Black Panther – Pantera Negra

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Um filme envolvente, com um elenco incrível e com alguns questionamentos bastante relevantes para os nossos dias. Black Panther é um desses filmes baseados em personagens de HQ que nos fazem sorrir no final da projeção. Nem tanto por ser engraçado, mas por sentirmos que a experiência de ter ido no cinema valeu a pena. Bem feito, com uma história bem parecida com o original do HQ, Black Panther é um dos belos exemplos do gênero – e que não interessa apenas para os fãs das adaptações de HQ, diga-se de passagem.

A HISTÓRIA: Começa na África, na origem dos tempos, quando cinco tribos lutavam entre si. Esses confrontos resultava em muitas mortes e destruição, até que são feitas orações para a Deusa Pantera, que escolhe uma liderança que se torna o primeiro Pantera Negra. Quatro tribos aceitam essa liderança e se unem ao redor do novo líder, menos a tribo das montanhas, que se isola e que não aceita o Pantera Negra. Corta. Em 1992, em Oakland, na Califórnia, um grupo de garotos joga basquete na quadra próxima de alguns prédios.

Enquanto isso, em um apartamento, N’Jobu (Sterling K. Brown) combina os últimos detalhes do que parece ser um crime com o jovem Zuri (Denzel Whitaker). N’Jobu percebe que há algo de errado do lado de fora. Zuri tenta descobrir o que está acontecendo e ele brinca que existem duas mulheres parecidas com Grace Jones e com lanças do lado de fora da porta. Chega no local o jovem rei T’Chaka (Atandwa Kani), que pergunta para N’Jobu e Zuri se eles sabem quem está roubando e comercializando o vibranium de Wakanda. Essa busca será uma questão fundamental nessa história.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Black Panther): Eu sempre gostei de ler HQs. Desde que eu era criança e o meu pai me apresentou algumas, em casa, e, depois, o meu irmão começou a assinar um pacote de quadrinhos da Marvel. Todos os meses, recebíamos aquelas histórias em casal, e foi aí que eu comecei a gostar e conhecer os Vingadores, o Homem-Aranha, os X-Men, Conan, entre outros.

Depois, quando eu comecei a ter um dinheiro para chamar de meu, comecei a virar “rata” de sebos e passei a comprar os meus próprios HQs. Depois, com o tempo e a correria da vida “adulta”, larguei os HQs, até que há algum tempo eu resgatei um pouco esse hábito com The Walking Dead e outras leituras. Dito isso, esses tempos, busquei as origens dos Vingadores, e aí que eu me deparei com a origem também do Pantera Negra.

Apesar de gostar de HQs e de ser uma “viciada” em filmes e séries – sempre bem selecionados -, eu admito que não sou uma “fanática” por filmes baseados em histórias em quadrinhos. Dito isso, sim, fiquei na dúvida em assistir Black Panther. Mais que nada, porque eu não sabia se ele teria ou não uma grande relação com os filmes anteriores do universo Marvel – muitos dos quais eu não assisti.

Para o meu alívio, um amigo me disse que não, que esse era um filme independente dos outros e que eu poderia vê-lo sem erro. E era verdade. Black Panther apresenta a história do nosso herói, mas sem ligações com os outros personagens dos Vingadores.

A primeira característica que me chamou atenção nesse filme, além daquela interessante introdução “animada” sobre a origem dos tempos e as eternas disputas entre tribos e civilizações, foi o excelente elenco dessa produção. Realmente selecionado a dedo. Todos os atores estão bem, sem exceções, mas com especial destaque para as mulheres. Ou seja, esse filme não se destaca apenas por um ótimo elenco majoritariamente negro, mas também por ter mulheres em papéis fundamentais da produção.

Então sim, esse filme tem um papel importante de valorização de negros e mulheres que, todos nós sabemos, geralmente não tem as mesmas oportunidades ou são valorizados da mesma forma que os homens brancos. E o melhor: para contar a história do Pantera Negra, toda essa valorização não parece “forçada”, mas faz todo o sentido. Então o elenco é o primeiro ponto que chama a atenção. Depois, claro, os efeitos especiais e visuais do filme.

A história começa com uma introdução muito bem feita e com uma dinâmica interessante. Logo naquele começo, em poucos minutos, percebemos que a disputa por poder é uma questão importante para a história. E que a divisão interna entre diferentes “tribos” também é um ponto fundamental. Em seguida, já entramos na trama dos personagens centrais de Wakanda. Como pede um roteiro “clássico”, partimos de um acontecimento aparentemente sem graaaaande importância para “os tempos atuais” para, depois, conforme a história avança, entender que aquele acontecimento era um ponto crucial da trama.

(SPOILER – não leia se você ainda não assistiu ao filme). E assim, primeiro vemos à cena em que os irmãos T’Chaka e N’Jobu se desentendem sobre qual era o papel do avanço obtido por Wakanda no mundo. Em contato com a realidade do “mundão”, em que negros sofrem cotidianamente com diferentes formas de violência, preconceito e marginalização, N’Jobu acreditava que o vibranium deveria ser “compartilhado” e “democratizado” no mundo como uma arma/ferramenta para justamente fazer justiça contra os oprimidos e excluídos.

Black Panther mostra que, por mais boas intenções que alguém tenha, a forma como a pessoa busca o seu senso de justiça faz toda a diferença. N’Jobu tentou buscar justiça para o seu povo através de artifícios complicados – e, principalmente, enganando o seu próprio irmão. Quando o conflito entre irmãos volta à cena “reeditado” na disputa da segunda geração, ou seja, dos primos T’Challa (Chadwick Boseman) e Erik Killmonger (Michael B. Jordan), descobrimos que N’Jobu não foi levado para o julgamento do Conselho de Wakanda, mas acabou sendo morto pelo próprio irmão.

Algo interessante nesse filme é como ele questiona alguns pontos muito presentes na nossa política e geopolítica atuais. Por exemplo, quantos conflitos temos hoje em diferentes partes do mundo que parecem uma “disputa sem fim”, ao exemplo da queda de braço familiar que vemos em Black Panther? Quantos “lados” de uma história acabam adotando as mesmas práticas que dizem condenar no lado oposto de um conflito? Quantas disputas e quanta morte continua acontecendo sem que as pessoas realmente se perguntem o porquê delas estarem fazendo aquilo?

Tudo isso chamou muito a atenção nesse filme. Como Black Panther, apesar de ser um entretenimento e apesar de ter muitos elementos previsíveis, é muito mais do que isso. Os fins justificam os meios? A exploração e a violência que os negros historicamente sofreram e continuam sofrendo justifica que essa moeda seja virada e que os brancos comecem a ser igualmente explorados, violentados e exterminados? Claro que a realidade não pode continuar como está, mas qual realmente pode ser a saída para esses conflitos sem que as pessoas que buscam justiça cometam os mesmos “pecados” e/ou crimes que os algozes que elas querem combater?

