A Star Is Born – Nasce Uma Estrela

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Sabe um filme que começa muito bem e que depois “descamba”? Para quem não conhece o manezês, vou explicar: aquela produção que começa com uma boa pegada e depois segue ladeira abaixo. Para mim, isso é exatamente o que acontece com A Star Is Born. Mas antes, um alerta importante: se você é super fã de Lady Gaga, nem se dê ao trabalho de continuar lendo. Sim, ela está muito bem no filme. Sim, a música é o melhor desta produção. Mas isso é tudo. Em sua parte inicial, A Star Is Born é envolvente, tem uma música excelente e nos faz embarcar de coração e alma. Mas isso não dura muito tempo.

A HISTÓRIA: Ouvimos os gritos de uma plateia. Vemos a um músico sobre o palco. No backstage, Jack (Bradley Cooper) toma um comprimido antes de entrar em cena e enlouquecer o público. O show começa, e a câmera está focada nos músicos e na visão de Jack de tudo aquilo. Jack canta uma de suas várias histórias pessoais, entregando-se em cada palavra. No final do show, ele entra em um carro.

Parece exausto, mas manda o seu motorista, Phil (Greg Grunberg) dirigir até que eles encontrem um bar aberto. Corta. No banheiro de um restaurante, Ally (Lady Gaga) discute com alguém pelo telefone. Quando está saindo, o chefe dela pede que ela tire o lixo. O amigo, Ramon (Anthony Ramos), pede que o chefe a deixe brilhar. Depois de trabalhar no restaurante, Ally vai se apresentar em um clube, onde acaba tendo o seu talento conferido de perto por Jack.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a A Star Is Born): Eu vou ser franca com vocês. Quando eu fui assistir ao filme A Star Is Born, eu fui com o peito aberto. Querendo ser surpreendida mesmo. Afinal, tinha ouvido falar – e não lido, vejam bem – todas as críticas positivas e o burburinho sobre o filme.

Daí que, ao assisti-lo, logo no início, fiquei fascinada pela produção. Realmente a música da parte inicial, na noite em que os protagonistas passam juntos e até o momento em que Jack deixa Ally em casa, me levaram ao céu. Amo boa música. Não vivo sem ela. Então gostei muito das composições do filme, especialmente nesta parte inicial, da direção de Bradley Cooper e da atuação dele e de Lady Gaga.

Tudo isso é verdade. Mas é verdade, também, que eu não consigo assistir a um filme que começa bem e que depois segue ladeira abaixo. E isso, especialmente, por escolhas ruins de roteiro. E é exatamente isso que acontece com A Star Is Born. O coração de um filme – ou a alma? não sei bem ao certo – é o seu roteiro. Uma produção pode ser brilhante com um ótimo roteiro que sustenta aos demais elementos que fazem um filme. Ou pode ser uma frustração justamente por causa de um roteiro preguiçoso e pouco crível.

A Star Is Born vai bem até o momento em que Ally é levada por Phil para um show de Jack. Ela pegar um jatinho com o amigo Ramon e ir até o show, beleza. O problema é o que vem depois. Jack passou apenas uma noite com Ally e escutou, uma única vez, uma canção que ela compôs. Mas isso não impede que ele toque no show seguinte essa mesma canção inteira e já com um acompanhamento.

Me desculpem. Eu admiro quem não se importa com nuances de uma história. Quem não dá bola para os detalhes. Mas eu me importo. Achei muito, mas muito forçada aquela apresentação de Jack com Ally. Sim, a direção de Cooper é perfeita e os atores estão ótimos. Gaga dá um show nessa parte do filme.

Mas não importam os holofotes, a beleza da música ou da cena. Aquela parte é muito forçada! Honestamente, impossível um cara nas condições de Jack, no final de uma noite, após um show e de beber durante a noite inteira, ouvi uma única vez uma música e lembrar de cada palavra desta canção depois, fazendo a produção da música e apresentando ela no seu show seguinte.

Aquele momento começou a estragar o filme para mim. Mas ele não foi o único. (SPOILER – não leia se você ainda não assistiu a A Star Is Born). Depois da apoteose do show em que Jack apresenta Ally para o seu público, os dois engatam um romance. Normal. Ela passa a viajar com ele e a se apresentar com Jack. Até aí, tudo bem. Depois de diversas apresentações, o produtor Rez Gavron (Rafi Gavron) diz que quer produzir um disco dela, porque chegou a hora de Ally brilhar.

Novamente, até este momento, nada de surpreendente. Só que aí algo começa a ficar forçado novamente na história. Sob a batuta de Rez, Ally abraça uma música pop que segue o manual de muitos hits do momento. Ok, isso talvez tenha sido algo que ela desejou, em parte. Talvez tenha sido um pouco de adequação para que ela fizesse sucesso. Mas isso é de menos. O que me incomodou mesmo foi a mudança repentina que a personagem começa a ter nesta parte da história.

Lady Gaga é encantadora e está muito bem no filme. Mas a partir do momento em que ela grava as suas músicas e começa a se apresentar, ela passa a tirar o foco de Jack. Totalmente. Beleza que ela tinha o sonho de fazer sucesso também, mas essa atitude dela casa com a garota que vemos na parte inicial do filme, que acompanha Jack por um bom tempo, ou até mesmo com a garota que parece se importar com ele na reta final da produção?

Para mim, existe um problema grave no roteiro de Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters na construção dos personagens e na própria dinâmica da produção, que tem pelo menos dois ou três momentos “feitos para chorar” e um bocado forçados. Esse tipo de fórmula não me agrada e não me convence. Um destes momentos forçados é a entrega do Grammy para Ally.

Convenhamos, descontadas as paixões que vocês podem ter por Gaga ou Cooper, alguém realmente acredita que o produtor ou outras pessoas próximas de uma artista como Ally deixariam Jack ficar perto dela naquele estado? Claro que não. Aquela foi mais uma sequência muito, mas muito forçada no filme. Naquele momento, aparentemente, Ally e os demais se deram conta do problema do protagonista com o alcoolismo. Ah, precisa ser muito inocente para acreditar nisso.

Ally viajou em turnê com Jack por um bocado de tempo. Não tinha um dia em que ele não bebesse até cair. Então ela precisou “passar vergonha” em uma premiação para realmente enxergar que ali existia um problema? Novamente, isso me pareceu muito forçado. Ou a pessoa sensível que querem nos fazer acreditar não existe, ou essa pessoa fez questão de ficar cega por um longo tempo para se beneficiar da situação.

De qualquer forma, para o meu gosto, existe uma divergência importante entre as diferentes versões dos personagens. Certo que ninguém consegue ser linear o tempo todo. Mas me convence mais a “decepção” que Jack tem ao ver a sua parceira aderindo a uma fórmula “barata” de pop e ele sendo estúpido com ela – apesar de, na essência, ele não ser esse cara – do que a indiferença de Ally com ele.

