The Brave One – Valente


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Mais um filme que eu estava obcecada para ver. Tinha tentado de várias maneiras, mas hoje finalmente consegui. Eu sou muito suspeita para falar, porque sou apaixonada por Jodie Foster e pelo diretor, o irlandês Neil Jordan. Então sei que já comecei com “grandes expectativas”, o que é algo ruim. Sempre há uma chance muito grande de nos decepcionarmos, um pouco que seja, quando partimos para um filme com grandes expectativas. Ok, já aconteceu várias vezes de eu assistir um filme assim e, apesar disso, gostar dele muitíssimo. Mas a verdade, ao menos para mim, é que é mais fácil eu adorar um filme quando não espero muito dele e a produção me surpreende.

Mas vamos deixar de “nhe-nhe-nhém” e vamos ao que interessa. The Brave One é um filme policial interessante, ainda que caia em alguns lugares-comum desnecessários. De verdade. Um pouco mais de ousadia do diretor e, principalmente, dos roteiristas (Cynthia Mort, Roderick e Bruce Taylor) não faria nada mal. Mas se há problemas de um lado, há vantagens de outro… e ver Jodie Foster novamente em um papel dramático, de ação e que exige uma boa dose de talento faz valer a pena todo o resto.

A HISTÓRIA: Erica Bain (Jodie Foster) é uma radialista de Nova York que faz um certo sucesso com seu programa Andando pelas Ruas (tradução livre, não sei se é a mais correta), da rádio WNKW. Ela tem uma sensibilidade única em perceber as nuances de sua cidade e contar, através de crônicas, as mudanças do cotidiano de seus habitantes. Prestes a casar com David Kirmani (Naveen Andrews), ela passeia pelo parque com o cachorro do casal quando os dois sofrem um assalto brutal.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que o texto a seguir conta momentos fundamentais do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a The Brave One): Tive que fazer um resumo da história bem fraquinho antes porque, realmente, estraga boa parte da história alguém saber mais que isso – insisto, se você não assistiu ao filme ainda, não continue a ler!!

A mudança que ocorre com Erica realmente é impressionante. E só uma atriz como Jodie Foster para encarná-la tão bem. Aliás, convenhamos… Jodie Foster está belíssima com seus quase 45 anos – ela faz aniversário agora, dia 19 de novembro. Mas voltando ao filme: um pouco clichê a história da “pessoa que vê o seu amor ser morto e parte para a vingança”. A diferença aqui, é claro, é que a vingança acaba sendo feita por uma mulher. E detalhe: ela nem queria vingança no princípio, quando comprou aquela arma – uma 9mm, nada mal!

Algo interessante do roteiro, além do fato de passar o papel de “justiceiro” para a mulher foi, realmente, mostrar como é fácil matar. Pessoalmente eu já pensei nisso muitas vezes. Realmente é fácil matar alguém. A questão é: vale a pena? Por quê? Vingança realmente ninguém tem porque, como diria a vizinha de Erica Bain, Josai (Ene Oloja), a morte de alguém abre uma “ferida” que nunca acaba de ser preenchida. Ok, parece discurso retirado de uma almanaque, mas realmente acho que é verdade. Ainda assim, como eu ia dizendo, a intenção de Erica ao comprar a arma, tudo indica, era realmente se proteger. Afinal, ela tinha pânico de sair de casa, em uma reação comum de pessoas vítimas de extrema violência.

A questão é que, a partir da compra da arma, o filme cai em um erro… o exagero. Afinal, alguém pode me explicar porque Erica passa a atrair todos os piores bandidos da cidade? Cacilda! Primeiro a baita coincidência na loja de conveniência. Depois o metrô… Convenhamos, qual é a probabilidade de algo assim acontecer? E não me venham dizer que porque ela comprou uma arma ela “atraiu” encrenca porque eu não acredito nisso. Ok que a parte do vagabundo no carro com a prostituta foi quase uma resposta a uma busca de Erica… naquele caso ela estava “procurando encrenca”. Mas as outras duas histórias, quando ela descobriu que matar não era tão difícil e achou que escapar dos crimes era ainda mais fácil, foram forçadas demais.