Essas são questões que rendem um longo, longo debate. Também é possível chegar a mais de uma resposta para estas perguntas. Da minha parte, eu sempre vou preferir o caminho de Gandhi, que defendeu sempre a não-violência. E falo dele para não citar um exemplo ligado à religião. Porque acho que estas decisões são tomadas pela gente no dia a dia, independente de nossa fé – ou da nossa falta de fé. Em tempos em que no Brasil – e em outras partes – muita gente inteligente defende que “cidadãos de bem” (odeio esse termo, quero deixar claro) tenham o direito de se armar para “defender” os seus direitos, acho que todos nós temos que parar para pensar sobre as saídas para os nossos problemas.

Isso é algo fundamental em Black Panther, diga-se de passagem. Afinal, o rei está morto… vida longa ao rei! Mas quem será o novo rei? Quatro tribos concordam que seja o filho do rei morto, ou seja, que T’Challa assuma o poder. A quinta tribo, que sempre se manteve “independente”, busca acabar com a dinastia no poder. M’Baku (Winston Duke) segue as tradições e enfrenta T’Challa em uma disputa justa, mas perde. Tudo parece sob controle, exceto pelo problema anteriormente não resolvido do invasor, assassino e ladrão de vibranium, Ulysses Klaue (Andy Serkis).

Mas nem tudo é simples, seja em Black Panther, seja na vida real. Assim, não demora muito para T’Challa descobrir, mais uma vez, que a maior ameaça de Wakanda não são os “invasores bárbaros” ou as ameças externas, e sim a ameaça interna e a disputa em seu próprio povo. Essa questão renderia uma tese de doutorado, provavelmente. Afinal, quantas civilizações já não caíram por causa de disputas internas? O lema “dividir para conquistar” é usado, literalmente, desde os tempos do romano César. E o mais incrível é que ele continua sendo usado, e com um bocado de eficiência, até hoje. Basta ver as disputas na “arena” das redes sociais e em outros espaços urbanos do Brasil e de outros países.

Assim, apesar do roteiro de Ryan Coogler e de Joe Robert Cole, baseado nos personagens do HQ criado por Stan Lee e Jack Kirby, ser um bocado previsível e até um pouco redundante – ao menos nessa parte da “disputa interna” -, ele se mostra muito, muito atual. Eu diria até, assustadoramente atual. O primeiro “extra” desse filme, aliás, é um belo manifesto dirigido para Donald Trump e para tantas outras figuras da política que utilizam como estratégia central a política da divisão de César e de tantos outros homens com poder que vieram depois.

Agora, falando menos de política e de geopolítica e tratando mais do filme, Black Panther é uma produção envolvente, com um bom ritmo e com um elenco excepcional. Especialmente o elenco “me ganhou”. Apesar dessas qualidades, esse não é um filme perfeito. Sim, ele traz importantes conquistas para os atores e realizadores negros – assim como para as mulheres. Trata de temas mais que atuais. Mas, apesar disso, devo dizer que eu esperava que Black Panther fosse além da origem do mais recente Pantera Negra.

Sim, foi importante essa produção tratar bastante sobre os temas das divisões internas, da busca pelo poder, do uso da tecnologia e dos recursos para um bem “maior” que não apenas a riqueza de uma nação. Mas eu esperava que o filme avançasse um pouco na história, pelo menos mostrando um pouco melhor a origem do Pantera Negra – no sentido da criação e dos valores que T’Challa recebeu do pai e de seus antepassados – e também a ligação dele com os Estados Unidos.

Afinal, esse personagem foi originalmente lançado por fazer parte dos Vingadores… não seria interessante sabermos um pouco mais sobre a relação dele com o país que, depois, o faria defender interesses que não são, exatamente, os de Wakanda? Claro, teremos muitos filmes da Marvel ainda pela frente para ver o desenvolvimento deste personagem. Quem sabe, até, uma outra produção que foque no Pantera Negra e não em todos os Vingadores. Mas acho que Coogler e Cole perderam uma boa oportunidade de nos fazer “entrar” mais no personagem.

Apesar desse porém e de uma certa “repetição” de lutas e de disputas internas, Black Panther é um filme que merece ser visto. E não apenas pelos fãs da Marvel ou dos personagens de HQs. Essa produção extrapola estes círculos e se revela uma bela peça de cinema independente. Um pouco ao estilo de Logan (comentado aqui), que trata de questões que ultrapassam as HQs e que entram mais no estudo de personalidades e nas relações humanas (ou entre “raças superiores” e humanos, como é o caso do X-Men) – algo que, para os leitores mais vorazes, é o que faz as HQs serem tão interessantes, além de outros fatores.

Então, seja por vários questionamentos que essa produção sucinta, seja por valorizar talentos que nem sempre são devidamente valorizados ou seja pela história envolvente e com uma boa dinâmica que apresenta, Black Panther merece ser visto. Seja você fã ou não do gênero. Esse filme entra na seleta lista de produções baseadas em HQs que extrapolam o gênero e que conseguem aliar bem entretenimento com crítica social. Por tudo isso, acredito que o filme merece o sucesso que está tendo. Não sei se ele consegue chegar com força no Oscar 2019 – acho muito difícil -, mas seria bom vê-lo ser indicado/lembrado ao menos em algumas categorias.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Puxa, eu queria escrever pouco sobre esse filme. Mas quem disse que eu consegui? Assisti a Black Panther na semana passada, mas só hoje consegui terminar o texto que comecei no sábado. Me desculpem por não atualizar o blog na semana passada, mas a vida está extra corrida. De qualquer forma, vale lembrar que teremos a entrega do Oscar no próximo domingo. Mais uma vez, farei a cobertura da premiação por aqui. Então, aguardem e confiem. E sim, vamos correr para assistir a mais algum filme que falta da lista até lá. 😉

Como comentei na crítica de Black Panther, essa produção tem diversas qualidades. Além da história de Wakanda e do Pantera Negra ser muito, muito atual, esse filme tem o grande mérito de ter escolhido a dedo alguns dos melhores atores do mercado. Em cena, temos o prazer de ver o trabalho de nomes como Lupita Nyong’o (eu admito que eu fico arrepiada cada vez que vejo ela em cena, e isso desde 12 Years a Slave, comentado aqui), Danai Gurira, Letitia Wright, Florence Kasumba, Angela Bassett (sim, as mulheres dão um show à parte nesse filme), Chadwick Boseman, Daniel Kaluuya, Michael B. Jordan, Winston Duke, Sterling K. Brown (também fico arrepiada quando ele aparece em cena, sempre), Forest Whitaker, John Kani, Martin Freeman e Andy Serkis (que está excepcional, em um de seus melhores trabalhos na carreira).

A lista é grande, não é mesmo? Mas fiquei especialmente fascinada pelo trabalho das mulheres do elenco. Acho que esse filme segue uma linha recente de produções que valorizam – finalmente! – o talento feminino e os papéis de mulheres fortes. Não sei vocês, mas eu tive a sorte de ser educada e de ter como mãe uma mulher fenomenal, de uma sensibilidade, inteligência e fortaleza que inspiram. E sempre tive ótimos exemplos de mulheres – amigas, colegas de trabalho, entre outras – na vida, então fico muito feliz que o cinema esteja, pouco a pouco, nos presenteando com personagens de mulheres interessantes e com essas características.