Para a história ter o prosseguimento e, principalmente, o desfecho dramático que A Star is Born tem, os roteiristas escolheram esse caminho fácil – mas nada convincente – de não serem muito coerentes com os personagens ou a dinâmica da história. Era evidente, e desde o início do filme, que Jack tinha um problema com a bebida. Mas ninguém – e isso parece incrível – parece ter se importado com isso. No final chorar ou “homenagear” a pessoa não adianta de muita coisa, não é mesmo?

Com isso, não quero dizer que Ally poderia ter “salvo” Jack. Mas ela poderia ter devolvido para ele um pouco do tanto que ele demonstrou se importar com ela, ou não? Essa história de amor com tantas nuances de desigualdade de entrega não me pareceu tão bonita quanto tentam nos fazer acreditar. A embalagem é sempre importante, claro, e A Star is Born é um filme bonito, bem dirigido e com ótimas atuações. Mas o conteúdo – descontadas as músicas – simplesmente não acompanham a embalagem.

Teve uma outra parte que me incomodou muito, enquanto eu assistia ao filme. O comportamento de Jack frente às escolhas de Ally. Por um momento, eu até pensei se ele estava sofrendo daquela síndrome clássica de quem se sente incomodado quando o ser amado começa a brilhar sozinho. Mas refletindo depois mais sobre esta parte do filme, percebi que não.

O que aconteceu com Jack é o que acontece muitas vezes com a gente. E que me atire uma pedra quem nunca vivenciou isso. Explico. Muitas vezes, achamos que conhecemos uma pessoa. Pensamos que ela tem um determinado gosto ou um determinado estilo. Quando esta pessoa demonstra algo totalmente diferente, nos sentimos um tanto quanto “traídos”. Isso é bobagem, evidentemente, porque a outra pessoa tem o direito de ser o que ela quer.

Mas esse incômodo que sentimos, a meu ver, tem uma explicação simples. Todos os dias, fazemos uma série de ações da mesma forma. Por pura economia de energia, de ter que pensar em todas as pequenas ações novamente. O hábito nos economiza tempo e energia, algo importante para o nosso dia a dia. Nossa leitura das pessoas tem o mesmo efeito tranquilizador.

Para Jack, Ally era uma garota talentosa e parecida com ele, ao menos no sentido de compor músicas com uma grande carga pessoal e verdadeira. Na visão dele, isso tudo não combinava com o estilo da música pop, aquelas coreografias “provocativas” e dançarinos sobre o palco. Mas algo que ele precisava descobrir – mas que não foi fácil, aparentemente – é que essa visão dele não precisava ser a única correta. Que Ally tinha sim o direito de empacotar a sua verdade como ela queria.

Algumas vezes, nós temos justamente a dificuldade do personagem de Jack. Ou seja, de perceber que a pessoa de quem gostamos pode agir como ela deseja. Simplesmente isso. E de que a nossa leitura sobre como tudo deve ser ou deixar de ser interessa apenas a nós. Não podemos impor a ninguém. Quanto mais amarmos os outros e deixarmos eles livre para serem da maneira que desejam, mais o nosso amor será verdadeiro. Mas essa nem sempre é uma lição fácil de aprender ou de colocar em prática.

Pensando em tudo isso, senti que o comportamento de Jack não foi tão incoerente com o personagem que vimos até aquele momento. Então esta foi uma parte do roteiro que eu aceite melhor depois do filme terminar. Agora, a construção da personagem de Ally deixa muito a desejar. Assim como as partes forçadas do filme – além do primeiro show dos dois, a premiação de Ally, a atitude final de Jack e a homenagem “feita para chorar” dos últimos minutos do filme.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Não gostei tanto de A Star Is Born por que o filme termina de forma trágica? Não, não tenho esse apego à histórias felizes. Mas me incomodou sim a saída um tanto sem sentido de Jack de cena. Depois, todos se perguntam se poderiam ter feito algo diferente… Bem, esta é uma pergunta clássica naquele cenário, não é mesmo?

Ninguém salva uma outra pessoa, mas podemos sim nos ajudar. Só acho que um cara como Jack, que já tinha passado pelo pior, não teria uma atitude como aquela, sem pensar em Ally ou nos demais. Novamente, não me pareceu coerente. Se ele estivesse em outro momento, tudo bem.

Então essas faltas de coerência e/ou forçadas de barra do filme me incomodaram sim. E não teve música boa ou outro elementos positivos do filme que me fizessem esquecer estas falhas do roteiro. Para mim, um filme bem abaixo da minha expectativa original. Infelizmente.

NOTA: 7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Vou dizer para vocês. Enquanto eu assistia ao filme e pensava que tinha ouvido tantos elogios sobre a produção, mas não estava vendo tudo isso em tela, eu fiquei pensando: “Realmente, acho que não entendo nada de cinema”. Já estava pensando na minha crítica, no que eu falaria sobre o filme, e eu tinha certeza que a minha avaliação seria diferente da maioria. Mas, para mim, isso quer dizer o seguinte: dificilmente é possível agradar gregos e troianos.

Cada um tem a sua bagagem de vida, de cultura, de experiências e tudo isso nos faz ter uma ou outra experiência no cinema. No caso de A Star Is Born, o filme simplesmente não me convenceu. Mas eu entendo quem tenha ficado fascinado pela produção. De verdade. Só que vamos combinar de discordar sobre as nossas impressões, desta vez. 😉

Impressionante as duas visões diferentes que eu tive deste filme enquanto eu o assistia no cinema. Na parte inicial de A Star Is Born, até o momento em que Jack começa a cantar a música de Ally sobre o palco, eu tinha gostado muito do que estava vendo e ouvindo.

Depois de escrever a crítica, me lembrei de outro aspecto do filme. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). A Star is Born passa uma mensagem um tanto confusa, como se para uma estrela surgir outra precisasse morrer… Também passa a ideia de que a fama e o sucesso não preenchem a vida de ninguém, e que se a pessoa é infeliz ou se sente “miserável” por outros aspectos, a fama não vai salvá-la. Ok, até concordo com isso. Mas e o amor? O protagonista deste filme parece “brilhar” diferente depois de encontrar o amor. E isso não vai ser suficiente para ele?

Ok, na vida real, para alguns não é. Entendo isso. No filme, isso também poderia ter sido mostrado. Mas acho que faltou um desenrolar melhor acabado do roteiro para nos convencer disso. Sim, tem pessoas que não são salvas nem pelo amor. Isso faz parte. E ninguém tem culpa disso, apesar de que eu acho que as pessoas ao redor do protagonista deste filme não demonstraram o suficiente o quanto elas se importavam. Não que isso o salvasse, no final, mas a forma com que tudo é contado, neste filme, me pareceu muito desleixado.

