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Oscar 2018

Indicados ao Oscar 2018 – Lista Completa e Avaliações

Saudações, amigos e amigas do blog!

Hoje, diferente de anos anteriores, eu não consegui publicar aqui mais cedo a lista de todos os indicados para a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Mas agora sim, vou fazer isso. Retomar a nossa tradição de publicar a lista e de comentar quem são os favoritos e os meus palpites para cada categoria.

Os indicados ao Oscar 2018 foram divulgados hoje, no dia 23 de janeiro de 2018, antes do meio-dia no horário de Brasília. Quem fez as honras da divulgação, dividida em duas partes, como ocorreu no ano passado, foram os atores Tiffany Haddish e Andy Serkis. Primeiro, a dupla de apresentadores divulgou as 11 categorias mais técnicas e, depois, as 13 categorias consideradas principais.

O anúncio dos indicados foi feito no Teatro Samuel Goldwyn, de propriedade da Academia, e transmitido ao vivo por diversos canais, inclusive os dois sites ligados à premiação e à Academia. A primeira leva de indicados foi precedida sempre por um vídeo curto de “apresentação” de cada uma das categorias técnicas.

Estrelaram esses vídeos os seguintes membros da Academia: Priyanka Chopra, Rosario Dawson, Gal Gadot, Salma Hayek, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Molly Shannon, Rebel Wilson e Michelle Yeoh. Se você ficou curioso(a) para ver o anúncio dos indicados, deixo o vídeo com a transmissão mais abaixo. 😉

A lista de indicados em quase todas as categorias foi definida pelos respectivos pares que fazem parte da Academia. Ou seja, os membros que são editores apontaram os cinco indicados em Melhor Edição; os diretores apontaram os cinco finalistas na categoria Melhor Diretor; e assim por diante. As categorias Melhor Animação e Melhor Filme em Língua Estrangeira foram definidas por dois comitês formados por profissionais de diferentes áreas e que fazem parte da Academia. E a categoria Melhor Filme foi definida pelo voto de todos.

Passada essa fase das indicações, entre os dias 20 e 27 de fevereiro, todos os membros da Academia votam em naqueles que eles consideram os melhores em cada uma das 24 categorias do Oscar 2018. O resultado dessa votação será conhecido por todos nós no dia 4 de março na cerimônia de premiação no Dolby Theatre at Hollywood & Highland Center, em Hollywood, com transmissão para o Brasil e outros 224 países.

Feito esse preâmbulo e essa explicação sobre o que aconteceu hoje e o que irá suceder até a entrega das estatuetas douradas, vamos falar um pouco sobre o saldo dos indicados para o prêmio da Academia. Olha, foram poucas as surpresas. Praticamente todos os favoritos foram lembrados. Mas, admito, me chamou a atenção, duas grandes ausências entre os indicados.

Dois filmes considerados favoritos ficaram de fora de suas respectivas categorias. Me refiro ao filme In the Fade, do grande Fatih Akin, que foi esnobado e ficou de fora da disputa na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira; e ao documentário Fade, vencedor do Producers Guild Awards e de várias outras premiações. Os dois filmes, aliás, vinham se destacando por estarem papando boa parte dos prêmios dessa temporada e, apesar disso, foram esnobados pela Academia. Curioso, no mínimo.

Sem In the Fade na disputa, francamente, sou honesta em dizer que não me surpreenderia se o Chile papasse o prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira nesse ano. Logo mais, veremos. No mais, a grande disputa do ano parece estar entre Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (comentado aqui) e The Shape of Water. Ah sim, e chamou um pouco a atenção as esnobadas para Steven Spielberg e The Big Sick (que foi lembrado apenas em Roteiro Original) e o crescimento do filme Phantom Thread, do sempre interessante Paul Thomas Anderson.

Declaro, junto com esse post, aberta a temporada de “correr atrás” do máximo de filmes indicados esse ano ao Oscar. 😉 Como vocês sabem, eu já comecei essa busca – prova disso é que seis dos nove filmes indicados na categoria principal já foram comentados aqui no blog. Mas, agora, está na hora de ir colocando o “check” em cada uma das produções que ainda me faltam. Abaixo, deixo a lista de todos os indicados, conforme a divulgação da Academia, e uma breve avaliação sobre os finalistas em cada categoria.

E bons filmes para todos nós! Algo é certo: essa temporada tem uma safra bem interessante e diversificada. O público, agradece.

CONFIRA A LISTA DE TODOS OS INDICADOS AO OSCAR 2018:

Melhor Ator:

Avaliação: Essa categoria, assim como as outras envolvendo os astros e estrelas de Hollywood, não teve surpresas nesse ano. Todos esses nomes já eram esperados. Não assisti ainda ao trabalho de Denzel Washington e de Daniel Day-Lewis, mas conhecendo o histórico desses dois grandes atores e o talento de ambos, imagino que eles mereceram as suas indicações. Timothée Chalamet está em alta por causa de Call Me By Your Name e por seu trabalho como coadjuvante em Lady Bird (para esse, ele não foi indicado). Daniel Kaluuya estrela um dos grandes filmes do ano, Get Out.

Então sim, todos os que estão concorrendo tem talento e trabalho de destaque esse ano para ter justificado as suas indicações. Daniel Day-Lewis conseguiu a quinta vaga nessa categoria desbancando James Franco, de The Disaster Artist (ele foi indicado por esse papel ao Globo de Ouro, mas ficou de fora do Oscar). Faz parte. Sempre a quinta vaga pode ser conquistada por dois ou até três atores. Não falei antes de Gary Oldman porque ele está simplesmente impecável e espetacular em Darkest Hour. Ele faz o filme. É o favoritíssimo nessa categoria, até porque vem “papando tudo” nessa temporada.

Melhor Ator Coadjuvante:

Avaliação: Outra categoria sem surpresas. Todos os nomes acima estavam muito bem cotados. Willem Dafoe está ótimo em The Florida Project (o próximo filme que eu vou comentar aqui no blog) e, certamente, mereceu essa indicação. Woody Harrelson e Sam Rockwell fazem um excelente trabalho em Three Billboards, assim como Frances McDormand – eles são os grandes nomes do filme. Richard Jenkins, que é sempre ótimo, estava também bem cotado por The Shape of Water, e Christopher Plummer conquistou a quinta vaga.

Os veteranos Christopher Plummer e Richard Jenkins não precisam ser apresentados. Eles são ótimos e muitas vezes não recebem os prêmios que mereciam. Nesse ano, eles também correm totalmente por fora. Woody Harrelson e Willem Dafoe também não precisam de apresentações. Ambos conquistaram as suas vagas com belos trabalhos. Mas o favoritíssimo nessa categoria, inclusive porque ganhou o Globo de Ouro – e boa parte dos outros prêmios dessa temporada -, é Sam Rockwell. Dificilmente ele não vai levar esse prêmio. E será merecido.

Melhor Atriz:

Avaliação: Mais uma categoria repleta de gente talentosa e com a “escalação” praticamente definida com antecedência. Frances McDormand é a grande favorita, seguida a partir de uma certa distância por Saoirse Ronan e Sally Hawkins. Elas estrelam três dos filmes mais badalados e comentados do ano. Então é fácil de entender que as estrelas desses filmes sejam indicadas. Fiquei particularmente feliz por Margot Robbie ter conseguido a sua indicação – ela está simplesmente incrível em I, Tonya.

E a quinta vaga foi conquistada por ninguém mais, ninguém menos que a recordista absoluta de indicações no Oscar, a gigante e inesquecível Meryl Streep. Difícil um ano em que a atriz não é indicado ao Oscar. De 2010 para cá, ela só não foi indicada em três anos. De 1979 para cá, Meryl Streep ganhou três estatuetas do Oscar e foi indicada outras 18 vezes. Ou seja, no total, o nome dela foi citado 21 vezes em uma premiação do Oscar. Incrível. Mas, mais uma vez, ela ficará apenas entre as indicadas. Essa grande atriz conquistou a quinta vaga desse ano deixando outra veterana de fora da disputa: Judi Dench.

Melhor Atriz Coadjuvante:

Avaliação: Nomes bem cotados nessa categoria também. Mas aqui, se compararmos as indicações do Oscar com o Screen Actors Guild Award, é onde tivemos as maiores mudanças. Allison Janney e Laurie Metcalf, as mais fortes concorrentes nessa categoria, repetiram no Oscar a indicação junto com Mary J. Blige. As outras duas atrizes conquistaram as suas indicações deixando para trás Hong Chau (Downsizing) e Holly Hunter (The Big Sick). Ainda assim, não dá para dizer, exatamente que foi uma surpresa ver as indicações de Octavia Spencer e Lesley Manville.

Especialmente Octavia Spencer estava bem cotada para essa categoria. E como o filme Phantom Thread cresceu bastante na campanha do Oscar, Lesley Manville conquistou a quinta vaga – no lugar de Hong Chau, especialmente. A atriz inglesa, que tem 10 prêmios no currículo e que recebeu, esse ano, a sua primeira indicação ao Oscar, talvez seja a única “surpresa” entre os atores e atrizes indicados. As chances dela de ganhar, são zero. A favorita é Allison Janney, mas não seria uma grande zebra se Laurie Metcalf levasse a estatueta para casa. Pessoalmente, torço por Janney.

Melhor Animação:

Avaliação: Sem surpresas nessa categoria. O que é algo bastante positivo em um ano com filmes menos interessantes “na disputa” – e que, ainda bem, ficaram de fora da lista final. Acredito que realmente os melhores do ano foram indicados. Vale uma menção especial, aqui, para a indicação do brasileiro Carlos Saldanha como diretor de Ferdinand. Esta é a segunda indicação desse “orgulho nacional” no Oscar – antes, ele concorreu por Gone Nutty. As chances dele vencer são nulas.

O favoritíssimo desse ano é o filme Coco, uma produção do estúdio Walt Disney. Dificilmente, mas muito dificilmente mesmo, esse filme não vai levar a estatueta para casa. Os produtores Lee Unkrich e Darla K. Anderson, vencedores de um Oscar por Toy Story 3, tem tudo para levarem o segundo Oscar para casa. Da minha parte, fiquei especialmente feliz pela indicação de Loving Vincent. Belo filme que mereceu muito essa indicação!

Melhor Direção de Fotografia:

Avaliação: Aqui as bolsas de apostas acertaram em cheio. Esses cinco filmes já eram esperados na disputa por Melhor Fotografia. Fiquei especialmente feliz pela indicação de Blade Runner 2049 – aqui e em todas as demais categorias em que o filme está concorrendo. Ainda que ele não leve nenhuma estatueta para casa, só fato dele não ter sido esnobado já me deixou bem contente. Dos três filmes da lista que eu assisti (Blade Runner 2049, Darkest Hour e Dunkirk), sou honesta em dizer que eu fico dividida entre Blade Runner 2049 e Dunkirk.

Os dois trabalhos são excepcionais, mas se eu pudesse votar, votaria em Blade Runner 2049. Eu não assisti ainda a The Shape of Water e a Mudbound, mas eu acho que a disputa está mesmo entre Blade Runner 2049 e Dunkirk. A bolsa de apostas aponta para o primeiro. Veremos se a maioria acerta. Como eu gostei muito de Blade Runner 2049, espero que o filme não saia de mãos abanando do Oscar 2018.

Melhor Figurino:

Avaliação: Essa categoria, tão interessante e tão pouco falada a cada Oscar, estava bem disputada esse ano. Tanto que dois filmes que estavam bem cotados para concorrer ao Oscar ficaram de fora da disputa: The Greatest Showman e Murder of the Orient Express. Eu não posso falar muito sobre Melhor Figurino porque eu só vi dois filmes dos cinco indicados – e dos sete bem cotados. Mas… pelo trailer que eu assisti e pelas fotografias que eu vi de The Greatest Showman, me parece que esse filme foi um tanto “injustiçado” por ficar de fora da disputa.

Como não assisti a três dos indicados, não me sinto preparada para avaliar de quem é a maior chance ainda. Nas bolsas de apostas, aparecem na liderança Phantom Thread e Beauty and the Beast. Honestamente, pelo sucesso que o filme teve no ano passado, acho que Beauty and the Beast pode levar a melhor. Algo a chamar a atenção é que a veterana Jacqueline Durran, vencedora de um Oscar por Anna Karenina, de 2012, está concorrendo duplamente nesse ano: por Beauty and the Beast e por Darkest Hour.

Melhor Diretor:

Avaliação: Três dos indicados nessa categoria eram “bolas cantadas”, mas duas vagas foram conquistadas na reta final da campanha dos estúdios pelas indicações ao Oscar. Guillermo del Toro, Christopher Nolan e Jordan Peele tinham as suas cadeiras reservadas na disputa por causa do trabalho excelente que eles fizeram em seus respectivos filmes – eu não assisti ainda a The Shape of Water, mas conheço bem o talento de del Toro para saber que ele merece qualquer indicação.