Além do elenco feminino, para o qual eu bato palmas – para Lupita Nyong’o, Danai Gurira, Letitia Wright, Florence Kasumba e Angela Bassett, em especial -, acho que os talentos que se destacaram nessa produção foram, na ordem de importância (não para a trama, mas de entrega para o personagem): Andy Serkis, Chadwick Boseman e Michael B. Jordan. Gosto muito do Daniel Kaluuya, do Winston Duke, do Martin Freeman, do Forest Whitaker e do Sterling K. Brown, mas acho que esses atores foram “eclipsados” um pouco pelos outros nomes e acabaram tendo personagens muito secundários na trama. Sem dúvida alguma eles tem talento de sobra e poderiam ter sido melhor aproveitados na trama.

Como sempre, e seguindo um pouco a “tradição” criada por Alfred Hitchcock, o “criador” das “criaturas” Stan Lee faz uma aparição divertida em Black Panther. Se tem um cara, a exemplo de Hitchcock, que merece ser imortalizado nos filmes é o grande Stan Lee. Figura emblemática!

Um parabéns especial também para o diretor e roteirista Ryan Coogler. Pelo nome, não exatamente liguei  o “nome à pessoa”. Mas buscando a filmografia de Coogler, vi que ele tem uma bela trajetória mesmo tendo apenas 31 anos de idade – ele completa 32 anos no dia 23 de maio. Coogler tem apenas sete títulos no currículo como diretor, sendo três desses títulos de curtas – lançados entre 2009 e 2011 -, três longas e uma série de TV.

Antes de dirigir Black Panther, Coogler fez o seu nome ser projetado com as produções Fruitvale Station e Creed. Admito que não ter assistido a Fruitvale Station é uma das falhas do meu currículo – eu queria ver o filme, mas até hoje não “sobrou” tempo para isso. Mas eu assisti a Creed, filme que comentei nesse link. Apenas pelo trabalho apresentado até agora, Coogler já demonstrou que tem uma postura e uma “pegada” bastante claras, potentes e com assinatura. Tudo indica que valerá a pena ficarmos de olho nele e seguir os seus próprios passos.

Além do ótimo elenco, que é um dos pontos fortes de Black Panther, o filme satisfaz a exigência das pessoas que gostam de ação, algumas pitadas de humor e uma boa dose de adrenalina em cenas de perseguições de carros e de disputas “mano a mano”. Junto com isso, vale ressaltar o visual da produção, especialmente nas cenas que exploraram a Wakanda “verdadeira e escondida”.

Dito isso, vale destacar diversos aspectos técnicos do filme. Começando pela ótima trilha sonora de Ludwig Göransson, e passando pela direção de fotografia de Rachel Morrison; pela edição de Debbie Berman e Michael P. Shawver; pelo design de produção de Hannah Beachler; pela direção de arte de Jason T. Clark, Joseph Hiura, Alan Hook, Alex McCarroll, Jay Pelissier e Jesse Rosenthal; pela decoração de set de Jay Hart; pelos figurinos muito interessantes de Ruth E. Carter; e chegando até o trabalho dos 59 profissionais envolvidos com o Departamento de Maquiagem; e as centenas de profissionais responsáveis pelo Departamento de Arte, os Efeitos Especiais e os Efeitos Visuais.

Esses últimos três elementos são fundamentais para satisfazer o público que curte um grande visual e todo o potencial que o cinema moderno disponibiliza para as grandes produções. Mais um belo exemplo do gênero – exceto, talvez, pela “parede” de pessoas que assistem à primeira disputa pelo trono, entre T’Challa e M’Baku… aquela parte me pareceu um tanto “mal acabada”. Mas é apenas um pequeno detalhe, que não desmerece todo o esmero com outras sequências da produção.

Black Panther estreou no dia 29 de janeiro em uma première em Los Angeles. Depois, no dia 13 de fevereiro, a produção estreou no circuito comercial do Reino Unido, de Hong Kong, da Irlanda e de Taiwan. O filme estreou no Brasil dois dias depois, no dia 15 de fevereiro.

Essa produção tem nada menos que 110 curiosidades listadas no site IMDb. Eu não vou comentar todos, mas apenas alguns dos mais interessantes da lista. O diretor Ryan Coogler comparou as minas de vibranium de Wakanda com a situação real das minas do Congo, onde o “valão mineral valioso”, utilizado na fabricação de produtos digitais, está sendo explorado.

O tipo de luta que vemos em Black Panther é inspirada nas artes marciais africanas. Coogler também citou como referência as cenas de ação de Creed e da série de filmes Kingsman.

O personagem de Black Panther foi lançado em julho de 1966, dois meses antes da fundação do Partido dos Panteras Negras, nos Estados Unidos. Muitas pessoas acharam que o personagem tinha a ver com o movimento que buscava justiça para os negros. Por isso o personagem chegou a ser rebatizado para Black Leopard. Mas como nem os leitores e nem os criadores do personagem gostaram da mudança, esse nome não durou muito.

Quem quer curtir todas as curiosidades e notas de produção desse filme, pode acessar todos os itens nessa página do site IMDb.

Achei Black Panther um tanto longo demais. Acho que aquela longa batalha entre os dois lados que apoiam T’Challa e Erik poderia ter sido menor, assim como alguns outros minutos de outras partes poderiam ter sido facilmente eliminados. Um filme durar mais do que duas horas tem que ter muito, muito argumento para isso. Acho que Black Panther poderia ser um pouco mais curto sem fazer a história perder nada de importante.

Eu não encontrei informações sobre os custos dessa produção, mas é fato que Black Panther já é um sucesso de bilheteria. Até o dia 25 de fevereiro – ou seja, em menos de duas semanas de estreia em alguns mercados -, o filme acumulou pouco mais de US$ 403,6 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos e pouco mais de US$ 305,3 milhões nos outros mercados em que ele estreou. Ou seja, ultrapassou a barreira dos US$ 708,9 milhões.

Isso já coloca Black Panther como o terceiro filme que conta a origem de um super herói com a melhor bilheteria da história, segundo o site Box Office Mojo. Ele já ocupa também a quinta colocação entre os filmes do Universo Marvel com a melhor bilheteria e é a quarta maior bilheteria em uma semana de estreia. Tudo indica que ele vai seguir na trajetória ascendente e vai fazer história não apenas na proposta conceitual da produção, mas também no faturamento que vai obter.

Os usuários do site IMDb deram a nota 7,9 para esta produção, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 331 textos positivos e apenas 11 negativos para Black Panther – isso garante que o filme tenha uma aprovação de 97% e uma nota média de 8,2. Especialmente a nota do site Rotten Tomatoes está acima da média – o que prova que filmes de HQ com qualidade podem agradar não apenas ao público, mas também à crítica.

Esse filme é uma produção 100% dos Estados Unidos. Sendo assim, ele atende a uma votação feita há tempos aqui no blog e que pedia foco de várias críticas nos filmes daquele país. 😉

Black Panther não tem os efeitos visuais tão trabalhados para fazer com que seja fundamental assisti-lo em 3D, mas ele funciona bem nesse formato. Então sim, vale a pena assistir essa produção nesse formato. Mas o que eu achei fraquinho foi o “spoiler” no final de todos os créditos – aquele que os fãs do gênero já estão habituados a esperar e a assistir e que introduz o próximo filme da saga Marvel. Achei a sequência fraquinha. Eu esperava mais.

