada fala, mesmo quando elas não são bem escritas. Outros atores mais veteranos e normalmente muito bons em seus papéis, como Michael C. Hall e Ben Foster, não conseguem fazer uma entrega tão boa – talvez porque nem eles acreditaram no texto que tinham que interpretar. Jack Huston está bem como Kerouac. Mas o problema envolvendo estes últimos três atores é que os personagens deles não são bem desenvolvidos pelo roteiro. Não ao ponto de convencer o espectador como é o caso dos personagens de Radcliffe e DeHaan.

Mesmo com tantos problemas, Kill Your Darlings ganha certo interesse por contar como Ginsberg, Kerouac e Burroughs se encontraram. O filme faz um resgate interessante – ainda que previsível – do ambiente vivido nos Estados Unidos em 1944 e 1945, e ganha alguns pontos por adicionar, aqui e ali, algo de poesia e do talento dos autores retratados. O melhor daqueles atores, contudo, seria lançado apenas tempos depois – por isso, para a nossa desgraça, não era possível o roteiro deste filme acrescentar mais de suas obras. A nota abaixo é justificada principalmente pelo ótimo trabalho de Radcliffe e DeHaan. O melhor do filme.

NOTA: 7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Cada um tem os “ídolos” que lhe interessa. Da minha parte, nunca achei interessante esse tipo de artista que tem que afundar em drogas ou álcool para conseguir escrever. Verdade que “estados alterado da mente” fazem alguns criarem melhor. Mas de fato a arte precisa deste tipo de aditivo? É impossível criar algo sublime se não for através do uso massivo de drogas e/ou álcool? Acredito que muitos artistas geniais de diferentes gerações podem servir de contraponto para esta crença.

Talvez pelo comentado no parágrafo acima é que a geração beat nunca tenha “feito a minha cabeça”. Não ao ponto de eu realmente ir atrás de boa parte da obra de Kerouac, Ginsberg ou Burroughs. Mas é claro que respeito quem tenha feito isso. Certamente se você é uma destas pessoas, vai ter uma leitura diferente de Kill Your Darlings. Comente por aqui o que você achou.

E para quem quer ter uma visão “simplificada” da geração beat, esta matéria ligeira do Mundo Estranho pode ser uma boa palhinha.

Apesar de convencerem menos que Radcliffe e DeHaan, o excelente ator Michael C. Hall e Jack Huston se saem bem em seus respectivos papéis. O que faltou para Huston neste filme, a meu ver, foi um pouco de “postura viril”. O que eu li sobre Kerouac me faz acreditar que ele tinha uma presença mais máscula do que Huston consegue imprimir. Ben Foster é o único que realmente ficou apagado na produção – para quem viu o ator em outros papéis, aqui ele parece “fora do tom”.

Falando nos grandes trunfos deste filme, o trabalho de Radcliffe eu já conhecia, e gosto dele, mas quem me chamou a atenção pela surpresa do desempenho foi Dane DeHaan. Esse jovem ator de 27 anos está filmando Tulip Fever, um filme de época do diretor Justin Chadwick (que fez Mandela: Long Walk to Freedom e The Other Boleyn Girl, comentado aqui no blog, entre outros). Com este filme, são 23 trabalhos como ator – incluindo filmes e séries de TV. Uma produção anterior a Tulip Fever que ele fez foi Life, filme no qual ele interpreta James Dean. Se ele conseguiu fazer uma entrega no estilo de Kill Your Darlings, vamos ouvir falar muito dele ainda, tanto por interpretar James Dean como por outros papéis. Vale ficar de olho.

Além dos atores já citados, vale comentar o bom trabalho de Elizabeth Olsen como Edie Parker, namorada de Kerouac, e John Cullum como o professor Stevens, esforçado em ensinar bons conceitos para figuras “do contra” como Ginsberg. Curioso ver o resgate que o filme faz do ator David Rasche, que interpreta o diretor da Universidade Columbia – ele é uma figura conhecida de quem acompanhou o cinema dos Estados Unidos nos anos 1980.

Da parte técnica do filme, gostei da trilha sonora de Nico Muhly, ainda que ela pareça um pouco carregada em certos momentos; assim como da direção de fotografia de Reed Morano e da edição de Brian A. Kates. Como este é um filme de época, importante o resgate dos anos 1940 feito pelo figurino de Christopher Peterson e, principalmente, pelo design de produção de Stephen H. Carter, pela direção de arte de Alexios Chrysikos e a decoração de set de Sarah E. McMillan.

Kill Your Darlings estreou em janeiro de 2013 no Festival de Sundance. Depois, o filme participaria ainda de outros 18 festivais e semanas de cinema – um número impressionante! Nesta trajetória, o filme conseguiu quatro prêmios e foi indicado a outros seis. Nenhum prêmio de grande relevância.

Esta produção foi filmada totalmente em Nova York – incluindo o campus da Columbia University.

Não há informações sobre o custo de Kill Your Darlings. Há dados apenas sobre a arrecadação do filme nos Estados Unidos: pouco mais de US$ 1,03 milhão. Pouco, muito pouco.

Este é o primeiro longa dirigido por John Krokidas. Sem dúvida ele precisa de mais experiência atrás das câmeras para começar a chamar atenção tanto quanto outros nomes de diretores jovens que estão no mercado e que já apresentaram filmes com um estilo pessoal muito marcante. Krokidas é natural de Massachusetts e tem 40 anos – fará 41 em outubro deste ano. Antes de Kill Your Darlings ele tinha dirigido a dois curtas.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,5 para esta produção, enquanto os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 94 textos positivos e 29 negativos para o filme – o que lhe garante uma aprovação de 76% e uma nota média de 6,6.

CONCLUSÃO: Eis um filme com algumas ousadias interessantes e certos problemas difíceis de superar. O principal mérito está na interpretação dos atores, especialmente no trabalho corajoso de Daniel Radcliffe e na entrega firme do menos conhecido Dane DeHaan. O problema da produção está no roteiro questionável que embala o resgate histórico cheio de controvérsia. Independente do trabalho ser mais ficcional ou realista – o que lembra a própria obra da geração beat -, ele procura lançar uma luz, mesmo que difusa, em uma época fundamental para aqueles ícones da literatura norte-americana e que tiveram uma influência grande em outros movimentos mundo afora. Vale pela curiosidade, ainda que esta obra exija um bocado de paciência do espectador.