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Oscar 2016

E o Oscar 2016 foi para… (cobertura online e todos os premiados)

Preparations continue Wednesday February 24, 2016 for the 88th Oscars® for outstanding film achievements of 2015 which will be presented on Sunday, February 28, 2016 at the Dolby® Theatre and televised live by the ABC Television Network.

 

Chegou a hora, minha gente!

Depois de ter o Oscar no horizonte nos últimos meses – quem acompanha o blog sabe que desde o final de 2015 este é o tema predominante no Crítica (non)Sense da 7Arte -, hoje finalmente vamos ter as nossas dúvidas respondidas.

Afinal, The Revenant vai mesmo levar o prêmio principal? Depois de ficar chupando dedo em cinco premiações do Oscar, desta vez Leonardo DiCaprio vai conseguir uma estatueta para a sua estante? As principais previsões serão confirmadas ou teremos alguma zebra pelo caminho?

O Oscar é fascinante antes da premiação e no dia da entrega das estatuetas. A diversão anterior é garantida pela lista de indicados. E neste sentido o Oscar 2016 é especial. Há muitos filmes bons que vão ganhar poucos prêmios e outros que vão sair de mãos vazias mas que merecem ser vistos. Nesta matéria que produzi para o jornal Notícias do Dia comento sobre isso, além de trazer a lista completa dos favoritos segundo as bolsas de apostas e a lista de filmes que eu acho que mereciam ganhar nas principais categorias.

Como eu comentei no texto para o jornal, o Oscar 2016 tem uma lista boa de indicados. Claro que sempre tem algum filme supervalorizado – neste sentido vejo Bridge of Spies e Steve Jobs, por exemplo. Mas a maioria dos filmes merece ser visto. Recomendo, em especial, os filmes indicados em Melhor Documentário e Melhor Filme em Língua Estrangeira, além de outras produções indicadas nas categorias principais. A seleção está boa este ano.

88th Oscars®, Nominees Luncheon,Mantendo a tradição dos últimos anos, vou começar a cobertura algum tempo antes da premiação começar. A ideia é acompanhar as melhores entrevistas no tapete vermelho. Vejamos quem aparece. Antes de falar de quem está desfilando em Hollywood, contudo, vale fazer um pequeno comentário: será que estes dois aí da foto vão conseguir a sua primeira estatueta esta noite?

Se a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood manter a ordem de apresentação dos prêmios do ano passado, Sylvester Stallone será o primeiro dos dois a conquistar a desejada estatueta dourada. Leonardo DiCaprio, por outro lado, terá que esperar quase até o final da cerimônia – normalmente a categoria Melhor Ator é a penúltima a ser entregue. Até lá, certamente, ele terá que ouvir um monte de piadas sobre estar na fila para o Oscar. Logo saberemos. 😉

Este é o nono Oscar que eu acompanho aqui pelo blog – no ano passado, na verdade, além do texto aqui no site eu acompanhei a premiação pelo site do Notícias do Dia. Este ano vou fazer o mesmo. Agora, faltando praticamente uma hora e meia para a cerimônia apresentada pelo ator Chris Rock começar, o tapete vermelho no Dolby Theatre at Hollywood & Highland Center em Hollywood começa a ficar mais agitado. O canal E! está desde o meio da tarde fazendo a contagem regressiva para a premiação, mas o tapete vermelho começou a ficar interessante há pouco tempo.

A atriz Alicia Vikander, favoritíssima ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por The Danish Girl comentou sobre o teste para o papel. Ela disse que foi uma das melhores experiências que já teve como atriz porque eles ficaram conversando por muito tempo e testando a química com Eddie Redmayne. Alicia disse que está super nervosa e que acha a situação de estar no Oscar muito surreal.

Muito simpática, honesta e humilde. Sem dúvida alguma estou torcendo muito por ela. Será merecido levar o Oscar pelo ótimo trabalho em The Danish Girl. E para completar ela está usando um lindo vestido amarelo da marca Louis Vuitton. Já concorre à lista de uma das mais bonitas da noite.

room1Agora em cena no tapete vermelho o talentosíssimo Jacob Tremblay, astro de Room junto com Brie Larson. Os dois estão ótimos no filme que, aliás, é um dos melhores do Oscar 2016.

Na entrevista para o E! o garoto deu um show. Brincou que estava vendo muitas pernas por ali. Comentou que vai torcer pela colega de cena, Brie Larson, e que deu um soco de brincadeira no Sylvester Stallone porque ele tirou o lugar dele na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Figuraça! E ele tem razão. Sem dúvida alguma merecia ter sido indicado ao Oscar este ano.

A exemplo de Black Swan no Oscar 2011, neste ano a minha torcida é toda para Room. Para mim, os dois filmes foram os mais surpreendentes em seus respectivos anos. Mesmo concorrendo a Melhor Filme, é claro que Room não tem chances neste ano. Mas ganhando em Melhor Atriz e em qualquer outra categoria já será uma alegria.

Vale lembrar que The Revenant é o filme mais indicado da noite, concorrendo em 12 categorias. Em seguida aparece o filme Mad Max: Fury Road, com 10 indicações; The Martian, com sete; Spotlight empatado com Carol e Bridge of Spies com seis; e The Big Short e Star Wars: The Force Awakens com cinco indicações cada.

Em número de estatuetas os destaques devem ser The Revenant e Mad Max: Fury Road – o primeiro ganhando várias das categorias principais e, o segundo, boa parte das categorias técnicas. Se algo acontecer além disso, será surpreendente.

Importante destacar também o filme O Menino e o Mundo. A produção brasileira dirigida por Alê Abreu marca a primeira indicação do Brasil para a categoria Melhor Animação. Vale torcer por ele, ainda que o favoritíssimo Inside Out deve levar a estatueta para casa.

A atriz Olivia Wilde aparece no tapete vermelho e comenta o curta Body Team 12 que ela produz e que está concorrendo na categoria Melhor Curta Documentário. Infelizmente nenhum dos concorrentes está disponível na internet, mas pelo trailer do filme, que trata de um grupo de pessoas que trabalhou recolhendo corpos vitimados pelo ebola, o curta parece ser uma baita produção. É considera a favorita na sua categoria na noite – ainda que a disputa está boa em Melhor Curta Documentário.

Faltando quase uma hora para a cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood começar, fechei a votação aqui no blog sobre o filme que será consagrado esta noite. Obrigada por cada um dos votos, meus bons leitores e leitoras. 😉

therevenant1O favorito dos leitores aqui do blog é o filme The Revenant, com 34,23% dos votos. Em seguida aparecem Mad Max: Fury Road, com 19,82%; Room, com 17,12%; e Spotlight com 16,22%. Bacana. Muito bons os palpites.

No tapete vermelho, a atriz Saoirse Ronan fala sobre Brooklyn. Ela está linda e parece muito mais adulta do que ela tem aparecido no cinema – inclusive neste filme que lhe rendeu a sua segunda indicação ao Oscar. Para o Oscar ela vestiu um vestido Calvin Klein Collection.

Em cena o grande Eddie Redmayne, que está mais uma vez ótimo em The Danish Girl. Super elegante, como sempre, ele comenta sobre a preparação para o filme. “As pessoas foram muito generosas”, comenta Redmayne sobre a busca por mais informações e o laboratório que ele fez com transgêneros e com mulheres de diversos perfis. Ele sim é generoso. Inclusive porque elogiou muito Alicia Vikander, sua parceira de cena. Redmayne veste Alexander McQueen.

As atrizes Brie Larson e Rooney Mara estão lindíssimas. Certamente estarão também na lista das mais bonitas da noite. Não por acaso a cerimônia do Oscar interessa a tanta gente. De fato os astros e estrelas  de Hollywood capricham no visual – e movimentam as principais marcas de alta costura do mercado.

Agora no tapete vermelho do Oscar a ótima Brie Larson. Ela comenta que ser indicada ao Oscar é o ponto máximo da carreira de qualquer atriz e que desde criança ela sonhava com isso. Ela brinca que em premiações como o Oscar e o Golden Globes o pessoal passa fome antes, mas que ela viu as fotos dos quitutes deste ano e está louca para atacar os sanduíches e os Oscar’s de chocolate. Brie está usando um vestido Gucci azul belíssimo.

A transmissão do tapete vermelho do E! terminou e agora a bola passa para o canal TNT. Em cena agora Matt Damon, indicado a Melhor Ator por The Martian. Ele comenta que é fabuloso como o filme atinge a espectadores de várias idades. “Foi uma das experiências mais prazerosas que eu já tive”, comenta Matt Damon sobre trabalhar com Ridley Scott, diretor de The Martian. Um pouco irônico, ele brinca que não foi como fazer The Revenant – o filme de Alejandro González Iñarritu foi muito complicado de ser realizado, inclusive nos bastidores.

A atriz Julianne Moore, vencedora como Melhor Atriz no ano passado, aparece linda no tapete vermelho e comenta sobre a emoção do público com Sylvester Stallone. Julianne comenta que ele foi muito generoso com ela quando ela começou a carreira. Entre os filmes que a emocionaram neste ano ela cita Room.

Pessoal, a partir de agora começo a fazer a cobertura pelo Twitter do jornal Notícias do Dia. Acompanhem a hashtag #NDnoOscar. Também dá para acompanhar todas as atualizações pelo site do jornal.