CONCLUSÃO: Um filme que faz jus ao personagem, sua história, sua cultura e seus valores. Isso é tão, mas tão importante! Afinal, quantos filmes realmente são fieis ao original? Além de ter essa preocupação e mérito, Black Panther também valoriza como poucas produções o talento dos atores negros e faz o público pensar sobre questões importantes. Quando alguns defendem com força o “nós contra eles” e as divisões, surgem obras como essa para nos lembrar que não é separados e isolados que vamos conseguir vencer os nossos problemas.

Com ótimas cenas de ação para saciar o desejo do público que curte esse estilo de filme e, ao mesmo tempo, um belo elenco, Black Panther apenas peca um pouco por não desenvolver tão bem os personagens centrais. Também senti falta do filme passar da origem do Pantera Negra e explicar um pouco mais da sua chegada aos Estados Unidos. Mas, no geral, é um belo filme, com o “coração” no lugar certo e com uma valorização importante de talentos que merecem cada vez mais espaço na indústria do cinema. Vale assistir, especialmente se você gosta do gênero.

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Star Wars: Episode VIII -The Last Jedi – Star Wars: Os Últimos Jedi

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O que realmente vale a pena ser ensinado e aprendido não pode ser encontrado em um conjunto de livros. Aprendemos com o exemplo, com a experiência e a sabedoria de quem já viveu um bocado, com suas histórias de sucesso e, principalmente, de fracasso. É o mestre Yoda que nos ensina em Star Wars Episode VIII: The Last Jedi que o fracasso é o nosso grande mestre. Que belo filme esse, aliás! Bom saber que a saga Star Wars voltou a encontrar o seu bom caminho, resgatando personagens fundamentais e nos apresentando uma nova geração interessante. A essência dos filmes originais está aqui, e avançando ainda mais na explicação da Força e do equilíbrio que é preciso ter no Universo.

A HISTÓRIA: Começa com a famosa trilha sonora que arrepia qualquer fã de Star Wars. Na sequência, os também famosos letreiros que introduzem a história explicam que a Primeira Ordem está dominando o Universo. Logo depois de dizimar a pacífica República, o Líder Supremo Snoke (Andy Serkis) mandou as suas tropas para assumir o “controle militar” da Galáxia. Apenas a General Leia Organa (Carrie Fisher) e o seu grupo de combatentes da Resistência se opõem à “crescente tirania”, acreditando que o Mestre Jedi Luke Skywalker (Mark Hamill) regressará e ajudará a reacender a luz de esperança de dias mais justos. O problema é que a Resistência foi descoberta, e enquanto a Primeira Ordem se dirige para acabar com a base dos rebeldes, um grupo de heróis organiza a fuga dos sobreviventes.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Star Wars VIII): A primeira grata surpresa desse filme: o diretor Rian Johnson não começou pelo óbvio. Digo isso porque como o filme anterior terminou com o encontro da nova heroína da saga, Rey (Daisy Ridley), com o até então “sumido” Luke Skywalker (o grande Mark Hamill), a expectativa “óbvia” dos fãs era que o novo filme começasse justamente desenvolvendo este encontro com expectativa alimentada durante o filme anterior.

Mas não. Johnson começa Star Wars Episode VIII de forma diferente. A espera pela primeira troca de palavras entre Rey e Luke acaba levando mais alguns minutos no novo filme. Antes, assistimos a algumas cenas de batalha e perseguição no Espaço, algo sempre muito celebrado pelos fãs da saga criada há exatos 40 anos – o primeiro filme, que virou Star Wars Episode IV, comentei há alguns meses aqui no blog.

Então o Episode VIII começa com a tentativa de fuga dos sobreviventes da Resistência, perseguidos pela Primeira Ordem – sistema que surgiu após a queda do Império Galáctico. Como a “fórmula” Star Wars pede – e que é seguida à risca nesta nova produção com roteiro de Johnson, baseado nos personagens criados por George Lucas -, o novo episódio da saga equilibra nas doses certas o humor, a ação, a adrenalina, o drama e a emoção.

O primeiro elemento que aparece em cena é o humor, com o piloto da Resistência Poe Dameron (Oscar Isaac) enganando o General Hux (Domhnall Gleeson), que está liderando o “cerco” contra as naves que tentam fugir. Em seguida, surge a ação, a adrenalina e a emoção, com a mobilização de parte das forças da Resistência para acabar com um encouraçado da Primeira Ordem.

Nessa operação, a Resistência registra muitas baixas e surge a primeira heroína desta produção – Paige Tico (Veronica Ngo), que se sacrifica para que a tentativa do grupo tenha êxito. O protagonismo das mulheres nesta produção, tão celebrada pelo retorno do personagem Luke Skywalker, que marcou a trilogia original da saga, chama a atenção, aliás.

Os fãs da série já esperavam um certo protagonismo das personagens Rey e Leia Organa (a maravilhosa Carrie Fisher) que, no Episode VII (com crítica neste link), já tinham mostrado bastante relevância na “nova trilogia”. Mas, tudo indicava, elas teriam ainda mais importância no Episode VIII. E isso, de fato, acontece. Mas elas não são as únicas mulheres que brilham em seus papéis e que acabam sendo decisivas no filme.

A personagem de Paige Tico aparece rapidamente na produção, mas ela acaba sendo lembrada por Rose Tico (Kelly Marie Tran) durante o restante do filme. A própria Rose, assim como a Almirante Holdo (Laura Dern) e Maz Kanata (com voz de Lupita Nyong’o), além de Rey e Leia Organa, são fundamentais para os acontecimentos desta história. Então sim, o Episode VIII mostra diversas mulheres corajosas, determinadas, valentes e que são as donas de seus destinos – e que influenciam, desta forma, diversas outras pessoas.

Assim, esse novo Star Wars está afinado com o nosso tempo, uma era em que (ainda bem!) cada vez mais mulheres assumem as suas opiniões e desejos sem ter que pedir licença para ninguém. O famoso “empoderamento feminino” está presente nesta nova produção da saga Star Wars. Mas isso não é tudo que chama atenção neste filme.

Gostei muito do equilíbrio que a produção busca (e consegue alcançar) dos elementos fundamentais que comentei anteriormente, assim como apreciei muito o lado mais “filosófico” desta história – se compararmos, por exemplo, com o Episode VII – e os encontros especiais que o filme promove. A verdade é que o Episode VIII é emotivo, desde o início, por sabermos que estamos vendo, na nossa frente, ao último filme estrelado pela atriz Carrie Fisher.

Essa atriz foi – e eternamente será – importante para a saga Star Wars, e quando vemos ela em cena neste seu último filme, cada “aparição” dela se torna especial. Como no Episode VII tivemos encontros emocionantes, como o de Leia Organa com Han Solo (Harrison Ford), neste novo episódio temos o memorável encontro de Leia com o seu irmão, Luke. Pessoalmente, achei até mais marcante e tocante o encontro do Episode VIII do que o ocorrido no episódio anterior. De arrepiar, por exemplo, quando Luke diz para Leia que alguém, quando morre, realmente não desaparece – impossível não pensar na atriz nesse momento.