As músicas de A Star Is Born são incríveis, e a pegada da direção de Bradley Cooper e a interpretação inicial dele e de Lady Gaga são encantadoras. Mas depois, quando comecei a identificar as forçadas de barra do roteiro, minha visão sobre o filme foi piorando gradativamente. Uma pena. Eu honestamente gostaria de ter me encantado do início ao fim. Mas isso não aconteceu.

A melhor parte do filme? Sem dúvida alguma, as músicas. Acredito que A Star Is Born pode chegar no Oscar 2019 com diversas indicações. E estou torcendo para o filme emplacar no que ele realmente merece, que é o Oscar nas categorias Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção. Claro, falando isso sem ter ouvido ainda aos concorrentes. Mas o filme tem um trabalho primoroso nesse quesito.

Outras qualidades de A Star Is Born: a direção inspirada de Bradley Cooper. Ele busca deixar a câmera sempre perto da ação, valorizando o trabalho dos atores e também as nuances dos bastidores da música. Para quem curte esse ambiente artístico, é um verdadeiro deleite. As melhores sequências do filme estão na interação de Gaga com Cooper e nas cenas dos shows. Todas muito bem dirigidas por Cooper.

Também é importante comentar o trabalho dos atores. Bradley Cooper e Lady Gaga estão muito bem, realmente. Mas ao ponto deles ganharem o Oscar? Honestamente, eu até não acharia uma injustiça eles serem indicados. Mas ganhar… acho que ambos fazem um bom trabalho em A Star Is Born, mas não acho que a entrega tenha a potência ou o diferencial para receber uma estatueta do Oscar. Ainda assim, não me surpreenderia com Hollywood querendo premiar Gaga. Seria a cara da premiação. Sim, Gaga se revela uma bela atriz nesse filme. Faz um trabalho competente e convincente. Mas eu não daria um Oscar para ela por causa disso. Seu trabalho é bom, mas não é excepcional.

Como comentei antes, e até de forma repetitiva, o roteiro de A Star Is Born é o seu ponto fraco. Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters falharam em diversos momentos, tanto na construção dos personagens quanto na coerência da história. Forçaram a mão em diversos momentos, mais preocupados em emocionar do que em convencer. Além disso, o que é outro problema grande do filme, A Star Is Born é longo demais. A produção poderia ter 20 ou 30 minutos a menos sem problemas.

A Star Is Born é a quarta versão de uma mesma história. Não lembro de ter visto à alguma das três versões anteriores, devo admitir. Achei essa interessante por “atualizar” uma história que sempre rende, do “patinho feio” que acaba se revelando uma estrela. Um verdadeiro clássico, não é mesmo? A parte interessante da nova versão é mostrar o “mainstream” da música atual, com todas as suas qualidades e pontos polêmicos. Mas esse mesmo cenário poderia ter sido abordado de forma mais interessante, a meu ver, sem tanto melodrama e falhas no roteiro.

Vale comentar que o trabalho de Roth, Cooper e Fetters bebe da fonte do roteiro da versão de 1976, escrito por John Gregory Dunne, Joan Didion e Frank Pierson, assim como tem influência do roteiro de Moss Hart, da versão de 1954, e da história original criada por William A. Wellman e Robert Carson.

Além de Bradley Cooper e de Lady Gaga, fazem um bom trabalho nesse filme Sam Elliott como Bobby, o irmão mais velho de Jack; Andrew Dice Clay como Lorenzo, pai de Ally; Anthony Ramos como Ramon, melhor amigo de Ally; e Rafi Gavron como Rez Gavron, produtor do primeiro disco de Ally. Em um papel menor, mas relativamente importante no filme, vale citar o bom trabalho de Dave Chappelle como George “Noodles” Stone, amigo de infância de Jack.

Entre os aspectos técnicos do filme, o destaque vai para a direção competente de Bradley Cooper e para a trilha sonora com composições feitas por Bradley Cooper, Lukas Nelson, Jason Isbell, Lady Gaga, Mark Ronson, Anthony Rossomando, Andrew Wyatt, Paul Kennerley, Natalie Hemby, Hillary Lindsey, Lori McKenna, Mark Nilan Jr., Nick Monson, Paul Blair, Aaron Raitiere, Julia Michels, Justin Traer, entre outros. Aliás, vale comentar, que Cooper faz um belíssimo trabalho em sua estreia como diretor. Cooper também é um dos produtores do filme.

Além de direção e trilha sonora, vale comentar o belo trabalho de Matthew Libatique na direção de fotografia; de Jay Cassidy na edição; de Karen Murphy no design de produção; de Matthew Horan e Bradley Rubin na direção de arte; de Ryan Watson na decoração de set; e de Erin Benach nos figurinos.

A Star Is Born estreou em agosto de 2018 no Festival de Cinema de Veneza. Depois, o filme participou dos festivais de cinema de Toronto, Zurique e Tokyo, além do American Film Festival. Até o momento, essa produção ganhou dois prêmios e foi indicada a outros três. Os prêmios que A Star Is Born recebeu foram o de Melhor Fotografia do Ano para Matthew Libatique no Hollywood Film Awards e o Collateral Award para Bradley Cooper no Festival de Cinema de Veneza.

Agora, vale citar algumas curiosidades sobre A Star Is Born. De acordo com Bradley Cooper, foi Lady Gaga que o convenceu de que eles deveriam cantar ao vivo durante as filmagens. Gaga disse que odiava ver a filmes em que os atores não estavam sincronizando os lábios corretamente com as músicas. Para evitar isso, ela sugeriu que todas as canções do filme fossem cantadas ao vivo. Isso fez com que Cooper fizesse um treinamento vocal mais completo para a produção. Ele se sai muito bem, na verdade.

Gaga cantou “I’ll Never Love Again” pouco depois de ter perdido uma grande amiga, Sonja Durham. No dia em que eles iriam gravar a cena, Gaga recebeu a ligação do marido da amiga, dizendo que ela estava morrendo. Gaga foi se despedir da amiga e depois voltou para gravar a canção para o filme. Posteriormente, ela diz que nunca vai se esquecer daquele dia e desta parte do filme.

Como o personagem que interpreta, Bradley Cooper também teve que lidar com o vício em álcool e drogas. Na divulgação de A Star Is Born, o ator e diretor comentou sobre como a sobriedade salvou a vida dele e a sua carreira.

Bradley Cooper aprendeu a tocar guitarra para este filme com Lukas Nelson, filho de Willie Nelson. Ele trabalhou com Cooper quase todas as noites durante um ano ensinando não apenas como tocar guitarra, mas como se apresentar em um palco e para uma plateia. Realmente A Star Is Born é um trabalho muito pessoal e que exigiu grande dedicação de Cooper.