 

88th Oscars®, Academy Awards, TelecastFinalizada a cobertura do Oscar pelo Notícias do Dia, volto aqui para o blog. Gostei da premiação deste ano. Tivemos quase todas as surpresas nos lugares certos, muitos discursos políticos adequados e uma velocidade um pouco maior na apresentação das diferentes categorias. No geral, eu gostei. Também por Spotlight levar o prêmio principal da noite, por Room ter consagrado Brie Larson e por ver DiCaprio finalmente ganhando uma estatueta. Um dos pontos altos da noite e fato que já entra para a história foi a consagração mais que merecida de Ennio Morricone.

Agradeço a quem acompanhou a cobertura da noite inicialmente por aqui e, depois, pelo Twitter do ND. Aproveito para reproduzir por aqui o texto de resumo da premiação que eu fiz para o jornal. Buenas noches y hasta la vista!

 

Em uma noite carregada de discursos políticos, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood promoveu a entrega do Oscar em Hollywood. Como esperado, Mad Max: Estrada da Fúria conquistou quase todos os prêmios técnicos, somando seis estatuetas no total, enquanto Spotlight: Segredos Revelados foi consagrado como o Melhor Filme. O Regresso, apontado por muitos como o favorito para Melhor Filme, venceu em Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Fotografia.

Durante quase toda a noite o Oscar apresentado por Chris Rock debateu o racismo e a falta de indicados negros na premiação. O vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden fez uma aparição diferenciada para chamar a atenção para o problema da violência contra as mulheres e chamou ao palco Lady Gaga. Apesar de ser a favorita na categoria Melhor Canção Original, a artista perdeu o Oscar para a canção de Sam Smith. Ele, ao subir para fazer o discurso de agradecimento, levantou o terceiro tema relevante da noite: o respeito a gays e lésbicas.

Fechando a lista de discursos políticos, o diretor Alejandro González Inãrritu pediu para as pessoas encararem a cor da pele como algo irrelevante, já que todos são iguais, e o ator Leonardo DiCaprio pediu para que as pessoas tenham mais cuidado com o mundo e com a Natureza. “Não vamos ignorar o planeta e não vamos ignorar esta noite”, finalizou DiCaprio. O brasileiro Alê Abreu, indicado com O Menino e o Mundo na categoria Melhor Animação, perdeu a estatueta para o favorito Divertida Mente.

 

Confira, a seguir, a lista de todos os premiados no Oscar 2016:

– Melhor Filme: Spotlight

– Melhor Diretor: Alejandro González Iñarritu, por The Revenant

– Melhor Ator: Leonardo DiCaprio, por The Revenant

– Melhor Atriz: Brie Larson, por Room

– Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance, por Bridge of Spies

– Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander, por The Danish Girl

– Melhor Documentário: Amy

– Melhor Filme em Língua Estrangeira: Son of Saul

– Melhor Animação: Inside Out

– Melhor Roteiro Adaptado: The Big Short

– Melhor Roteiro Original: Spotlight

– Melhor Edição: Mad Max: Fury Road

– Melhores Efeitos Visuais: Ex Machina

– Melhor Fotografia: The Revenant

– Melhor Edição de Som: Mad Max: Fury Road

– Melhor Mixagem de Som: Mad Max: Fury Road

– Melhor Trilha Sonora: The Eight Hateful

– Melhor Maquiagem e Cabelo: Mad Max: Fury Road

– Melhor Design de Produção: Mad Max: Fury Road

– Melhor Figurino: Mad Max: Fury Road

– Melhor Canção Original: “Writing’s On the Wall”, do filme Spectre

– Melhor Curta: Stutterer

– Melhor Curta Documentário: A Girl in the River: The Price of Forgiveness

– Melhor Curta de Animação: Bear Story

 

E vale dar a foto história de Spotlight vencendo como Melhor Filme:

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Creed – Creed: Nascido para Lutar

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Houve um tempo em que o boxe, assim como o futebol, era visto como uma alternativa de futuro para jovens pobres e sem muitas perspectivas na vida. Quando eu era criança, lembro bem de acompanhar na televisão alguns grandes nomes que se digladiavam em busca do dinheiro que eles, aparentemente, só conseguiriam em um ringue. A lenda de Rocky Balboa surgiu neste contexto. Creed aparece em cena para resgatar este espírito, assim como o legado da grife de filmes estrelados por Rocky antes que o personagem não consiga mais aparecer em novas produções.

A HISTÓRIA: Começa em Los Angeles em 1998. Um grupo de meninos é enfileirado por um agente até que o alarme soa e os guardas ficam sabendo de uma briga na ala 1. Na sala de recreação diversos jovens estão se batendo, mas em especial dois. Corta. Mary Anne (Phylicia Rashad) chega para visitar Adonis (na infância interpretado por Alex Henderson e, depois, por Michael B. Jordan) e fica sabendo que ele está em isolamento porque participou novamente de uma briga. Mary Anne vai falar com ele, perguntando a razão da briga.

O menino diz que o outro rapaz tinha falado uma bobagem sobre a mãe dele. Mary Anne conta que era a esposa do pai dele, Apollo Creed, e convida o garoto para morar com ela. Ele aceita. Corta. Adulto, Adonis se prepara em Tijuana, no México, em 2015, para entrar em mais uma luta. A partir daí, acompanhamos a trajetória dele para seguir nos ringues, o que inclui ele procurar Rocky Balboa (Sylvester Stallone) como treinador.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Creed): Serei franca. Só assisti a esse filme porque Sylvester Stallone começou a ganhar alguns dos principais prêmios como Melhor Ator Coadjuvante na temporada pré-Oscar. E como estou novamente na missão de assistir ao máximo de filmes com alguma chance na maior premiação do cinema de Hollywood, resolvi encarar Creed.

Minha expectativa, admito, não era muito boa para esse filme. Afinal, o que ele poderia apresentar de muito diferente do que já conhecemos da série de produções sobre Rocky Balboa? De fato, ele não apresenta nada novo. Não há inovação aqui. Mas sempre que uma história retoma algo que conhecemos, o importante é se ela, neste processo, respeita o espírito do original. E isso é algo que Creed faz, ainda que de forma mais inacabada que o Rocky original.

Uma ideia que perpassa toda essa produção é a do legado. Que legado Rocky Balboa e Apolo Creed deixaram? Que legado Adonis Creed quer deixar? Esse é o conceito que justifica o filme e que garante que ele tenha atratividade. Rocky Balboa veio da periferia, sem grandes perspectivas na vida, e lutou muito para ter uma oportunidade e crescer no boxe. A principal motivação dele sempre foi o amor de Adrian (Talia Shire) e, claro, a própria vontade de sobreviver e vencer os desafios – defendendo, sempre, que o maior inimigo dele era ele mesmo.

No caso de Creed, temos novamente um garoto que cresce sem perspectivas no centro das atenções. Mas diferente de Rocky, ele é adotado pela viúva traída de Apollo Creed. Sendo assim, Adonis tem uma boa educação, uma casa luxuosa – fruto das lutas do pai – e perspectivas na vida. Mas a vocação dele e o desejo de manter o legado do pai falam mais alto. Adonis aposta na carreira no boxe e, com dificuldade de ser treinado por outras pessoas, vai atrás de Rocky Balboa.

Em paralelo a essa busca de Adonis por seguir o caminho do pai que ele não chegou a conhecer – história clássica, convenhamos -, claro que é preciso existir um romance. A exemplo de Rocky e sua Adrian, Adonis encontra a jovem cantora e compositora Bianca (Tessa Thompson). A motivação principal do protagonista deste filme é mostrar que ele tem talento e que pode continuar com o legado do pai, mas Bianca entra em jogo para motivá-lo.

Até aqui, como se pode notar, nada de novo. O que é bacana na história e torna o filme interessante é ver como tudo mudou desde que Rocky estourou há 40 anos. Não apenas há um encontro de gerações em Creed, como também temos uma leitura interessante sobre a passagem do tempo. Sylvester Stallone aparece como um personagem bastante real. Ele teve um passado de glória mas, agora, vive uma vida comum e sem muita emoção.

A mulher dele morreu. O filho, sentindo o peso do nome do pai, mora longe. Rocky se afastou do boxe e só volta a pisar em uma academia e em um ringue depois que Adonis pede a sua ajuda. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Quando descobre que tem um câncer, ele não faz muita questão de tentar lutar para sobreviver. Afinal, ele não tem mais a pessoa que ele amava perto. Como ele diz em uma parte importante do filme – sequência na qual ele se sai muito bem -, enquanto a vida dele seguiu em frente, ele ficou para trás.

Mas todos sabemos que este não é o Rocky Balboa. Quem lembra da trajetória dele sabe que normalmente acontecia o mesmo: quando Rocky enfrentava os seus principais desafios ele primeiro apanhava, levava bastante na cabeça, para só depois começar a revidar quando ninguém mais imaginava que isso seria possível. Pois bem, em Creed acontece o mesmo. Rocky passa a experiência que Adonis precisa e o filho de Apollo incentiva Rocky a seguir lutando, a não desistir.