Aliás, algo que gostei muito nesta produção é o avanço do filme na parte “filosófica” e de princípios da saga Star Wars. Quando Rey insiste e consegue vencer a resistência de Luke em ensiná-la sobre a Força, vemos a alguns minutos preciosos sobre a interpretação do personagem sobre a essência que perpassa todas as histórias da saga. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Com uma narrativa muito bem pensada e planejada, Johnson nos mostra a essência sobre a Força que, nada mais é, que a energia que perpassa todos os seres e que busca o equilíbrio constante.

Assim, como diversas religiões – inclusive o catolicismo – ensinam, nunca teremos realmente apenas a luz e/ou o bem no Universo. Como existe a luz, existe a treva, e como existe o bem, também existe o mal. Nunca teremos apenas luz ou apenas o bem, mas o equilíbrio entre estes elementos e a escuridão e o mal. Este é o ponto. No fim das contas, Star Wars e todos os seus filmes tratam desta busca constante pelo equilíbrio e sobre os problemas que surgem quando um destes elementos – mais notadamente o mal – prevalece.

Achei muito bacana a forma com que Johnson apresenta a explicação de Luke sobre a Força e como o próprio Luke questiona a existência dos Jedi. Talvez nesta parte que alguns fãs tenham se sentido “traídos” ou tenham ficado insatisfeitos com a história. Luke diz com todas as letras que os Jedi não são os únicos detentores da Força e nem os únicos que podem utilizá-la para o bem. Ele realmente “diminui” a importância dos Jedi e questiona como a arrogância deles – ou de parte deles, para ser mais precisa – acabou provocando mais danos do que ajudando para o equilíbrio do Universo.

Os super fãs da saga podem até não ter gostado disso, mas eu achei muito positiva esta ponderação. Afinal, podemos perceber isso em várias partes… como os detentores da “verdade” acabam se perdendo na sua arrogância e, apesar de terem qualidades e muito conhecimento, acabam indo contra tudo aquilo que acreditam e provocando mais mal do que bem. Esse comentário importante de Luke, que vivenciou a Força muito bem e que viu como ela podia ser mal utilizada – como muitas religiões, diga-se de passagem -, ajuda a explicar a cena final do Episode VIII.

Na sequência final, um grupo de crianças que são escravas está animado com a passagem das pessoas da Resistência por onde elas viviam e sonham com um futuro em que elas possam ser livres. Nessa cena, fica evidente o que Luke nos disse antes. Todos têm a Força dentro de si, basta acreditarem nela e a utilizarem da melhor forma possível para atingir os seus objetivos – e, preferencialmente, causas maiores que beneficiem mais pessoas. Aquelas crianças no final simbolizam a esperança e como a Força realmente está presente em todos. O que importa é o que fazemos com ela.

Ah sim, e antes de terminar estes comentários e avaliação sobre o Episode VIII, vale citar outro encontro mais que marcante nesta produção: o que acontece entre o mestre Yoda (voz de Frank Oz) e Luke. Para mim, uma das grandes sequências do filme – assim como o encontro entre Leia e Luke e a batalha “lado a lado” de Rey e Kylo Ren (Adam Driver).

No encontro entre o mestre Yoda e Luke, o mestre mostra toda a sua sabedoria ao dizer que Luke não deve se preocupar com a destruição dos “livro sagrados” e do primeiro tempo Jedi. Porque o que importa mesmo é o que aprendemos nas nossas trajetórias e em como repassamos isso para a frente – valendo as histórias de sucesso e, especialmente, as de fracasso. Uma grande lição, e que vale para todos nós. Para mim, um dos melhores filmes da saga.

NOTA: 9,8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Eu assisti a esse filme em sua versão 3D. A exemplo do Episode VII, achei que este novo filme da saga merece ser visto na versão 3D, ainda que ele não tenha realmente um grande ganho, digamos assim, nesta versão. Mas a qualidade do 3D, especialmente na profundidade de cada plano e nos detalhes de alguma cena, tornam a experiência do filme ainda mais interessante. Recomendo.

Três personagens dos filmes originais voltam com tudo nesta nova produção. Dois deles, claro, com um protagonismo maior, e o terceiro em apenas uma sequência muito marcante. Me refiro aos personagens de Luke Skywalker, Leia Organa e Mestre Yoda, nesta ordem de importância para o Episode VIII. Luke aparece um bocado, e sempre com uma interpretação marcante de Mark Hamill. O ator mostra, agora de forma amadurecida, porque gostamos tanto dele no passado. Ele está ótimo. Carrie Fisher arrepia em cada cena em que aparece pela presença marcante e pelo talento da atriz e também por aquela questão “nostálgica” e de despedida que eu comentei anteriormente. E o Mestre Yoda tem algumas das falas mais importantes da história. Então estes três personagens “clássicos” retornando neste filme fazem qualquer fã arrepiar e delirar – ao menos isso aconteceu comigo.

Outros personagens da “velha guarda” aparecem nesta produção, mas com uma presença menos importante. Vale citar o C-3PO de Anthony Daniels; o maravilhoso Chewbacca de Joonas Suotamo – eu admito que quase tive um “ataque”, no bom sentido, cada vez que o Chewbacca apareceu em cena nesse novo filme; e o R2-D2 de Jimmy Vee. Bacana ver esses personagens marcantes novamente no cinema – mesmo que em participações menores, como é o caso do C-3PO e do R2-D2.

Algo bacana nesta nova trilogia que dá sequência para a saga Star Wars é encontrar novos personagens que seguem a essência dos personagens que deram início à série nos anos 1970 e 1980. Então é bacana “reencontrar” os personagens apresentados no Episode VII e se aprofundar um pouco mais nas suas histórias e, principalmente, personalidades. Dos novos personagens, o destaque vai, sem dúvida, para a Rey interpretada por Daisy Ridley; para o Finn do ótimo John Boyega – muito bons o ator e o personagem, aliás; e para o Kylo Ren de Adam Driver. Como na trilogia original existia o duelo entre o bem e o mal entre Luke e Darth Vader, agora o mesmo duelo é vivenciado por Rey e Kylo Ren.

Além destes três personagens centrais da nova trilogia, vale destacar o bom trabalho de Oscar Isaac como Poe Dameron e de Andy Serkis como Snoke. Outros personagens relevantes neste novo episódio e que foram bem interpretados por seus atores são a Maz Kanata de Lupita Nyong’o; o General Hux de Domhnall Gleeson; a Rose Tico de Kelly Marie Tran; e a Almirante Holdo de Laura Dern. O personagem DJ, interpretado por Benicio Del Toro, também tem relevância na história, mas achei ele o mais forçado de todos e o menos interessante da turma.

Entre os coadjuvantes do Episode VIII, vale ainda comentar o bom trabalho de Gwendoline Christie como a Capitã Phasma; de Billie Lourd como a Tenente Connix; de Amanda Lawrence como a Comandante D’Acy; e de Brian Herring e Dave Chapman como BB-8 (a nova “mascote” da trilogia).

