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The Big Short – A Grande Aposta

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Existe uma regra quase infalível no mercado: sempre que alguém perde, há outro alguém que ganha. The Big Short conta a história de homens que lucraram, e muito, com a quebradeira causada por bancos mal-intencionados e agências de risco comprometidas em 2008. Mas mais que contar a história deles, este filme reflete sobre a ignorância forçada em que boa parte da sociedade vive. Como é citado no filme, a verdade é como a poesia, e poucas pessoas gostam de poesia. Equilibrando comédia com drama, este filme é uma crítica ácida para o que há de pior no capitalismo.

A HISTÓRIA: Começa nos dizendo que o filme é baseado em fatos reais. Em seguida, surge uma citação de Mark Twain que diz que não é o que sabemos agora que nos coloca em apuros, mas sim aquilo que nós achamos que temos certeza. De fundo, a imagem de uma criança brincando com o seu pai. Corta. A história começa no final dos anos 1970, com o narrador nos dizendo que naquela época ninguém procurava um banco para ganhar dinheiro. Os bancos, ele conta, eram cheios de perdedores, vendedores de seguro ou contadores.

Naquele cenário, a venda de títulos não interessava para ninguém. Uma regra do mercado até então que foi alterada por Lewis Renieri (Rudy Eisenzopf), o homem que criou os títulos garantidos em hipotecas. Esses recursos mudariam os Estados Unidos, até que eles deixassem de ser tão seguros. Esta história é sobre como a crise de 2008 aconteceu e sobre as pessoas que viram o problema se formar e apostaram contra ele a tempo de ganhar dinheiro com isso.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a The Big Short): A primeira impressão errada sobre este filme é a de que ele seria uma comédia. Impressão essa dada pela indicação de The Big Short ao Globo de Ouro 2016 nesta categoria. Claro que esta produção tem humor, mas não é aquele clássico, engraçado. É um humor ácido, crítico, irônico, quase azedo pelo tema que o filme trata.

A segunda impressão errada sobre este filme pode ser dada pelo cartaz dele, com algumas das estrelas que fazem parte do elenco. The Big Short é muito mais complexo do que o cartaz poderia dar a entender. O roteiro vai fundo nos bastidores que levaram à quebradeira dos bancos em 2008 e que, por consequência, criou uma crise financeira global. Muitos dos conceitos tratados na produção são complexos para qualquer mortal que não seja economista ou que não esteja mergulhado no sistema bancário ou na bolsa de valores.

Então esqueça que este filme é fácil. Não é. Em todos os sentidos. O diretor Adam McKay utiliza diversas estratégias para contar essa história. Da introdução em uma época, para apresentar uma ideia, passando depois mais de 20 anos no tempo para nos contar como aquele embrião criado por Lewis Ranieri cresceu e virou um monstro, até a mescla de narrativa do “tempo presente” com a inserção de fotos, notícias e videoclipes para contar a passagem do tempo e os elementos culturais que fizeram parte da sociedade retratada no período. Além disso, há aquele velho recurso de alguns atores falando diretamente para a câmera (ou seja, com o espectador).

No meio de tudo isso, algumas vezes quase esquecemos que este filme tem um narrador: Jared Vennett (Ryan Gosling), bancário do Deutsche Bank. Esse esquecimento é explicável porque a produção é rápida no ritmo e na mudança do estilo de narração. Uma das maiores qualidades do filme, além da direção rápida e criativa de McKay é, sem dúvida, o roteiro complexo e cheio de tempero que McKay escreveu junto com Charles Randolph e que é inspirado no livro The Big Short (que recebeu o título de A Jogada do Século no Brasil) de Michael Lewis.

The Big Short pega o assunto complexo do colapso econômico de 2008 e nos mostra como chegamos ali. O bacana é que depois que Jared Vennett explica a realidade sobre o mercado imobiliário dos Estados Unidos, com toda a corrupção e ganância dos bancos contaminando também as agências de risco, ou seja, todo o sistema, para o investidor Mark Baum (Steve Carrell) e equipe, nos colocamos exatamente no lugar daquele grupo.

Ficamos surpresos com o que Vennett explica. É difícil de acreditar que os bancos e as agências de risco chegaram naquele ponto de descontrole. E qual é o passo seguinte de Baum e seu grupo? Eles resolvem verificar in loco o que está acontecendo. Eles saem para investigar a denúncia de Vennett. Enquanto isso, há outras duas linhas narrativas complementares se desenrolando. A origem de todo esse grupo que acabou investindo contra o mercado imobiliário e ganhando muito dinheiro com isso teve a ver com o trabalho de Michael Burry (Christian Bale).