Eu sou fã de Paul Thomas Anderson. Gosto muito de seu estilo e trajetória. Ainda assim, preciso admitir que ele foi o nome que conquistou a quinta vaga nessa categoria, desbancando nomes fortíssimos como Steven Spielberg (por The Post) e o diretor de um dos filmes mais badalados do ano, Three Billboards, Martin McDonagh. Greta Gerwig, que escreveu e dirigiu o filme queridinho da crítica nessa temporada, Lady Bird, foi menos surpreendente ao conquistar o quarto posto. Entre os nomes na disputa, acredito que a grande rivalidade está entre Guillermo del Toro e Christopher Nolan. Um dos dois deve levar a estatueta – mesmo sem ter assistido ainda a The Shape of Water, admito que eu torço por del Toro.

Melhor Documentário:

  • Abacus: Small Enough to Jail
  • Faces Places
  • Icarus
  • Last Men in Aleppo
  • Strong Island

Avaliação: Essa categoria logo me chamou a atenção, assim como a de Melhor Filme em Língua Estrangeira. E a razão para isso é simples: ficou de fora da disputa um dos filmes favoritos do ano, Jane. Essa produção ganhou o Producers Guild Awards e vários outros prêmios da temporada. Realmente fiquei surpresa de não ver ela entre os finalistas. Jane também liderava, e com uma ampla vantagem, as bolsas de apostas.

Não assisti ainda a nenhum desses documentários. Mas pela premissa de cada filme, acho que Last Men in Aleppo e Icarus tem boas chances. Segundo as bolsas de apostas, contudo, Faces Places teria vantagem na disputa, seguido de Icarus. Essa é uma categoria sobre a qual eu prefiro opinar no futuro a curto prazo, quando eu começar a assistir aos filmes que estão na disputa.

Melhor Curta Documentário:

  • Edith+Eddie
  • Heaven Is a Traffic Jam on the 405
  • Heroin(e)
  • Knife Skills
  • Traffic Stop

Avaliação: Aqui, mais uma vez, o favorito das bolsas de apostas ficou de fora da disputa. Alone não foi indicado, mas o segundo colocado, Heroin(e), sim. Novamente, prefiro opinar sobre essa categoria depois de assistir aos concorrentes.

Melhor Edição:

Avaliação: Um dos fenômenos desse ano, Baby Driver, conseguiu a sua primeira indicação no Oscar 2018 nessa categoria. Na verdade, essa categoria é toda composta de “filmes sensação” do ano. Não necessariamente eles foram bem nas bilheterias, mas se deram bem na opinião do público e da crítica.

Da lista acima, ainda preciso conferir Baby Driver e The Shape of Water. Entre os demais, as bolsas de apostas apontam como franco favorito Dunkirk. Ainda que eu goste muito de I, Tonya e prefira esse filme, admito que Dunkirk dá um show de edição. Não seria nem um pouco injusto que ele se sangrasse o vencedor como Melhor Edição.

Melhor Filme em Língua Estrangeira:

Avaliação: Essa foi outra categoria que me chamou muito a atenção por causa de uma grande ausência. Quem acompanha o blog há bastante tempo, acho que sabe que a categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira é uma das minhas favoritas a cada Oscar. Esse ano, não é diferente. Alguns filmes dos quais eu tinha gostado já tinham ficado pelo caminho, e ainda que eu não tenha assistido a In the Fade, eu considerava esse o favorito. Não apenas por ele ter vencido ao Globo de Ouro e a vários outros prêmios, mas porque conheço bem o trabalho do diretor Fatih Akin.

Então sim, foi uma surpresa não ver In the Fade entre os finalistas. Por outro lado, não foi surpresa alguma ver ao chileno A Fantastic Woman – um dos meus próximos filmes a ser comentado por aqui – e ao russo Loveless na lista dos cinco indicados. Os outros dois, The Square e On Body and Soul, também se credenciaram como fortes candidatos nessa temporada por causa dos prêmios que receberam. Segundo as bolsas de apostas, A Fantastic Woman seria o favorito. Da minha parte, de quem não assistiu a todos os indicados ainda, eu diria que The Square ou On Body and Soul tem boas chances também. Essa categoria, até por In the Fade ter ficado de fora, está entre as mais difíceis de acertar nesse ano.

Melhor Maquiagem e Cabelo:

Avaliação: Categoria curiosa que, nos últimos anos, tem indicado apenas três filmes. Não é por falta de candidatos, mas porque a Academia prefere indicar apenas as “unanimidades”, digamos assim, em Maquiagem e Cabelo. Para mim, surpresa alguma nessas indicações. Realmente esses três filmes tem trabalhos excepcionais de Maquiagem e Cabelo – mas Star Wars: The Last Jedi, que nem ficou na lista dos pré-indicados, Guardians of the Galaxy Vol. 2 e outros filmes também tem. Vai entender porque outros títulos não foram indicados…

Desses três trabalhos que acabaram figurando na lista dos indicados, a escolha é difícil – especialmente entre Darkest Hour e Wonder. Os dois trabalhos de Maquiagem e Cabelo são incríveis. Mas… as bolsas de apostas apontam para uma vitória de Darkest Hour. A transformação de Gary Oldman em Winston Churchill realmente é algo impressionante e digno de um Oscar. Eu votaria, provavelmente, por Darkest Hour também.

Melhor Trilha Sonora:

Avaliação: Outros indicados de peso em uma categoria difícil que parece estar bem disputada nesse ano. Por trás dessas produções, grandes nomes da música e das trilhas sonoras no cinema. Pessoas que fizeram – e continuam fazendo – história, como os veteranos e mestres John Williams, Hans Zimmer e Alexandre Desplat.

Segundo as bolsas de apostas, The Shape of Water levaria uma certa vantagem sobre Dunkirk. Se avaliarmos os prêmios entregues nessa temporada, de fato Desplat parece levar uma certa vantagem sobre Zimmer. Mas qualquer um deles vencendo, será merecido. Não assisti a Phantom Thread e The Shape of Water, então ainda não me sinto totalmente “informada” para poder opinar. Mas, entre os outros três filmes, acredito que eu ficaria com Dunkirk. A trilha sonora da produção, que muitas vezes apresenta ausência de diálogos, realmente é marcante.

Melhor Canção Original:

  • “Mighty River” (Mudbound)
  • “Mystery Of Love” (Call Me By Your Name)
  • “Remember Me” (Coco)
  • “Stand Up For Something” (Marshall)
  • “This Is Me” (The Greatest Showman)

Avaliação: A grande ausência dessa categoria foi a música “Evermore”, do filme Beauty and the Beast. No lugar dela, entrou uma outra forte candidata, “Mighty River”. Canção Original é algo complicado de julgar. O filme Detroit, por exemplo, de algumas canções originais bastante marcantes. Entre os concorrentes, assisti apenas a Call Me By Your Name. Então fica difícil julgar com propriedade.

Pelo histórico do Oscar, que gosta de premiar canções de filmes de animação, me parece que “Remember Me” leva uma certa vantagem. As bolsas de apostas também apontam para essa direção. Pessoalmente, gosto muito da força de “This Is Me”. Essa pode ser a melhor chance de The Greatest Showman não sair de mãos vazias do Oscar. Mais uma categoria difícil e na qual pode pintar uma certa zebra.

Melhor Filme:

Avaliação: Tive sorte nesse ano. Dos nove filmes indicados na categoria principal do Oscar, eu já assisti a seis. 😉 Falta conferir, ainda, Phantom Thread, The Post e The Shape of Water. Produções dirigidas por três diretores de quem eu gosto muito. Sobre esses filmes, que eu ainda não assisti, não tenho como comentar. Dos outros seis, posso dizer que concordo com quase todas as indicações. Apenas Darkest Hour eu acho que não é tãooo bom a o ponto de ser indicado a Melhor Filme. No lugar dele, sem dúvida alguma, eu iria preferir I, Tonya, Blade Runner 2049 (que eu já sabia que estava fora da disputa) ou mesmo The Florida Project – que será o próximo filme comentado aqui no blog.

Entre os indicados, me parece que a grande queda de braço está entre Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e The Shape of Water. Dunkirk viria na terceira posição. Preciso assistir ao filme do del Toro, mas entre os indicados que eu já assisti, sem dúvida eu ficaria com Three Billboards. Em segundo lugar, com Get Out. Mas isso pode mudar depois que eu ver aos filmes de Paul Thomas Anderson, Guillermo del Toro ou Steven Spielberg. Três gênios de quem eu gosto muito. Veremos. Logo falaremos sobre essas produções e eu baterei o meu martelo definitivamente. 😉

Melhor Design de Produção:

Avaliação: Aqui as bolsas de apostas acertaram em cheio. Os cinco filmes mais cotados foram, justamente, os que conseguiram uma indicação ao Oscar. Design de Produção é algo magnífico. Não vi a dois desses filmes – Beauty and the Beast e The Shape of Water -, mas pelas imagens dos filmes que eu vi, especialmente em fotografias, concordo com as indicações. Os cinco filmes são incríveis. Mas essa é uma categoria disputada.

Acredito, por exemplo, que The Greatest Showman também mereceria ser indicado. Mas não sobrou uma vaga para ele. Entre os filmes que eu vi até agora, não tenho como não considerar Blade Runner 2049 o mais incrível. Mas… segundo as bolsas de apostas, The Shape of Water seria o favorito. Tenho que ver aos dois filmes que faltam para poder realmente bater o martelo. Ah sim, depois do filme do del Toro, Blade Runner 2049 seria o segundo mais visado pelas bolsas de apostas.

Melhor Curta Animação:

  • Dear Basketball
  • Garden Party
  • Lou
  • Negative Space
  • Revolting Rhymes

Avaliação: Categoria sobre a qual eu gosto de comentar aqui no blog. Em breve, tenham certeza, farei blog posts sobre as três categorias de curtas. Mas, como ainda não assisti aos concorrentes, prefiro comentar sobre eles depois. Na bolsa de apostas, o filme que liderava, e de disparada, In a Heartbeat, ficou de fora da lista dos indicados. O segundo mais apostado é Dear Basketball.

Melhor Curta:

  • DeKalb Elementary
  • The Eleven O’Clock
  • My Nephew Emmett
  • The Silent Child
  • Watu Wote (All of Us)

Avaliação: Nessa categoria, por muito pouco as bolsas de apostas não acertaram em cheio. Apenas o curta Icebox, que era apontado na quinta posição entre os favoritos, ficou de fora, cedendo a sua vaga para My Nephew Emmett. Ainda preciso assistir a essas produções, mas segundo os apostadores, teria uma vantagem considerável na disputa o curta DeKalb Elementary.

Melhor Edição de Som:

Avaliação: Mais uma categoria que junta a alguns dos filmes “fenômeno” da temporada e sobre a qual os apostadores acertaram em cheio. Os cinco favoritos conseguiram, de fato, ser indicados. Mais uma categoria em que a concorrência é das boas, porque temos apenas grandes trabalhos lutando por uma estatueta dourada. Da lista, não assisti a Baby Driver e a The Shape of Water. Mas entre os que eu assisti, fico honestamente em dúvida.

As bolsas de apostas apontam para Dunkirk como o favorito, seguindo muito, mas muito atrás por Blade Runner 2049. Pessoalmente, prefiro Blade Runner 2049. Mas sou capaz de admitir, também, que o trabalho de edição de som de Dunkirk é exemplar e de tirar o chapéu. Acredito que qualquer filme que vencer nessa categoria será merecedor.

Melhor Mixagem de Som:

Avaliação: Sim, a lista em Mixagem de Som é exatamente a mesmo da lista de Edição de Som. Isso se explica pelo trabalho excepcional dos cinco filmes nesses quesitos. Os apostadores, aqui, mais uma vez, acertaram em cheio. As minhas considerações e opinião são praticamente as mesmas da categoria anterior. Acho excepcional o trabalho de mixagem de som em todos os filmes que eu assisti dessa lista, e acho que Dunkirk deve levar a estatueta para casa.

Melhores Efeitos Visuais:

Avaliação: Na lista, cinco filmes que investiram pesado em efeitos visuais. Como sempre, essa é uma das categorias que eu menos acompanho a cada Oscar – especialmente porque ela é formada, geralmente, por “blockbusters” que, como os leitores fieis dessa blog sabem, não são muito a minha “praia” – ou, para dizer de outra forma, não são muito o meu foco. Entre os indicados, assisti apenas a Blade Runner 2049 e a Star Wars: The Last Jedi. Francamente? Eu acharia bacana qualquer um desses dois filmes vencer.

Mas, segundo as bolsas de apostas, o favorito nessa disputa, e com uma certa vantagem, é War for the Planet of the Apes. Realmente preciso assistir aos outros três concorrentes para poder opinar, mas tenho certeza que não será feita injustiça nessa categoria porque todos os concorrentes capricharam nos efeitos visuais.