Esse encontro de gerações é bacana. Mérito do bom roteiro de Ryan Coogler e de Aaron Covington, desenvolvido a partir da história imaginada por Coogler e sobre alguns dos personagens criados por Stallone há 40 anos. Ainda que o filme não tenha nada de inovador e nem reinvente o gênero, ele lança um novo frescor para a história de Rocky e Apollo, dando uma sobrevida para o legado dos dois. Também é bacana ver elementos da cultura (incluindo a música e a tecnologia) contemporânea nesta história.

As relações humanas evoluíram neste tempo e isso é mostrado no filme. Um exemplo é a personagem de Bianca, muito mais independente, liberada e direta do que a Adrian de décadas atrás. Ainda que a mulher que deixou Rocky apaixonado também tivesse opinião e caráter, ela não tinha uma presença tão marcante quanto a garota que deixou Adonis encantado.

Boa a sacada dos roteiristas de resgatar um filho bastardo do ídolo Apollo Creed para trazer à tona, novamente, valores daquela relação construída entre Rocky e Apollo. Afinal, um ringue não é terreno apenas de rivalidade, mas também de respeito – prova disso são os dois primeiros Rocky. Aliás, a exemplo do filme de 1976, em Creed o protagonista também perde a luta, mas não a honra. Bacana esse resgate e esta mensagem.

Algo que evoluiu neste tempo todo também foi a direção e os efeitos especiais que propiciam, hoje, lutas muito mais convincentes e realistas do que antigamente. Basta olhar algumas das imagens dos filmes anteriores do Rocky, especialmente do primeiro, para ver como a gravação destas cenas evoluiu. No primeiro Rocky dava para perceber que os pugilistas nem se tocavam. Agora o realismo é bem outro.

Como pede a regra de um filme que apela para o emocional como este Creed, a história tem altos e baixos e cresce especialmente no final. Na reta final da luta decisiva de Creed, quando ele diz o que lhe motiva – ele quer demonstrar que ele não foi um erro -, é o auge da produção. Pode emocionar quem estiver mais suscetível. No fim das contas, se este é um filme sobre legado e uma homenagem ao personagem de Rocky e a tudo o que ele representa, Creed mostrou ao que veio. Dá conta do recado, apesar de ser muito, extremamente previsível. Ainda assim, para quem cresceu vendo Rocky, vale o ingresso.

NOTA: 8.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Fiquei imaginando, agora, como a leitura de Creed para quem não cresceu vendo aos filmes do Rocky deve ser diferente da leitura daqueles que passaram por esta experiência. Sem dúvida o olhar será bem diferente. Como ficou evidente na crítica acima, faço parte do grupo que assistiu aos filmes do personagem criado por Sylvester Stallone. Comecei a vê-los nos anos 1980, quando a série de filmes já estava lá pelo quarto – o primeiro, como dito antes, era de 1976; o segundo foi lançado em 1979; o terceiro em 1982 e o quarto, em 1985. O quinto viria em 1990. Assisti aos primeiros quando eles já não eram novidade. O último, Rocky Balboa, de 2006, não vi. Mas deve ser uma experiência ainda mais interessante para quem assistiu a todos ver este Creed.

O filme dirigido, roteirizado e com argumento original de Ryan Coogler segue a premissa dos filmes originais com Rocky Balboa. Nesta história estrelada por Michael B. Jordan há um garoto que quer lutar até o final porque tem algo a provar, há uma garota que o motiva e um técnico que lhe inspira e lhe dá as coordenadas para avançar. No caminho dele há adversários para vencer e ganhar experiência antes do confronto final com um lutador quase imbatível. Esta é a premissa básica e que segue sendo válida em Creed.

Revendo algumas cenas dos filmes anteriores de Rocky algo eu notei de diferente neste Creed: ele tem a linguagem de filmagem das lutas de boxe e das outras modalidades de luta atual e poupa o espectador de um embate que parece não ter fim. A edição joga um papel mais importante desta vez. Há produções do Rocky de antigamente, especialmente no quarto filme, em que parece que a luta final não vai terminar nunca. Chega a ser angustiante.

Falando na história que procede esta produção, acho que vale resgatar algumas sequências de filmes anteriores do Rocky. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Por exemplo, achei importante ver ao final de Rocky I (que pode ser acessado aqui), quando Rocky perde para Apollo, e o final de Rocky II, quando o personagem de Stallone ganha a duras penas de seu principal adversário (confira aqui).

Vale também dar uma conferida no que acontece em Rocky IV para entender várias referências feitas em Creed. Neste filme é possível ver quando Apollo Creed é trucidado pelo russo Ivan Drago (neste link) e quando Rocky vai a desforra contra o “inimigo” russo (neste vídeo). Lembrando que o quarto filme da série Rocky foi lançado em 1985, quando Estados Unidos e União Soviética ainda viviam os anos da Guerra Fria.

A trilha sonora de Creed é bem interessante, com algumas composições que tornam o filme contemporâneo. Mas quem acompanhou a história de Rocky fica especialmente arrepiado com as releituras que são feitas da música que virou um dos grandes clássicos do cinema. Pessoalmente eu me arrepiei com o final do filme em que a música aparece na trilha sonora.

Ryan Coogler acerta na homenagem que faz para Rocky. E este era o momento, já que não sabemos por quanto tempo mais teremos Stallone atuando. A direção dele é competente, tem ritmo e utiliza referências que o público atual está acostumado – especialmente as lutas se parecem com o que podemos ver nos canais de TV à cabo. Faz sentido. O único pecado de Coogler é que ele exagera um pouco na mão, a meu ver, na simplicidade do personagem principal. Ele teve uma formação boa e, ainda assim, 40 anos depois, se parece com o simplório Rocky Balboa do princípio da saga. Não era necessário ter um protagonista tão simplista. Também achei exagerada a cena em que Adonis “ressuscita” no ringue após lembrar do pai. Outra sequência desnecessária por ser pouco crível. Para contrabalancear, há várias cenas bem legítimas no filme – especialmente grande parte das sequências com Stallone.

Michael B. Jordan se esforça no papel de Adonis Creed, mas não achei a interpretação dele inesquecível. Sylvester Stallone, por outro lado, é a surpresa do filme. Ele realmente dá legitimidade para a história e chega a emocionar em alguns momentos. Está muito bem. Entre os coadjuvantes, Tessa Thompson e Phylicia Rashad estão bem em seus respectivos papéis como Bianca e Mary Anne Creed. Tony Bellew também convence como “Pretty” Ricky Conlan. Em papéis menores e menos “marcantes” estão Gabe Rosado como Leo “The Lion” Sporino e Ritchie Coster como Pete Sporino, respectivamente filho e pai treinador que viram os primeiros alvos do promissor pugilista Adonis.

Da parte técnica do filme, além da competente direção de Coogler, merecem menção o ótimo trabalho de edição da dupla Claudia Castello e Michael P. Shawver; a trilha sonora coerente e interessante de Ludwig Göransson; e a direção de fotografia de Maryse Alberti. Também funcionam bem a direção de arte de Danny Brown e Jesse Rosenthal; o design de produção de Hannah Beachler; a decoração de set de Amanda Caroll; a maquiagem feita por nove profissionais; e os figurinos de Antoinette Messam e Emma Potter. Uma boa equipe selecionada a dedo.

Creed estreou no dia 25 de novembro no Canadá e nos Estados Unidos. Depois ele iria estreando, gradativamente, nos outros mercados – fazendo uma pré-estreia no Brasil na Comic Con Experience.

Esta produção teria custado US$ 35 milhões e faturado até ontem, dia 3 de fevereiro, pouco mais de US$ 108,7 milhões apenas nos Estados Unidos. Nos outros mercados em que a produção já estreou ela faturou outros US$ 51,9 milhões. Ou seja, o filme tem um apelo todo especial nos Estados Unidos, terra de Stallone e de seu personagem Rocky. Dá para entender a comoção do público toda vez que Stallone ganha um prêmio por causa deste trabalho. No somatório das bilheterias, Creed superou a marca de US$ 160,6 milhões. Ou seja, deu lucro.

Até o momento Creed acumula 26 prêmios e 49 indicações – incluindo uma indicação ao Oscar para Sylvester Stallone como Melhor Ator Coadjuvante. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Sylvester Stallone; para o National Board of Review como Melhor Ator Coadjuvante para Stallone; e para outros 10 prêmios de Melhor Ator Coadjuvante para o ator que criou Rocky. O filme também recebeu prêmios pelo elenco de negros, com destaque para prêmios para Michael B. Jordan e Tessa Thompson, e prêmios para o diretor Ryan Coogler.

Creed foi filmado em diferentes locações nos Estados Unidos e no Reino Unido. A produção foi rodada em Liverpool, Philadelphia, Chester, Las Vegas e em Londres.

Agora, algumas curiosidades sobre a produção. Durante o treinamento de Adonis, há uma cena em que ele usa uma camiseta que diz “Por que eu quero lutar? Porque eu não posso cantar e dançar…”. Esta é uma frase que Rocky diz para Adrian na sequência em que eles estão patinando no gelo no primeiro Rocky.

Este é o primeiro filme da série Rocky que não tem roteiro escrito por Sylvester Stallone.

Quando Creed foi lançado Stallone tinha a mesma idade que Burgess Meredith quando o primeiro Rocky foi lançado. Curiosidade e coincidência interessantes.