Aliás, não comentei antes, mas após aquela introdução sobre a origem dos títulos imobiliários nos anos 1970, o primeiro personagem contemporâneo e que descobriu que o mercado iria colapsar foi Michael Burry. Ele era o gestor de um fundo de investimento e analisando milhares de números e dados do mercado imobiliário, foi o primeiro a perceber que era uma questão de tempo para a bomba estourar. Por sua conta e risco Burry foi aos bancos e criou o swap de incumprimento de títulos hipotecários – ou seja, ele criou um produto que era, na essência, uma aposta de que o mercado imobiliário iria colapsar.

Como era um produto novo e ele queria ter certeza que iria receber o dinheiro quando o que ele estava prevendo acontecesse, os bancos exigiram que ele pagasse os juros sobre o capital investido mensalmente. Caso os títulos hipotecários colapsassem, ele teria garantia de receber o correspondente ao que ele tinha “apostado” (feito “short” contra o mercado). Mas se os títulos hipotecários subissem, ele teria que pagar por isso.

No início, todos acharam ele louco. Os investidores do fundo que ele administrava quiseram tirar o dinheiro, mas ele percebeu que existia uma fraude no mercado e bloqueou as retiradas. Aliás, este é um dos pontos mais interessantes de The Big Short. Mostrar como os bancos e as agências de risco fraudaram o sistema e chegaram a fazer os títulos hipotecários podres serem valorizados antes que a verdade começasse a aparecer.

Com a sua teoria Burry procurou diversos bancos, começando pelo Goldman Sachs, seguindo para o Deutsche Bank e o Bank of America para criar o “short” contra os títulos hipotecários. Todos aceitaram a sua proposta porque, como fica claro em cada lugar que ele procura, os banqueiros acharam que estavam ganhando um dinheiro fácil. No total, ele investiu US$ 1,3 bilhão em swaps de incumprimento de hipotecas.

O problema para Burry é que a previsão que ele tinha feito para o colapso do sistema não levou em conta que bancos e agências de risco estavam comprometidos até o pescoço e que, além de tudo, eles iriam mentir, fraudar e adiar a crise um pouco mais de tempo. O fundo de Burry acabou perdendo dinheiro neste período e Bale nos faz acreditar em sua angústia com aquele cenário.

Enquanto isso, o investidor Mark Baum vai verificar diretamente no mercado imobiliário como os negócios são feitos. Ele fala com corretores e com pessoas de bancos e descobre que ninguém parece saber fazer contas. Ou estão tão preocupados com os seus ganhos que não percebem que não há como aquele sistema de enganação se manter por muito tempo. Carell está ótimo com as suas expressões e caretas. Afinal, ele nos representa. Baum ficou sabendo da teoria de Burry através de Jared Vennett que, por sua vez, soube da criação das swaps de incumprimento de hipotecas conversando com colegas dos bancos em um bar.

Outra fonte de informações nesta narrativa é puxada pela dupla Charlie Geller (John Magaro) e Jamie Shipley (Finn Wittrock). Eles são investidores de pequeno porte que conseguiram fazer o patrimônio multiplicar em pouco tempo investindo em títulos baratos. Depois de conseguir multiplicar o dinheiro inicial, eles querem jogar como adultos e procuram um banco para isso. Eles nem são considerados para entrar no grupo dos grandes, porque não tem dinheiro para isso, mas no lobby do banco eles descobrem um documento que propõe swaps de incumprimento de hipotecas.

Intrigados com aquele documento, eles também resolvem investigar o mercado imobiliário. Rápidos no gatilho, mas sem capital para entrar com as swaps, eles recorrem a um grande investidor que saiu do mercado, Ben Rickert (Brad Pitt). Ex-vizinho de Shipley, ele resolve ajudar os dois jovens porque, afinal, ele pode fazer isso. No fundo, todos acreditam que o sistema está falido e querem demonstrar isso – ganhando muito dinheiro com isso, se possível.

Um dos aspectos mais interessantes do filme, para mim, não foi apenas contar como tudo nos levou para aquela crise do mercado imobiliário e financeiro dos Estados Unidos e que depois contaminaria o mundo, mas especialmente a reflexão do roteiro sobre a ignorância da coletividade. Geniais as imagens que mostram os fatos que aconteceram de importante e de desimportante – como clipes musicais, artistas em alta e em baixa e tantas cenas de pessoas comuns dos Estados Unidos – enquanto aquele grupo de pessoas enxergava o caos que estava para vir.

É a velha história de que a ignorância é uma benção. Não, não é. Mas infelizmente, e isso está comprovado, a maioria das pessoas vive na ignorância. Consome notícias esparsas e não consegue entender a fundo nada de importante que está ocorrendo à sua volta, seja na sua comunidade, país ou no mundo. Todos estão preocupados demais com as suas pequenas misérias ou momentos breves de felicidade e ninguém (ou quase ninguém) consegue ver o quadro inteiro.

The Big Short é fascinante por isso. Pela reflexão que ele faz sobre a sociedade dos anos que antecederam 2008 e que continua sendo válida até agora. Quanto tempo as pessoas que você conhece perdem com futilidades, consumindo informações sem importância sobre a vida pessoal dos artistas, por exemplo? Quantas entendem as razões da atual crise no Brasil ou em outras partes do mundo? Enfim, The Big Short é um bom soco no estômago da sociedade atual.