Melhor Roteiro Adaptado:

Avaliação: Que legal ver um filme baseado em uma HQ ser indicado a Melhor Roteiro Adaptado. Puxa, muito legal mesmo! Eu sou uma grande fã de HQs – mas admito que, nem sempre, estou super no “barato” de ver a uma adaptação delas no cinema. Ainda assim, eu assisti a Logan e acho que o filme mereceu sim essa indicação. Bacana. Dito isso, comento também que me falta conhecimento para opinar sobre essa categoria nesse momento.

Essa minha “mea culpa” é porque eu assisti apenas a Logan e a Call Me By Your Name da lista aí acima. Tenho que ver aos outros filmes para poder opinar. Entre os dois que eu vi, sem dúvidas o meu voto iria para Call Me By Your Name, uma adaptação muito bem feita e comovente de uma obra que me parece ser complicada de adaptar. Nas bolsas de apostas, o filme dirigido por Luca Guadagnino, com roteiro de James Ivory e com o brasileiro Rodrigo Teixeira entre os produtores é apontado, também, como o favorito nessa categoria. Honestamente? Estou torcendo por ele (até prova em contrário). Ah sim, e as bolsas de apostas acertaram em cheio na lista dos cinco indicados. Sem surpresas, portanto.

Melhor Roteiro Original:

Avaliação: Gosto muito das duas categorias de roteiros no Oscar. Afinal, para mim, um grande filme deve ter um grande roteiro como base. Sempre. Mesmo comentando isso, devo dizer que eu tenho uma certa “predileção” por essa categoria, a de Melhor Roteiro Original. Nela que, geralmente, encontramos os filmes mais interessantes a cada ano. Novamente, em 2018, isso não é diferente.

Eu não assisti, ainda, a The Shape of Water e a The Big Sick, mas sei do “burburinho” que os dois filmes causaram por causa dos seus roteiros. Gostei muito também do roteiro de I, Tonya, mas entendo que tendo apenas cinco vagas, não dá para entrar todos os filmes bons dessa temporada. Entre as produções que eu assisti, acho que o meu voto iria para Get Out pelo ineditismo da história e pelas ótimas sacadas do diretor e roteirista Jordan Peele. Mas, para ser franca, eu não acharia injusto Three Billboards também levar o título – afinal, o roteiro do filme é ótimo também. Escolha difícil. Nas bolsas de apostas, Lady Bird é o favorito, seguido de Get Out. Bueno, gosto é gosto, mas eu não gostaria de ver Lady Bird vencedor nessa categoria.

 

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Cinema Oscar 2017

Indicados ao Oscar 2017 – Lista Completa e Avaliações

Olá meus amigos e amigas do blog!

Mais uma vez estamos juntos em uma cobertura do Oscar. Desta vez, eu não pude publicar pela manhã a lista dos indicados e alguns comentários sobre eles, mas compartilhei na conta do blog no Twitter (@criticanonsense) um texto que eu produzi logo após os indicados serem anunciados no site do jornal para o qual eu trabalho, o Notícias do Dia.

É pelo site do jornal que eu devo, mais uma vez, acompanhar a entrega do Oscar deste ano. Farei ou mesmo pela conta do Twitter do blog, é claro. Bem, a divulgação dos indicados deste ano foi um pouco diferente do usual. Desta vez a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood abriu mão do formato de dois atores e/ou um(a) ator(atriz) e um(a) diretor(a) anunciando os nomes ao vivo em transmissão direta de um teatro para abraçar a ideia de vídeos produzidos para a data.

A proposta de dividir a lista de indicados – 24 categorias no total – em duas partes continuou valendo este ano. Nos dois trechos, um representante de diferentes categorias que compõe a fauna Hollywood – um roteirista, um diretor, um ator, uma atriz e uma cantora – se intercalaram falando sobre a emoção de serem indicados a um Oscar e enalteceram, claro, a premiação e a indústria do cinema.

Como era esperado, La La Land saiu com o maior número de indicações. O filme tem 14 chances de emplacar em 13 categorias da premiação. É verdade que ele é o favorito, até porque defende uma indústria autossuficiente e que precisa reafirmar a “máquina de sonhos” que ela representa em uma era de Donald Trump no poder. Ainda assim, não é certo que o filme vai levar o prêmio principal da noite.

Pela frente ele tem importantes concorrentes em diversas categorias. Com oito indicações cada um estão Arrival e Moonlight, dois grandes filmes desta temporada, cada um com as suas particularidades. O que estas duas produções tem em comum – e La La Land nem tanto – é um ótimo roteiro que sustenta os outros recursos que jogam à favor dos respectivos filmes.

Em seguida, aparecem com seis indicações Manchester by the Sea e Hacksaw Ridge. A verdade é que os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood souberam reconhecer a ótima safra que o cinema americano e de outros países soube produzir nesta temporada.

Praticamente todos os grandes filmes desta boa safra foram indicados – sempre há algum esquecimento, como Gleason, Cameraperson, Deadpool, Tom Hanks e, depende dos gostos, Finding Dory ou Captain America: Civil War. Da minha parte, fiquei feliz com a lista dos indicados. Para mim, é um raro ano de uma grande safra que acaba sendo reconhecida por seus valores e qualidades.

Entre os destaques individuais, vale destacar a 20ª – sim, a vigésima! – indicação ao Oscar da gigante Meryl Streep, e o resgate quase do ostracismo de Mel Gibson, que volta a ser indicado como Melhor Diretor após ter ganho um Oscar por Braveheart há nada menos que 21 anos.

Depois da Academia ser duramente criticada por não indicar atores e diretores negros, neste ano os votantes foram justos e indicaram todos os nomes que mereciam chegar lá – independente da raça deles. Desta forma, o Oscar 2017 tem um recorde de atores, atrizes e diretor negro indicados em uma única edição do prêmio. Vivemos novos tempos, ao menos no Oscar, e isso é um bom sinal.

Aliás, claramente a Academia quer dar uma mensagem para o mundo e para os americanos com os filmes que escolheu nas diferentes categorias deste ano. Há filmes sobre pacifismo, histórias que destacam o poder da comunicação e do diálogo, produções que tratam de violência, de desigualdade social e de segregação racial e, claro, o maior indicado que defende a busca pelos sonhos por todos – além de defender Hollywood.

As mensagens estão muito claras, e a entrega do Oscar deste ano promete ser dominada por discursos políticos e cheio de princípios. Será normal ver realizadores, astros e estrelas e diferentes profissionais defendendo a arte, a igualdade de oportunidades para imigrantes/migrantes de qualquer parte, respeito com as mulheres e todas as raças. Será uma premiação interessante, sem dúvida.

Acertei, até o momento, ao ter assistido a vários dos indicados deste ano – entre os nove finalistas como Melhor Filme, aqui no blog eu já comentei sobre cinco deles. Também acertei em quatro dos cinco documentários e em três dos cinco filmes em língua estrangeira. Agora a missão é assistir aos filmes que faltam desta ótima lista. Para quem não começou esta empreitada ainda, recomendo começar e seguir nela. A safra é boa.

Confira a lista de todos os indicados ao Oscar 2017:

Melhor Filme:

Avaliação: La La Land é um filme exuberante. Tecnicamente falando, perfeito. Mas a história… como eu gosto de filmes com um ótimo roteiro, para o meu gosto, La La Land deixa a desejar no roteiro. Não achei ele tão bom ou tão surpreendente quanto eu gostaria. Ele é o grande favorito deste ano, mas não é garantido que leve nesta categoria – vale lembra que no ano passado o “papa-prêmios” e favoritíssimo The Revenant perdeu na categoria principal para Spotlight. Pode acontecer novamente. Da lista de indicados, até agora, torço para Moonlight e Fences, com reais chances para o primeiro. Mas ainda preciso assistir a quatro da lista.

Melhor Ator:

Avaliação: Todos os atores da lista são ótimos, não há dúvidas. Andrew Garfield é estreante na categoria, enquanto Denzel Washington soma a sua sétima indicação. Admito que conforme a lista acima ia sendo divulgada neste 24 de janeiro de 2017, eu estava preocupada que Denzel não aparecia… para o meu alívio ele foi o último nome citado. Com isso, já revelo o meu favorito neste ano. Ele tem boas chances pelo ótimo trabalho em Fences, ainda que os apostadores apontem para Casey Affleck como favorito. Ainda preciso assistir a alguns desempenhos para realmente bater o martelo, mas neste momento o meu favorito é Denzel – acho que ele é sempre o meu voto, na verdade. 😉 Um dos grandes atores de sempre.

Melhor Atriz:

  • Isabelle Huppert (Elle)
  • Ruth Negga (Loving)
  • Natalie Portman (Jackie)
  • Emma Stone (La La Land)
  • Meryl Streep (Florence Foster Jenkins)

Avaliação: Lista incrível, vamos combinar! Alguns dos grandes talentos da história do cinema, como Meryl Streep e Isabelle Huppert, ao lado de jovens talentos já consagrados – Natalie Portman – e outros que ainda buscam uma primeira estatueta, como Emma Stone e Ruth Negga. A favorita é Emma Stone. E a verdade é que ela é o ponto alto de La La Land, junto com as qualidades técnicas do filme, é claro. Meryl Streep sempre merece um Oscar, mas não deve levar, mais uma vez. Quem tem mais chances de ganhar a estatueta da favorita Emma Stone, aparentemente, é mesmo Natalie Portman. Da minha parte, acho que se Emma Stone ganhar, não terá sido injusto. La La Land é o filme da vida dela.

Melhor Ator Coadjuvante:

Avaliação: Novamente grandes nomes na disputa. Da lista, só não conheço o trabalho de Lucas Hedges – ou não lembro dele, ao menos. Os outros quatro são geniais. Mas o favoritismo é claramente de Mahershala Ali. Quem pode roubar a estatueta dele é o veterano Jeff Bridges, que realmente é um dos pontos altos de Hell or High Water. Ainda preciso ver a alguns dos trabalhos para poder “votar”, mas inicialmente o meu voto iria mesmo para Mahershala Ali, ainda que Bridges também mereça.

Melhor Atriz Coadjuvante:

Avaliação: Mais uma categoria de alto nível este ano. Todos os nomes já demonstraram que tem talento de sobra. Naomie Harris está ótima em Moonlight, mas Viola Davis é outro nível em Fences. Sou suspeitíssima para falar, mas eu estou com a maioria que coloca ela como favorita nesta categoria – e eu votaria ainda por Denzel Washington, parceiro dela no filme, para Melhor Ator. Em sua terceira indicação no Oscar, sem nunca ter levado uma estatueta dourada para casa, eu estou na torcida por Viola Davis. Quem ameaça a vitória dela, me parece, são mesmo Naomie Harris e Michelle Williams.

Melhor Animação:

Avaliação: Ah, fiquei muito feliz que Kubo and the Two Strings chegou aqui. E não apenas nesta categoria, mas foi indicado também em outra – que virá na lista depois. O filme merece. É maravilhoso! Zootopia, sem dúvida, é o favoritíssimo nesta disputa. Ele tem um grande estúdio e a força da maior bilheteria entre os concorrentes a seu favor. Preciso ver aos outros três, mas acho que tanto Kubo quanto Zootopia merecem, cada um por razões diferentes. O primeiro, por sua proposta artística; o segundo, por tratar de forma inteligente e envolvente assuntos importantes.

Melhor Direção de Fotografia:

Avaliação: Mais uma categoria com grandes indicados. La La Land é o favorito, e com méritos. Realmente a fotografia do filme é um de seus pontos altos. Possivelmente o fator que faz a experiência valer o ingresso – junto com Emma Stone. Mas a fotografia de Arrival e, depois, de Moonlight, também são ótimas. Acredito que a estatueta dourada vá para La La Land, com Arrival correndo por fora.

Melhor Figurino:

  • Allied
  • Fantastic Beasts and Where to Find Them
  • Florence Foster Jenkins
  • Jackie
  • La La Land

Avaliação: Esta é uma das categorias em que estou mais desinformada, eu admito. Assisti a apenas um dos filmes da disputa. Ainda assim, sei que Jackie era, até há pouco, o favoritíssimo a ganhar nesta categoria. Com a avalanche de prêmios recebidos por La La Land no Globo de Ouro, o filme passou a ser também um forte concorrente. Eu ficaria dividida entre os dois, e mesmo sem ter assistido a Jackie – apenas vi fotos da produção. Mas La La Land, em uma noite de “papa-tudo”, pode levar aqui também.

Melhor Diretor:

Avaliação: Apenas grandes trabalhos apareceram nesta lista. Impossível não bater palma para cada realizador. O favorito na disputa é Damien Chazelle. Ele merece, até porque teve a visão criativa por trás da exuberância visual e narrativa de La La Land. Mas, da minha parte, torço um pouco por Barry Jenkins ou Denis Villeneuve para serem a “zebra” da noite. 😉 Mas não será injusto se Chazelle confirmar o favoritismo.