Gostei tanto da direção quanto do roteiro de Rian Johnson. Acho que o diretor americano, que tinha pouco mais de três anos de idade quando o primeiro Star Wars estreou em 1977, encarnou bem o espírito dos filmes criados por George Lucas e soube resgatar a essência da saga no Episode VIII. Antes de fazer este filme, Johnson dirigiu a outras nove produções, incluindo quatro curtas, três longas e duas séries – 1 episódio de Terriers e 3 episódios da ótima Breaking Bad. A estreia dele em longas foi com Brick, em 2005. Depois viriam os longas The Brothers Bloom (2008) e Looper (2012) – esse último comentado aqui no blog.

Claro que um filme de ficção científica tem em seus aspectos técnicos alguns de seus principais trunfos. Isso sempre foi uma característica de Star Wars e continua sendo neste novo filme da saga. Entre os aspectos técnicos desta produção, destaque para a sempre marcante trilha sonora do mestre John Williams; para a direção de fotografia de Steve Yedlin; para a edição de Bob Ducsay; para o design de produção de Rick Heinrichs; para a direção de arte que envolveu 10 profissionais; para a decoração de set de Richard Roberts; para os figurinos de Michael Kaplan; para o Departamento de Maquiagem com 36 profissionais; para o Departamento de Arte com 180 profissionais – incluindo artistas conceituais e construtores de maquetes e afins; para os Efeitos Especiais criados por 63 profissionais; e para os Efeitos Visuais criados por cerca de 600 profissionais – admito que eu me cansei de contar e parei perto dos 300 artistas, mas a lista deve ser quase o dobro disso. Números impressionantes e que mostram o tamanho gigantesco desta produção. Sem essa turma, que não ganha os holofotes de outros nomes, o Episode VIII não existiria.

Star Wars Episode VIII estreou em première em Los Angeles no dia 9 de dezembro. Depois, no dia 12, ele fez première em Londres e, no dia seguinte, estreou no Festival Internacional de Cinema de Dubai e em 17 países – incluindo o Brasil.

De acordo com o site Box Office Mojo, Star Wars: The Last Jedi já figurava, no dia 27 de dezembro, como o segundo filme com a maior bilheteria de 2017, somando US$ 445,2 milhões apenas nos Estados Unidos – ficando atrás, apenas, de Beauty and the Beast. Olhando para os restante do mundo, no acumulado do ano, Star Wars já figurava em quarto lugar no ranking de 2017, com US$ 892,1 milhões até o dia 27 – atrás de Beauty and the Beast, Fate of the Furious e Despicable Me 3. Certamente o filme vai passar a marca de US$ 1 bilhão em breve.

Star Wars Episode VIII foi filmado em quatro países: Croácia, Irlanda, Bolívia e Reino Unido. Entre as cidades em que a produção passou, vale citar Dubrovnik, na Croácia, que fez as vezes de Cidade do Canto Bright; Skellig Michael e Brow Head, na Irlanda, que fez as vezes do Planeta Ahch-To; Salar de Uyuni, na Bolívia, cenário das cenas da batalha final; e muitas e muitas cenas rodadas no Pinewood Studios, em Iver Hearth, Reino Unido.

Eu vou abrir mão, dessa vez, de citar curiosidades sobre a produção, beleza? É que apenas o site IMDb traz nada menos que 129 tópicos sobre o filme… quem estiver muito curioso(a) em fazer essa imersão nas curiosidades de Star Wars Episode VII, sugiro visitar a página específica do IMDb.

Por falar em site IMDb, vale comentar que Star Wars Episode VIII registra a nota 7,6 no site que registra a opinião do público – menos que o seu antecessor, que registra a nota 8,0. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 314 textos positivos e apenas 31 negativos para o Episode VIII, o que garante para o filme uma aprovação de 91% e uma nota média de 8,1. O nível de aprovação e a nota do Episode VIII também estão ligeiramente menores que o do Episode VII no Rotten Tomatoes. Gostei mais do Episode VIII, pelas razões que comentei, e acho que estou mais próxima dos críticos, em relação a este filme, do que do público em geral.

Até o momento, Star Wars: The Last Jedi ganhou um prêmio e foi indicado a outros três – acredito que o filme será indicado em uma ou mais categorias técnicas do Oscar 2018. O único prêmio que o filme recebeu, até o momento, foi o Golden Trailer de Melhor Poster Fantasia/Aventura no Golden Trailer Awards.

Este filme é uma produção 100% dos Estados Unidos. Por isso, ele entra na lista de filmes que atendem a uma votação feita há algum tempo aqui no blog.

CONCLUSÃO: Eis um filme com o coração e o espírito nos lugares certos. Muito bom ver a saga Star Wars voltando aos seus grandes momentos. Este filme, mais até que o anterior da grife, nos apresenta a alguns dos elementos que fazem os fãs delirarem. Muitas batalhas no ar e algumas bem marcantes sobre a terra. Grandes personagens que voltam a se encontrar e uma nova geração que volta a formar a disputa clássica entre o Bem e o Mal, naquele jogo constante entre as forças contrárias em busca do equilíbrio. Aliás, Star Wars VIII avança um bocado sobre a explicação da Força e de como a lógica por trás da saga funciona. Além de todas as suas qualidades técnicas, que são variadas, este filme vale por alguns reencontros realmente marcantes e especiais. Para quem gosta de Star Wars, não dá para perder.

PALPITES PARA O OSCAR 2018: Star Wars Episode VIII tem grandes chances de fechar o ano como a maior bilheteria dos cinemas americanos. E isso com menos de um mês de tempo nos cinemas. Esse é um elemento importante que pode ajudar o filme a ser indicado a alguns Oscar’s. Acredito na indicação do filme em algumas categorias técnicas.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood inovou ao divulgar, no final de 2017, mais notícias sobre os filmes que foram, pouco a pouco, avançando na disputa por uma indicação. Até o final do ano, Star Wars seguia na disputa por uma vaga na categoria de Melhores Efeitos Visuais com outros nove títulos. Acho que o filme deve chegar na lista dos cinco indicados nessa categoria, assim como vejo chances dele ser indicado nas categorias Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som.

Talvez o filme até possa emplacar indicações nas categorias Melhor Trilha Sonora e Melhor Design de Produção, mas com chances menores de emplacar indicação e de ganhar uma estatueta. Na categoria Melhor Maquiagem e Cabelo o filme já ficou de fora da disputa – a Academia divulgou sete produções que seguem na disputa por uma das vagas de finalistas, e Star Wars não está no meio. Resumindo, esse filme pode até conseguir algumas indicações, mas possivelmente sairá de mãos vazias do Oscar – talvez vencendo apenas como Melhores Efeitos Visuais, e olha lá.