Por esta questão, é um filme que merece a nota abaixo. Também é preciso aplaudir a narrativa de McKay. Por outro lado, acho que esta produção poderia ter simplificado um pouco a história e não ter forçado a barra, até aonde eu vejo, tentando mostrar os personagens principais como “heróis”. No final das contas eles foram apenas pessoas que quiseram ganhar dinheiro com o colapso de um mercado.

Claro, eles também queriam provar uma teoria, demonstrar que o sistema estava corrompido mas, acima de tudo, eles queriam ganhar dinheiro. No fim, eles são tão diferentes assim das pessoas que, sedentas por dinheiro, fizeram o sistema chegar naquele ponto? O filme falha um pouco ao torná-los quase heróis da história. Não os vejo assim.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Citei apenas parte do elenco de The Big Short. Christian Bale, Ryan Gosling, Brad Pitt, Steve Carell, John Magaro e Finn Wittrock lideram o elenco com os personagens centrais da trama. Mas completam o elenco estelar, ainda, os competentes Marisa Tomei (como a esposa de Mark Baum), Hamish Linklater (como Porter Collins), Jeremy Strong (como Vinnie Daniel) e Rafe Spall (como Danny Moses), esses três últimos a equipe de Mark Baum e que o acompanha quase todo o tempo na investigação sobre o mercado imobiliário e financeiro.

Há um recurso no roteiro que eu não comentei antes e que achei muito interessante como forma de reforçar a proposta dos roteiristas de que a nossa sociedade capitalista vive de aparências – ao ponto de acreditar em celebridades mais do que na própria análise, muitas vezes. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Diversos conceitos complicados do filme são explicados com pausas para que algumas celebridades discorram sobre o assunto. A técnica começa com a atriz Margot Robbie, que fez cenas provocantes em The Wolf of Wall Street – por isso a alusão à banheira nesta produção; prossegue com o chef Anthony Bourdain e termina com o economista Richard Thaler e a cantora Selena Gomez. Uma das boas sacadas do filme.

Cada um dos atores principais deste filme é motivado por uma questão diferente. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Michael Burry quer, essencialmente, comprovar uma teoria. Quer comprovar como ele viu que tudo estava desmoronando enquanto mais ninguém via isso. Mark Baum, descrente do sistema, queria comprovar que os sistemas político e financeiro estavam corrompidos e que iriam sucumbir. Era um destes sujeitos de “teoria da conspiração” que acaba acertando no alvo com a ajuda de terceiros. E a dupla Charlie Geller e Jamie Shipley queria multiplicar a pequena fortuna que eles tinham feito até então. Mas independente da motivação de cada um, todos queriam ganhar dinheiro com a crise que eles perceberam sozinhos.

Falando em ganhar dinheiro, as tais swaps criadas por Burry podiam dar retornos de 20:1, ou seja, para cada US$ 1 investido, retorno de US$ 20. Geller e Shipley procuraram investir em swaps contra títulos classificados como AAA, ou seja, os que deveriam ser os mais seguros do mercado. Neste caso, eles poderiam ganhar até 200:1.

Da parte técnica do filme vale destacar, em primeiro lugar, a excelente direção de Adam McKay. Ele consegue não apenas dar ritmo para a história, mas também valorizar os diversos elementos importantes em cena. Algumas vezes ele destaca o trabalho dos atores. Em outros momentos, valoriza as cidades e o comportamento das pessoas, assim como a dinâmica de valores e as notícias que estiveram em evidência naquele período. Sem dúvida, um grande trabalho. O roteiro também merece aplausos, assim como a edição excepcional de Hank Corwin.

Como eu gosto de rock, devo dizer que adorei o estilo musical do personagem de Michael Burry. Através dele, temos uma boa parte da trilha sonora de Nicholas Britell focada em um rock vigoroso. Bacana. A trilha sonora dele não se resume a esse estilo, claro. Britell faz uma trilha bem ponderada e atenta para cada momento da produção. Um belo trabalho.

O roteiro de McKay de de Charles Randolph é um dos principais trunfos da produção. E também um de seus principais problemas em um ou dois momentos. (SPOILER – não leia… bem, você já sabe). Ele acerta nos diferentes elementos narrativos que agrega na produção, assim como no tom crítico, irônico e ácido com que analisa a sociedade e o contexto da crise. Mas, francamente, achei forçadas algumas cenas de “consciência” dos personagens.

Por exemplo, coube a Brad Pitt dar um “esporro” em Geller e Shipley quando eles estavam comemorando o investimento que tinham feito. Ah, convenhamos, o personagem de Pitt havia ganho muito dinheiro com aquele mercado e agora ajudava os dois amigos a fazer o mesmo. Sério que nunca antes ele tinha pensado o quanto especuladores e pessoas que jogam com o dinheiro fazem mal para a sociedade?