No Festival de Cinema de Veneza, Cooper comentou que o visual de A Star Is Born foi inspirado em um show que ele viu do Metallica quando ele tinha 16 anos de idade. O Metallica realmente é inspirador.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8,3 para A Star Is Born, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 372 críticas positivas e 41 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 90% e uma nota média de 8,1. Especialmente as notas, altas para os padrões dos dois sites, chamam a atenção. O site Metacritic apresenta um “metascore” 88 para A Star Is Born, fruto de 58 críticas positivas e de duas medianas. O filme também apresenta o selo “Metacritic Must-see”.

De acordo com o site Box Office Mojo, A Star Is Born teria custado US$ 36 milhões e faturado, apenas nos Estados Unidos, quase US$ 157,7 milhões. Nos outros mercados em que o filme estreou, ele fez outros US$ 106 milhões. Ou seja, no total, ele ultrapassou os US$ 263,6 milhões. Um verdadeiro sucesso de público, bilheteria e crítica, portanto. Mais um ponto favorável para o filme chegar no Oscar 2019.

Adiantando o tema, já que logo vou começar a assistir e a comentar filmes que estão procurando uma vaga no Oscar 2019, vamos falar sobre as chances de A Star Is Born no próximo Oscar. Acho sim que o filme pode ser indicado, se tiver sorte, em umas seis categorias – Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção. Em quais destas categorias ele tem maiores chances? Preciso conhecer aos outros concorrentes, mas acho que ele tem chances reais em Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção. Nas demais, vai depender do lobby e dos concorrentes.

A Star Is Born é uma produção 100% dos Estados Unidos. Por isso o filme entra na lista de produções que atendem a uma votação feita há algum tempo aqui no blog.

CONCLUSÃO: A música é algo fantástico. E é o que nos encanta na parte inicial desta produção, que também tem como acertos a direção de Bradley Cooper e o trabalho dos protagonistas. Mas isso não faz um bom filme. A Star Is Born começa muito bem, mas logo no primeiro “show” dos protagonistas após eles se conhecerem, fica difícil de acreditar em grande parte do que vemos em cena.

Filme longo demais, com uma história forçada em diversos momentos e que carece de “convencimento” para as pessoa que não são “super fãs” dos protagonistas. Poderá chegar com força no Oscar 2019 mas, francamente, não merece as estatuetas que talvez possa irá ganhar. Quer dizer, se vencer pela Trilha Sonora e como Melhor Canção, tudo bem. No mais, será forçado. Mediano, apenas.

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E o Globo de Ouro foi para… (cobertura online e todos os premiados)

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Saudações queridos leitores e leitoras deste blog.

Como vocês bem sabem, tenho como tradição acompanhar todos os anos a entrega do Oscar, prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Desde que eu estreei o blog, em agosto de 2007, apenas em 2010 eu fiz uma experiência de cobertura do Globo de Ouro – pelo blog e, especialmente, pelo Twitter (veja como foi por aqui).

Mas desta vez resolvi acompanhar também a premiação menos badalada mas, todos dizem, mais divertida do Golden Globes (Globo de Ouro), entregue todos os anos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. Diferente do Oscar, concentrado apenas na indústria do cinema, o Globo de Ouro tem algumas categorias do cinema e outras da TV norte-americana.

A transmissão do tapete vermelho está sendo feita pelo canal E! Entertainment e também pelo site do Globo de Ouro. Confira aqui o que está acontecendo antes da premiação começar.

O Globo de Ouro sempre antecede a entrega do Oscar em mais de um mês. Para quem acompanha a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ele é mais um termômetro para o maior reconhecimento do cinema dos Estados Unidos. Algumas vezes há coincidência entre os premiados, mas isso não acontece sempre.

No ano passado, por exemplo, enquanto o Globo de Ouro premiou Boyhood como Melhor Filme – Drama, o Oscar consagrou Birdman. Entre os atores, houve coincidência entre as duas premiações: tanto no Globo de Ouro quanto no Oscar ganharam a disputa principal Eddie Redmayne e Julianne Moore. O mesmo aconteceu nas categorias de coadjuvante, com J.K. Simmons e Patricia Arquette levando as estatuetas das duas premiações. Na categoria Melhor Diretor, novamente, não houve coincidência entre Oscar e Globo de Ouro: enquanto no primeiro o vencedor foi Alejandro González Iñarritu, no segundo o premiado foi Richard Linklater.

Isso comprova que o Oscar não repete o Globo de Ouro sempre, mas que há muitas coincidências entre as duas premiações. Por isso mesmo é interessante acompanhar o Globo de Ouro – eu mesma tenho utilizado a lista de indicados da premiação para me guiar na escolha dos filmes para assistir pensando no Oscar.

Tenho achado o tapete vermelho do site oficial do Golden Globes o mais interessante até agora. Afinal, ali o áudio está aberto, no melhor estilo “bastidores reais”. Tem uma figura que deve estar fotografando que sempre pede com a sua voz fina e um pouco esganiçada para os astros e estrelas virarem para a direita. Divertido!

Entre os astros e estrelas que apareceram no tapete vermelho até agora, gostei de Brie Larson com um vestido longo dourado. Ela está ótima em Room e, francamente, estou torcendo por ela hoje à noite. Ainda que, claro, Cate Blanchett levar a estatueta não seria uma injustiça. A interpretação de Saoirse Ronan ainda não vi para opinar a respeito. Na entrevista no E! ela disse que estava vestindo um Calvin Klein feito especialmente para ela. Linda.

Como era esperado, a cobertura do canal TNT começou as 22h. Ainda com o tapete vermelho. Will Smith, indicado como Melhor Ator – Drama por Concussion, comentou que é importante ser indicado por um filme que tem uma mensagem. Taraji P. Henson, da série Empire, fala sobre a importância de estar no Globo de Ouro, uma premiação com projeção internacional. Ela usava um vestido Stella McCartney.

Em seguida apareceu em cena a maravilhosa Helen Mirren, que acumula 14 indicações no Globo de Ouro. Neste ano ela concorre como Atriz Coadjuvante por Trumbo – filme que tem ainda o genial Bryan Cranston no elenco. Estou curiosa para vê-lo. Alicia Vikander, indicada em duas categorias do Globo de Ouro, aparece na sequência. Estou curiosa para ver o desempenho dela em The Danish Girl – aonde ela contracena com Eddie Redmayne.

O Globo de Ouro 2016 será apresentado por Ricky Gervais, um grande ator, roteirista e produtor. Responsável pela genial série de TV The Office, estou confiante que ele se sairá bem na apresentação de hoje.