Star Wars: Episode VII – The Force Awakens – Star Wars: O Despertar da Força

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O que é bom, o que nos traz ótimas lembranças, deveria ser sempre revisitado. Assim como é bom, depois de quatro décadas do início de uma das grifes mais famosas do cinema, retomar alguns personagens que foram lançados há tanto tempo. E é exatamente isso que Star Wars Episode VII: The Force Awakens faz. Alguns de vocês podem estar achando estranho eu comentar este filme agora, mas é que eu perdi de assisti-lo quando ele estreou nos cinemas. E como eu quis assistir, nesse final de ano, ao segundo filme da nova trilogia da saga, segui o conselho de um amigo e vi a este filme primeiro. Star Wars VII é realmente um deleite, especialmente para quem ainda tem a saga original (relativamente) fresca na memória.

A HISTÓRIA: Inicia com a frase clássica “Há muito tempo em uma galáxia muito, muito distante…” e a música de início da saga que marcou o cinema há exatos 40 anos. Episode VII inicia comentando que Luke Skywalker (Mark Hamill) desapareceu, e que na ausência dele, a sinistra Primeira Ordem surgiu das cinzas do Império. Esse grupo procura por Skywalker e não descansará até que o “último Jedi” seja destruído. Com o apoio da República, a General Leia Organa (Carrie Fisher) lidera a Resistência que, por sua vez, também procura por Luke. Na missão de encontrar o seu irmão, Leia envia para uma missão secreta o piloto Poe Dameron (Oscar Isaac), que busca no planeta Jakku informações sobre o paradeiro de Luke.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Star Wars VII): O meu amigo, o Félix, estava certo. Eu realmente precisava assistir a esse Episode VII antes de conferir, nos cinemas, ao novo Episode VIII. Desta vez, aqui no blog, eu também fiz diferente. Assisti a este filme, comecei a escrever sobre ele, mas só terminei o texto cerca de duas semanas depois… nesse meio tempo, conferi ao Episode VIII nos cinemas e também escrevi sobre ele, começando o texto sobre o novo filme logo depois de assisti-lo e terminando o seu conteúdo apenas hoje.

Ou seja, pela primeira vez na história desse blog – ao menos pelo que eu tenho lembrança -, eu termino agora de escrever sobre um filme que foi o penúltimo que eu assisti e com uma crítica escrita posteriormente ao do blog post que eu ainda vou publicar. Eita! Espero não ter dado um nó na cabeça de alguém, mas tenho que ser sincera sobre a ordem dos fatos. Assim, assisti ao Episode VII um dia antes de ver nos cinemas ao Episode VIII, mas finalizei o texto do Episode VIII antes de terminar este texto aqui do Episode VII.

A escolha pela ordem dos fatos tem a ver com o “frescor” das lembranças na minha mente. Em casa, estou escrevendo este texto e vendo novamente ao Episode VII, enquanto que para escrever a crítica do Episode VIII eu contei apenas com as lembranças do que eu vi no cinema. Comentado isso, vamos ao que realmente interessa: as minhas impressões sobre este primeiro filme da nova trilogia da saga Star Wars.

Eu gostei do início do filme, com aquela alusão clara da nave gigante de outras naves menores saindo dela relacionadas com o filme que inaugurou a saga e que foi lançado em 1977 – revisto por mim este ano e comentado neste texto. Mas admito que algo me incomodou um pouco. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Na parte inicial do Episode VII, fiquei me perguntando: o que separa uma história que faz diversas homenagens para o filme original daquela história que parece carecer de imaginação?

Acredito que boa parte dos fãs curtiu as várias “homenagens” feitas pelo roteiro de Lawrence Kasdan, J.J. Abrams e Michael Arndt, inspirados nos personagens de George Lucas, à história original que apresentou a saga para o mundo em 1977. Digo isso pelas ótimas avaliações que esse filme recebeu e por verificar que, apesar do Episode VIII ter me parecido mais criativo e interessante, ele ter uma avaliação menos positiva que esse Episode VII. Entendo os fãs, mas eu fiquei um pouco incomodada com toda aquela “repetição” de padrões.

Nesse Episode VII temos, novamente, uma mensagem importante sendo escondida em um pequeno robô que, de forma leal, passa por diversos mal bocados até chegar a alguém de confiança que possa ajudá-lo. Mais uma vez, o vilão da história captura a um dos personagens importantes para tentar arrancar informações dele. No lugar do R2-D2, o robô da vez é o ágil BB-8 (interpretado por Brian Herring e Dave Chapman), e ao invés de um Darth Vader torturando uma Princesa Leia, temos Kylo Ren (Adam Driver) interrogando e torturando Poe Dameron.

A exemplo de Luke Skywalker, que contemplava os dois sóis no Star Wars Episode III, temos agora a nova heroína da saga, Rey (Daisy Ridley), também observando o anoitecer em sua cidade natal. Os dois personagens não foram criados por seus pais e tem curiosidade sobre as suas origens. Diversas semelhanças para um começo de história, não? Ao menos para o meu gosto, esse excesso de referências incomodou um pouco.

Mas descontado isso, devo dizer que esta história dirigida com esmero por J.J. Abrams cumpre totalmente o seu papel. Com um bom ritmo e resgatando a essência da trilogia original de George Lucas – aquela que encantou o público mundo afora nos anos 1970 e 1980 -, esse Episode VII volta a colocar a série de filmes com o selo Star Wars no caminho certo. Temos nesse Episode VII todos os elementos que encantaram as pessoas há algumas décadas.

O principal trunfo, possivelmente, destes filmes – e desse Episode VII – seja equilibrar os diversos elementos que fazem parte da vida de qualquer um de nós. Assim, nós temos drama, humor, ação, romance – ao menos sugerido – e suspense em um mesmo pacote. Um destaque deste filme, assim como do original de 1977, é a presença maior do humor e da ação na história. Esses elementos fazem com que esse Episode VII seja puro entretenimento. Um filme bem conduzido, com ritmo e que prende a atenção do público a cada segundo.

O interessante é que, ao mesmo tempo em que temos o resgate do “espírito” Star Wars nesse Episode VII e que vemos, literalmente, a personagens importantes da trilogia original voltando à tela, conferimos o protagonismo de novos personagens. São eles que trazem os elementos novos para a saga e que ajudam a renová-la, projetando um futuro interessante para Star Wars.

Os novos personagens apresentam várias semelhanças com os heróis que fizeram história na trilogia original ao mesmo tempo em que avançam na compreensão dos fãs sobre o significado da Força, dos Jedi e de tudo o mais que faz parte do universo de George Lucas. Rey resgata algumas características e valores da Princesa Leia, ao mesmo tempo em que ela se parece mais com o exemplo de mulher “empoderada” da atualidade.

O mesmo pode ser dito sobre Finn (John Boyega), personagem interessantíssimo que lembra um pouco o relutante e corajoso Han Solo da trilogia original. Poe Dameron recorda um pouco a Luke, mas apenas na parte da destreza como piloto – está claro que Poe não terá a importância de Luke para a história, não apenas pelo que vemos no Episode VII, mas especialmente pelo Episode VIII. E assim, de forma muito sutil, J.J. Abrams, George Lucas e companhia demonstram como a saga Star Wars tem muito para nos contar ainda e pode ser renovada com talento por muito tempo ainda.