Melhor Documentário:

Avaliação: Filmes muito bacanas estão nesta lista. Fiquei muito feliz, em especial, por 13th ter chegado lá. Fire at Sea é um filme necessário, mas não é tão bom quanto poderia ser. Life, Animated é tão necessário quanto e melhor realizado, sem dúvidas. Apesar da qualidade destas produções, o favoritíssimo da categoria é O.J.: Made in America, um filme muito, muito americano. Ele conta uma história especialmente importante para os nascidos naquele país, ainda que, com um pouco de esforço, se veja um recorte “universal” na história mais que conhecida de O.J. Simpson. Senti a falta de Gleason, que seria o meu voto. Da lista que chegou na reta final dos indicados, torço por uma zebra, com vitória de 13th.

Melhor Curta Documentário:

  • Extremis
  • 4.1 Miles
  • Joe’s Violin
  • Watani: My Homeland
  • The White Helmets

Avaliação: Ainda não assisti a nenhum dos curtas desta categoria, mas pretendo fazer isso em breve e compartilhar com vocês as minhas impressões.

Melhor Edição:

Avaliação: Mais uma vez, grandes filmes na disputa. Difícil escolher o melhor, porque o trabalho de edição de todos é uma aula do ofício. Ainda assim, me parece, La La Land corre na frente. É o favorito, mais uma vez – algo normal para um filme tão bom tecnicamente. Se ele ganhar, será justo. Mas podem estragar a festa dele Arrival ou Moonlight. Pouco provável, no entanto, que isso aconteça.

Melhor Filme em Língua Estrangeira:

Avaliação: Esta era, realmente, uma grande safra de filmes nesta categoria. Interessante a ascensão de Tanna. O filme roubou a vaga de outros fortes concorrentes, inclusive do limado com antecedência, com a divulgação da lista dos nove pré-finalistas, de Elle. Preciso assistir ainda a The Salesman que, segundo todos que andei lendo, é o único filme que pode roubar a estatueta dourada do favorito Toni Erdmann. Ainda que o filme alemão seja bom, prefiro A Man Called Ove ou Land of Mine. E tenho uma tendência muito grande de gostar de The Salesman porque eu admiro muito o trabalho do diretor Asghar Farhadi. Mas a estatueta deve ficar mesmo entre Toni Erdmann e The Salesman.

Melhor Maquiagem e Cabelo:

Avaliação: Única categoria com menos de cinco indicados, esta disputa parece ter um favoritíssimo: o sucesso de bilheterias e fracasso de críticas Suicide Squad. Me surpreendeu a indicação de A Man Called Ove, mas eu gostei dele ter emplacado em mais uma categoria além da anterior.

Melhor Trilha Sonora:

Avaliação: Só assisti a dois dos concorrentes, mas posso dizer que as indicações de La La Land e Moonlight foram justíssimas. As trilhas sonoras dos dois filmes são deliciosas e fundamentais para as duas histórias. Ainda assim, me parece, por razões óbvias, que esta categoria é praticamente uma barbada para La La Land. Não será injusto. O único realmente veterano entre os competidores é Thomas Newman por Passengers.

Melhor Canção Original:

  • “Audition (The Fools Who Dream)” – La La Land
  • “Can’t Stop the Feeling” – Trolls
  • “City of Stars” – La La Land
  • “The Empty Chair” – Jim: The James Foley Story
  • “How Far I’ll Go” – Moana

Avaliação: As músicas de La La Land são favoritíssimas. Da minha parte, gosto muito das duas, mas me parece que City of Stars é a que tem mais chances de levar a estatueta dourada. Corre por fora as canções dos filmes de animação, que por muitos anos dominaram nesta categoria, e que em 2017 são representadas por Moana e Trolls. Da minha parte, torço pelas músicas de La La Land – e meu voto iria com a maioria, desta vez.

Melhor Design de Produção:

  • Arrival
  • Fantastic Beasts and Where to Find Them
  • Hail, Caesar!
  • La La Land
  • Passengers

Avaliação: Mais uma vez, grandes competidores – não conheço apenas o trabalho de design de Hail, Caesar!, mas dos demais eu posso dizer que são trabalhos impecáveis. Novamente o favoritismo é de La La Land. Gosto muito também do design de produção de Arrival, um dos pontos fortes do filme. Mas não será injusto La La Land levar. O meu voto, provavelmente, também iria para ele.

Melhor Curta de Animação:

  • Blind Vaysha
  • Borrowed Time
  • Pear Cider and Cigarettes
  • Pearl
  • Piper

Avaliação: Mais uma vez esta é uma categoria em que eu ainda não assisti aos indicados. Mas em breve eu quero fazer aqui um post sobre eles.

Melhor Curta:

  • Ennemis Intérieurs
  • La Femme et le TGV
  • Silent Nights
  • Sing
  • Timecode

Avaliação: A exemplo da categoria anterior, ainda preciso assistir aos indicados para poder opinar. Quero fazer isso em breve.

Melhor Edição de Som:

Avaliação: Nesta categoria não esqueceram de Sully. 😉 Isso porque era quase que inevitável lembrar da edição de som feita nesta produção, claro. A concorrência é fortíssima. Todos são excelentes trabalhos na edição de som. Se a noite for para um filme “papar todas”, certamente La La Land vai levar nesta categoria também. Da minha parte, prefiro ainda o excepcional trabalho de Arrival ou, em segundo lugar, de Sully.

Melhor Mixagem de Som:

Avaliação: Três dos cinco indicados na categoria anterior estão indicados novamente por aqui, o que não é raro de acontecer. Quando um filme tem uma excelente edição de som, não raras vezes ele tem uma mixagem de som igualmente brilhante. O favoritismo, novamente, é de La La Land pela razão que comentei no item anterior. Meu voto, até por não ter assistido aos outros concorrentes, iria para Arrival.

Melhores Efeitos Visuais:

Avaliação: Aqui está a outra indicação de Kubo. 😉 Fiquei feliz pelo filme. Novamente, grandes filmes nesta disputa. Não conferi à maioria, por isso não me sinto exatamente na posição de opinar aqui, mas talvez este seja o caso de premiar Doctor Strange ou Rogue One: A Star Wars Story. Me parece. De qualquer forma, grandes sucessos nas bilheterias concorrem por aqui.

Melhor Roteiro Adaptado:

Avaliação: Como comentei na crítica de Moonlight, para o entendimento de alguns este filme deveria concorrer como Melhor Roteiro Original, enquanto para outros o certo seria Melhor Roteiro Adaptado. Na divulgação dos indicados feita pela Academia, a lista de Original saiu antes da de Adaptado e levei um susto ao não ver lá Moonlight. Sem dúvida alguma este filme merece estar lá. Tem um dos grandes roteiros do ano. A lista é forte. Acredito que os favoritos sejam Arrival, Moonlight e Fences, nesta ordem – ou não. Difícil escolher, já que são histórias tão diferentes. Eu ficaria mesmo entre Moonlight e Arrival – nesta ordem de preferência.

Melhor Roteiro Original:

Avaliação: Como muitas vezes acontece no Oscar, a categoria Melhor Roteiro Original apresenta filmes mais “fracos” do que na categoria anterior. Isso não é novidade. Desta lista, acredito que os favoritos sejam Manchester by the Sea e La La Land, possivelmente nesta ordem. Claro que se o musical estiver em uma noite de “papar tudo”, ele leva aqui também. Acho o roteiro do filme um de seus pontos fracos, mas sabem como é… quando a Academia quer premiar alguém, ela não é, exatamente, justa. Gosto muito também do roteiro de Hell or High Water.

Categorias
Oscar 2016

Indicados ao Oscar 2016 – Lista e Avaliação

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Bom dia, meus caros leitores do blog. Acompanho, juntamente com vocês, mais uma vez, a divulgação dos indicados ao prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. A expectativa é positiva para este Oscar porque a safra é boa – pelo menos analisando os filmes que tem chances no Oscar e que eu já assisti até agora.

A transmissão da cerimônia que oficializará a lista de indicados deste ano poderá ser assistida pelo canal do Oscar no YouTube (neste link). Dividida em duas partes, a divulgação terá a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, os diretores Guilherme del Toro e Ang Lee e o ator John Krasinski. Serão anunciados, em duas levas, os concorrentes em 24 categorias.

A expectativa é que diversos indicados no Globo de Ouro sejam finalistas do Oscar também, com destaque para The Revenant, Spotlight e Carol. Logo veremos se essa previsão se confirma. Acima, escolhi um dos cartazes da interessante campanha da Academia este ano intitulada “We All Dream In Gold”. Há vários cartazes que fazem parte da divulgação, mas achei este com a diva e grande atriz Meryl Streep especial. Na página do blog no Facebook (que você pode acessar aqui) divulgo os outros cartazes da campanha.

Se a Academia for pontual, os diretores Guilherme del Toro e Ang Lee vão anunciar os indicados em Melhor Filme de Animação, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Documentário, Melhor Curta Documentário, Melhor Maquiagem e Cabelo, Melhor Canção Original, Melhor Curta de Animação, Melhor Curta de Ficção e Melhor Edição e Mixagem de Som às 11h30 no horário de Brasília.

Exatamente oito minutos depois, as 11h38, o ator John Krasinski e a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs vão divulgar os indicados a Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Filme em Língua Estrangeira, Melhor Trilha Sonora, Melhor Filme, Melhor Design de Produção, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Roteiro Original.

A transmissão abriu as 11h25 desta quinta-feira (14/01) com um dos organizadores pedindo para as pessoas esperarem cinco minutos para o início do evento. Depois, houve contagem regressiva de três e de um minuto. A divulgação começou as 11h31 com os diretores Guilherme del Toro e Ang Lee. Confira os indicados ao Oscar divulgados por eles:

Melhor Filme de Animação:

Avaliação: Alguns indicados eram mega previstos, como Inside Out, Anomalisa e Shaun the Sheep Movie, mas é admirável como a Academia lembrou de O Menino e o Mundo, do diretor Alê Abreu, no lugar de filmes que tinham um lobby muito maior, como The Good Dinosaur ou The Peanuts Movie. Mas ainda que seja bacana ver a uma animação com produção 100% brasileira concorrer, pela primeira vez, nesta categoria – uma das principais do Oscar, não devemos nos iludir. Será uma grande, imensa zebra se Inside Out não ganhar nesta categoria. Ele é o franco favorito, de longe. Ainda assim, será muito bacana e um orgulho ver Alê Abreu durante a cerimônia de entrega do Oscar entre os indicados.

Melhor Fotografia:

Avaliação: Como a safra de filmes com possibilidades no Oscar deste ano é muito boa, eis uma de várias categorias em que a disputa será por poucos pontos. Pelo frenesi – justo, diga-se – causado por Mad Max: Fury Road, não seria uma surpresa o filme ganhar nesta categoria. De fato o trabalho do diretor de fotografia John Seale é excepcional, um dos pontos fortes do filme. Mas o mesmo pode ser dito do trabalho de Emmanuel Lubezki de The Revenant. A disputa entre os dois e mais Robert Richardson, de The Hateful Eight, deve ser o centro das atenções nesta categoria. A direção de fotografia de Edward Lachman em Carol também é ótima, mas acho que ele corre por fora. Ainda não vi ao filme do Tarantino e a Sicario, para poder realmente bater o martelo, mas acho que a disputa ficará mesmo entre Mad Max: Fury Road e The Revenant. Pessoalmente, acho que votaria no primeiro.

Melhor Figurino:

Avaliação: Mais uma disputa das boas. Os figurinos de Carol são maravilhosos e um dos pontos fortes da produção. Imagino que o mesmo aconteça com Cinderella – ainda não vi esta produção – e com The Danish Girl. Outra pegada totalmente diferente temos com Mad Max: Fury Road e The Revenant. Do que eu assisti até agora, acho que Carol leva vantagem. Gostaria de ver o filme ganhando nesta categoria. Aqui, novamente, não vejo um franco favorito, mas dois ou três filmes disputando ponto a ponto a estatueta.

Melhor Documentário:

Avaliação: Com a lista de indicados fechada, agora eu posso correr atrás destes filmes para assisti-los e conseguir avaliar bem esta disputa. Mesmo sem ter assistido a nenhum deles, pelo que pude acompanhar das premiações até agora, parece que The Look of Silence tem vantagem sobre os outros concorrentes. Pessoalmente, estou curiosa para ver Cartel Land, filme mexicano que chega ao Oscar com um tema que sempre interessa aos americanos: a disputa de cartéis no país vizinho. Depois que tiver assistido a todos posso comentar melhor qual é a chance de cada um.