No tapete vermelho, o superastro Harrison Ford. Ele diz que está muito agradecido pelo sucesso do último Star Wars. Ele vai entregar a homenagem do Globo de Ouro para outro ator de grande peso: Denzel Washington. Gostei, em especial, do brinquinho prateado que ele usava em uma das orelhas. Estiloso.

Depois de Jennifer Lopez aparecer em cena em um vestido colado amarelo, temos o prazer de ver Eddie Redmayne. Eleito o homem mais bem vestido da Inglaterra, ele está muito bem vestido nesta noite. Ano passado, como eu comentei, Redmayne ganhou como Melhor Ator no Globo de Ouro e no Oscar e, este ano, está concorrente novamente como Melhor Ator – Drama por The Danish Girl.

A premiação propriamente dita vai começar as 23h. Até lá, overdose de tapete vermelho. 😉

Sylvester Stallone com a esposa e suas três filhas Ele está indicado a Melhor Ator Coadjuvante. Incrível. Em seguida aparece outra veterana: Jane Fonda. Linda, super elegante e interessante, Jennifer Lawrence aparece em cena. Ela está indicada como Melhor Atriz – Musical ou Comédia por Joy. Estou curiosa para assistir a este filme também.

E agora em cena Leonardo DiCaprio, bem cotado para ganhar como Melhor Ator – Drama por The Revenant. Ele está cada vez melhor em seus papéis. Sobre o filme, ele comenta que sabia que enfrentaria dificuldades para fazer o papel, mas que tudo transcorreu bem e que eles estão contentes com o desempenho da produção nas bilheterias. The Revenant estourou nas bilheterias dos Estados Unidos, fazendo cerca de US$ 38 milhões na última semana.

Denzel Washington, que vai ganhar o prêmio Cecil B. DeMille neste Globo de Ouro, comenta que é uma honra receber este reconhecimento e mostra o papel em que anotou nomes que ele não quer esquecer de agradecer. Ele é, sem dúvida, um dos meus atores preferidos de todos os tempos. Merecido ganhar este e qualquer outro prêmio.

Algo interessante do tapete vermelho do Globo de Ouro é que os astros e estrelas aparecem com os seus acompanhantes, na maioria das vezes as suas famílias. Algo bacana de se ver.

A supertalentosa Rooney Mara, fantástica em Carol, aparece em cena. Ela diz que está muito orgulhosa de ter sido indicada junto com Cate Blanchett. Ela diz que não está pensando propriamente na premiação, mas que está orgulhosa pelo filme e por todos que trabalharam nele. Fofa!

Kirsten Dunst, em um vestido um tanto estranho, comenta que para ela é igual fazer TV ou cinema, porque para um ator o importante é estar envolvido em grandes produções. Ela tem razão. Há diversos anos a TV americana, inglesa e de outros países tem apresentado produções tão ou mais interessantes do que os cinemas de seus países. Sem ser entrevistada, mas apareceu em cena rapidamente Cate Blanchett, lindíssima. Torço por ela sempre – ainda que, admita, há outras atrizes ótimas concorrendo com ela este ano.

O Globo de Ouro 2016 entregará prêmios em 25 categorias. O filme mais indicado é Carol, com cinco chances de ganhar esta noite. Em segundo lugar, empatados com quatro chances, estão The Big Short, The Revenant e Steve Jobs. Pontualmente as 23h começou a cerimônia de premiação.

Ricky Gervais começou interpretando a persona de “mal-criado” e mandando todos calarem a boca. Ele disse que faria um monólogo e depois desapareceria. Em seguida, tomou um belo gole de um chope. Entre as piadas, brincou que a rede que estava transmitindo a premiação não tinha sido indicada em nada e por isso era imparcial. Em seguida, brincou que seria legal e nada ofensivo, diferente de anos anteriores.

Algumas piadas dele foram boas, mas muitas, cá entre nós, beeeeem sem graça. Só bebendo como boa parte da plateia para achar engraçado. Exemplo: de que a Igreja Católica odiou Spotlight, enquanto Roman Polanski achou este um dos melhores filmes já feitos. Em seguida ele falou dos principais indicados. Nada demais.

katewinslet1Na primeira entrega da noite, Kate Winslet ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante no Cinema. Ela ganhou por Steve Jobs. Interessante. Adoro ela. Em seu agradecimento, ela disse que estava completamente surpresa e maravilhada pelo prêmio. Em seguida, homenageou as mulheres, dizendo que elas tiveram ótimos papéis no ano. Kate Winslet sempre merece um prêmio. Na sequência ela diz que Michael Fassbender é uma lenda e que assistiria ele sem cansar sempre, além de dizer que ele estabeleceu um padrão muito alto para todos. Mega talentosa e simpática. E verdadeiramente surpresa pelo prêmio.

A segunda entrega da noite foi para Melhor Atriz Coadjuvante em Série de TV. E o Globo de Ouro foi para Maura Tierney por The Affair. Ouvi falar muito bem desta série, mas ainda não a assisti. Fiquei curiosa. Ainda assim, pena Joanne Froggatt não ter ganho – afinal, ela se despediu de Downton Abbey. Gosto de Maura Tierney. É uma atriz muito talentosa, sem dúvida. Agora resta assistir a The Affair. Ela agradeceu principalmente ao elenco e aos familiares.

Até agora gostei da dinâmica do Golden Globes. Fora a introdução meio xarope do Gervais, as entregas são agilizadas e bem diretas. Isso é bom.

Depois do intervalo, a entrega de Melhor Atriz em Série de TV – Musical ou Comédia. Quem ganhou foi Rachel Bloom de Crazy Ex-Girlfriend. Me desculpem a ignorância, mas nunca tinha ouvido falar da série. Bloom disse que a série quase não aconteceu porque o piloto foi rejeitado por quase todos, inclusive seis vezes no mesmo dia. Ela agradece a quem permitiu que a série acontecesse.

Na sequência foi entregue o prêmio para Melhor Série da TV – Musical e Comédia. E o vencedor veio da Amazon: Mozart in the Jungle. Bacana ver uma outra produtora de séries ganhar uma premiação como esta. Agora, sem dúvida, tenho que me atualizar com as séries – ainda que musicais não sejam o meu forte.

A linda e talentosa Viola Davis apareceu na sequência para apresentar cenas de Carol, um belo filme e que foi o mais indicado da noite.

Após o intervalo, Ricky Gervais voltou à cena. Ele disse que o Globo de Ouro não tem uma seção para os falecidos do ano para deixar a todos deprimido mas que, no lugar disso, há um discurso com o presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Na sequência, Matt Damon apresenta ao filme The Martian, que ele estrela e é dirigido por Ridley Scott. A entrega seguinte foi para Melhor Telessérie ou Telefilme. E o prêmio foi para Wolf Hall, do canal inglês PBS. Não conheço a série, mas gostei de ver o ator Damian Lewis no grupo de premiados pela série. O produtor da série agradeceu a BBC e disse que sem ela produções como Wolf Hall não existiriam. E pediu para o governo inglês seguir apostando na TV.