Sylvester Stallone disse em uma entrevista no Morning Call que ele quer seguir interpretando Rocky nos próximos filmes sobre Adonis Creed.

Este é o filme mais longo da série com o personagem Rocky.

Inicialmente Sylvester Stallone não queria saber de Creed. Ele estava satisfeito com Rocky Balboa, o último filme da série, e acho que eles não deveriam resgatar o personagem. No fim das contas ele acabou sendo convencido por Ryan Coogler. Que irônico, não? Por pouco Stallone não boicota o filme que lhe daria a redenção como ator. Ele já ganhou diversos prêmios importantes e agora corre o risco de levar o primeiro Oscar da carreira.

Quando Creed estava em pré-produção o filho mais velho de Stallone, Sage Stallone, morreu vítima de um ataque cardíaco. O ator disse que quase entrou em colapso, mas o diretor Ryan Coogler convenceu Stallone a encarar o filme como se ele fosse uma homenagem para o filho – afinal, a história de Creed tem, claramente, uma relação de pai e filho entre Adonis e Rocky. Embora ele tenha ficado resistente no início, no Globo de Ouro Stallone comentou que o filme ajudou ele a superar a perda de Sage.

Ryan Coogler, que cresceu assistindo aos filmes de Rocky com a família, queria fazer uma história bem pessoal a exemplo do que ele tinha feito antes com Fruitvale Station. O fato dele ter construído a história utilizando a base dos fãs e a cultura pop foi um bônus.

Tessa Thompson é música na vida real. Ela compôs três músicas que fazem parte da trilha sonora de Creed: Grip, Breathe e Shed You.

O diretor Ryan Coogler estreou no cinema em 2009 com o curta Locks. Ele faria ainda dois outros curtas antes de estrear em longas com Fruitvale Station. Creed é o segundo longa do currículo do diretor que foi confirmado como o responsável por Black Panther, produção aguardada para 2018.

Os usuários do site IMDb deram a nota 8 para Creed. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 210 críticas positivas e 14 negativas para a produção, o que lhe garante uma aprovação de 94% e uma nota média de 7,8. Minha avaliação ficou bem próxima deles desta vez. 😉

Esta é uma produção 100% dos Estados Unidos. Por isso o filme atende a uma votação aqui no blog que pedia produções deste país.

CONCLUSÃO: Não há nada de novo em Creed. Se você já assistiu ao primeiro Rocky e, talvez, a alguns dos filmes da grife que vieram na sequência, não será nada surpreendido por este novo filme. Mas justamente isso que é importante. Creed claramente não quer reinventar a roda, apenas lembrar a sensação que tivemos ao ver bons filmes do gênero. Apesar da história ser manjada e do espectador já saber o que esperar pela frente, Creed faz um resgate importante e eficaz de alguns dos preceitos da grife que fez a fama de Sylvester Stallone.

De fato ficamos com a ideia do legado em mente. Nada mais justo, assim, que Stallone ser, pela primeira vez na vida, tão premiado por causa de um filme. O passar do tempo faz bem para algumas histórias e pessoas. E isso parece ter acontecido com o legado de Rocky Balboa e com o desempenho mais humano e frágil de Stallone. No fim das contas, até que não será um crime se o ator ganhar um Oscar como coadjuvante. 😉

PALPITES PARA O OSCAR 2016: Neste ano o senhor Sylvester Stallone completa 70 anos no dia 6 de julho. Como presente de aniversário antecipado ele pode receber uma estatueta dourada da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood no próximo dia 28 de fevereiro. Quando ele ganhou o Globo de Ouro por seu papel em Creed, achei que ele ganhar o Oscar poderia ser uma grande injustiça. Mas não.

Admito que Sylvester Stallone está bem em seu papel e que francamente pode ganhar o Oscar sem que isso seja uma injustiça. Também seria interessante ver ele ganhando a estatueta dourada pelo filme que abriria a grife Rocky Balboa 40 anos depois – Rocky é de 1976. No ano seguinte, 1977, Stallone concorreu duas vezes ao Oscar, como Melhor Ator e como Melhor Roteiro Original – era dele o roteiro de Rocky. Não ganhou nenhuma das estatuetas, mas pode levar a primeira em 2016.

Um dos fatores que explica Stallone com chances reais de ganhar o Oscar é que este é um ano fraco na categoria Melhor Ator Coadjuvante no Oscar. Com isso não quero dizer que Mark Rylance (de Bridge of Spies, comentado aqui), Christian Bale (de The Big Short, com crítica neste link), Mark Ruffalo (de Spotlight, com texto aqui) e Tom Hardy (de The Revenant, com crítica neste link) não sejam bons atores. Pelo contrário. Eles são muito bons, na maior parte das vezes – com exceção de Hardy que, para mim, é um Mel Gibson copiado, com a mesma cara de louco papel após papel.

Mesmo os outros quatro atores que competem com Stallone sendo bons e competentes, no fundo ninguém faz um trabalho arrebatador. Para o meu gosto, Bale e Ruffalo estão bem e até mereciam uma estatueta. Assim como Rylance. Mas nenhum deles está soberbo, irretocável, com um trabalho acima de qualquer suspeita. E daí temos Stallone em uma de suas interpretações mais legítima e humana.

Neste contexto, não seria absurdo ver o ator ganhar o Oscar. Na verdade, até eu torço por ele. Afinal, dificilmente ele terá outra chance como essa para ganhar um Oscar. E mesmo ele não sendo, exatamente, um bom ator, ele é um das figuras que ajudaram a fazer o cinema – especialmente o de ação. Por que não reconhecer o legado que ele deixou no cinema enquanto ele ainda está vivo? Acho digno e acho bacana. Francamente, não vou me surpreender se ele realmente levar o prêmio este ano.

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E o Globo de Ouro foi para… (cobertura online e todos os premiados)

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Saudações queridos leitores e leitoras deste blog.

Como vocês bem sabem, tenho como tradição acompanhar todos os anos a entrega do Oscar, prêmio máximo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Desde que eu estreei o blog, em agosto de 2007, apenas em 2010 eu fiz uma experiência de cobertura do Globo de Ouro – pelo blog e, especialmente, pelo Twitter (veja como foi por aqui).

Mas desta vez resolvi acompanhar também a premiação menos badalada mas, todos dizem, mais divertida do Golden Globes (Globo de Ouro), entregue todos os anos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. Diferente do Oscar, concentrado apenas na indústria do cinema, o Globo de Ouro tem algumas categorias do cinema e outras da TV norte-americana.

A transmissão do tapete vermelho está sendo feita pelo canal E! Entertainment e também pelo site do Globo de Ouro. Confira aqui o que está acontecendo antes da premiação começar.

O Globo de Ouro sempre antecede a entrega do Oscar em mais de um mês. Para quem acompanha a premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ele é mais um termômetro para o maior reconhecimento do cinema dos Estados Unidos. Algumas vezes há coincidência entre os premiados, mas isso não acontece sempre.

No ano passado, por exemplo, enquanto o Globo de Ouro premiou Boyhood como Melhor Filme – Drama, o Oscar consagrou Birdman. Entre os atores, houve coincidência entre as duas premiações: tanto no Globo de Ouro quanto no Oscar ganharam a disputa principal Eddie Redmayne e Julianne Moore. O mesmo aconteceu nas categorias de coadjuvante, com J.K. Simmons e Patricia Arquette levando as estatuetas das duas premiações. Na categoria Melhor Diretor, novamente, não houve coincidência entre Oscar e Globo de Ouro: enquanto no primeiro o vencedor foi Alejandro González Iñarritu, no segundo o premiado foi Richard Linklater.

Isso comprova que o Oscar não repete o Globo de Ouro sempre, mas que há muitas coincidências entre as duas premiações. Por isso mesmo é interessante acompanhar o Globo de Ouro – eu mesma tenho utilizado a lista de indicados da premiação para me guiar na escolha dos filmes para assistir pensando no Oscar.

Tenho achado o tapete vermelho do site oficial do Golden Globes o mais interessante até agora. Afinal, ali o áudio está aberto, no melhor estilo “bastidores reais”. Tem uma figura que deve estar fotografando que sempre pede com a sua voz fina e um pouco esganiçada para os astros e estrelas virarem para a direita. Divertido!

Entre os astros e estrelas que apareceram no tapete vermelho até agora, gostei de Brie Larson com um vestido longo dourado. Ela está ótima em Room e, francamente, estou torcendo por ela hoje à noite. Ainda que, claro, Cate Blanchett levar a estatueta não seria uma injustiça. A interpretação de Saoirse Ronan ainda não vi para opinar a respeito. Na entrevista no E! ela disse que estava vestindo um Calvin Klein feito especialmente para ela. Linda.

Como era esperado, a cobertura do canal TNT começou as 22h. Ainda com o tapete vermelho. Will Smith, indicado como Melhor Ator – Drama por Concussion, comentou que é importante ser indicado por um filme que tem uma mensagem. Taraji P. Henson, da série Empire, fala sobre a importância de estar no Globo de Ouro, uma premiação com projeção internacional. Ela usava um vestido Stella McCartney.