Melhor Curta Documentário:

  • Body Team 12
  • Chau, Beyond the Lines
  • Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah
  • A Girl in the River: The Price of Forgiveness
  • Last Day of Freedom

Melhor Maquiagem e Cabelo:

Avaliação: Curioso que esta categoria conseguiu ter apenas três filmes na disputa. Especialmente em uma categoria em que diversas outras produções tem um bom trabalho de maquiagem e cabelo. Mas ok, os votantes da Academia devem ter as suas razões para isso. Entre os concorrentes, não assisti ao desconhecido The 100 Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared. Mas os outros filmes em disputa terão uma boa quebra de braço, já que tanto Mad Max: Fury Road quanto The Revenant tem na maquiagem e no cabelo elementos fundamentais para as respectivas histórias. Pessoalmente, ainda que o trabalho em Mad Max: Fury Road seja muito bem feito, acredito que The Revenant deveria ser premiado. Minha torcida estará por ele.

Melhor Canção Original:

  • “Earnet It”, do filme Fifty Shades of Grey
  • “Manta Ray”, do filme Racing Extinction
  • “Simple Song #3”, do filme Youth
  • “Til It Happens To You”, do filme The Hunting Ground
  • “Writing’s On The Wall”, do filme Spectre

Melhor Curta de Animação:

  • Bear Story (Historia de Un Orso)
  • Prologue
  • Sanjay’s Super Team
  • We Can’t Live Without Cosmos
  • World of Tomorrow

Melhor Curta de Ficção:

  • Ave Maria
  • Day One
  • Everything Will Be Okay
  • Shok
  • Stutterer

Melhor Edição de Som:

Avaliação: Nesta e nas demais categorias técnicas do Oscar a disputa será também voto por voto. Não assisti a todos os filmes indicados, mas não tenho dúvidas que a grande quebra de braço será entre Mad Max: Fury Road e Star Wars: The Force Awakens. Ainda que, originalmente, eu diria que Star Wars leve vantagem, não há dúvidas de que Mad Max tem uma grande edição de som. The Martian, que ainda preciso conferir, também deve ter um bom trabalho nesta área. The Revenant vai bem, mas acho que corre por fora. Meu palpite é que deve ficar mesmo entre Mad Max e Star Wars.

Melhor Mixagem de Som:

Avaliação: Como acontece na categoria de edição de som, aqui em mixagem de som a disputa será das boas. Mad Max: Fury Road e Star Wars: The Force Awakens tem nesta categoria uma de suas principais qualidades, não há dúvida. The Revenant também tem um trabalho de excelência aqui – não é à toa que ele foi indicado. Ainda preciso conferir Bridge of Spies e The Martian, mas meu palpite é que esta disputa ficará, novamente, entre Star Wars e Mad Max – talvez com uma pequena vantagem do segundo.

Depois de alguns minutos, o organizador do evento fez a contagem regressiva para a segunda leva de indicações. Exatamente as 11h39 o ator John Krasinski e a presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Cheryl Boone Isaacs, subiram ao palco para anunciar aos indicados das principais categorias da premiação. Confira:

Melhor Ator:

Avaliação: Nenhuma surpresa nesta lista de indicados. Era certo que Leonardo DiCaprio estaria entre os finalistas, assim como Eddie Redmayne. Mas diferente do ano passado, quando Redmayne era o franco favorito no Oscar, desta vez este favoritismo está com DiCaprio. Este pode ser o ano em que a Academia “repare” o que para muitos foram duas injustiças históricas, dando as primeiras estatuetas douradas para DiCaprio e para Sylvester Stallone – falaremos dele na sequência. Seria curioso. Ainda preciso assistir a boa parte dos concorrentes, mas o meu palpite é que leva vantagem nesta categoria, realmente, DiCaprio. Concorrem com ele, mais de perto, Matt Damon e Eddie Redmayne. Ainda que Bryan Cranston e Michael Fassbender sejam grandes atores, acredito que eles correm por fora neste ano.

Melhor Atriz:

  • Cate Blanchett, por Carol
  • Brie Larson, por Room
  • Jennifer Lawrence, por Joy
  • Charlotte Rampling, por 45 Years
  • Saoirse Ronan, por Brooklyn

Avaliação: Nesta categoria há apenas uma meia-surpresa: Charlotte Rampling por 45 Years. A atriz, sempre maravilhosa, merece sempre ser indicada a um Oscar. Sem dúvida ela ficou com a quinta vaga, já que as demais eram praticamente certas. A disputa principal ficará entre Brie Larson, que está brilhante em Room; Cate Blanchett, igualmente maravilhosa em Carol; e a bastante elogiada Saoirse Ronan por Brooklyn. Ainda preciso ver a três atrizes e seus respectivos filmes que estão concorrendo, mas entre Blanchett e Larson, tenho a ousadia de apostar na segunda. Sou fã de Room e estarei torcendo por ele durante toda a noite de entrega do Oscar.

Melhor Ator Coadjuvante:

Avaliação: Aqui, novamente, apenas uma meia-surpresa com a indicação de Mark Rylance por Bridge of Spies. Esta produção esquecida no Golden Globes foi bem lembrada pelo Oscar. As outras indicações eram previstas. Assisti já a The Big Short, ainda que não tenha tido tempo de publicar o texto sobre aqui. Por isso, acredito, a disputa ficará entre Sylvester Stallone, Christian Bale e Tom Hardy. Isso avaliando pela ótica da Academia. Meu gosto pessoal, até o momento, seria de tirar Hardy da lista e incluir nela Mark Ruffalo. Dos trabalhos que vi até o momento – preciso ver ainda a Stallone -, meu palpite iria para Christian Bale. Mas esta é uma categoria em que muitos dos nomes listados tem chances de ganhar. De qualquer forma, se a Academia quiser fazer desta edição do Oscar uma espécie de “edição de redenção”, podemos ver Stallone ganhando o prêmio. Ele não ganhou pelo primeiro Rocky, mas pode ganhar por Creed. Quem diria!

Melhor Atriz Coadjuvante:

Avaliação: Nenhuma surpresa nesta categoria. Kate Winslet, vencedora do Globo de Ouro na categoria Drama e Rooney Mara, impecável em Carol, são as favoritas nesta disputa. Ainda que Alicia Vikander possa surpreender, já que ela tem sido muito elogiada por The Danish Girl. Ainda preciso assistir a todos os trabalhos na disputa, mas inicialmente a minha torcida vai para Mara. Gosto muito de Kate Winslet, mas preciso vê-la em cena ainda. Rachel McAdams faz apenas um bom trabalho em Spotlight e, na minha avaliação, ela está correndo por fora nesta disputa.

Melhor Diretor:

Avaliação: O grande esquecido nesta categoria foi, sem dúvida Ridley Scott, diretor de The Martian. Curioso a Academia ter deixado ele fora da disputa. Por outro lado, achei muito justo eles terem se lembrado de Lenny Abrahamson e de Adam McKay. Os demais indicados, diretores de Mad Max: Fury Road, de Spotlight e de The Revenant eram bolas muito cantadas. Francamente acho que o favorito para levar mais uma estatueta – a segunda seguida – para casa é Alejandro González Iñarritu. Um dos grandes fatores que fez The Revenant ser indicado a Melhor Filme foi, sem dúvida, a direção de Iñarritu – assim como o trabalho e a entrega de DiCaprio. Acho que a disputa ficará entre Iñarritu e George Miller, muito festejado por Mad Max: Fury Road. De fato a disputa é das boas. Pelo meu gosto, gostaria de ver Tom McCarthy ou Lenny Abrahamson ganhando. Mas acho que isso é bem improvável de acontecer. De qualquer forma, não há dúvidas que um grande diretor sairá premiado deste Oscar. Ah sim, outro nome “esquecido” e que poderia estar nesta lista é o de Todd Haynes, de Carol.

Melhor Edição:

Avaliação: Mais uma categoria com uma bela disputa entre grandes trabalhos. Mad Max: Fury Road é uma aula de edição, assim como The Revenant e The Big Short. Não assisti a Star Wars: The Force Awakens, mas imagino que ele também tenha um belo trabalho neste quesito técnico. Para resumir: todos os concorrentes tem boas chances de ganhar. Mas acho que a queda de braço maior estará entre The Revenant e Mad Max: Fury Road. Difícil escolher entre os dois, porque ambos são trabalhos de excelência, mas acho que tenho uma pequena predileção por The Revenant.

Melhor Filme em Língua Estrangeira:

Avaliação: Aqui existe, sem dúvida alguma, um grande favorito: Son of Saul. O filme tem colecionado prêmios e, para alguns críticos, ele poderia perfeitamente ser considerado um dos melhores do ano – independente da língua em que ele é falado. Pessoalmente, gosto muito de Mustang, mas acho que o filme não tem chances na disputa. Gostei que o filme colombiano Embrace of the Serpent (El Abrazo de la Serpiente) tenha entrado na lista final. Agora, tenho que ver aos outros três concorrentes que eu ainda não assisti para poder falar com mais propriedade desta categoria. De qualquer forma, para quem puder assistir, recomendo Mustang.

Melhor Trilha Sonora:

Avaliação: Mais uma categoria em que muitos filmes bons acabaram ficando de fora porque, afinal, fora a categoria de Melhor Filme, todas as demais tem a limitação de cinco indicados. Ainda preciso assistir à maioria dos concorrentes, mas dá para perceber que a disputa será acirrada. A trilha de Carol é divina, mas meu palpite é que The Hateful Eight e Bridge of Spies terão supremacia na queda de braço na comparação com os demais.

Melhor Filme:

Avaliação: Desde que o Oscar mudou as suas regras na categoria Melhor Filme, até 10 produções podem concorrer ao prêmio máximo da Academia. Curioso que este ano, diferente de anos anteriores, apenas oito filmes tenham recebido votos suficientes para figurarem na lista – nos últimos anos o mais frequente foram 10 ou nove indicações. A lista acima mostra alguns dos melhores filmes do ano, mas algumas ausências importantes. Acho que as mais notadas foram de Carol e The Hateful Eight. Fiquei surpresa também por Mad Max: Fury Road conseguir uma vaga entre os melhores do ano. Agora, como todos sabemos, há uma grande diferença entre um filme ser indicado e sair vencedor. Da lista acima, acredito que a disputa ficará entre The Revenant e Spotlight, com uma franca vantagem para o primeiro. Pessoalmente, estarei torcendo por Room, mas seria uma grande zebra se não fosse premiado The Revenant.

Melhor Design de Produção:

Avaliação: Boa lista em disputa. Ainda que poderia, tranquilamente, estar entre os cinco indicados Carol. Fora este esquecimento, acredito que esta seja uma boa seleção. Não assisti a diversos dos filmes ainda, mas vejo uma franca vantagem de Mad Max: Fury Road e, em segundo lugar, de The Revenant. The Martian me parece também ter um bom trabalho, ainda que a disputa fique entre os dois citados anteriormente. Pessoalmente, ainda que eu goste muito do design de The Revenant, aqui eu tenho que me render a Mad Max: Fury Road.

Melhores Efeitos Visuais:

Avaliação: Novamente a disputa é entre grandes, mas acho que ela ficará bem dividida entre Mad Max: Fury Road e Star Wars: The Force Awakens. Ainda que não poderíamos considerar uma zebra se The Revenant ganhasse nesta categoria. Bacana o Oscar ter lembrado de Ex Machina. Mas vejo que este filme e The Martian correm por fora.

Melhor Roteiro Adaptado:

Avaliação: Uma das minhas categorias favoritas, junto com Melhor Filme, as categorias para atores, Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Documentário. Aqui a disputa será acirrada. Não assisti a dois dos concorrentes, mas francamente vejo uma queda de braço maior entre Room e Carol. Francamente, acho os dois roteiros excelentes, mas o meu voto seria para Room. The Big Short também tem chances porque Charles Randolph e Adam McKay fazem um grande trabalho de adaptação do livro de Michael Lewis, mas ainda assim acho que ele corre por fora.

Melhor Roteiro Original:

Avaliação: Outra das minhas categorias preferidas a cada Oscar. Esta lista foi uma das que mais me surpreendeu neste Oscar. Ex Machina e Straight Outta Compton não foram escolhas óbvias da Academia, muito pelo contrário. Interessante também ver a diversidade de filmes em disputa. Acho uma das categorias mais abertas, ainda que eu veja Spotlight com uma certa vantagem frente aos demais. Logo saberemos. 😉

Com estas considerações feitas, vale comentar que The Revenant liderou no número de indicações, como era esperado, tendo 12 chances de sair com uma estatueta de ouro do Oscar 2016. Acredito que ele sairá com mais de uma – grandes chances em Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, para falar só do principal. Em segundo lugar entre os mais indicados está Mad Max: Fury Road, com 10 indicações. O filme tem grandes chances nas categorias técnicas. Depois aparecem The Martian, com sete indicações; Carol, Bridge of Spies e Spotlight com seis indicações cada um; e Star Wars: The Force Awakens e The Big Short com cinco indicações cada.