Convenhamos: até o assalto Erica vivia no País das Maravilhas? Ah, então o nome dela não devia ser Alice? Porque Nova York muda radicalmente de uma hora para a outra. Primeiro vemos a Erica e seu namorado lindos e contentes saltitando pela cidade como se o crime não existisse… e depois que eles são assaltados e, principalmente, que Erica compra a arma, Nova York fica quase pior que São Paulo e Rio. Uau! Menos café para esses roteiristas já!

Mas enfim… não sejamos tão críticos com o filme. O bom dessas mortes de bandidos em série é que, enquanto Erica ia se acostumando a apertar o gatilho, ela ia também se aproximando do detetive Mercer (Terrence Howard). E daí sim os roteiristas e o diretor sacam algumas das melhores partes do filme. Afinal, o jogo que começa a se desenrolar entre os dois e o sangue-frio de Erica ao tratar o caso como outro qualquer de uma conversa com um policial é fascinante e muito bem interpretado pelos dois atores. Especialmente o diálogo dos dois no bar depois que Erica é chamada para reconhecer um dos assassinos do seu namorado vale pelo filme.

Só achei o final desnecessário. Afinal, quem acredita que aquilo realmente aconteceria? Eu não, desde logo. Um pouco mais de realismo também não faria mal para o filme – ainda que eu gostaria de ver Jodie Foster saindo sem arranhões da história, claro, mas pelo menos sofrer uma dura maior. E aquela frase do “quero meu cachorro de volta” foi de matar, hein? Os roteiristas podiam ter feito algo melhor no filme, em geral.

Agora, claro, o filme ganha em um aspecto: ao questionar e mostrar como realmente é impossível alguém se recuperar de uma violência e de uma perda como a que Erica sofre. Eu não acho até que seja totalmente impossível – milagres acontecem -, mas eu acho realmente muito, mas muito complicado mesmo alguém “superar” algo assim. Pode até continuar sobrevivendo e tudo, mas sempre com um “vazio” no peito ou, como disse muito bem Erica, com um “extranho dentro da gente”. Acho, como já mostrou antes o filme Entre Quatro Paredes, que muita gente segue pela vida meio morto-vivo, simplesmente perambulando por aí, mas que jamais será a mesma pessoa. Aquela criatura que existia no seu corpo antes? Morreu. Agora outra anda por aí com o mesmo rosto, sobre as mesmas pernas e apertando as mãos dos demais com uma força estranha, mas que não é sua.

NOTA: 8,5.

OBS DE PÉ DE PÁGINA (SPOILER – aqui também conto partes importantes do filme. Por isso, se não quiseres estregar as surpresas da história, não continue a ler!!): Achei uma super sacanagem também o ator que interpreta Sayid Jarrah em Lost, o Naveen Andrews, ter um papel tão pequeno na história. Meu, ele morre logo no início! Sacanagem. Ainda que ele apareça em flashbacks depois – seria um efeito de Lost? heheheehehehe.

O filme não agradou tanto assim a crítica e o público. No site IMDb os usuários lhe deram apenas um 7. No Rotten Tomatoes, que traz críticas da imprensa em geral, The Brave One recebeu 73 críticas favoráveis e 90 negativas. E na bilheteria… bom, também poderia ter se saído melhor. Nos Estados Unidos, no período de 16 de setembro até 21 de outubro ele arrecadou pouco mais de US$ 36,4 milhões. Ok que o filme não é assim, uma Brastemp, mas merecia mais atenção, nem que fosse pelo simples fato de ver o trabalho de Jodie Foster – é sempre um prazer vê-la em cena.

No Brasil o filme foi exibido primeiro no Festival do Rio em 23 de setembro. Estréia nacional mesmo, nos cinemas pelo país, hoje, dia 2 de novembro.