Em seguida apareceu em cena a maravilhosa Helen Mirren, que acumula 14 indicações no Globo de Ouro. Neste ano ela concorre como Atriz Coadjuvante por Trumbo – filme que tem ainda o genial Bryan Cranston no elenco. Estou curiosa para vê-lo. Alicia Vikander, indicada em duas categorias do Globo de Ouro, aparece na sequência. Estou curiosa para ver o desempenho dela em The Danish Girl – aonde ela contracena com Eddie Redmayne.

O Globo de Ouro 2016 será apresentado por Ricky Gervais, um grande ator, roteirista e produtor. Responsável pela genial série de TV The Office, estou confiante que ele se sairá bem na apresentação de hoje.

No tapete vermelho, o superastro Harrison Ford. Ele diz que está muito agradecido pelo sucesso do último Star Wars. Ele vai entregar a homenagem do Globo de Ouro para outro ator de grande peso: Denzel Washington. Gostei, em especial, do brinquinho prateado que ele usava em uma das orelhas. Estiloso.

Depois de Jennifer Lopez aparecer em cena em um vestido colado amarelo, temos o prazer de ver Eddie Redmayne. Eleito o homem mais bem vestido da Inglaterra, ele está muito bem vestido nesta noite. Ano passado, como eu comentei, Redmayne ganhou como Melhor Ator no Globo de Ouro e no Oscar e, este ano, está concorrente novamente como Melhor Ator – Drama por The Danish Girl.

A premiação propriamente dita vai começar as 23h. Até lá, overdose de tapete vermelho. 😉

Sylvester Stallone com a esposa e suas três filhas Ele está indicado a Melhor Ator Coadjuvante. Incrível. Em seguida aparece outra veterana: Jane Fonda. Linda, super elegante e interessante, Jennifer Lawrence aparece em cena. Ela está indicada como Melhor Atriz – Musical ou Comédia por Joy. Estou curiosa para assistir a este filme também.

E agora em cena Leonardo DiCaprio, bem cotado para ganhar como Melhor Ator – Drama por The Revenant. Ele está cada vez melhor em seus papéis. Sobre o filme, ele comenta que sabia que enfrentaria dificuldades para fazer o papel, mas que tudo transcorreu bem e que eles estão contentes com o desempenho da produção nas bilheterias. The Revenant estourou nas bilheterias dos Estados Unidos, fazendo cerca de US$ 38 milhões na última semana.

Denzel Washington, que vai ganhar o prêmio Cecil B. DeMille neste Globo de Ouro, comenta que é uma honra receber este reconhecimento e mostra o papel em que anotou nomes que ele não quer esquecer de agradecer. Ele é, sem dúvida, um dos meus atores preferidos de todos os tempos. Merecido ganhar este e qualquer outro prêmio.

Algo interessante do tapete vermelho do Globo de Ouro é que os astros e estrelas aparecem com os seus acompanhantes, na maioria das vezes as suas famílias. Algo bacana de se ver.

A supertalentosa Rooney Mara, fantástica em Carol, aparece em cena. Ela diz que está muito orgulhosa de ter sido indicada junto com Cate Blanchett. Ela diz que não está pensando propriamente na premiação, mas que está orgulhosa pelo filme e por todos que trabalharam nele. Fofa!

Kirsten Dunst, em um vestido um tanto estranho, comenta que para ela é igual fazer TV ou cinema, porque para um ator o importante é estar envolvido em grandes produções. Ela tem razão. Há diversos anos a TV americana, inglesa e de outros países tem apresentado produções tão ou mais interessantes do que os cinemas de seus países. Sem ser entrevistada, mas apareceu em cena rapidamente Cate Blanchett, lindíssima. Torço por ela sempre – ainda que, admita, há outras atrizes ótimas concorrendo com ela este ano.

O Globo de Ouro 2016 entregará prêmios em 25 categorias. O filme mais indicado é Carol, com cinco chances de ganhar esta noite. Em segundo lugar, empatados com quatro chances, estão The Big Short, The Revenant e Steve Jobs. Pontualmente as 23h começou a cerimônia de premiação.

Ricky Gervais começou interpretando a persona de “mal-criado” e mandando todos calarem a boca. Ele disse que faria um monólogo e depois desapareceria. Em seguida, tomou um belo gole de um chope. Entre as piadas, brincou que a rede que estava transmitindo a premiação não tinha sido indicada em nada e por isso era imparcial. Em seguida, brincou que seria legal e nada ofensivo, diferente de anos anteriores.

Algumas piadas dele foram boas, mas muitas, cá entre nós, beeeeem sem graça. Só bebendo como boa parte da plateia para achar engraçado. Exemplo: de que a Igreja Católica odiou Spotlight, enquanto Roman Polanski achou este um dos melhores filmes já feitos. Em seguida ele falou dos principais indicados. Nada demais.

katewinslet1Na primeira entrega da noite, Kate Winslet ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante no Cinema. Ela ganhou por Steve Jobs. Interessante. Adoro ela. Em seu agradecimento, ela disse que estava completamente surpresa e maravilhada pelo prêmio. Em seguida, homenageou as mulheres, dizendo que elas tiveram ótimos papéis no ano. Kate Winslet sempre merece um prêmio. Na sequência ela diz que Michael Fassbender é uma lenda e que assistiria ele sem cansar sempre, além de dizer que ele estabeleceu um padrão muito alto para todos. Mega talentosa e simpática. E verdadeiramente surpresa pelo prêmio.

A segunda entrega da noite foi para Melhor Atriz Coadjuvante em Série de TV. E o Globo de Ouro foi para Maura Tierney por The Affair. Ouvi falar muito bem desta série, mas ainda não a assisti. Fiquei curiosa. Ainda assim, pena Joanne Froggatt não ter ganho – afinal, ela se despediu de Downton Abbey. Gosto de Maura Tierney. É uma atriz muito talentosa, sem dúvida. Agora resta assistir a The Affair. Ela agradeceu principalmente ao elenco e aos familiares.

Até agora gostei da dinâmica do Golden Globes. Fora a introdução meio xarope do Gervais, as entregas são agilizadas e bem diretas. Isso é bom.

Depois do intervalo, a entrega de Melhor Atriz em Série de TV – Musical ou Comédia. Quem ganhou foi Rachel Bloom de Crazy Ex-Girlfriend. Me desculpem a ignorância, mas nunca tinha ouvido falar da série. Bloom disse que a série quase não aconteceu porque o piloto foi rejeitado por quase todos, inclusive seis vezes no mesmo dia. Ela agradece a quem permitiu que a série acontecesse.

Na sequência foi entregue o prêmio para Melhor Série da TV – Musical e Comédia. E o vencedor veio da Amazon: Mozart in the Jungle. Bacana ver uma outra produtora de séries ganhar uma premiação como esta. Agora, sem dúvida, tenho que me atualizar com as séries – ainda que musicais não sejam o meu forte.

A linda e talentosa Viola Davis apareceu na sequência para apresentar cenas de Carol, um belo filme e que foi o mais indicado da noite.

Após o intervalo, Ricky Gervais voltou à cena. Ele disse que o Globo de Ouro não tem uma seção para os falecidos do ano para deixar a todos deprimido mas que, no lugar disso, há um discurso com o presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood.

Na sequência, Matt Damon apresenta ao filme The Martian, que ele estrela e é dirigido por Ridley Scott. A entrega seguinte foi para Melhor Telessérie ou Telefilme. E o prêmio foi para Wolf Hall, do canal inglês PBS. Não conheço a série, mas gostei de ver o ator Damian Lewis no grupo de premiados pela série. O produtor da série agradeceu a BBC e disse que sem ela produções como Wolf Hall não existiriam. E pediu para o governo inglês seguir apostando na TV.

O premiado na categoria Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme foi Oscar Isaac de Show Me a Hero. Isaac foi rápido nos agradecimentos, basicamente homenageando pessoas da equipe da série. A premiação do Golden Globes é mais rápida que a do Oscar mas, francamente, até agora, achei mais sem graça. É mais direta, objetiva, mas ainda prefiro as “firulas” e o espetáculo do Oscar. Mas ok, é bom acompanhar tudo.

Na volta do intervalo, os espectadores são apresentados a Spy, indicado a Melhor Filme – Musical ou Comédia. Lady Gaga e Tom Ford entraram na sequência para apresentar a categoria Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Telessérie ou Filme para a TV. E o vencedor foi Christian Slater por Mr. Robot. Estou louca para ver a essa série, aliás. Muito elogiada. Slater diz que é uma honra receber o prêmio e agradece ao roteirista de Mr. Robot por criar um personagem tão bom. Ele agradeceu também a esposa e Hollywood por permitir que ele possa fazer o que ele ama.