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Indicados ao Oscar 2015 – Lista e Avaliação

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Bom dia, minha gente. Mais uma vez acompanho, junto com vocês, as indicações dos integrantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para a maior premiação da indústria do cinema mundial, o Oscar.

Neste ano a Academia resolveu inovar de duas maneiras diferentes: transmitindo o evento das indicações ao vivo pelo site da entidade (www.oscars.org/live) e também dividindo a divulgação em duas partes. Na primeira, que começa às 5h30 no horário da Califórnia, nos Estados Unidos, e as 11h30 no horário de Brasília, os diretores Alfonso Cuarón e J.J. Abrams divulgam os indicados em 11 categorias. Depois, às 5h38 no horário da Califórnia e 11h38 no horário de Brasília, o ator Chris Pine e a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, divulgam os indicados nas outras 13 categorias do Oscar 2015.

A exemplo do que fiz aqui no ano passado, vou acompanhar essas indicações trazendo a lista que vai nos guiar até fevereiro para assistir aos indicados e também comentários sobre quem chegou na reta final da disputa.

A transmissão direto do Teatro Samuel Goldwyn, em Beverly Hills, começou a ser feita pela internet às 11h28. No horário em que a primeira lista deveria começar a ser divulgada, pediram mais três minutos para a cerimônia começar. #expectativa #cinéfilanervosa 🙂

Os diretores J.J. Abrams e Afonso Cuarón começaram a divulgar a lista com um pouco de atraso. Segue as indicações que eles, começando por Abrams e seguindo com Cuarón, trocando sempre quem anunciava, divulgaram:

Melhor Canção Original:

  • Everything Is Awesome, de The Lego Movie
  • Glory, de Selma
  • Grateful, de Beyond the Lights
  • I’m Not Gonna Miss You, de Glen Campbell… I’ll Be Me
  • Lost Stars, de Begin Again

Melhores Efeitos Visuais:

  • Captain America: The Winter Soldier
  • Dawn of the Planet of the Apes
  • Guardians of the Galaxy
  • Interstellar
  • X-Men: Days of Future Past

Avaliação: Aqui não tem como inventar a roda. Todos os anos os filmes de ficção científica e os baseado em heróis da DC Comics, Marvel e afins dominam esta categoria. Alguns dos maiores sucessos de 2014 nestas duas categorias de filmes aparecem na lista. A disputa será boa, não há dúvidas. Como não assisti a nenhuma destas produções, vou tentar conferir o trabalho antes de opinar sobre o favorito.

Melhor Curta Documentário:

  • Crisis Hotline: Veterans Press 1
  • Joanna
  • Our Curse
  • The Reaper (La Parka)
  • White Earth

Melhor Documentário:

  • CitizenFour
  • Finding Vivian Maier
  • Last Days in Vietnam
  • The Salt of the Earth
  • Virunga

Melhor Edição:

Avaliação: Assisti a apenas dois dos filmes da lista. Para mim, Boyhood e The Grand Budapest Hotel tem na edição uma de suas principais qualidades. Então merecem estar aqui. Gostei de American Sniper aparecer, mesmo não tendo assistido ao filme, porque adoro tudo que o Clint Eastwood faz. Mas novamente vou dar o meu pitaco só quando assistir aos outros três concorrentes que eu ainda não vi. Entre Boyhood e The Grand Budapest Hotel, talvez o segundo seja melhor, na edição, mas o meu voto iria para o primeiro – gostei muito mais de Boyhood.

Melhor Edição de Som:

Avaliação: Aqui, mais uma vez, os filmes de guerra, ficção científica e de heróis ganham vantagem na edição de som – e na categoria seguinte também. Das produções listadas, assisti apenas a The Hobbit e Unbroken. De fato os dois filmes tem edições de som primorosas. Mas se fosse votar em um dos dois, ficaria com The Hobbit. De qualquer forma, só assistindo aos três que faltam para poder realmente opinar a respeito.

Melhor Mixagem de Som:

Avaliação: Como eu disse antes, aqui novamente os filmes de guerra, de ficção científica e de heróis ganham vantagem. Como só assisti a Unbroken, produção que será a próxima a ganhar uma crítica aqui no blog, fica difícil opinar. Mas algo é fato: o filme dirigido por Angelina Jolie é ótimo na mixagem de som. Mesmo sem ter assistido aos demais, me parece, contudo, que American Sniper e Interstellar possam ter alguma vantagem sobre os outros concorrentes. Veremos.

Melhor Design de Produção:

Avaliação: Aqui começa a engrossar o número de indicações para The Grand Budapest Hotel – que teve nove, ao total. Sem dúvida o filme é ótimo na parte técnica e o design de produção é um de seus pontos fortes. Ainda assim, pensando na história e no conjunto da obra, esta produção não estaria entre as minhas favoritas do ano. Ainda não assisti aos outros concorrentes desta categoria, para poder opinar com maior propriedade, mas desde já acho que The Grand Budapest Hotel é o concorrente a ser derrotado.

Melhor Curta de Ficção:

  • Aya
  • Boogaloo and Graham
  • Butter Lamp (La Lampe Au Beurre De Yak)
  • Parvaneh
  • The Phone Call

Melhor Curta de Animação:

  • The Bigger Picture
  • The Dam Keeper
  • Feast
  • Me and My Moulton
  • A Single Life

Melhor Animação:

  • Big Hero 6
  • The Boxtrolls
  • How to Train Your Dragon 2
  • Song of the Sea
  • The Tale of the Princess Kaguya

 

Divulgada esta lista, saíram de cena os diretores e, às 11h38, quando deveria começar a divulgação da outra lista, pediram mais três minutos para que entrasse em cena Pine e Boone Isaacs. De fato eles começaram a apresentar a lista com o “filé” da premiação às 11h42. A primeira a falar, claro, foi a presidente da Academia, seguida sempre por Pine. Eles divulgaram os seguintes indicados:

Melhor Ator Coadjuvante:

Avaliação: Agora sim a lista começa a ficar mais interessante. Gostei do equilíbrio entre veteranos e atores de gerações mais novas nesta categoria. Ethan Hawke merecia muito a indicação pelo excelente trabalho em Boyhood. Edward Norton… bem, sempre vou torcer por ele porque, para mim, ele é um dos melhores de sua geração. J.K. Simmons é um veterano que nem sempre foi reconhecido, a exemplo de Robert Duvall. Este último foi indicado seis vezes antes em um Oscar, e ganhou apenas uma estatueta como Melhor Ator por Tender Mercies em 1984. Simmons, por sua vez, nunca tinha sido indicado ao Oscar. Ainda preciso assistir aos filmes deles, mas tenho um fraco por Boyhood. Por isso, inicialmente, minha torcida vai para Hawke.

Melhor Atriz Coadjuvante:

Avaliação: A exemplo de Ethan Hawke, Patricia Arquette também merecia ter uma indicação ao Oscar pelo ótimo trabalho em Boyhood. As demais atrizes, ainda não assisti em seus respectivos papéis, mas gostei de ver, novamente, um equilíbrio entre veteranas e dois nomes de gerações bem mais novas. Fiquei especialmente contente por Keira Knightley ser indicada a seu segundo Oscar – antes ela concorreu também como Melhor Atriz Coadjuvante por Pride & Prejudice. Acho ela competente há muito tempo. Ainda assim, tenho sérias dúvidas se ela tem alguma chance este ano. Acredito que não. Preciso assistir às demais, mas minha torcida já está dividida entre Patricia Arquette e Laura Dern – uma atriz com longa trajetória e nem sempre reconhecida. Ah, e por falar em indicações… Meryl Streep chega a sua 19ª indicação ao Oscar… sendo que destas impressionantes 19 vezes ela abocanhou a estatueta em três ocasiões. Recordista absoluta e, acredito, atriz difícil de ser batida. Preparem-se para piadinhas sobre isso até a cerimônia do Oscar e, claro, durante a entrega do prêmio.

Melhor Maquiagem e Cabelo:

Avaliação: Essa, talvez, seja a única categoria com alguma surpresa. Principalmente por terem fechado a lista com apenas três indicados. Ainda não vi a Into the Woods, mas tenho a impressão que o filme poderia estar aqui. Dos indicados, assisti apenas a The Grand Budapest Hotel. O trabalho de maquiagem e cabelo da produção realmente é muito bem feito. Mas vi algumas fotos de Foxcatcher e acredito que ele é um forte concorrente. De qualquer forma, como nas outras situações, só vou poder me posicionar melhor assistindo a todos os concorrentes.

Melhor Figurino:

Avaliação: Nesta categoria sempre levaram vantagem filmes de época e de ficção científica/fantasia. Dos indicados, assisti apenas a The Grand Budapest Hotel que, novamente, tem nesta categoria técnica um de seus pontos fortes. Merecida a indicação, pois. Ouvi falar muito bem dos figurinos de Maleficent. Sobre os demais, prefiro comentar posteriormente.

Melhor Fotografia:

Avaliação: Quando apareceu Ida no telão dos indicados da Academia, ganhei o meu dia. Essa produção polonesa, também indicada como Melhor Filme em Língua Estrangeira, tem uma fotografia primorosa, daquela que fica na tua lembrança por muito tempo. Muito justa a indicação, pois. The Grand Budapest Hotel também tem na fotografia um de seus pontos fortes, o mesmo com Unbroken – que, aliás, me fez relembrar diversos filmes das décadas de 1950 e 1960. A produção dirigida por Angelina Jolie tem alma na fotografia, um de seus pontos fortes. Os outros filmes ainda preciso assistir, para comentar. Mas, entre os três que eu vi, votaria em Ida.

Melhor Roteiro Adaptado:

Avaliação: Esta categoria, junto com a próxima, está entre as minhas favoritas. Para mim, um roteiro é o ponto-chave de uma produção. Ela é excepcional ou não por causa dele. Pois bem, gostei de ver o filme de Clint Eastwood, Amerian Sniper, indicado. Mesmo sem ter assistido ele ainda. 🙂 The Theory of Everything era uma bola cantada nesta categoria, ainda que eu tenha as minhas ressalvas sobre o filme – saiba mais na crítica sobre a produção acessível neste link. Como assisti apenas a The Theory of Everything, não me sinto confortável para opinar ainda sobre esta categoria.

Melhor Roteiro Original:

Avaliação: Esta talvez seja, depois de Melhor Filme e Melhor Filme em Língua Estrangeira, a minha categoria favorita no Oscar. Depois viriam as categorias para os atores e o diretor(a). Gostei muito de Nightcrawler ter sido lembrado e aparecer na lista do Oscar. O filme tem os seus defeitinhos, mas sem dúvida o roteiro é um de seus pontos fortes. E como a produção toca em temas importantes nos dias atuais, muito justo ela aparecer no Oscar e ganhar visibilidade com esta indicação. Boyhood é um dos filmes do ano – ou, talvez, o melhor filme de 2014. Tem um roteiro fantástico e, por isso mesmo, comparando com os outros filmes que eu assisti nesta categoria (acrescento The Grand Budapest Hotel), ele receberia o meu voto. Ainda assim, preciso assistir a Birdman e Foxcatcher antes de bater o martelo – tenho muita curiosidade sobre estas duas produções.

Melhor Trilha Sonora:

Avaliação: Aqui, dois super veteranos e mestres na arte da composição dividem a cena com dois nomes menos conhecidos. O genial, de quem sou ultra fã Alexandre Desplat está indicado duplamente por The Grand Budapest Hotel e The Imitation Game. O anúncio seguido do nome dele duas vezes arrancou risadas da plateia que estava no teatro onde os indicados foram anunciados e também da presidente da Academia. O outro veterano na disputa é o genial Hans Zimmer, indicado por Interstellar. Ele já ganhou um Oscar, por The Lion King, e foi indicado a outras sete vezes antes do Oscar 2015. Desplat e Zimmer dividem espaço com Gary Yershon, de Mr. Turner, e Jóhann Jóhansson de The Theory of Everything. Preciso assistir a três filmes da lista, mas acho que Jóhansson faz um trabalho excepcional em The Theory of Everything. Talvez ele seja o nome a ser batido este ano.

Melhor Filme em Língua Estrangeira:

  • Ida, da Polônia
  • Leviathan, da Rússia
  • Tangerines, da Estônia
  • Timbuktu, da Mauritânia
  • Wild Tales (Relatos Salvajes), da Argentina

Avaliação: Nesta categoria, minha alegria especial por mais uma indicação da Argentina. Nosso país vizinho, volta e meia em crise – e atualmente passando por mais uma -, nos mostra mais uma vez que tem um cinema muito superior ao nosso. E isso não é coisa de “leitura ianque”. De fato o cinema argentino, e isso há muito tempo, mostra muito mais qualidade, na média, que o brasileiro. Gostei de ver mais uma vez uma produção argentina chegar lá. Ida era uma indicação prevista, assim como Leviathan – que ganhou o Globo de Ouro. Interessante ver países pequenos e sem uma tradição forte no cinema, como Estônia e Mauritânia, chegando também. Dos indicados, assisti apenas a Ida e acho que o filme mereceu figurar na lista. Agora, preciso ver aos demais para poder fechar o meu voto.