O mesmo podemos falar sobre algumas das cenas com Mark Baum. Ele parece não se conformar com o desenrolar dos fatos após a quebradeira dos primeiros bancos, mas também não foge da raia em tirar lucro da situação. Se eles tivessem outra motivação que não a de encher os bolsos, porque eles não avisaram mais pessoas do que estava prestes a acontecer? As “crises” de consciência que aparecem no filme tem um propósito claro de fazer o espectador pensar, mas não me convenceram. De qualquer forma, bem perto do final, Baum estava certo ao comentar que, no fim das contas, os pobres e imigrantes iriam ser apontados como os culpados de tudo. Isso de fato aconteceu e, parece, sempre vai se repetir. Infelizmente.

The Big Short estreou no Festival da AFI em novembro de 2015. No mês seguinte o filme participou do Festival Internacional de Cinema de Dubai. Até o momento a produção acumula 13 prêmios e foi indicada a outros 73. Entre os que recebeu, destaque para seis prêmios dados por círculos de críticos de cinema como Melhor Roteiro Adaptado.

Apesar de ter um elenco estrelado, esta produção custou relativamente pouco: US$ 28 milhões. Apenas nos cinemas dos Estados Unidos a produção fez pouco mais de US$ 44,6 milhões até ontem, dia 13 de janeiro. Nos outros países em que o filme já estreou ele fez outros US$ 10 milhões. Provavelmente ele vai conseguir se pagar.

The Big Short foi rodado, essencialmente, nos Estados Unidos, em cidades como New Orleans, Las Vegas e Malibu. Mas as cenas externas do pub inglês que aparece no filme foram rodadas no The Black Horse, pub tradicional da cidade inglesa de Fulmer.

Agora, algumas curiosidades sobre esta produção. Os personagens do filme são baseados em pessoas reais. Por exemplo: Mark Baum é inspirado no gerente de investimentos Steve Eisman; Jared Vennett é inspirado no negociador Greg Lippmann; Ben Rickert é baseado em Ben Hockett; e Charlie Geller e Jamie Shipley são baseados em Charlie Ledley e Jamie Mai.

Este é o primeiro filme em que Ryan Gosling aparece desde que ele decidiu dar uma “pausa” na carreira em 2013.

The Big Short é o segundo filme baseado em um livro de Michael Lewis em que Brad Pitt investe como produtor e no qual ele também atua. O filme anterior foi Moneyball (comentado aqui).

Não sei vocês, mas para mim foi impossível assistir a The Big Short e não lembrar de The Woll of Wall Street. Além dos dois filmes tratarem das loucuras do mercado financeiro e de seus especuladores, ambos tem em comum um tom crítico, ácido e um roteiro cheio de palavrões. Ainda que, evidentemente, The Wolf of Wall Street (comentado aqui) ganhe na loucura e na interpretação de catarse e digna de aplausos de Leonardo DiCaprio.

Agora, uma pequena curiosidade sobre a participação especial de algumas celebridades nesta produção. Inicialmente, no lugar de Margot Robbie, estava planejada a participação de Scarlett Johansson; e no lugar de Selena Gomez estava prevista Beyonce e Jay Z – inclusive com ele tirando sarro da questão da aposta, item de uma de suas canções de sucesso.

Entre os atores, vejo que todos se saíram bem. Mas lideram como destaques Christian Bale, Ryan Gosling e Steve Carell. Para mim, nesta ordem.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8 para esta produção. Uma avaliação muito boa levando em conta o padrão do site. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 170 críticas positivas e 24 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 88% e uma nota média de 7,9. Sem dúvida alguma um desempenho abaixo de diversos outros concorrentes desta produção no Oscar.

CONCLUSÃO: Um filme complexo em um certo nível mas simples de entender em outro. A complexidade está em absorver conceitos complicados como subprime, swap e CDO (obrigações de dívida colateralizada). Nestes momentos o filme entra em exemplos cômicos para “mastigar” os temas complexos. Por outro lado, The Big Short vai direto na veia e não tem papas na língua para chamar de fraude e de especulação todo o movimento que nos levou à quebradeira de 2008.

Com um roteiro bem construído, especialmente ao resumir parte da ganância das sociedades “desenvolvidas” como a dos Estados Unidos, este filme conta também com um elenco de estrelas. Sarcástico na medida certa, ele também faz pensar. Funciona, ainda que tenha algumas pequenas ressalvas no caminho.

PALPITES PARA O OSCAR 2016: Hoje saiu a lista dos indicados ao prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. The Big Short está concorrendo em cinco categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado.

