The Good Night – Sonhando Acordado


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Tem alguns filmes que depois da gente ver, logo pensamos: “Mas quem gastou o seu precioso dinheiro nisso?”. Pois The Good Night, o último filme lançado da senhorita Gwyneth Paltrow, é um destes. No elenco, além dela, temos a Danny DeVito, Martin Freeman e Penélope Cruz. Essa chatice gastou US$ 15 milhões do bolso de alguém… coitado.

A HISTÓRIA: O filme começa em um tom “falso-documentário” em que algumas pessoas que conhecem Gary (Martin Freeman) conta um pouco da sua vida e da relação que tem ou tiveram com ele. Depois do “falso-documentário”, somos apresentados ao Gary propriamente dito. Ele é um músico que fez sucesso anos atrás e que agora vive de fazer música para comerciais. Mora junto com Dora (Gwyneth Paltrow), uma curadora de arte. Os dois vivem uma baixada na relação – não fazem mais sexo, vivem discutindo por pequenas coisas. Estão na monotonia. Mas a vida de Gary muda quando começa a sonhar seguidamente com uma linda mulher (Penélope Cruz). Desesperado para seguir com seus sonhos – muito mais interessantes que sua vida real – ele procura conselhos com Mel (Danny DeVito), uma espécie de “guru” dos sonhos.

VOLTANDO À CRÍTICA: Como comentava antes, me perguntava como tinham feito esse filme. Buscando um pouso mais o significado, descobrimos porque Gwyneth Paltrow está na história: o roteiro e a direção é do seu irmão, Jake Paltrow. Danny DeVito é amigo da atriz, assim como Penélope Cruz. E o ator Martin Freeman… apesar de ter uma interpretação muito boa em Confetti (por curiosidade, outro filme que brinca com a idéia de “falso documentário”), imagino que ele não é tão conhecido assim para recusar um convite para contracenar ao lado de nomes mais conhecidos.

O filme… bem, fora o falso tom “documental” inicial, que até é curioso – apesar de não ser inédito -, é um filme arrastado, cheio de piadas um pouco sem graça. (SPOILER – não recomendo a leitura do restante sem ter visto o filme antes). Além do mais, depois você fica pensando: esse filme seria um Vanilla Sky ao contrário? Ou seja: aqui o personagem principal prefere fugir da realidade e viver uma mentira porque a sua vida é tão miserável assim? Lembrando que em Vanilla Sky o personagem principal não sabia que vivia uma mentira.

O filme também pode ser encarado como uma reflexão sobre casamentos falidos e traições. Mas ainda assim… me pergunto se não é mais fácil dar um pé na bunda da pessoa que faz da tua vida algo miserável ou buscar os problemas que fizeram a relação tão bacana virar uma piada a tempo de consertar tudo do que viver uma mentira ou trair a pessoa amada. E depois, quando ele prefere ficar com a realidade, não parece uma decisão corajosa, mas algo cômodo – afinal, a verdadeira Anna é uma imbecil. Então querer seguir a sua vida, sem grandes mudanças, não seria mais um gesto de comodismo?

Achei o filme um saco por todos os motivos. Exceto pelo ator Martin Freeman, que acho bem competente, o restante dos atores parecem estar ali “passando férias”, sem convencer de verdade em seus papéis. O roteiro é fraco, a direção é previsível… E mesmo os “significados” que o filme pode ter são xaropes. Como de que é mais interessante viver o seu “grande amor” e viver a realidade do que sonhar… talvez essa idéia seja um pouco medíocre ou comodista muitas vezes, ou não?

Eu acho que se algo está mal, se sua vida está um saco, você deve buscar saídas para isso. A vida pode ser melhor, pode ser bacana. E se não é, não acho que seja uma condição natural. Acho que as pessoas se acomodam e vivem com outras por medo de ficarem sozinhas ou porque são pressionadas pelas famílias e pelos amigos, por exemplo. E isso eu acho deprimente.

NOTA: 5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Dei nota 5 em consideração ao ator Martin Freeman, de quem eu gosto… e porque acho que ele está bem no filme, apesar dos pesares. Se não fosse ele, The Good Night receberia uma nota ainda pior.

Gwyneth Paltrow tem uma interpretação destas para receber ataques de todos aqueles que até hoje não aceitam que ela pode ter merecido um Oscar.

O irmão da atriz, Jake Paltrow, deveria pensar em fazer outra coisa da vida… ou, ao menos, gastar mais tempo para escrever um próximo roteiro – para ver se consegue algo melhor.

Sobre Penélope Cruz… imagino algumas dezenas de mulheres mais bonitas para estar em seu lugar nesse papel de “objeto do desejo”. Monica Bellucci, para começar, seria uma aposta melhor. Mas Penélope Cruz… de verdade não entendo como alguém pode querer tanto sonhar com essa mulher. Sem querer ser muito maldosa, mas já sendo, a melhor parte da atriz no filme é quando ela não fala, no início da “saga dos sonhos de Gary” com ela.

Eu gostei sim de algo do filme: do cartaz. Também se pode pensar que é interessante a crítica do “popstar que depois de um sucesso some de cena e tem que fazer algo para continuar pagando as suas contas”, mas com algo parecido brinca Music and Lyrics (Letra e Música), que achei mais divertido e mais interessante na questão de criticar o mundo dos popstars.

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