O premiado na categoria Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme foi Oscar Isaac de Show Me a Hero. Isaac foi rápido nos agradecimentos, basicamente homenageando pessoas da equipe da série. A premiação do Golden Globes é mais rápida que a do Oscar mas, francamente, até agora, achei mais sem graça. É mais direta, objetiva, mas ainda prefiro as “firulas” e o espetáculo do Oscar. Mas ok, é bom acompanhar tudo.

Na volta do intervalo, os espectadores são apresentados a Spy, indicado a Melhor Filme – Musical ou Comédia. Lady Gaga e Tom Ford entraram na sequência para apresentar a categoria Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Telessérie ou Filme para a TV. E o vencedor foi Christian Slater por Mr. Robot. Estou louca para ver a essa série, aliás. Muito elogiada. Slater diz que é uma honra receber o prêmio e agradece ao roteirista de Mr. Robot por criar um personagem tão bom. Ele agradeceu também a esposa e Hollywood por permitir que ele possa fazer o que ele ama.

Na sequência foi entregue o Globo de Ouro por Melhor Trilha Sonora Original para o genial veterano Ennio Morricone, autor da trilha de The Hateful Eight. Quem recebeu o prêmio por ele foi Quentin Tarantino, diretor e roteirista do filme. Ele comenta que Morricone está na mesma categoria de Mozart e Schubert e que, até então, ele nunca tinha ganho um prêmio por suas trilhas nos Estados Unidos – apenas na Itália. Ele agradece muito a Morricone e a sua esposa. Figura! E Morricone, sem dúvida, é um dos grandes do cinema. Merece não apenas esse prêmio, mas qualquer outro de trilha sonora. Ele é um mito na área.

jonhamm1Gervais retorna para tirar um sarro de Donald Trump, que quer deportar estrangeiros. Em seguida aparecem as atrizes America Ferrera e Eva Longoria para apresentar a categoria Melhor Ator de Série de TV – Drama. E ganha o prêmio Jon Hamm, de Mad Men. Nesta categoria estava concorrendo o brasileiro Wagner Moura. Francamente Hamm merece o prêmio, especialmente pela despedida de Mad Men. Uma série que demorei um pouco para assistir mas que, de fato, é muito bem acabada. Hamm diz que não esperava receber o prêmio e agradece a todas as pessoas que permitiram que a série fosse realizada por tanto tempo. Francamente ele não era o favorito para a categoria, mas foi bacana terminar Mad Men com ele recebendo mais esse prêmio.

Mais um intervalo e, na volta, Gervais aparece para chamar as “grandes amigas” Jennifer Lawrence e Amy Schumer – a primeira de Joy e a segunda de Trainwreck. As atrizes apareceram para apresentar os vídeos de seus filmes – elas disputam entre si na categoria Melhor Atriz – Musical ou Comédia. Não sei, mas as piadas da noite estão difíceis. Ainda bem que os astros e estrelas em cena não precisam destes momentos para ganhar a vida.

Na sequência, Amy Adams apresenta a categoria Melhor Ator em Filme – Musical ou Comédia. E o ganhador foi… Matt Damon, por The Martian. Ele agradeceu pelo prêmio e mandou uma mensagem para os filhos. Damon pediu para eles irem para a cama e homenageou a esposa. Ele lembrou que começou a carreira há 18 anos e que teve muita sorte de ter feito The Martian com Ridley Scott. Até aonde eu acompanhei a vitória de Damon era mais que esperada. Não vi ao filme ainda, mas desconfio que ele esteja muito bem – afinal, temos Ridley Scott na direção.

Na volta dos comerciais, vence a categoria Melhor Filme de Animação a produção Inside Out, da Pixar e da Walt Disney. Favoritíssimo desta noite e também do Oscar. Perdi ele nos cinemas, mas quero assisti-lo em breve. Sucesso de público e crítica, sem dúvida.

Os atores Ryan Gosling e Brad Pitt entram em cena para uma das trocas mais interessantes até agora. Gosling brinca que tinham dito para ele que ele iria apresentar sozinho o vencedor… e na verdade nem é uma categoria. Eles subiram ao palco para apresentar The Big Short, concorrente na categoria Melhor Filme – Musical ou Comédia.

Os vencedores do ano passado Patricia Arquette e J.K. Simmons apresentam a categoria Melhor Ator Coadjuvante em Filme. E o prêmio foi para Sylvester Stallone. Primeira entrega que foi aplaudido pela plateia de pé. Stallone agradece a todos e diz que a última vez que ele esteve ali foi em 1977, e que agora tudo é diferente. Ele disse se considerar uma pessoa com sorte e agrade a muita gente, da mulher até o produtor de Creed. No final, ele agradece ao amigo imaginário Rocky Balboa, o “melhor amigo” que ele jamais teve. Interessante ver Stallone sendo reconhecido. Mas surpresa mesmo seria isso se repetir no Oscar. 😉

No retorno do intervalo, Mark Wahlberg e Will Farrell entram com óculos coloridos de 2016 para apresentar a categoria Melhor Roteiro. Farrell pede silêncio completo e enrola por um bom tempo antes do vencedor ser anunciado. E o Globo de Ouro como Melhor Roteiro foi para Aaron Sorkin por Steve Jobs. Para mim, francamente, foi uma grande surpresa. Ainda que ele seja um grande roteirista, eu esperava outro resultado. Sorkin diz que francamente não imagina que poderia ganhar. Nos agradecimentos ele homenageia a Danny Boyle e a todos do elenco.

Na sequência, o Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de TV – Musical ou Comédia foi para Gael García Bernal por Mozart in the Jungle. Bacana. Um grande ator e que merece ser reconhecido. Não vi a série e aos demais concorrentes para saber se ele mereceu, mas foi legal vê-lo tão emocionado sobre o palco. Muito humilde. Agradeceu a toda a equipe da série, como é de praxe, e dedicou o prêmio para a música. Curti. Até porque cinema e música são as minhas grandes paixões – além do jornalismo, é claro.

sonofsaul1Mais um intervalo. No retorno, Helen Mirren e Gerard Butler apresentam a categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Eles brincam que para quem não os assiste, é possível ler as produções porque eles tem legenda. Visível piada com o fato dos americanos raramente verem filmes de fora do país. E o vencedor foi… Son of Saul. Mirren pediu palmas para os vencedores porque, segundo ela, esta foi a primeira vez que um filme da Hungria foi premiado. O diretor László Nemes agradece a todos que ajudaram o filme a ser realizado e comentou, no final, como o Holocausto jamais será esquecido. Tudo indica que Son of Saul será o favorito do Oscar também.