Na sequência foi entregue o Globo de Ouro por Melhor Trilha Sonora Original para o genial veterano Ennio Morricone, autor da trilha de The Hateful Eight. Quem recebeu o prêmio por ele foi Quentin Tarantino, diretor e roteirista do filme. Ele comenta que Morricone está na mesma categoria de Mozart e Schubert e que, até então, ele nunca tinha ganho um prêmio por suas trilhas nos Estados Unidos – apenas na Itália. Ele agradece muito a Morricone e a sua esposa. Figura! E Morricone, sem dúvida, é um dos grandes do cinema. Merece não apenas esse prêmio, mas qualquer outro de trilha sonora. Ele é um mito na área.

jonhamm1Gervais retorna para tirar um sarro de Donald Trump, que quer deportar estrangeiros. Em seguida aparecem as atrizes America Ferrera e Eva Longoria para apresentar a categoria Melhor Ator de Série de TV – Drama. E ganha o prêmio Jon Hamm, de Mad Men. Nesta categoria estava concorrendo o brasileiro Wagner Moura. Francamente Hamm merece o prêmio, especialmente pela despedida de Mad Men. Uma série que demorei um pouco para assistir mas que, de fato, é muito bem acabada. Hamm diz que não esperava receber o prêmio e agradece a todas as pessoas que permitiram que a série fosse realizada por tanto tempo. Francamente ele não era o favorito para a categoria, mas foi bacana terminar Mad Men com ele recebendo mais esse prêmio.

Mais um intervalo e, na volta, Gervais aparece para chamar as “grandes amigas” Jennifer Lawrence e Amy Schumer – a primeira de Joy e a segunda de Trainwreck. As atrizes apareceram para apresentar os vídeos de seus filmes – elas disputam entre si na categoria Melhor Atriz – Musical ou Comédia. Não sei, mas as piadas da noite estão difíceis. Ainda bem que os astros e estrelas em cena não precisam destes momentos para ganhar a vida.

Na sequência, Amy Adams apresenta a categoria Melhor Ator em Filme – Musical ou Comédia. E o ganhador foi… Matt Damon, por The Martian. Ele agradeceu pelo prêmio e mandou uma mensagem para os filhos. Damon pediu para eles irem para a cama e homenageou a esposa. Ele lembrou que começou a carreira há 18 anos e que teve muita sorte de ter feito The Martian com Ridley Scott. Até aonde eu acompanhei a vitória de Damon era mais que esperada. Não vi ao filme ainda, mas desconfio que ele esteja muito bem – afinal, temos Ridley Scott na direção.

Na volta dos comerciais, vence a categoria Melhor Filme de Animação a produção Inside Out, da Pixar e da Walt Disney. Favoritíssimo desta noite e também do Oscar. Perdi ele nos cinemas, mas quero assisti-lo em breve. Sucesso de público e crítica, sem dúvida.

Os atores Ryan Gosling e Brad Pitt entram em cena para uma das trocas mais interessantes até agora. Gosling brinca que tinham dito para ele que ele iria apresentar sozinho o vencedor… e na verdade nem é uma categoria. Eles subiram ao palco para apresentar The Big Short, concorrente na categoria Melhor Filme – Musical ou Comédia.

Os vencedores do ano passado Patricia Arquette e J.K. Simmons apresentam a categoria Melhor Ator Coadjuvante em Filme. E o prêmio foi para Sylvester Stallone. Primeira entrega que foi aplaudido pela plateia de pé. Stallone agradece a todos e diz que a última vez que ele esteve ali foi em 1977, e que agora tudo é diferente. Ele disse se considerar uma pessoa com sorte e agrade a muita gente, da mulher até o produtor de Creed. No final, ele agradece ao amigo imaginário Rocky Balboa, o “melhor amigo” que ele jamais teve. Interessante ver Stallone sendo reconhecido. Mas surpresa mesmo seria isso se repetir no Oscar. 😉

No retorno do intervalo, Mark Wahlberg e Will Farrell entram com óculos coloridos de 2016 para apresentar a categoria Melhor Roteiro. Farrell pede silêncio completo e enrola por um bom tempo antes do vencedor ser anunciado. E o Globo de Ouro como Melhor Roteiro foi para Aaron Sorkin por Steve Jobs. Para mim, francamente, foi uma grande surpresa. Ainda que ele seja um grande roteirista, eu esperava outro resultado. Sorkin diz que francamente não imagina que poderia ganhar. Nos agradecimentos ele homenageia a Danny Boyle e a todos do elenco.

Na sequência, o Globo de Ouro de Melhor Ator em Série de TV – Musical ou Comédia foi para Gael García Bernal por Mozart in the Jungle. Bacana. Um grande ator e que merece ser reconhecido. Não vi a série e aos demais concorrentes para saber se ele mereceu, mas foi legal vê-lo tão emocionado sobre o palco. Muito humilde. Agradeceu a toda a equipe da série, como é de praxe, e dedicou o prêmio para a música. Curti. Até porque cinema e música são as minhas grandes paixões – além do jornalismo, é claro.

sonofsaul1Mais um intervalo. No retorno, Helen Mirren e Gerard Butler apresentam a categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Eles brincam que para quem não os assiste, é possível ler as produções porque eles tem legenda. Visível piada com o fato dos americanos raramente verem filmes de fora do país. E o vencedor foi… Son of Saul. Mirren pediu palmas para os vencedores porque, segundo ela, esta foi a primeira vez que um filme da Hungria foi premiado. O diretor László Nemes agradece a todos que ajudaram o filme a ser realizado e comentou, no final, como o Holocausto jamais será esquecido. Tudo indica que Son of Saul será o favorito do Oscar também.

Na sequência vieram as indicadas na categoria Melhor Atriz em Minissérie, Telessérie ou Filme para a TV. E o Globo de Ouro foi para Lady Gaga por American Horror Story: Hotel. Uau! Lady Gaga ganhando um Globo de Ouro vai me fazer assistir a essa última edição da série. Na ida para o palco, Leonardo DiCaprio rindo muito. Não sei se dela ou de alguma piada paralela. 😉 Gaga comentou que se sente como a Cher e considerou esse um dos grandes momentos de sua vida. Isso Madonna não conseguiu. Gaga agradeceu genericamente a todas as pessoas do elenco que fizeram ela brilhar. Também disse que antes de ser cantora ela queria ser atriz. Demorando muito no discurso, subiu a música para interrompê-la. Visivelmente surpresa.

Francamente, até agora, me surpreenderam os prêmios para Steve Jobs e para Sylvester Stallone, falando de cinema. O primeiro caso pode render indicações para o Oscar, mas Stallone acho difícil ganhar no prêmio da Academia. Entre os premiados da TV, acho que não dá para ignorar os prêmios de Mozart in the Jungle. Fiquei com vontade de assistir a série. E o paralelo de Stallone na noite talvez seja Gaga – que me fez querer assistir ao último American Horror Story.

Após mais um intervalo, Kate Perry sobe ao palco para apresentar a categoria Melhor Canção Original em Filme. E a vencedora foi Writing’s on the Wall, do filme Spectre, escrita por Sam Smith e Jimmy Napes. Realmente grande fase do Sr. Sam Smith. Ele agradece a todos os envolvidos na produção, enquanto Napes afirma que foi um sonho ter escrito uma música para um filme de James Bond.

Ricky Gervais, que eu já achei que tinha se enterrado em um barril de chope, volta para falar sobre a relação dele com a emissora de TV. Faz referência a anos anteriores em que ele fez apresentações polêmicas. Tira sarro de figuras da platéia e chama Mel Gibson para subir ao palco. Gervais tira sarro de Gibson por causa da bebida, e Gibson responde que é bom revê-lo a cada três anos porque o encontro lhe recorda que ele tem que fazer uma endoscopia. Gibson com aquela cara clássica de louco apresenta o clipe de Mad Max: Fury Road.

Em seguida, aparecem os indicados na categoria Melhor Série de TV – Drama. E o Globo de Ouro foi para… Mr. Robot. Era previsto mas, mesmo assim, sempre vou torcer por Game of Thrones. Com mais esse prêmio para a série fiquei ainda mais com vontade de assisti-la. Para vocês que conhecem todas as séries que concorreram nesta categoria (a saber: Empire, Narcos e Outlander além de Game of Thrones), Mr. Robot realmente mereceu? O diretor Sam Esmail agradece a todos os envolvidos na série, especialmente ao elenco, cumprimenta a noiva Emmy Rossum e manda um recado para o seu pessoal na Índia. Bacana ver alguém como ele, que tem as bases fora dos Estados Unidos, fazendo referência para as suas origens.

Na volta de mais um intervalo, Tom Hanks brinca a respeito do resfriado que ele tem e também com Denzel Washington. Ele fala sobre os grandes atores que marcaram as suas épocas, destes atores que não podem ser copiados mas, no máximo, imitados. E que isso não lhes trará frutos. Atrizes e atores deste naipe são conhecidos apenas por um nome. Ele cita vários, e comenta que um deles é o homenageado da noite. Hanks diz que Denzel Washington deixou um legado honrado, superlativo, e que ele se iguala a qualquer outro da história do cinema que virou referência de uma época.

Bacana o trailer com um resumo do trabalho de Denzel neste tempo todo de carreira. Hanks chama o colega para o palco e ele é aplaudido pela plateia de pé. Não tinha como ser diferente. Um ator que merece ser ovacionado é ele, sem dúvida. Denzel subiu ao lado da mulher e de um dos filhos e chamou o restante da família antes de discursar. Mas lembrou que um dos filhos, cineasta, estava ausente porque está fazendo a sua tese. Ele agradeceu pelo prêmio e pela imprensa estrangeira por ter acompanhado a carreira dele por tanto tempo. Entre os agradecimentos, destaca o primeiro agente que ele teve; a mãe por ter convencido o pai a comprar lâmpadas mais fortes ao invés de economizar em energia; e agradeceu à família antes de pedir que Deus abençoe a todos.