Mais uma vez achei o título em português, “Valente”, horrível. Convenhamos… valente! Quem? O cachorro? Fala sério!

A personagem de Carol (Mary Steenburgen) é a típica “tapa-buraco”. Afinal, o que a produtora invejosa do programa de Erica tinha a ver com a história? Totalmente supérflua, vamos! Podiam facilmente diminuir a sua participação a duas frases.

Alguém sabe me dizer se um dos atores que faz os bandidões, um que se chama Luis da Silva Jr., é brasileiro? É que com esse nome… Meu, deve ser brasileiro! Se alguém tiver essa informação, agradeço.

PALPITE PARA O OSCAR: Tudo indica, realmente, que Jodie Foster irá concorrer, mais uma vez, a estatueta dourada. E ela merece. Neste filme tem uma interpretação forte, marcante, condizente com a história – ainda que o roteiro, como eu disse antes, tenha muitas falhas. Mas ela, como intérprete, está perfeita. Sou um pouco suspeita para falar, porque sempre gostei da atriz, mas acho que ela realmente mereceria ganhar. Considerando o Globo de Ouro, acredito que ela tem algumas concorrentes muito específicas: Julie Christie por Away from Her (como disse antes aqui no blog, essa atriz está arrasadora em seu papel e, realmente, mereceria o prêmio); Keira Knightley por Atonement (como dito no blog também, a atriz está bem no papel, nada excepcional, mas é a típica possível premiada pela Academia, fascinada por “jovens talentos”); e Marion Cotillard por La Vie En Rose (não assisti ao filme, mas todos os críticos são unânimes em dizer que ela está perfeita no papel). As demais concorrentes, na minha opinião, não terão força para chegar a ser premiadas. Se bem que no Oscar, nunca se sabe… muitas vezes a força necessária para alguém ser premiado não passa por talento, mas pelo capital e pelo lobby dos estúdios. (OBS: post atualizado dia 19 de dezembro, depois das indicações ao Globo de Ouro).

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14 comentários em “The Brave One – Valente

  1. Olá Marcia!

    Eu pesquisei a respeito e soube que a Warner decidiu não lançar The Brave One no Brasil. Pelo menos não nos cinemas. Não sei a razão desta escolha – mandei um e-mail para eles perguntando a respeito – mas acho uma pena eles preverem o lançamento apenas em DVD.

    Logo que souber de algo mais concreto, te falo por aqui.

    Obrigada por tua visita e volte sempre! Um abraço

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  2. Olá Flávia!

    Hoje a assessoria de imprensa da Warner me respondeu. Mas não disseram nada do que queríamos saber. Perguntei as “razões estratégicas” do estúdio no Brasil para lançar o filme só em vídeo e não nos cinemas, mas o Vinicius Gonçalves, da assessoria de imprensa, se limitou apenas a dizer que Valente será lançado em “Home Video” no dia 20 de março.

    Mais explicações? Nada de nada.

    Realmente não sei a razão desta decisão da Warner, mas é fato que o filme sairá para o mercado de DVD e afins apenas em 20 de março. Uma pena, realmente.

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  3. Olá !!!
    sou do Guarujá SP
    e trabalho em uma locadora local
    e a razão para isso deve ser pq deveria ter tido outro filme bom na mesma época q o Valente fora lançado, ai eles deram preferência ao outro. Isso acontence muito com as distribuidoras, e há também casos q eles seguram o filme um tempo para ser lançado em Dvd para q a locação do outro seja melhor. E se não me engano pelas datas saiu na mesma época do Sem Reservas (No reservations) com Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart (axo q é assim q escreve) e q por sinal está alugando bem e tbem não foi tão pirateado.
    Um abraço

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  4. Olá Elizeu!

    Primeiro de tudo, obrigada por tua visita e pelo teu comentário.