Na sequência vieram as indicadas na categoria Melhor Atriz em Minissérie, Telessérie ou Filme para a TV. E o Globo de Ouro foi para Lady Gaga por American Horror Story: Hotel. Uau! Lady Gaga ganhando um Globo de Ouro vai me fazer assistir a essa última edição da série. Na ida para o palco, Leonardo DiCaprio rindo muito. Não sei se dela ou de alguma piada paralela. 😉 Gaga comentou que se sente como a Cher e considerou esse um dos grandes momentos de sua vida. Isso Madonna não conseguiu. Gaga agradeceu genericamente a todas as pessoas do elenco que fizeram ela brilhar. Também disse que antes de ser cantora ela queria ser atriz. Demorando muito no discurso, subiu a música para interrompê-la. Visivelmente surpresa.

Francamente, até agora, me surpreenderam os prêmios para Steve Jobs e para Sylvester Stallone, falando de cinema. O primeiro caso pode render indicações para o Oscar, mas Stallone acho difícil ganhar no prêmio da Academia. Entre os premiados da TV, acho que não dá para ignorar os prêmios de Mozart in the Jungle. Fiquei com vontade de assistir a série. E o paralelo de Stallone na noite talvez seja Gaga – que me fez querer assistir ao último American Horror Story.

Após mais um intervalo, Kate Perry sobe ao palco para apresentar a categoria Melhor Canção Original em Filme. E a vencedora foi Writing’s on the Wall, do filme Spectre, escrita por Sam Smith e Jimmy Napes. Realmente grande fase do Sr. Sam Smith. Ele agradece a todos os envolvidos na produção, enquanto Napes afirma que foi um sonho ter escrito uma música para um filme de James Bond.

Ricky Gervais, que eu já achei que tinha se enterrado em um barril de chope, volta para falar sobre a relação dele com a emissora de TV. Faz referência a anos anteriores em que ele fez apresentações polêmicas. Tira sarro de figuras da platéia e chama Mel Gibson para subir ao palco. Gervais tira sarro de Gibson por causa da bebida, e Gibson responde que é bom revê-lo a cada três anos porque o encontro lhe recorda que ele tem que fazer uma endoscopia. Gibson com aquela cara clássica de louco apresenta o clipe de Mad Max: Fury Road.

Em seguida, aparecem os indicados na categoria Melhor Série de TV – Drama. E o Globo de Ouro foi para… Mr. Robot. Era previsto mas, mesmo assim, sempre vou torcer por Game of Thrones. Com mais esse prêmio para a série fiquei ainda mais com vontade de assisti-la. Para vocês que conhecem todas as séries que concorreram nesta categoria (a saber: Empire, Narcos e Outlander além de Game of Thrones), Mr. Robot realmente mereceu? O diretor Sam Esmail agradece a todos os envolvidos na série, especialmente ao elenco, cumprimenta a noiva Emmy Rossum e manda um recado para o seu pessoal na Índia. Bacana ver alguém como ele, que tem as bases fora dos Estados Unidos, fazendo referência para as suas origens.

Na volta de mais um intervalo, Tom Hanks brinca a respeito do resfriado que ele tem e também com Denzel Washington. Ele fala sobre os grandes atores que marcaram as suas épocas, destes atores que não podem ser copiados mas, no máximo, imitados. E que isso não lhes trará frutos. Atrizes e atores deste naipe são conhecidos apenas por um nome. Ele cita vários, e comenta que um deles é o homenageado da noite. Hanks diz que Denzel Washington deixou um legado honrado, superlativo, e que ele se iguala a qualquer outro da história do cinema que virou referência de uma época.

Bacana o trailer com um resumo do trabalho de Denzel neste tempo todo de carreira. Hanks chama o colega para o palco e ele é aplaudido pela plateia de pé. Não tinha como ser diferente. Um ator que merece ser ovacionado é ele, sem dúvida. Denzel subiu ao lado da mulher e de um dos filhos e chamou o restante da família antes de discursar. Mas lembrou que um dos filhos, cineasta, estava ausente porque está fazendo a sua tese. Ele agradeceu pelo prêmio e pela imprensa estrangeira por ter acompanhado a carreira dele por tanto tempo. Entre os agradecimentos, destaca o primeiro agente que ele teve; a mãe por ter convencido o pai a comprar lâmpadas mais fortes ao invés de economizar em energia; e agradeceu à família antes de pedir que Deus abençoe a todos.

Mais um intervalo – falha de memória minha ou o Oscar não tem tantas paradas assim? Enfim… No retorno, Chris Evans apresentou o vídeo de Spotlight, indicado a Melhor Filme de Cinema – Drama. Ricky Gervais volta para chamar ao palco Morgan Freeman. O grande ator sobre ao palco para apresentar os indicados a Melhor Diretor em Filme. E o vencedor foi… Alejandro González Iñarritu por The Revenant. Francamente? Eu já esperava. Ele realmente faz mais um grande, grande trabalho com o filme estrelado por Leonardo DiCaprio. Iñarritu diz que todo filme é difícil de ser feito, mas que ainda assim o ano em que ele fez The Revenant foi o mais difícil que ele teve. O diretor relembra o que todos da sala sabem: que dor é temporária, mas que um filme é para sempre. Iñarritu também agradece a todos os produtores e aos estúdios envolvidos. Finalizou agradecendo, em especial, o elenco, chamando DiCaprio de herói e do grande responsável por essa que foi a sua grande experiência como diretor.

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Correndo contra o tempo, apresentaram a categoria Melhor Atriz em Série de TV – Drama. E o Globo de Ouro foi para Taraji P. Henson, de Empire. Não assisti a essa série ainda, mas sei que ela virou um fenômeno nos Estados Unidos. Agora, mais que antes, fiquei curiosa para assisti-la. Henson ganhar de Viola Davis e Robin Wright é porque seu trabalho tem que ser incrível. Quiseram interromper o discurso dela, mas ela pediu para darem mais tempo porque ela esperou 20 anos por isso. Entre os agradecimentos, os especiais foram para o elenco e a equipe.

Logo após mais um intervalo, Michael Keaton sobe ao palco para relacionar as indicadas na categoria Melhor Atriz em Filme – Musical ou Comédia. E o Globo de Ouro foi para Jennifer Lawrence por Joy. Hollywood realmente gosta dela. Se é o melhor desempenho entre as concorrente eu não sei porque, francamente, não assisti a nenhum dos filmes concorrentes. Lawrence agradece pelo prêmio e, em especial, pelo trabalho do diretor David O. Russell, elogiando o fato dele fazer cinema porque ele ama e não pelo que os outros possam falar de seus filmes.