Mais um intervalo – falha de memória minha ou o Oscar não tem tantas paradas assim? Enfim… No retorno, Chris Evans apresentou o vídeo de Spotlight, indicado a Melhor Filme de Cinema – Drama. Ricky Gervais volta para chamar ao palco Morgan Freeman. O grande ator sobre ao palco para apresentar os indicados a Melhor Diretor em Filme. E o vencedor foi… Alejandro González Iñarritu por The Revenant. Francamente? Eu já esperava. Ele realmente faz mais um grande, grande trabalho com o filme estrelado por Leonardo DiCaprio. Iñarritu diz que todo filme é difícil de ser feito, mas que ainda assim o ano em que ele fez The Revenant foi o mais difícil que ele teve. O diretor relembra o que todos da sala sabem: que dor é temporária, mas que um filme é para sempre. Iñarritu também agradece a todos os produtores e aos estúdios envolvidos. Finalizou agradecendo, em especial, o elenco, chamando DiCaprio de herói e do grande responsável por essa que foi a sua grande experiência como diretor.

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Correndo contra o tempo, apresentaram a categoria Melhor Atriz em Série de TV – Drama. E o Globo de Ouro foi para Taraji P. Henson, de Empire. Não assisti a essa série ainda, mas sei que ela virou um fenômeno nos Estados Unidos. Agora, mais que antes, fiquei curiosa para assisti-la. Henson ganhar de Viola Davis e Robin Wright é porque seu trabalho tem que ser incrível. Quiseram interromper o discurso dela, mas ela pediu para darem mais tempo porque ela esperou 20 anos por isso. Entre os agradecimentos, os especiais foram para o elenco e a equipe.

Logo após mais um intervalo, Michael Keaton sobe ao palco para relacionar as indicadas na categoria Melhor Atriz em Filme – Musical ou Comédia. E o Globo de Ouro foi para Jennifer Lawrence por Joy. Hollywood realmente gosta dela. Se é o melhor desempenho entre as concorrente eu não sei porque, francamente, não assisti a nenhum dos filmes concorrentes. Lawrence agradece pelo prêmio e, em especial, pelo trabalho do diretor David O. Russell, elogiando o fato dele fazer cinema porque ele ama e não pelo que os outros possam falar de seus filmes.

Na sequência, Maggie Gyllenhaal sobe ao palco para apresentar a mais um concorrente na categoria Melhor Filme de Cinema – Drama, o maravilhoso Room. E depois, mais um dos intermináaaaaaveis intervalos da premiação.

No retorno, o talentoso e querido ator Tobey Maguire apresenta o vídeo do filme The Revenant, que está concorrendo na categoria Melhor Filme de Cinema – Drama. Na sequência, Jim Carrey tira sarro sobre ter sido premiado no Golden Globe e sobre o que ele sonha, que é ganhar mais um prêmio deles. Ele brinca de como o Globo de Ouro é importante e apresenta os indicados a Melhor Filme em Cinema – Musical ou Comédia. E o vencedor foi… The Martian. Ridley Scott caminha para o palco e é aplaudido de pé pela plateia.

Ele agradece pelo prêmio e brinca que achou que ganharia um Globo de Ouro após a sua morte. Ele faz uma menção muito bacana sobre os outros filmes concorrentes e que acha que fez um bom filme. Citou o sucesso de Star Wars, antes de homenagear o roteirista, Matt Damon e todas as pessoas que fizeram parte do projeto. Mesmo ele sendo Ridley Scott, não se furtaram de colocar a música para pressioná-lo a parar de falar. Ele tinha uma boa lista para falar e foi até o final dela. Ridley Scott é gênio e sempre merece ser reconhecido. Mas é preciso assistir aos concorrentes para ter certeza se foi justo.

Após mais um intervalo, Ricky Gervais retorna para chamar ao palco Eddie Redmayne. Esse ator supertalentoso aparece para listar as indicadas na categoria Melhor Atriz em Cinema – Drama. E o Globo de Ouro foi para… Brie Larson, do filme Room. Que legal! Ela pode até não ganhar ao Oscar, mas pelo menos levou o Globo de Ouro. Ela está ótima no filme. Larson agradece pelo prêmio e diz que foi um prazer conhecer as pessoas da associação de imprensa. Os agradecimentos dela começam pela roteirista de Room e segue pelas demais pessoas da produção, dizendo que metade do prêmio é também de Jacob Tremblay. Ela tem razão. Os dois dividem os méritos igualmente.

Rapidinho, porque o prêmio parece estar atrasado, sobe ao palco Julianne Moore para apresentar os indicados na categoria Melhor Ator em Cinema – Drama. E o Globo de Ouro foi para… Leonardo DiCaprio, por The Revenant. Bola bem cantada, diga-se. Ele é aplaudido por toda a plateia de pé. DiCaprio agradece ao prêmio e comenta que é uma honra ser premiado com tantos ótimos atores concorrendo na mesma categoria. Ele homenageia Iñarritu, por sua visão e direção precisa. Complementa dizendo que ele nunca teve uma experiência como essa em sua vida, e agradece ao restante do elenco, assim como ao técnico de maquiagem que fez parte de The Revenant. DiCaprio ainda agradeceu a sua equipe, seus pais, seus amigos e terminou homenageando aos indígenas, dizendo que eles devem lutar por manterem as suas terras livres dos exploradores.

Mais um intervalo e, depois dele, a última categoria do Globo de Ouro 2016: Melhor Filme de Cinema – Drama. Até o momento, os grandes derrotados da noite foram, nesta ordem, Carol e The Big Short. Finalizando a premiação, Harrison Ford subiu ao palco para apresentar os finalistas da categoria. E o Globo de Ouro foi para… The Revenant. Iñarritu sobre ao palco mais uma vez e termina de listar os nomes que precisavam ser agradecidos, dando destaque, entre outros, aos nativos dos Estados Unidos. Sem dúvida The Revenant é um filme muito bem feito, mas não achei, até o momento, o melhor do ano. Tenho outras preferência. E ganhar o Globo de Ouro é uma coisa, o Oscar é outra. Logo veremos o que vai acontecer na premiação da Academia.

Finalizada a entrega do Globo de Ouro, dá para dizer que o grande premiado da noite foi The Revenant, vencedor em três categorias, seguido de Steve Jobs e de The Martian que ganharam em duas categorias. Francamente acho que o Oscar não vai repetir todos os premiados, mas se o repeteco entre os atores for repetido, ficarei feliz – Leonardo DiCaprio e Brie Larson merecem ganhar.

Resumindo a noite, os premiados no Globo de Ouro 2016 foram os seguintes:

  • Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema: Kate Winslet por Steve Jobs
  • Melhor Atriz Coadjuvante em Série de TV: Maura Tierney por The Affair
  • Melhor Atriz em Série de TV – Musical ou Comédia: Rachel Bloom por Crazy Ex-Girlfriend
  • Melhor Série de TV – Musical ou Comédia: Mozart in the Jungle
  • Melhor Minissérie ou Filme feito para a TV: Wolf Hall
  • Melhor Ator em Minissérie ou Filme feito para a TV: Oscar Isaac por Show Me a Hero
  • Melhor Ator Coadjuvante por Série de TV: Christian Slater por Mr. Robot
  • Melhor Trilha Sonora Original: Ennio Morricone por The Hateful Eight
  • Melhor Ator em Série de TV – Drama: Jon Hamm por Mad Men
  • Melhor Ator de Cinema – Musical ou Comédia: Matt Damon por The Martian
  • Melhor Filme de Animação: Inside Out
  • Melhor Ator Coadjuvante em Cinema: Sylvester Stallone por Creed
  • Melhor Roteiro: Aaron Sorkin por Steve Jobs
  • Melhor Ator em Série de TV – Musical ou Comédia: Gael García Bernal por Mozart in the Jungle
  • Melhor Filme em Língua Estrangeira: Son of Saul
  • Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para a TV: Lady Gaga por American Horror Story: Hotel
  • Melhor Canção Original: Writing’s on the Wall de Spectre
  • Melhor Série de TV – Drama: Mr. Robot
  • Melhor Diretor de Cinema: Alejandro González Iñarritu por The Revenant
  • Melhor Atriz de Série de TV – Drama: Taraji P. Henson por Empire
  • Melhor Atriz de Cinema – Musical ou Comédia: Jennifer Lawrence por Joy
  • Melhor Filme – Musical ou Comédia: The Martian
  • Melhor Atriz de Cinema – Drama: Brie Larson por Room
  • Melhor Ator de Cinema – Drama: Leonardo DiCaprio por The Revenant
  • Melhor Filme – Drama: The Revenant

Muito obrigada a você que acompanhou essa cobertura online do Globo de Ouro. Agora, vamos correr para assistir aos filmes que devem chegar ao Oscar 2016 e acompanhar, no final da manhã desta quinta-feira, a lista dos indicados para a premiação deste ano. Abraços!