As cenas de batalha aérea são o principal do filme em termos de sequências de ação neste Episode VII. Da minha parte, senti falta de mais disputas em solo, seja com sabres de luz ou não – isso eu fui ver mais apenas no Episode VIII. Os efeitos visuais e especiais, assim como o ritmo do filme, são impecáveis. Em relação à história, descontada a parte que comentei antes de um certo “excesso” de referências ao filme de 1977, gostei da forma com que o roteiro apresentou os novos personagens, resgatou o espírito dos filmes originais e promoveu reencontros importantes e emocionantes.

É muito marcante cada momento em que vemos em cena, novamente, personagens tão marcantes como Han Solo (Harrison Ford), Leia Organa (Carrie Fisher), Chewbacca (Peter Mayhew e Joonas Suotamo) e C-3PO (Anthony Daniels). Especialmente emocionante os momentos entre Han Solo e Leia Organa. O quanto não aconteceu entre os dois entre os episódios VI e VII? Espero que um dia esta história ainda seja contada. 😉

Este filme é mais concentrado na apresentação dos novos personagens e no início do embate entre a Primeira Ordem e a Resistência. É um filme também sobre a busca do herói – ou a ideia que temos dele – e sobre a busca particular de cada um sobre a sua essência e sobre o que lhe faz sentido. Alguns dos elementos fundamentais da saga original, pois, voltam à cena, mas de forma renovada e inteligente. Um filme divertido e que mostra, ao mesmo tempo, como sempre podemos escolher entre o bem e o mal. Ninguém nos leva por um caminho se não quisermos seguir aquela direção.

O novo vilão, neto de Darth Vader e filho de Han Solo e de Leia Organa, tem muitos elementos interessantes para tornar este um personagem forte na saga Star Wars. E para equilibrar com ele, que é um dos personagens centrais do “lado negro” da Força, temos personagens da estirpe de Rey, uma garota que percebe o “lado claro” da Força despertando em si neste Episode VII. Outros personagens como ela devem surgir, é claro, especialmente após o Episode VIII. Bom ver, neste dois novos episódios, como a saga Star Wars tem ainda muito gás para dar.

NOTA: 9,6.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Como eu disse antes, perdi esse filme quando ele passou nos cinemas. Mas, agora, prestes a ver ao Episode VIII, consegui uma versão em 3D do Episode VII para ver em casa. Realmente é um filme fascinante, muito bonito e que utiliza bem a tecnologia 3D a seu favor.

Han Solo e Leia Organa são os dois grandes retornos/presentes desse filme. Como é bom rever personagens tão “clássicos” e carismáticos novamente em cena! Os atores Harrison Ford e Carrie Fisher estão ótimos, tão bons e carismáticos como nos filmes originais – ou até melhores, após algumas décadas de experiência. Além deles, os destaques desta produção são os atores Daisy Ridley, John Boyega, Adam Driver e Oscar Isaac, as novas estrelas que apresentam os personagens da nova trilogia Star Wars. Todos estão muito bem, com protagonismo de Daisy Ridley e John Boyega.

Entre os atores coadjuvantes, vale citar o bom trabalho de Lupita Nyong’o como Maz Kanata; de Andy Serkis como o Supremo Líder Snoke; o de Domhnall Gleeson como General Hux; o de Gwendoline Christie como Capitã Phasma; e o de Ken Leung como Almirante Statura. Além deles, vale citar as participações pequenas, mas muito marcantes, de Max von Sydow como Lor San Tekka e de Mark Hamill como Luke Skywalker. J.J. Abrams sabe alimentar muito bem, aliás, a expectativa até revermos ao grande Mark Hamill em cena. A sequência final é muito marcante.

O diretor J.J. Abrams faz um belo trabalho na direção. Nada realmente inovador, mas ele segue bem a cartilha de George Lucas, de Irvin Keshner e de Richard Marquand, os diretores da trilogia original. Além do belo trabalho na direção, Episode VII se destaca, entre os aspectos técnicos, pela marcante e inesquecível trilha sonora de John Williams; pela direção de fotografia de Dan Mindel; pela edição de Maryann Brandon e de Mary Jo Markey; pelo design de produção de Rick Carter e de Darren Gilford; pela decoração de set de Lee Sandales; pelos figurinos de Michael Kaplan; e pelo trabalho decisivo e coletivo da equipe de 16 artistas responsáveis pela Direção de Arte; dos cerca de 170 profissionais envolvidos com o Departamento de Arte; dos cerca de 100 profissionais responsáveis pelos Efeitos Especiais e pelo trabalho do espantoso contingente de cerca de 1.250 profissionais envolvidos com os Efeitos Visuais desta produção.

Star Wars Episode VII estreou no dia 14 de dezembro de 2015 em uma première em Los Angeles. No dia seguinte, o filme teve première em Jakarta e, no dia 16 de dezembro, em Sydney. No Brasil, o Episode VII estreou no dia 17 de dezembro de 2015.

Vocês vão me perdoar, mas desta vez eu não vou citar curiosidades sobre esta produção. Até porque a lista é beeeeem grande. Quem quiser conferir curiosidades sobre o Episode VII, pode dar uma conferir em alguns (ou todos) dos 380 tópicos listados por aqui pelo site IMDb.

Star Wars Episode VII foi indicado em cinco categorias do Oscar, ganhou 57 prêmios e foi indicado a outros 123. O filme não ganhou nenhum Oscar, mas entre as premiações que levou para casa, destaque para a de Melhores Efeitos Visuais no Prêmio Bafta; o de Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual para John Williams no Grammy; e o Trailer de Filme Mais Visto no YouTube em 24 horas no Guinness World Record Award.

Episode VII foi rodado na Irlanda, na Islândia, no Reino Unido, nos Emirados Árabes e nos Estados Unidos. Apesar de ser rodado em todos esses países, Star Wars The Force Awakens é uma produção 100% dos Estados Unidos – por isso o filme entra na lista de produções que atendem a uma votação feita há tempos aqui no blog.

De acordo com o site Box Office Mojo, Star Wars Episode VII faturou quase US$ 936,7 milhões nos Estados Unidos e pouco mais de US$ 1,13 bilhão nos outros países em que o filme estreou. Ou seja, no total, superou a marca de US$ 2 bilhões.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,0 para Star Wars Episode VII, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 350 textos positivos e apenas 28 negativos para esse filme, o que lhe garante uma aprovação de 93% e uma nota média de 8,2. Especialmente o patamar das notas chama a atenção – bem acima da média para os dois sites.

CONCLUSÃO: Um filme que coloca lado a lado ótimos personagens da trilogia anterior da saga e novos nomes que vão renovar Star Wars nesta nova fase de filmes. Como manda o figurino dos filmes Star Wars, este Episode VII tem muitas batalhas no ar e na terra, confrontos marcantes, equilíbrio entre ação, emoção e comédia e, claro, personagens interessantes. Novamente a disputa entre as forças do bem e do mal está no centro na narrativa, assim como o esperado reencontro de alguns personagens. Para os fãs, não há como não se arrepiar com algumas cenas. Para os demais mortais, este filme será, pelo menos, puro entretenimento. Sob uma ótica ou sob a outra, ele funciona muito bem. Um belo retorno da saga.