Foram justas todas as indicações, sem dúvida. Mas não vejo o filme tendo muitas chances na maioria destas categorias. Talvez ele possa concorrer com maior vigor em Melhor Ator Coadjuvante. Ainda assim, ele teria que ganhar do mais novo-velho queridinho dos críticos, Sylvester Stallone em Creed. Claro que eu sempre vou achar Christian Bale mais ator que Stallone – estou falando aqui de interpretação, não de ícone do cinema de ação -, mas é fato que temos um grande “risco” da Academia querer dar uma estatueta para Stallone enquanto há tempo.

A edição deste filme é fantástica, mas ele tem, pela frente, Mad Max: Fury Road e The Revenant para vencer. Parada dura. Mas The Big Short tem alguma chance aqui. Honestamente, se eu pudesse, votaria por ele. Não vejo o mesmo em Melhor Diretor (o favoritismo é de Iñarritu, seguido de George Miller e Tom McCarthy) ou Melhor Filme (claramente tendo The Revenant e Spotlight correndo na frente).

Finalmente, em Melhor Roteiro Adaptado, acho que The Big Short tem alguma chance, ainda que me parece levar uma certa vantagem nesta categoria os roteiros de Room e Carol. Para resumir, não seria uma total zebra The Big Short sair de mãos abanando do Oscar. Se isso não acontecer, ele poderá levar uma ou duas estatuetas para casa, apenas.

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Oscar 2016

Indicados ao Oscar 2016 – Lista e Avaliação

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Bom dia, meus caros leitores do blog. Acompanho, juntamente com vocês, mais uma vez, a divulgação dos indicados ao prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. A expectativa é positiva para este Oscar porque a safra é boa – pelo menos analisando os filmes que tem chances no Oscar e que eu já assisti até agora.

A transmissão da cerimônia que oficializará a lista de indicados deste ano poderá ser assistida pelo canal do Oscar no YouTube (neste link). Dividida em duas partes, a divulgação terá a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, os diretores Guilherme del Toro e Ang Lee e o ator John Krasinski. Serão anunciados, em duas levas, os concorrentes em 24 categorias.

A expectativa é que diversos indicados no Globo de Ouro sejam finalistas do Oscar também, com destaque para The Revenant, Spotlight e Carol. Logo veremos se essa previsão se confirma. Acima, escolhi um dos cartazes da interessante campanha da Academia este ano intitulada “We All Dream In Gold”. Há vários cartazes que fazem parte da divulgação, mas achei este com a diva e grande atriz Meryl Streep especial. Na página do blog no Facebook (que você pode acessar aqui) divulgo os outros cartazes da campanha.

Se a Academia for pontual, os diretores Guilherme del Toro e Ang Lee vão anunciar os indicados em Melhor Filme de Animação, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Documentário, Melhor Curta Documentário, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Canção Original, Melhor Curta de Animação, Melhor Curta de Ficção e Melhor Edição e Mixagem de Som às 11h30 no horário de Brasília.

Exatamente oito minutos depois, as 11h38, o ator John Krasinski e a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs vão divulgar os indicados a Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Filme em Língua Estrangeira, Melhor Trilha Sonora, Melhor Filme, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Roteiro Original.

A transmissão abriu as 11h25 desta quinta-feira (14/01) com um dos organizadores pedindo para as pessoas esperarem cinco minutos para o início do evento. Depois, houve contagem regressiva de três e de um minuto. A divulgação começou as 11h31 com os diretores Guilherme del Toro e Ang Lee. Confira os indicados ao Oscar divulgados por eles:

Melhor Filme de Animação:

Avaliação: Alguns indicados eram mega previstos, como Inside Out, Anomalisa e Shaun the Sheep Movie, mas é admirável como a Academia lembrou de O Menino e o Mundo, do diretor Alê Abreu, no lugar de filmes que tinham um lobby muito maior, como The Good Dinosaur ou The Peanuts Movie. Mas ainda que seja bacana ver a uma animação com produção 100% brasileira concorrer, pela primeira vez, nesta categoria – uma das principais do Oscar, não devemos nos iludir. Será uma grande, imensa zebra se Inside Out não ganhar nesta categoria. Ele é o franco favorito, de longe. Ainda assim, será muito bacana e um orgulho ver Alê Abreu durante a cerimônia de entrega do Oscar entre os indicados.

Melhor Fotografia:

Avaliação: Como a safra de filmes com possibilidades no Oscar deste ano é muito boa, eis uma de várias categorias em que a disputa será por poucos pontos. Pelo frenesi – justo, diga-se – causado por Mad Max: Fury Road, não seria uma surpresa o filme ganhar nesta categoria. De fato o trabalho do diretor de fotografia John Seale é excepcional, um dos pontos fortes do filme. Mas o mesmo pode ser dito do trabalho de Emmanuel Lubezki de The Revenant. A disputa entre os dois e mais Robert Richardson, de The Hateful Eight, deve ser o centro das atenções nesta categoria. A direção de fotografia de Edward Lachman em Carol também é ótima, mas acho que ele corre por fora. Ainda não vi ao filme do Tarantino e a Sicario, para poder realmente bater o martelo, mas acho que a disputa ficará mesmo entre Mad Max: Fury Road e The Revenant. Pessoalmente, acho que votaria no primeiro.