Melhor Direção:

Avaliação: Fiquei feliz com a indicação de três nomes de diretores que eu admiro muito: Alejandro Iñarritu, Richard Linklater e Wes Anderson. Os outros dois, ainda preciso conhecer melhor. Há tempos tiro o meu chapéu para Inãrritu, diretor mexicano que dá aula de direção e de cinema. Muito bacana vê-lo entre os indicados – e um ano após o conterrâneo dele, o também genial Alfonso Cuarón, ganhar nesta mesma categoria. Isso seria um sinal? 🙂 Anderson, ainda que muito competente, não seria o meu voto. Preciso assistir aos outros três trabalhos mas, inicialmente, eu penderia para o genial Richard Linklater que nos entregou a joia rara Boyhood.

Melhor Atriz:

  • Marion Cottilard, por Two Days, One Night
  • Felicity Jones, por The Theory of Everything
  • Julianne Moore, por Still Alice
  • Rosamund Pike, por Gone Girl
  • Reese Witherspoon, por Wild

Avaliação: Nesta e na próxima categoria eu gostei da renovação entre os indicados. Tirando Julianne Moore da lista, temos um grupo de atrizes jovens e que ainda estão em ascensão. Fiquei especialmente feliz pela indicação de Marion Cottilard, indicada apenas uma vez antes no Oscar, em 2008, por La Môme, quando levou a estatueta para casa. Ela deveria ter sido indicada em outras ocasiões e, este ano, aparece novamente no radar da Academia. Entre todas as indicadas, vi apenas o trabalho de Felicity Jones em The Theory of Everything. Ela está bem, mas não acho que o desempenho dela seja digno de um Oscar. Julianne Moore e Reese Witherspoon chegam na disputa após ganharem o Globo de Ouro – a primeira por Drama, a segunda por Comédia ou Musical. Da minha parte, sou sempre adepta de Julianne Moore, que considero uma das melhores atrizes não apenas de sua geração, mas de todos os tempos. De qualquer forma, preciso assistir a todos os desempenhos para então opinar.

Melhor Ator:

Avaliação: Como nas categorias de ator e atriz coadjuvantes, novamente aqui existe um certo equilíbrio entre atores veteranos e nomes que ainda estão em ascensão. De qualquer forma, pela primeira vez em muito tempo, não vi na lista nenhum nome óbvio ou que já seja figura carimbada no Oscar. E isso é bom, muito bom. Promissor para o cinema de Hollywood. Da minha parte, gostei muito de ver os nomes de Steve Carell, Benedict Cumberbatch e Michael Keaton entre os indicados. O primeiro e o terceiros são atores geniais, mas pouco reconhecidos. O segundo está em franca ascensão é um dos favoritos entre os nerds – eu incluída. Preciso assistir aos demais, mas desde já eu opino que este deve ser o ano de Eddie Redmayne. Ele é o nome de The Theory of Everything e tem, realmente, um desempenho primoroso no filme. Sem dúvida, o nome a ser batido este ano.

Melhor Filme:

Avaliação: Lista interessante a deste ano. E que mostra um passo a mais no processo de modernização da Academia. Não existe, no Oscar 2015, um franco favorito e nem uma produção do tipo blockbuster. Há muitos filmes de baixo orçamento e que são ousados na dinâmica, na proposta conceitual e no tema abordado. Ainda preciso assistir à maioria, mas talvez The Theory of Everything seja o mais “politicamente correto” dos filmes concorrentes. Não acho ele um filme que mereceria estar entre os melhores de 2014, assim como não acho isso de The Grand Budapest Hotel. Mas os dois, querendo ou não, apresentam um “conjunto da obra”, especialmente nos elementos técnicos, bem acabado. Fiquei feliz pelo filme de Eastwood estar indicado – apesar de sentir a ausência do diretor na categoria específica -, assim como o inevitável Boyhood. Tenho grande curiosidade para assistir a American Sniper e Birdman. Talvez eles me façam mudar de ideia. Porque, até o momento, o meu voto iria para Boyhood. Ah sim, e ia me esquecendo: interessante também que foram indicados apenas oito filmes este ano. Houve anos com 10 e com nove desde que a lista foi ampliada dos antigos cinco indicados. Não acho que o ano tenha sido fraco para termos apenas oito indicados… talvez isso aconteceu porque poucos filmes concentraram a maioria dos votos. Vai saber… A Academia poderia explicar pra gente, não?

 

Estes são os indicados do ano. Atualizem, como eu farei, a lista de vocês de filmes para assistir. Acredito que não houve nenhuma grande surpresa entre os indicados. Os favoritos estão aparecendo na lista. Muitos correm por fora em suas respectivas categorias. Um dos destaques foi The Grand Budapest Hotel receber nove indicações ao Oscar.

Chamo a atenção que ele não foi indicado em nenhuma categoria de atores. Isso porque é um filme que se destaca pela parte técnica, principalmente, mas não pelo conjunto da obra. Duvido muito que ele seja premiado sem ser em alguma categoria técnica. É o forte candidato a ser o filme bem indicado do ano, mas ficar com quase estatueta alguma.

No mais, gostei da Argentina chegar novamente na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. É um país vizinho ao nosso, quase sempre em crise, mas que tem um cinema muito mais desenvolvido e de qualidade que o nosso, na média. Também gostei de ouvir o nome de Clint Eastwood, meu herói para sempre, entre os produtores indicados em Melhor Filme por American Sniper.

Boyhood chegou em todas as categorias esperadas, e tivemos uma boa renovação nos indicados a Melhor Ator e Melhor Atriz. Enfim, este Oscar está interessante. Será emocionante acompanhá-lo no dia 22 de fevereiro, quando o Oscar será apresentado no Dolby Theatre no Hollywood & Highland Center nos Estados Unidos. A transmissão está marcada para começar às 16h no horário da Califórnia, 21h no horário de Brasília. O Oscar será transmitido este ano para 225 países e apresentado por Neil Patrick Harris, conhecido ator da série How I Met Your Mother.

SALDO GERAL: Os recordistas em indicações este ano são The Grand Budapest Hotel e Birdman que concorrem, cada um, em nove categorias. Seguem atrás e empatados com seis indicações American Sniper e Boyhood. Depois vem, na fila dos filmes com cinco indicações, Foxcatcher, Whiplash, Interstellar e The Theory of Everything. Desconfio que The Grand Budapest Hotel ficará apenas com um, dois e até três estatuetas em categorias técnicas. Concorrendo mais pesado estarão Boyhood, Birdman e American Sniper. The Theory of Everything também levará alguma estatueta – praticamente certa a de Melhor Ator. Para resumir, não acredito em um Oscar que vá premiar com muitas estatuetas apenas um filme. A premiação vai ficar, mais uma vez, um bocado pulverizada. Como nos últimos anos, vou acompanhar a transmissão com vocês aqui no blog. Até lá! E enquanto isso, se possível, acompanhem as críticas que vou fazendo sobre os indicados por aqui. 😉 Inté!

ADENDO (21/01): Gente, dormi no ponto ali encima e ninguém me chamou a atenção! Ai, ai, ai! Esqueci de citar outro super indicado deste ano: The Imitation Game. Depois de The Grand Budapest Hotel e Birdman este é o filme mais indicado do ano porque ele concorre em oito categorias. Ainda não o assisti, para dar pitaco, mas pretendo fazer isso em breve. Mas é bom eu fazer este adendo, já que ele é um forte candidato – aparentemente.

Categorias
Cinema Movie Oscar 2014

Indicados ao Oscar 2014 – Lista e Avaliação

Ocsar Statues Are Made Ahead Of This Year's Academy Awards

Chegou o momento. Depois de vários meses de bolsas de apostas e de especulações, de um forte trabalho dos estúdios para conseguir convencer os votantes do Oscar 2014, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulga, na manhã deste dia 16 de janeiro de 2014, os filmes e as equipes de profissionais que conseguiram uma vaga entre os indicados deste ano.

A cerimônia que apresentou a lista de indicados deste ano foi apresentada pelo ator Chris Hemsworth e pela presidente da Academia Cheryl Boone Isaacs.

Nos outros anos, apenas acompanhei a entrega do prêmio com atualizações constantes durante o evento aqui no blog. Mas desta vez, estou fazendo diferente. Publico aqui, também, a divulgação da lista de indicados. Em seguida, faço comentários sobre cada categoria.

Como ainda tenho filmes da lista para assistir, devo atualizar este post algumas vezes até a data de entrega das estatuetas. Espero que vocês me acompanhem por aqui, inclusive durante a cobertura do Oscar, no próximo dia 2 de março.

Desta vez, excepcionalmente, ao invés de linkar em cada filme o site original, vou relacionar a crítica dele aqui no blog – até para que vocês possam ler os textos mais facilmente, caso não tenham feito isso ainda. Também comento algumas categorias, especialmente aquelas em que eu já assisti a grande parte dos filmes indicados. Nas demais categorias, não vou dar opinião.

Agora, vamos aos indicados no Oscar 2014 – seguindo a ordem da entrega das estatuetas da premiação do ano passado:

Melhor Ator Coadjuvante: 

Avaliação: aqui, apenas uma ausência: Daniel Bruhl, do filme Rush. Ele era um nome bastante cotado para a categoria, mas perdeu a vaga para Jonah Hill. Um indicativo de como o filme The Wolf of Wall Street foi ganhando força desde que estreou. Dos concorrentes, acredito que a estatueta fique entre Jared Leto e Michael Fassbender. Bradley Cooper corre por fora. Os demais, não vejo com grande potencial para ganhar. Se fosse apostar em alguém, seria em Jared Leto – que ganhou o Globo de Ouro pelo trabalho em Dallas Buyers Club.

Melhor Curta de Animação:

  • Feral
  • Get a Horse!
  • Mr. Hublot
  • Possessions
  • Room on the Broom

Melhor Filme de Animação:

  • The Croods (Os Croods)
  • Despicable Me 2 (Meu Malvado Favorito 2)
  • Ernest & Celestine
  • Frozen (Frozen: Uma Aventura Congelante)
  • The Wind Rises (Vidas ao Vento)

Melhor Fotografia:

Avaliação: a maior parte dos favoritos entrou na lista final. Mas houve pelo menos uma ausência importante: 12 Years a Slave. Outro que poderia ter sido indicado aqui também seria Her. Dois fortes concorrentes que ficaram de fora. Prisoners, sucesso de público, entrou na lista junto com o filme de Hong Kong The Grandmaster. Ambos mereceram. Difícil fazer um prognóstico do vencedor, até porque não assisti a Inside Llewyn Davis e Nebraska. Mas se eu tivesse que votar em alguém, ficaria dividida entre Gravity e The Grandmaster.

Melhores Efeitos Visuais:

  • Gravity (Gravidade)
  • The Hobbit: The Desolation of Smaug (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
  • Iron Man 3 (Homem de Ferro 3)
  • The Lone Ranger (O Cavaleiro Solitário)
  • Star Trek Into Darkness (Além da Escuridão: Star Trek)

Avaliação: sem novidades nesta categoria. Talvez o único título pouco citado por especialistas e que entrou na lista tenha sido The Lone Ranger. Mas o favorito em efeitos visuais, sem dúvida, é Gravity. Veremos se a Academia premia esta produção que é incrível no visual.

Melhor Figurino:

Avaliação: três dos grandes favoritos deste ano estão na lista – American Hustle, 12 Years a Slave e The Great Gatsby. Não é uma surpresa The Grandmaster ter entrado nela, ainda que ele não tenha sido apontado pelos especialistas – mas os figurinos do filme são realmente interessantes. Sobre The Invisible Woman não posso falar porque ainda não assisti ao filme. Das produções indicadas, acredito que o Oscar vá para American Hustle.

Melhor Maquiagem e Cabelo:

  • Dallas Buyers Club (Clube de Compras Dallas)
  • Jackass Presents: Bad Grandpa (Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha)
  • The Lone Ranger (O Cavaleiro Solitário)

Avaliação: apenas três indicados. Sinal de que este ano a Academia não viu filmes que tenham se destacado nesta categoria. Não assisti a The Hobbit: Desolation of Smaug, mas achei estranho ele não ter sido indicado aqui. Não assisti a duas das três indicações, por isso fica difícil avaliar. Mas meu voto iria para Dallas Buyers Club.