    Concordo que muitas vezes as distribuidoras de filmes optam por lançar um título direto em DVD para “promocionar” mais fortemente outro… concordo que algumas vezes se deixa de colocar um filme em cartaz no cinema para que ele não “roube” a bilheteria de outro – ainda que essa lógica me pareça meio absurda, já que tanto faz se um filme fatura ou outro, porque ambos são do mesmo estúdio. Até os estúdios e distribuidoras podem fazer isso, mas ninguém me convence que deixar The Brave One fora do circuito de cinema foi uma decisão acertada. Afinal, ter um filme de Jodie Foster no cinema é garantia de bilheteria. Ou você realmente acha que No Reservations, ainda que com Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart tem mais apelo do que um filme com Jodie Foster? Não, né? E sem contar a curiosidade de muita gente de ver a “estréia” no cinema do ator Sayd de Lost… para mim, o filme nasceu para se dar muito bem na bilheteria.

    Não sei, mas realmente não entendo porque The Brave One não foi lançado nos cinemas… não sei se eles acharam que ele não é muito indicado para o mercado brasileiro, por ser um filme sobre uma “justiceira” – afinal, 2007 já foi o ano de Tropa de Elite e de sua polêmica, então talvez acharam melhor evitar outra polêmica sobre o filme de Jodie Foster. Não sei. O que eu sei mesmo é que eles deixaram de ganhar um dinheiro certo com o filme.

    Mas Elizeu, obrigada pela visita mesmo! Espero que voltes por aqui muitas e muitas vezes e que, em muitas delas, mande teus comentários também. Trabalhando em uma locadora eu tenho certeza que vês a muitos filmes e que podes comentá-los por aqui. Um grande abraço!

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  5. Realmente lamentável e acho até falta de senso a não exibição de “Valente” nos cinemas. Com tantas bombas chiando que se exibe no circuito comercial dos cinemas como o horrível ” Alien X Predador 2″ (embora de outro studio, esse sim não deveria nem existir), deixar de exibir um filme estrelado com um talento como Jodie Foster é brincadeira!

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  6. Oi Edgar!

    Bem-vindo a este blog!

    Tens razão no teu comentário. Um absurdo não terem lançado The Brave One nos cinemas brasileiros. Ainda que o filme não seja tuuuuuuuuuudo aquilo, mas vale muito pela Jodie Foster – que sempre está divina.

    E estás certo sobre os vários lixos que colocam nas telonas… no lugar de um deles, valia colocar The Brave One. Mas, fazer o que? Só lamentar mesmo e tentar alugar logo que sair em DVD.

    Alien X Predador 2 eu não vi, para ser franca. E acho que nem vou ver. Não cheira bem. hehehehehehe

    Depois que ver The Brave One, comenta aqui o que você achou.

    Obrigada por tua visita e por teu comentário. Volte sempre! Um abraço

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  7. um bom filme valente. li que filmes de vingança são um sub-gênero do filme policial. porém o único que assisti, além de valente, se bem lembro foi desejo de matar com charles bronson.
    vc não achou os dois muito semelhantes?
    as diferenças básicas são que NY já era muito violênta antes da familia do personagem ser atingida e que j. foster se arrepende depois dos .assassinatos e bronson tem desejo de matar.
    vc falou “estreia” de said com aspas. deve se lembrar de um bom papel dele um O Paciênte Inglês.
    não entendi por que vc disse que ela era favorita ao oscar más não ao globo de ouro?? se vc puder me esclarecer. fiquei curioso.
    obrigado

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  8. li a respeito e fiquei sabendo que o filme de vingança é um sub-gênero do policial. pessoalmente só assisti, além de valente, desejo de matar com charles bronson e percebi grandes semelhanças.
    as principais diferenças são que NY já era muito violênta antes da familia de c. bronson ser atingida e
    que j. foster se arrepênde quando mata e bronson tinha um desejo de matar, más também não era uma pessoa violênta antes do pior acontecer.
    vc escreveu “estreia” de said com aspas. deve se lembra dele em O Paciênte Inglês, em um bom personagem.
    fiquei currioso pq vc disse que foster era favorita para o oscar e não para o globo de ouro.
    se puder me esclarecer??
    obrigado!