Melhor Figurino:

Avaliação: Mais uma disputa das boas. Os figurinos de Carol são maravilhosos e um dos pontos fortes da produção. Imagino que o mesmo aconteça com Cinderella – ainda não vi esta produção – e com The Danish Girl. Outra pegada totalmente diferente temos com Mad Max: Fury Road e The Revenant. Do que eu assisti até agora, acho que Carol leva vantagem. Gostaria de ver o filme ganhando nesta categoria. Aqui, novamente, não vejo um franco favorito, mas dois ou três filmes disputando ponto a ponto a estatueta.

Melhor Documentário:

Avaliação: Com a lista de indicados fechada, agora eu posso correr atrás destes filmes para assisti-los e conseguir avaliar bem esta disputa. Mesmo sem ter assistido a nenhum deles, pelo que pude acompanhar das premiações até agora, parece que The Look of Silence tem vantagem sobre os outros concorrentes. Pessoalmente, estou curiosa para ver Cartel Land, filme mexicano que chega ao Oscar com um tema que sempre interessa aos americanos: a disputa de cartéis no país vizinho. Depois que tiver assistido a todos posso comentar melhor qual é a chance de cada um.

Melhor Curta Documentário:

  • Body Team 12
  • Chau, Beyond the Lines
  • Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah
  • A Girl in the River: The Price of Forgiveness
  • Last Day of Freedom

Melhor Maquiagem e Cabelo:

Avaliação: Curioso que esta categoria conseguiu ter apenas três filmes na disputa. Especialmente em uma categoria em que diversas outras produções tem um bom trabalho de maquiagem e cabelo. Mas ok, os votantes da Academia devem ter as suas razões para isso. Entre os concorrentes, não assisti ao desconhecido The 100 Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared. Mas os outros filmes em disputa terão uma boa quebra de braço, já que tanto Mad Max: Fury Road quanto The Revenant tem na maquiagem e no cabelo elementos fundamentais para as respectivas histórias. Pessoalmente, ainda que o trabalho em Mad Max: Fury Road seja muito bem feito, acredito que The Revenant deveria ser premiado. Minha torcida estará por ele.

Melhor Canção Original:

  • “Earnet It”, do filme Fifty Shades of Grey
  • “Manta Ray”, do filme Racing Extinction
  • “Simple Song #3”, do filme Youth
  • “Til It Happens To You”, do filme The Hunting Ground
  • “Writing’s On The Wall”, do filme Spectre

Melhor Curta de Animação:

  • Bear Story (Historia de Un Orso)
  • Prologue
  • Sanjay’s Super Team
  • We Can’t Live Without Cosmos
  • World of Tomorrow

Melhor Curta de Ficção:

  • Ave Maria
  • Day One
  • Everything Will Be Okay
  • Shok
  • Stutterer

Melhor Edição de Som:

Avaliação: Nesta e nas demais categorias técnicas do Oscar a disputa será também voto por voto. Não assisti a todos os filmes indicados, mas não tenho dúvidas que a grande quebra de braço será entre Mad Max: Fury Road e Star Wars: The Force Awakens. Ainda que, originalmente, eu diria que Star Wars leve vantagem, não há dúvidas de que Mad Max tem uma grande edição de som. The Martian, que ainda preciso conferir, também deve ter um bom trabalho nesta área. The Revenant vai bem, mas acho que corre por fora. Meu palpite é que deve ficar mesmo entre Mad Max e Star Wars.

Melhor Mixagem de Som:

Avaliação: Como acontece na categoria de edição de som, aqui em mixagem de som a disputa será das boas. Mad Max: Fury Road e Star Wars: The Force Awakens tem nesta categoria uma de suas principais qualidades, não há dúvida. The Revenant também tem um trabalho de excelência aqui – não é à toa que ele foi indicado. Ainda preciso conferir Bridge of Spies e The Martian, mas meu palpite é que esta disputa ficará, novamente, entre Star Wars e Mad Max – talvez com uma pequena vantagem do segundo.

Depois de alguns minutos, o organizador do evento fez a contagem regressiva para a segunda leva de indicações. Exatamente as 11h39 o ator John Krasinski e a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Cheryl Boone Isaacs, subiram ao palco para anunciar aos indicados das principais categorias da premiação. Confira:

Melhor Ator:

Avaliação: Nenhuma surpresa nesta lista de indicados. Era certo que Leonardo DiCaprio estaria entre os finalistas, assim como Eddie Redmayne. Mas diferente do ano passado, quando Redmayne era o franco favorito no Oscar, desta vez este favoritismo está com DiCaprio. Este pode ser o ano em que a Academia “repare” o que para muitos foram duas injustiças históricas, dando as primeiras estatuetas douradas para DiCaprio e para Sylvester Stallone – falaremos dele na sequência. Seria curioso. Ainda preciso assistir a boa parte dos concorrentes, mas o meu palpite é que leva vantagem nesta categoria, realmente, DiCaprio. Concorrem com ele, mais de perto, Matt Damon e Eddie Redmayne. Ainda que Bryan Cranston e Michael Fassbender sejam grandes atores, acredito que eles correm por fora neste ano.