Melhor Curta de Ficção:

  • Aquel No Era Yo (That Wasn’t Me)
  • Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything)
  • Helium
  • Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa? (Do I Have to Take Care of Everything?)
  • The Voorman Problem

Melhor Curta Documentário:

  • CaveDigger
  • Facing Fear
  • Karama Has No Walls
  • The Lady in Number 6: Music Saved My Life
  • Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

Melhor Documentário:

Avaliação: aqui eu vi uma injustiça logo nas indicações. Não entendi porque Stories We Tell ficou de fora da lista de cinco indicados, assim como as razões para a Academia ignorar Blackfish. Achei muuuuuito estranho. E uma pena. Dois ótimos filmes que ficaram de fora da lista final. Bem, dito isso, só assisti a The Act of Killing entre os indicados. Entre os especialistas, 20 Feet from Stardom é sempre apontado como o possível vencedor, mas acho que The Act of Killing tem ganho espaço nos últimos tempos. É preciso esperar para ver. Mas desde já opino que não foram os melhores que chegaram na reta final.

Melhor Filme em Língua Estrangeira:

Avaliação: duelo bom esse! Talvez um dos mais acirrados deste ano. Não assisti ainda a The Missing Picture ou Omar. Mas os outros três… são fantásticos. Difícil escolher. É preciso entender o gosto da Academia para poder apontar para um possível vencedor. Tentando acertar neste sentido, talvez La Grande Bellezza leve vantagem. Seguido de The Broken Circle Breakdown. Apesar de excelente, acho que Jagten é um pouco “forte” demais para os votantes. Meu voto? Hummmm… possivelmente para La Grande Bellezza. Ah sim, e só agora percebi algo: a ausência de The Grandmaster! O filme de Hong Kong foi indicado nas categorias Melhor Fotografia e Melhor Figurino, mas não conseguiu entrar na lista de Melhor Filme em Língua Estrangeira! Algo curioso, muito raro.

Melhor Mixagem de Som:

  • Captain Phillips (Capitão Phillips)
  • Gravity (Gravidade)
  • The Hobbit: The Desolation of Smaug (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
  • Inside Llewyn Davis (Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum)
  • Lone Survivor (O Grande Herói)

Avaliação: a Academia decidiu ignorar Rush neste ano. Impressionante. O filme – que eu ainda não assisti – sempre foi apontado pelos especialistas de Hollywood como um dos indicados nesta categoria. Mas não deu para ele. All Is Lost também foi ignorado – assim como 12 Years a Slave. Sinal que este foi um ano frutífero na mixagem de som. Entre os concorrentes, uma disputa difícil. Mas acho que Gravity leva certa vantagem.

Melhor Edição de Som:

  • All Is Lost
  • Captain Phillips (Capitão Phillips)
  • Gravity (Gravidade)
  • The Hobbit: The Desolation of Smaug (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
  • Lone Survivor (O Grande Herói)

Avaliação: aqui sim, não esqueceram de All Is Lost. 🙂 Mas de Rush sim. hehehehehe. Bueno, falando dos indicados, novamente acho que a disputa está acirrada. E outra vez eu acredito que Gravity leve certa vantagem. Mas não seria uma surpresa outro concorrente, como All Is Lost ou Captain Phillips, levar.

Melhor Atriz Coadjuvante:

Avaliação: eis uma lista com grandes nomes e interpretações inacreditáveis. E digo isso sem ter assistido a todas as atrizes em cena ainda. Mas das que assisti, acredito que a queda-de-braços esteja entre Jennifer Lawrence e Lupita Nyong’o. A primeira rouba a cena sempre que aparece em American Hustle. Pessoalmente, meu queixo caiu na primeira sequência de fala da atriz na produção. E Lupita Nyong’o… ela está absurda em 12 Years a Slave. Só que como o filme é uma obra mais bem acabada e completa que American Hustle, acho que Lupita acaba tendo uma “relevância” (bem entre aspas) menor que Jennifer Lawrence em seu respectivo filme. Difícil escolha. Mas talvez a Academia queira consagrar a “queridinha” do momento Jennifer Lawrende.

Melhor Edição:

Avaliação: aqui eu senti pelo menos uma grande ausência: Her ficou de fora da lista. Uma pena. Outro título que sempre era comentado pelos especialistas como possível indicado era The Wolf of Wall Street. Outra categoria que sinaliza que Hollywood está muito bem nesta disputa – com grandes trabalhos ficando de fora por falta de vagas. Entre os indicados, acredito que a disputa esteja entre Captain Phillips, Gravity e 12 Years a Slave. Em quem eu votaria? Outra vez beeeem difícil. Mas acho que consagraria a excepcional edição de Captain Phillips.

Melhor Design de Produção: 

Avaliação: a Academia ignorou por aqui – e praticamente no Oscar inteiro – novamente duas produções: Inside Llewyn Davis e Saving Mr. Banks. Her, filme que deveria ser indicado em quase tudo, na minha avaliação, conseguiu entrar na vaga de uma destas duas produções sempre bem cotadas. Na lista final, apenas grandes trabalhos. Não assisti apenas a The Great Gatsby… mas acredito que a disputa esteja entre ele, American Hustle e 12 Years a Slave. Provavelmente o meu voto iria para 12 Years a Slave ou para Her.

Melhor Trilha Sonora:

  • The Book Thief (A Menina que Roubava Livros)
  • Gravity (Gravidade)
  • Her (Ela)
  • Philomena
  • Saving Mr. Banks (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)

Avaliação: fiquei muito contente em ver a Her nesta lista. Boa! O filme não apareceu em várias listas de especialistas, mas conseguiu emplacar uma indicação. Justíssimo, porque a trilha sonora é um elemento fundamental para a história. A trilha de Gravity também é imprescindível. Os demais trabalhos, infelizmente, ainda não acompanhei. Ausências? 12 Years a Slave, All Is Lost e Rush sempre apareciam nas listas. E realmente acho que 12 Years a Slave poderia ter sido indicado aqui. Meu voto, mesmo de forma prematura, iria para Her. Mas acredito que Gravity leve vantagem.

Melhor Canção Original:

  • Alone Yet Not Alone (Alone Yet Not Alone)
  • Happy (Despicable Me 2 – Meu Malvado Favorito 2)
  • Let It Go (Frozen – Frozen: Uma Aventura Congelante)
  • The Moon Song (Her – Ela)
  • Ordinary Love (Mandela: Long Walk to Freedom)

Avaliação: aqui, pelo menos uma surpresa: Alone Yet Not Alone, música que dá título para um filme pouco comentado – ou nada comentado. No mais, é tradicional indicações de filmes de animação (aqui, Frozen e Despicable Me 2). Em muito tempo, esta é a primeira vez, aliás, que os filmes de animação não dominam esta categoria. Bom sinal. Indica que as produções dos outros gêneros têm valorizado mais a música. Não assisti à Mandela. Mas sou suspeita para falar do U2, que interpreta a canção Ordinary Love. De qualquer forma, gostei demais de The Moon Song, que está em Her. Acredito que a disputa pode estar entre os dois. Meu voto? Provavelmente eu cederia aos encantos do U2. 🙂

Melhor Roteiro Adaptado:

Avaliação: mais uma disputa das boas deste ano. Todos elogiam Before Midnight, que eu não assisti. Há muitos elogios também para Philomena. Entre 12 Years a Slave e Captain Phillips, sem dúvida eu votaria em 12 Years a Slave, apesar de que a adaptação de Captain Phillips seja muito bem feita. Mas vejo que Billy Ray fez um trabalho muito detalhista e com ótimo ritmo. Então é difícil. Fiquei bem interessada em assistir a Philomena, que teve um bom destaque entre os indicados do ano. The Wolf of Wall Street, me parece, corre por fora, assim como Before Midnight.

Melhor Roteiro Original:

Avaliação: falando em boas disputas… ouvi ótimos comentários de Nebraska e Blue Jasmine. Em breve vou assistir ao filme do Woody Allen. Ausências? Outra vez Inside Llewyn Davis, que estava sempre entre os primeiros indicados pelos especialistas. E, claro, Gravity… que ok, não tem um grande roteiro. Mas já que badalaram tanto o filme, era esperado que ele pudesse ser indicado aqui também. Mas não. Na verdade, achei essa lista final bem interessante. Ainda preciso assistir aos dois indicados que comentei, mas entre os finalistas, meu voto iria para Her. Roteiro genial do Sr. Spike Jonze. Agora, Dallas Buyers Club também é bem interessante. Acho que a disputa está entre Her e Blue Jasmine.

Melhor Diretor:

Avaliação: imagino que foi difícil chegar a uma lista de apenas cinco indicados. Mesmo assim, achei um pouco injusto Paul Greengrass, o grande nome por trás de Captain Phillips, ter ficado de fora. Seria difícil ele entrar, mas gostaria também de ver Spike Jonze por aqui. No lugar de Greengrass, aparentemente, entrou Martin Scorsese. Que por ser um dos grandes do cinema de todos os tempos, sempre merece aparecer, evidentemente. Agora, acho que a disputa está entre Alfonso Cuarón, David O. Russell e Steve McQueen. Mesmo não tendo gostado muito de Gravity, especialmente por causa do roteiro, que achei um pouco fraco, admito que Cuarón dá uma aula de direção. Por esta razão, provavelmente o meu voto iria para ele.

Melhor Atriz:

Avaliação: grande ano para as atrizes. Como tem sido a tradição do Oscar. Novamente, apenas feras entre as indicadas. Que lista! Ausência, apenas a de Emma Thompson, muito elogiada por Saving Mr. Banks (que, repito, foi ignorado pela Academia este ano). Amy Adams, ao que tudo indica, conseguiu a vaga dela. As favoritas são, nesta ordem: Cate Blanchett, Sandra Bullock e Judi Dench. Ainda não assisti aos filmes da primeira e da última, mas meu voto não iria para Sandra Bullock. Ok que ela se esforçou muito em Gravity. Aceitou um papel que 99% das estrelas de Hollywood não aceitariam por causa do desgaste físico. Mas não acho que ela entregue um trabalho deslumbrante. De qualquer forma, qualquer uma mereceria a estatueta. Inicialmente, meu voto iria com a da maioria: Cate Blanchett.

Melhor Ator:

Avaliação: mais uma ótima queda-de-braços. Só que, para não variar, menos disputada que na categoria anterior. Aqui tivemos pelo menos duas ausências importantes e bastante esperadas: Tom Hanks por Captain Phillips e Robert Redford por All Is Lost. Leonardo DiCaprio e Christian Bale entraram no lugar deles. Não acho que Bale merecia, mas tudo bem. Ainda preciso assistir a DiCaprio e Bruce Dern, mas entre os demais, fico dividida entre Matthew McCounaughey e Chiwetel Ejiofor. Os dois estão deslumbrantes em seus respectivos papéis. Talvez, no fim das contas, eu ficaria com McCounaughey em homenagem à excelente fase do ator.

Melhor Filme:

Avaliação: grande lista! E ela sinaliza um momento importante do cinema. Claro que há muita porcaria por aí, mas a impressão que eu tenho é que esta safra foi uma das mais interessantes dos últimos tempos. Agora, achei curioso que a Academia fechou a lista em nove filmes. Poderia ter chegado a 10. Mas acima estão os principais títulos citados pelos especialistas. A décima vaga tinha como possibilidades Saving Mr. Banks, Inside Llewyn Davis, Blue Jasmine ou August: Osage County. Pelo visto, nenhum destes filmes conseguiu a quantidade de votos mínima para completar as 10 indicações. Para fechar a lista acima, ainda preciso assistir a três filmes. Mas entre os outros seis… provavelmente eu votaria em Her. Só não vejo o filme com chances de ganhar. Entre os verdadeiros favoritos (a saber, 12 Years a Slave, Gravity e American Hustle), meu voto iria para 12 Years a Slave. Acho que ele tem grandes chances.

SALDO GERAL: A disputa mais forte ficará entre os filmes 12 Years a Slave, Gravity e American Hustle. Estes títulos são os mais indicados do ano. Vale dar uma olhada geral no número de indicações de cada um dos filmes que chegou até a lista de Melhor Filme do ano: Gravity (10 indicações), American Hustle (10), 12 Years a Slave (9), Dallas Buyers Club (6), Captain Phillips (6), Nebraska (6), Her (5), The Wolf of Wall Street (5), Philomena (4).

Acredito que o Oscar deste ano vai distribuir o maior número de estatuetas entre Gravity (especialmente nas categorias técnicas), 12 Years a Slave e American Hustle (nas categorias principais). Outros filmes devem receber uma ou duas estatuetas, no máximo.  No dia 2 de março, todos nós saberemos como esta conta vai ficar. Até lá!

ATUALIZAÇÃO (05/03): Pessoal interessado no Oscar 2014, recomendo que vocês dêem uma olhada nos posts que seguiram este texto porque, pouco a pouco, fui assistindo a alguns dos filmes que estavam faltando e, consequentemente, atualizando os meus palpites e opiniões. E também recomendo a leitura deste post que traz a cobertura da entrega do Oscar.