Na sequência, Maggie Gyllenhaal sobe ao palco para apresentar a mais um concorrente na categoria Melhor Filme de Cinema – Drama, o maravilhoso Room. E depois, mais um dos intermináaaaaaveis intervalos da premiação.

No retorno, o talentoso e querido ator Tobey Maguire apresenta o vídeo do filme The Revenant, que está concorrendo na categoria Melhor Filme de Cinema – Drama. Na sequência, Jim Carrey tira sarro sobre ter sido premiado no Golden Globe e sobre o que ele sonha, que é ganhar mais um prêmio deles. Ele brinca de como o Globo de Ouro é importante e apresenta os indicados a Melhor Filme em Cinema – Musical ou Comédia. E o vencedor foi… The Martian. Ridley Scott caminha para o palco e é aplaudido de pé pela plateia.

Ele agradece pelo prêmio e brinca que achou que ganharia um Globo de Ouro após a sua morte. Ele faz uma menção muito bacana sobre os outros filmes concorrentes e que acha que fez um bom filme. Citou o sucesso de Star Wars, antes de homenagear o roteirista, Matt Damon e todas as pessoas que fizeram parte do projeto. Mesmo ele sendo Ridley Scott, não se furtaram de colocar a música para pressioná-lo a parar de falar. Ele tinha uma boa lista para falar e foi até o final dela. Ridley Scott é gênio e sempre merece ser reconhecido. Mas é preciso assistir aos concorrentes para ter certeza se foi justo.

Após mais um intervalo, Ricky Gervais retorna para chamar ao palco Eddie Redmayne. Esse ator supertalentoso aparece para listar as indicadas na categoria Melhor Atriz em Cinema – Drama. E o Globo de Ouro foi para… Brie Larson, do filme Room. Que legal! Ela pode até não ganhar ao Oscar, mas pelo menos levou o Globo de Ouro. Ela está ótima no filme. Larson agradece pelo prêmio e diz que foi um prazer conhecer as pessoas da associação de imprensa. Os agradecimentos dela começam pela roteirista de Room e segue pelas demais pessoas da produção, dizendo que metade do prêmio é também de Jacob Tremblay. Ela tem razão. Os dois dividem os méritos igualmente.

Rapidinho, porque o prêmio parece estar atrasado, sobe ao palco Julianne Moore para apresentar os indicados na categoria Melhor Ator em Cinema – Drama. E o Globo de Ouro foi para… Leonardo DiCaprio, por The Revenant. Bola bem cantada, diga-se. Ele é aplaudido por toda a plateia de pé. DiCaprio agradece ao prêmio e comenta que é uma honra ser premiado com tantos ótimos atores concorrendo na mesma categoria. Ele homenageia Iñarritu, por sua visão e direção precisa. Complementa dizendo que ele nunca teve uma experiência como essa em sua vida, e agradece ao restante do elenco, assim como ao técnico de maquiagem que fez parte de The Revenant. DiCaprio ainda agradeceu a sua equipe, seus pais, seus amigos e terminou homenageando aos indígenas, dizendo que eles devem lutar por manterem as suas terras livres dos exploradores.

Mais um intervalo e, depois dele, a última categoria do Globo de Ouro 2016: Melhor Filme de Cinema – Drama. Até o momento, os grandes derrotados da noite foram, nesta ordem, Carol e The Big Short. Finalizando a premiação, Harrison Ford subiu ao palco para apresentar os finalistas da categoria. E o Globo de Ouro foi para… The Revenant. Iñarritu sobre ao palco mais uma vez e termina de listar os nomes que precisavam ser agradecidos, dando destaque, entre outros, aos nativos dos Estados Unidos. Sem dúvida The Revenant é um filme muito bem feito, mas não achei, até o momento, o melhor do ano. Tenho outras preferência. E ganhar o Globo de Ouro é uma coisa, o Oscar é outra. Logo veremos o que vai acontecer na premiação da Academia.

Finalizada a entrega do Globo de Ouro, dá para dizer que o grande premiado da noite foi The Revenant, vencedor em três categorias, seguido de Steve Jobs e de The Martian que ganharam em duas categorias. Francamente acho que o Oscar não vai repetir todos os premiados, mas se o repeteco entre os atores for repetido, ficarei feliz – Leonardo DiCaprio e Brie Larson merecem ganhar.

Resumindo a noite, os premiados no Globo de Ouro 2016 foram os seguintes:

  • Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema: Kate Winslet por Steve Jobs
  • Melhor Atriz Coadjuvante em Série de TV: Maura Tierney por The Affair
  • Melhor Atriz em Série de TV – Musical ou Comédia: Rachel Bloom por Crazy Ex-Girlfriend
  • Melhor Série de TV – Musical ou Comédia: Mozart in the Jungle
  • Melhor Minissérie ou Filme feito para a TV: Wolf Hall
  • Melhor Ator em Minissérie ou Filme feito para a TV: Oscar Isaac por Show Me a Hero
  • Melhor Ator Coadjuvante por Série de TV: Christian Slater por Mr. Robot
  • Melhor Trilha Sonora Original: Ennio Morricone por The Hateful Eight
  • Melhor Ator em Série de TV – Drama: Jon Hamm por Mad Men
  • Melhor Ator de Cinema – Musical ou Comédia: Matt Damon por The Martian
  • Melhor Filme de Animação: Inside Out
  • Melhor Ator Coadjuvante em Cinema: Sylvester Stallone por Creed
  • Melhor Roteiro: Aaron Sorkin por Steve Jobs
  • Melhor Ator em Série de TV – Musical ou Comédia: Gael García Bernal por Mozart in the Jungle
  • Melhor Filme em Língua Estrangeira: Son of Saul
  • Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV: Lady Gaga por American Horror Story: Hotel
  • Melhor Canção Original: Writing’s on the Wall de Spectre
  • Melhor Série de TV – Drama: Mr. Robot
  • Melhor Diretor de Cinema: Alejandro González Iñarritu por The Revenant
  • Melhor Atriz de Série de TV – Drama: Taraji P. Henson por Empire
  • Melhor Atriz de Cinema – Musical ou Comédia: Jennifer Lawrence por Joy
  • Melhor Filme – Musical ou Comédia: The Martian
  • Melhor Atriz de Cinema – Drama: Brie Larson por Room
  • Melhor Ator de Cinema – Drama: Leonardo DiCaprio por The Revenant
  • Melhor Filme – Drama: The Revenant

Muito obrigada a você que acompanhou essa cobertura online do Globo de Ouro. Agora, vamos correr para assistir aos filmes que devem chegar ao Oscar 2016 e acompanhar, no final da manhã desta quinta-feira, a lista dos indicados para a premiação deste ano. Abraços!