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The Expendables 3 – Os Mercenários 3

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Algumas vezes tudo o que você quer buscando um filme nos cinema é a diversão. Neste sentido, The Expendables 3 entrega tudo o que o espectador espera. Isso me surpreendeu. Admito que não vi aos dois filmes anteriores da grife, e conhecendo bem o talento interpretativo do líder da trupe, Sylvester Stallone, não me atraía antes assistir a esta produção. Mas gostei do que eu vi. Os atores envolvidos, e a lista de astros é grande, claramente se divertiram muito fazendo este filme. E de quebra, eles divertem os espectadores.

A HISTÓRIA: Um trem blindado percorre o cenário de forma veloz. Ele segue em direção à prisão de Denzal, carregado de homens armados. Mas logo aparece o helicóptero pilotado por Barney Ross (Sylvester Stallone) e carregado de Mercenários. No grupo, Lee Christmas (Jason Statham), Gunner Jensen (Dolph Lundgren) e Toll Road (Randy Coutere). Eles pegam pesado contra o trem blindado para resgatar Doc (Wesley Snipes), que após oito anos desaparecido e mantido como prisioneiro, está sendo levado para a prisão. Os inimigos são derrotados e Doc resgatado, mas logo o grupo deverá enfrentar desafios bem maiores.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a The Expendables 3): Normalmente eu não assistiria a esse filme. Isso porque vocês, caros leitores, devem ter percebido que normalmente eu gosto de filmes mais “humanos”, “filosóficos”, daquele tipo que nos faz aprender algo, seja com a história, seja com nós mesmos ou com aqueles que nos rodeiam. Porque eles nos provocam a reflexão.

Mas a verdade é que eu trabalho em um jornal de Florianópolis e recebi, através da editora do caderno de cultura e variedades, um convite que havia sido mandado para ela ou alguém da editoria. E como ninguém se interessou, e ela sabe que tenho um blog de cinema, me perguntou se eu gostaria. E a resposta foi imediata: sim! Isso porque defendo que todo filme merece ser visto, mesmo se for para você achá-lo ruim, lamentável ou deplorável depois. Houve um tempo em que eu assistia a todos os filmes que entravam em cartaz no cinema, independente do tipo ou qualidade.

Hoje, inclusive por causa deste blog, que me obriga a escrever um texto para cada filme que assisto – como explico na apresentação desta página -, tenho que ser mais seletiva. Bueno, feito esta introdução, devo ser direta como no início deste texto: gostei de ter recebido o convite e de ter assistido a este filme que não faria parte da minha seleção normalmente. The Expendables 3 é um filme direto e que apresenta exatamente tudo aquilo que promete.

Para mim, um filme funciona quando faz exatamente isso. Entrega o que o seu público quer. Quem vai conferir The Expendables 3 conhece bem a capacidade interpretativa de Sylvester Stallone, pai desta trilogia da pancadaria e do tiroteio. Então dá para entender e perdoar toda vez que ele faz um grande esforço para repassar emoção, mas não consegue. Afinal, você já está esperando isso.

O que me surpreendeu, justamente porque não assisti aos dois filmes anteriores, foi o número de grandes nomes envolvidos neste projeto. Além dos tradicionais “mestres” da pancadaria, esta produção tem no elenco o “eternamente-com-cara-de-louco” Mel Gibson, que acho divertido a cada novo filme, e também o astro de alguns dos grandes clássicos do cinema nas últimas décadas e “homem mais sério” Harrison Ford. Eles dão um peso importante para o filme.

A comédia, natural em produções deste gênero nos últimos anos, se apresenta principalmente nas interações entre Stallone e Arnold Schwarzenegger e é concentrada no papel interpretado por Antonio Banderas. Este ator, normalmente envolvido em filmes construídos para ele ser o “amante latino”, surpreende neste filme de ação em um papel verborrágico e cheio de tiração de sarro.

Aliás, esta é uma das características desta produção, junto com as tradicionais cenas de ação. The Expendables 3 é cheio de autorreferências, ironizando outras produções do gênero e a própria expectativa envolvendo os atores veteranos. A fórmula desta terceira parte da trilogia é colocar em oposição os veteranos e uma nova turma, liderada pelo ator Kellan Lutz. Ele, em teoria, é a versão mais nova do personagem de Stallone.

Como o ator que assina a história e o roteiro desta produção não dá ponto sem nó, certamente Stallone está preparando o futuro da grife. Tendo uma turma jovem para encabeçar produções futuras, ele pode “matar” alguns personagens interpretados por seus amigos veteranos na interpretação e, quem sabe, daqui a uns três ou quatro filmes, ele mesmo, Stallone, possa ser morto em combate – deixando o ator responsável apenas pelos roteiros, por exemplo.

O desenrolar da história é super previsível. Ainda assim, há diversas cenas de ação surpreendentes. De tirar o chapéu para os responsáveis pelas coreografias de luta e por toda a equipe envolvida nas explosões e cenas de ação filmadas, além dos efeitos visuais e especiais. Logo cedo o espectador prevê que a nova equipe formada por Barney Ross terá que ser socorrida pelo time antigo, dos veteranos. E mesmo que isso seja evidente, quando o resgate acontece, você não fica decepcionado porque a ação é muito bem planejada.

O embate final entre Barney Ross e Stonebanks (Mel Gibson), antigos parceiros e amigos, só poderia terminar em uma disputa “mano a mano”. O desfecho, novamente, é previsível, mas não havia como esperar nada diferente. Sendo assim, esta produção entrega tudo como “combinado”, trazendo um roteiro com desenrolar conhecido, mas com diversas cenas colecionáveis de perseguição e matança.

De quebra, há momentos verdadeiramente engraçados, muita “gozação” entre os veteranos e um desfile de astros. Dá para perceber que eles estão se divertindo muito ao fazer este filme. E de quebra, eles nos divertem também com uma produção tão despretensiosa. Vale assistir a filmes assim, apenas para relaxar, de tempos em tempos. Aqui não há mensagem ou reflexão alguma, apesar do rápido discurso de que “o governo usa assassinos de aluguel para não parecer um vilão”, ou qualquer coisa do gênero. Esse é o máximo de complexidade que Stallone consegue. O que não é ruim.

NOTA: 9.

OBS DE PÉ DE PÁGINA: Muito falaram sobre uma cópia de The Expendables 3 que teria vazado na internet antes mesmo do filme estrear nos cinemas. Da minha parte, assisti ao filme na telona em uma sessão de pré-estreia, na última quinta-feira. E posso dizer que vale a pena conferir o sonzaço e todos os efeitos especiais e visuais na telona. Após a versão vazar na internet, ouvi alguns comentando que o filme teria tido a bilheteria prejudicada por causa disso. Não acredito. E vou falar o porquê na sequência.

The Expendables 3 teve pré-estreia entre os dias 4 e 11 de agosto nas cidades de Londres, Marbella, Cologne, Paris e Los Angeles. A produção estreou no Líbano no dia 7 de agosto, e no dia 15 nos Estados Unidos. Até ontem, dia 22, o filme tinha arrecadado pouco menos de US$ 22,8 milhões apenas nos Estados Unidos, e mais US$ 21,5 milhões nos demais mercados em que havia estreado. No total, quase US$ 44,3 milhões. Francamente, não acho esses números ruins. O filme deve continuar fazendo bilheteria e chegar, no final, perto dos US$ 80 milhões ou US$ 100 milhões. Acho um bom resultado, levando em conta a fórmula da produção.

Não assisti aos filmes anteriores da grife, mas após sair da sala de cinema, ouvi alguns comentários de quem assistiu a todos esses filmes de que este terceiro é o melhor. Não duvido.

Além dos atores já citados, vale comentar o trabalho de Terry Crews como Caesar, parceiro de Barney Ross e que é atingido de maneira mortal por Stonebanks; Glen Powell como Thorn, o hacker da nova turma de The Expendables; Victor Ortiz como Mars, especialista em armas da nova leva; Ronda Rousey, mulher boa de sopapos e que atua com os anteriores; Kellan Lutz como Smilee, o líder natural da nova turma; Jet Li em quase uma ponta como o apoio de Drummer (Harrison Ford) no momento da ação; e o veterano Robert Davi como Goran Vata, que vai fazer negócios com Stonebanks.

Especialmente engraçada a participação do Schwarze neste filme. Ele aparece quase como a “voz da razão” de Stallone, e muitas vezes brinca com o fato de estar com tédio – como se o protagonista da produção fosse um tanto “mole”, mais que o Schwarze. Engraçado. Mais que a maioria da interpretação exagerada de Banderas – e, por isso mesmo, Stallone acerta ao tirar sarro do ator neste sentido.

Os usuários do site IMDb deram a nota 6,3 para esta produção. Os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 93 textos negativos e 48 positivos para esta produção, o que lhe garante uma aprovação de apenas 34% e uma nota média 4,9.

Termino por aqui, provisoriamente, os comentários sobre esta produção. Assim que possível, falo de outros aspectos do filme. Abraços e até logo!

CONCLUSÃO: O que esperar de um filme como The Expendables 3? Certamente muitas e variadas cenas de ação, incluindo perseguições, tiroteios sem fim e pancadarias “mano a mano”. Pois bem, esta produção apresenta tudo isso e mais um desfile surpreendente de astros. O roteiro tem diversos momentos de ironia, inclusive autorreferencial, com tiradas relacionadas ao estilo dos atores e de filmes do gênero. Para quem procura este formato de filme, é certeza de diversão e entretenimento. Recomendo.