Melhor Atriz:

  • Cate Blanchett, por Carol
  • Brie Larson, por Room
  • Jennifer Lawrence, por Joy
  • Charlotte Rampling, por 45 Years
  • Saoirse Ronan, por Brooklyn

Avaliação: Nesta categoria há apenas uma meia-surpresa: Charlotte Rampling por 45 Years. A atriz, sempre maravilhosa, merece sempre ser indicada a um Oscar. Sem dúvida ela ficou com a quinta vaga, já que as demais eram praticamente certas. A disputa principal ficará entre Brie Larson, que está brilhante em Room; Cate Blanchett, igualmente maravilhosa em Carol; e a bastante elogiada Saoirse Ronan por Brooklyn. Ainda preciso ver a três atrizes e seus respectivos filmes que estão concorrendo, mas entre Blanchett e Larson, tenho a ousadia de apostar na segunda. Sou fã de Room e estarei torcendo por ele durante toda a noite de entrega do Oscar.

Melhor Ator Coadjuvante:

Avaliação: Aqui, novamente, apenas uma meia-surpresa com a indicação de Mark Rylance por Bridge of Spies. Esta produção esquecida no Golden Globes foi bem lembrada pelo Oscar. As outras indicações eram previstas. Assisti já a The Big Short, ainda que não tenha tido tempo de publicar o texto sobre aqui. Por isso, acredito, a disputa ficará entre Sylvester Stallone, Christian Bale e Tom Hardy. Isso avaliando pela ótica da Academia. Meu gosto pessoal, até o momento, seria de tirar Hardy da lista e incluir nela Mark Ruffalo. Dos trabalhos que vi até o momento – preciso ver ainda a Stallone -, meu palpite iria para Christian Bale. Mas esta é uma categoria em que muitos dos nomes listados tem chances de ganhar. De qualquer forma, se a Academia quiser fazer desta edição do Oscar uma espécie de “edição de redenção”, podemos ver Stallone ganhando o prêmio. Ele não ganhou pelo primeiro Rocky, mas pode ganhar por Creed. Quem diria!

Melhor Atriz Coadjuvante:

Avaliação: Nenhuma surpresa nesta categoria. Kate Winslet, vencedora do Globo de Ouro na categoria Drama e Rooney Mara, impecável em Carol, são as favoritas nesta disputa. Ainda que Alicia Vikander possa surpreender, já que ela tem sido muito elogiada por The Danish Girl. Ainda preciso assistir a todos os trabalhos na disputa, mas inicialmente a minha torcida vai para Mara. Gosto muito de Kate Winslet, mas preciso vê-la em cena ainda. Rachel McAdams faz apenas um bom trabalho em Spotlight e, na minha avaliação, ela está correndo por fora nesta disputa.

Melhor Diretor:

Avaliação: O grande esquecido nesta categoria foi, sem dúvida Ridley Scott, diretor de The Martian. Curioso a Academia ter deixado ele fora da disputa. Por outro lado, achei muito justo eles terem se lembrado de Lenny Abrahamson e de Adam McKay. Os demais indicados, diretores de Mad Max: Fury Road, de Spotlight e de The Revenant eram bolas muito cantadas. Francamente acho que o favorito para levar mais uma estatueta – a segunda seguida – para casa é Alejandro González Iñarritu. Um dos grandes fatores que fez The Revenant ser indicado a Melhor Filme foi, sem dúvida, a direção de Iñarritu – assim como o trabalho e a entrega de DiCaprio. Acho que a disputa ficará entre Iñarritu e George Miller, muito festejado por Mad Max: Fury Road. De fato a disputa é das boas. Pelo meu gosto, gostaria de ver Tom McCarthy ou Lenny Abrahamson ganhando. Mas acho que isso é bem improvável de acontecer. De qualquer forma, não há dúvidas que um grande diretor sairá premiado deste Oscar. Ah sim, outro nome “esquecido” e que poderia estar nesta lista é o de Todd Haynes, de Carol.

Melhor Edição:

Avaliação: Mais uma categoria com uma bela disputa entre grandes trabalhos. Mad Max: Fury Road é uma aula de edição, assim como The Revenant e The Big Short. Não assisti a Star Wars: The Force Awakens, mas imagino que ele também tenha um belo trabalho neste quesito técnico. Para resumir: todos os concorrentes tem boas chances de ganhar. Mas acho que a queda de braço maior estará entre The Revenant e Mad Max: Fury Road. Difícil escolher entre os dois, porque ambos são trabalhos de excelência, mas acho que tenho uma pequena predileção por The Revenant.