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  9. Olá Gilberto!

    Obrigada por teu comentário e por tua visita! Espero que voltes aqui sempre, especialmente para comentar.

    Realmente, The Brave One é um bom filme. Nada excepcional, claro, mas sempre é interessante ver a Jodie Foster atuando. Sobre os “filmes de vingança” serem um sub-gênero dos filmes policiais, eu não estou certa se podemos classificar como sub-gênero… sempre que penso nesta palavra, em “sub-gênero”, me parece algo “menor”… acho que os filmes de vingança podem ser classificados como “drama” também, por exemplo. Aliás, essa categoria de “drama” é uma beleza, não é mesmo? Nela cada quase tudo que tem a ver com o gênero humano… hehehehehehe. Mas então, acho que os filmes que tratam de vingança podem ser classificados tanto como policial, drama ou mesmo terror – tudo depende do filme que estamos falando.

    Desejo de Matar realmente é um filme de vingança… tem algo familiar com The Brave One: a morte de alguém que amamos e como reagimos a respeito, no caso, buscando se vingar. Mas fora isso, todo o resto é diferente. Afinal, Jodie Foster não perde a família toda, como Bronson. Também acho que em The Brave One existe uma certa discussão de “gênero”, ou seja, de como uma mulher agredida é levada menos a sério que um homem agredido. Outro tema que está neste filme e não no de Charles Bronson é a comunicação como maneira de externar nossos sentimentos e, porque não, de conectar pessoas – no caso, pela dor.

    Não vejo, sinceramente, que Jodie Foster se arrependa. Vejo sim que ela está meio que anestesiada, meio que se deixou “corromper” pelo fácil que é – ou parece ser – matar alguém. Esse sentimento de estranheza é o que eu vejo nela, uma mulher inteligente, bonita e que não se reconhece mais. Nem a si própria, nem a cidade ou a realidade que a rodeia. Vejo nela mais um sentimento de “sou estranha” do que de arrependida.

    Sobre o Naveen Andrews, eu justamente coloquei a palavra “estréia” assim, entre aspas, porque o ator mais conhecido por seu papel como Sayid em Lost não tinha, desde que o seriado estreou, em 2004, feito muitas participações em filmes… atuou, neste período, apenas em Bride & Prejudice, um filme feito nos Estados Unidos mas seguindo os preceitos do cinema indiano do “Bollywood” bastante desconhecido do grande público; o indiano Provoked: A True Story, totalmente desconhecido; e, claro, uma “ponta” no Planet Terror de Robert Rodriguez. Resumindo: depois que ele se tornou mundialmente super conhecido com Lost, The Brave One foi o primeiro filme de maior “destaque” no qual ele participou. Para muitos, que não lembram dele nem como Kip em The English Patient (convenhamos, um papel super pequeno!) ou mesmo como Pindi em Mighty Joe Young, para dar dois exemplos, vai parecer que ele fez sua estréia ao lado de Jodie Foster – o que, claro, não é verdade. Até porque ele tem dezenas de papéis pequenos em filmes de Hollywood ou de papéis importantes em filmes fora do circuito comercial feitos antes.

    Sobre o Oscar e o Globo de Ouro… o que eu quis dizer é que eu achava que a Jodie Foster não tinha grandes chances de ganhar o Globo de Ouro naquele momento, já que concorria com as fortíssimas Julie Christie e Marion Cottilard, além da “queridinha da América” Keira Knightley. Também dizia que achava que ela teria um páreo duro no Globo de Ouro, mas que podia ganhar… na verdade, sempre é difícil prever o que cada temporada da indústria nos reserva enquanto seus interesses de quem deve ou não ganhar. De fato ele mareceu estar entre as indicadas. Assim como eu disse que achava que ela chegaria até o Oscar – o que, no final, nem aconteceu. O que eu quis dizer é que eu achava que ela deveria ser indicada ao Oscar (errei), mas não disse que eu achava que ela iria ganhar. Até porque, como no caso do Globo de Ouro, ela tinha concorrentes mais fortes que ela para enfrentar.