Melhor Filme em Língua Estrangeira:

Avaliação: Aqui existe, sem dúvida alguma, um grande favorito: Son of Saul. O filme tem colecionado prêmios e, para alguns críticos, ele poderia perfeitamente ser considerado um dos melhores do ano – independente da língua em que ele é falado. Pessoalmente, gosto muito de Mustang, mas acho que o filme não tem chances na disputa. Gostei que o filme colombiano Embrace of the Serpent (El Abrazo de la Serpiente) tenha entrado na lista final. Agora, tenho que ver aos outros três concorrentes que eu ainda não assisti para poder falar com mais propriedade desta categoria. De qualquer forma, para quem puder assistir, recomendo Mustang.

Melhor Trilha Sonora:

Avaliação: Mais uma categoria em que muitos filmes bons acabaram ficando de fora porque, afinal, fora a categoria de Melhor Filme, todas as demais tem a limitação de cinco indicados. Ainda preciso assistir à maioria dos concorrentes, mas dá para perceber que a disputa será acirrada. A trilha de Carol é divina, mas meu palpite é que The Hateful Eight e Bridge of Spies terão supremacia na queda de braço na comparação com os demais.

Melhor Filme:

Avaliação: Desde que o Oscar mudou as suas regras na categoria Melhor Filme, até 10 produções podem concorrer ao prêmio máximo da Academia. Curioso que este ano, diferente de anos anteriores, apenas oito filmes tenham recebido votos suficientes para figurarem na lista – nos últimos anos o mais frequente foram 10 ou nove indicações. A lista acima mostra alguns dos melhores filmes do ano, mas algumas ausências importantes. Acho que as mais notadas foram de Carol e The Hateful Eight. Fiquei surpresa também por Mad Max: Fury Road conseguir uma vaga entre os melhores do ano. Agora, como todos sabemos, há uma grande diferença entre um filme ser indicado e sair vencedor. Da lista acima, acredito que a disputa ficará entre The Revenant e Spotlight, com uma franca vantagem para o primeiro. Pessoalmente, estarei torcendo por Room, mas seria uma grande zebra se não fosse premiado The Revenant.

Melhor Design de Produção:

Avaliação: Boa lista em disputa. Ainda que poderia, tranquilamente, estar entre os cinco indicados Carol. Fora este esquecimento, acredito que esta seja uma boa seleção. Não assisti a diversos dos filmes ainda, mas vejo uma franca vantagem de Mad Max: Fury Road e, em segundo lugar, de The Revenant. The Martian me parece também ter um bom trabalho, ainda que a disputa fique entre os dois citados anteriormente. Pessoalmente, ainda que eu goste muito do design de The Revenant, aqui eu tenho que me render a Mad Max: Fury Road.

Melhores Efeitos Visuais:

Avaliação: Novamente a disputa é entre grandes, mas acho que ela ficará bem dividida entre Mad Max: Fury Road e Star Wars: The Force Awakens. Ainda que não poderíamos considerar uma zebra se The Revenant ganhasse nesta categoria. Bacana o Oscar ter lembrado de Ex Machina. Mas vejo que este filme e The Martian correm por fora.

Melhor Roteiro Adaptado:

Avaliação: Uma das minhas categorias favoritas, junto com Melhor Filme, as categorias para atores, Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Documentário. Aqui a disputa será acirrada. Não assisti a dois dos concorrentes, mas francamente vejo uma queda de braço maior entre Room e Carol. Francamente, acho os dois roteiros excelentes, mas o meu voto seria para Room. The Big Short também tem chances porque Charles Randolph e Adam McKay fazem um grande trabalho de adaptação do livro de Michael Lewis, mas ainda assim acho que ele corre por fora.

Melhor Roteiro Original:

Avaliação: Outra das minhas categorias preferidas a cada Oscar. Esta lista foi uma das que mais me surpreendeu neste Oscar. Ex Machina e Straight Outta Compton não foram escolhas óbvias da Academia, muito pelo contrário. Interessante também ver a diversidade de filmes em disputa. Acho uma das categorias mais abertas, ainda que eu veja Spotlight com uma certa vantagem frente aos demais. Logo saberemos. 😉

Com estas considerações feitas, vale comentar que The Revenant liderou no número de indicações, como era esperado, tendo 12 chances de sair com uma estatueta de ouro do Oscar 2016. Acredito que ele sairá com mais de uma – grandes chances em Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, para falar só do principal. Em segundo lugar entre os mais indicados está Mad Max: Fury Road, com 10 indicações. O filme tem grandes chances nas categorias técnicas. Depois aparecem The Martian, com sete indicações; Carol, Bridge of Spies e Spotlight com seis indicações cada um; e Star Wars: The Force Awakens e The Big Short com cinco indicações cada.