    Não sei se fui clara desta vez… hehehhehehehe. Algumas vezes acho que me explico bem e, ainda assim, não me explico.

    Um grande abraço, Gilberto, e volte sempre!

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  10. Nossa, esse filme é recheado de clichês, recheado mesmo! A Jodie Foster parece uma machão assustado, nem parece a mulher feliz que estava se preparando pra casar… e depois sofre um trauma, parece uma caminhoneira que perdeu a namoradA e não o namoradO. Muito estranho o jeitão dela no filme (nada contra mesmo, só acho que não condiz com a proposta da personagem, só isso!).
    É uma pena, porque apesar de ser um revenge movie, tinha potencial pra ser um puta filme.
    De 0 a 10. Nota 6 forçando a barra.

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  11. Olá Luis!

    Em primeiro lugar, obrigada por tua visita e pelo teu comentário. Espero que ambos, visita e comentário, se repitam muitas vezes ainda. 🙂

    Viu, entendo o teu ponto de vista e o respeito, mas não vi uma “machorra” na Jodie Foster como você viu. Também não achei que ela estava “toda radiante” porque ia se casar… na verdade, desde o primeiro minuto do filme, eu reparei mais em uma personagem vivida pela atriz que estava angustiada, dividida entre a felicidade de logo se casar com o “grande amor da sua vida” e um certo incômodo de viver em uma cidade cada vez mais caótica e estranha. O que acontece depois que ela perde esse “grande amor” é que ela passou a se ver apenas estranha, deslocada, meio que “sem sentir o próprio corpo”. Acho até essa reação bem compreensível.

    Clichês… para falar a verdade, o que não é um clichê hoje em dia?? Tanto já foi escrito, temos uma literatura de milênios, filosofia idem, que eu acho quase impossível alguém inventar a roda hoje em dia. Sabe aquela idéia de que tudo já foi dito?? Pois é, já foi mesmo. Sendo assim, não busque sempre grandes novidades por aí, porque o máximo que você vai encontrar é um trabalho bem feito, um filme bom, uma “releitura” de idéias já exploradas e que funciona bem. Só isso.

    Sim, Jodie Foster revelou que é lésbica. Mas, sinceramente? Não achei que a escolha dela na vida real transparece em sua personagem na ficção. De verdade não vi ela sendo “machorra” ou qualquer outro termo que você queira usar. Achei que sua personagem era uma mulher decidida, profissional, um pouco “durona” – ainda que com o noivo ela se mostrasse doce -, determinada, enfim… uma mulher moderna que é exposta cotidianamente a um milhão de pressões – inclusive profissionais. Existem mulheres como ela que agem diferente? Sim, muitas. Mas existem mulheres na posição dela que agem exatamente como a personagem.

    Sei lá, o mais fácil é realmente a gente projetar nos outros o que achamos que eles deveriam ser ou fazer. O difícil e mais bacana, contudo, é deixarmos os espelhos de lado e passarmos a tentar entender a variedade de pessoas e de maneiras de ser diferentes da nossa. Fica a idéia…

    Um grande abraço, Luis, e apareça mais vezes. Para discordar, comentar, concordar ou o que você bem entender. Obrigada por tua visita.

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  12. De vez em quando passam “The Brave One” na TV… Principalmente depois de alguns crimes divulgados e comentados na TV aberta….
    O que mais chama a atenção no filme é exatamente a falta de interesse e “ação” por parte dos “saturados” policiais de delegacia, onde a personagem de Jodie foi pedir apoio…
    Lógico para daí sair e resolver as coisas “pessoalmente” foi um passo.
    Qualquer semelhança com “Death Wish” (o primeiro!) não é semelhança. É o “desejo” de todo o cidadão “de saco cheio” de tanta impunidade, em resolver as coisas mais rapidamente e de modo definitivo.
    Abraços,
    Daniel…

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