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Oscar 2017

E o Oscar 2017 foi para… (cobertura online e todos os premiados)

Olá amigos e amigas do blog!

Mais uma vez estamos juntos em uma entrega do prêmio anual da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Este é um ano especial, com uma safra realmente excepcional de filmes.

Não há filme ruim na disputa. Cada um de nós tem a sua preferência e os seus gostos pessoais. Mas é fato que nenhum filme será premiado sem mérito. Isso é um grande avanço para o Oscar. A Academia também está dando alguns passos adiante ao indicar, depois de muitos anos de injustiça, uma série de filmes e de atores negros. Finalmente o Oscar deixou de ser “tão branco”.

A expectativa para esta noite é de consagração do musical La La Land. O filme deve ganhar em 10 categorias, aproximadamente, incluindo a de Melhor Filme. As razões para esta produção ser tão premiada vão além da questão pura e simples do cinema. Tem muito mais a ver com a conjuntura social e política em que os Estados Unidos e Hollywood estão imersos. Ao premiar La La Land, Hollywood está defendendo a sua indústria. Minha opinião sobre isso vocês podem encontrar por aqui, em um texto que produzi sobre o assunto para a revista Plural do jornal Notícias do Dia.

Como comentei no texto citado, o Oscar 2017 é marcado por diversos filmes baseados em histórias reais e/ou que tratam de temas muito contemporâneos e importantes nos nossos dias. Isso vale para quase todas as categorias em disputa, dos curtas até os longas estrangeiros e os documentários. Volto a dizer: a safra deste ano é excepcional.

A cobertura do tapete vermelho começou as 19h30, mas é a partir de agora, às 20h15, que começo a cobertura aqui pelo blog. Vou informando vocês sobre o que os astros e estrelas falaram no tapete vermelho e, quando a premiação começar, sobre todos os premiados da noite. Diferente dos dois últimos anos, em 2017 volto a fazer a cobertura pelo blog e também pelo Twitter @criticanonsense

No tapete vermelho do Oscar entrevistaram Saroo e os pais adotivos dele, John e Sue Brierley. A história real deles é contada no filme Lion. Para mim, a produção mais “fraca” na disputa de Melhor Filme. Ok, a história de Saroo é muito bacana, mas o filme não faz jus a ela. Acho que Lion só chegou a seis indicações ao Oscar porque tem como produtores os “reis do lobby”, os irmãos Weinstein.

O apresentador da vez, Jimmy Kimmel, deu uma entrevista para o canal E! antes da noite de premiações. De boa? Achei ele bem fraquinho. Vamos ver se na apresentação do Oscar ele se sai melhor. Esperamos que sim, até para que não seja um fiasco. Aliás, o que esperar da noite de premiação?

Certamente teremos muitos e muitos discursos políticos contra Donald Trump e a sua política restritiva aos imigrantes. Também espero uma premiação relativamente rápida, seguindo o padrão do Oscar dos últimos anos. Prevejo uma noite com menos espetáculo e mais “pano para manga” para a próxima semana, com discursos contundentes e talvez inflamados.

Este será um ano interessante porque grandes atores devem levar para casa uma estatueta dourada. São mais que esperados os prêmios para Denzel Washington, Viola Davis e Mahershala Ali. Todos são mais que merecedores neste ano. Pode estragar um pouco a festa se Casey Aflleck levar a estatueta de Melhor Ator. Não que ele esteja ruim em Manchester by the Sea, mas temos que convir que ele nunca terá o talento de Denzel.

Oscar® Nominee, Isabelle Huppert, arrives on the red carpet of The 89th Oscars® at the Dolby® Theatre in Hollywood, CA on Sunday, February 26, 2017.

Admito para vocês que, até agora, 20h37, o tapete vermelho está bem morno. Pelo visto os nomes mais interessante, com exceção da divina Isabelle Huppert, que já apareceu em cena, só vão chegar mais perto do horário da premiação começar.

Sting e John Legend vão se apresentar na noite. Eles são ótimos cantores e vão garantir momentos bacanas na premiação, não há dúvida, mas Legend em La La Land é uma ponta fraca do filme. Ele preenche bem a cena, mas quanto à interpretação… tem muito que aprender ainda.

Depois de Pharrell Williams, aparece em cena uma das estrelas de Hidden Figures, Taraji P. Henson. Honestamente? Ela está ótima no filme. Até merecia ter uma indicação na noite de hoje, mas realmente ficou complicado conseguir uma vaga em uma noite com grandes atrizes em cena. Mas não lhe faltou mérito. Ela realmente está surpreendente no filme. É um nome a ser acompanhado no cinema – na TV ela é mais conhecida, claro.

O jovem ator Andrew Garfield, um dos pontos fortes do excelente Hacksaw Ridge, está super feliz de receber a primeira indicação ao Oscar. Para marcar esta data, ele foi para a premiação com os pais e alguns amigos que são atores. Ele disse que se inspirou no exemplo dos veteranos de guerra para fazer o seu papel, especialmente pensando na realidade que todos eles têm de ir para a batalha sem saberem se irão voltar para casa.

Aliás, se esta deve ser a noite de dois veteranos – Denzel Washington e Viola Davis -, poderá ser também a noite de dois nomes com bem menos história no cinema, Emma Stone e Mahershala Ali. Mas, além deles, temos a genial Meryl Streep em sua 20ª indicação, algo histórico, e também jovens talentos despontando, a exemplo de Andrew Garfield e Lucas Hedges.

Em cena o ótimo Mahershala Ali, favoritíssimo da noite como Melhor Ator Coadjuvante. Ele comenta que já conhecia o trabalho do diretor Barry Jenkins e que ficou muito feliz quando surgiu o roteiro de Moonlight e a oportunidade de fazer o filme. Moonlight é mais que necessário e tem grandes atores em cena, inclusive Ali, que faz um ótimo trabalho.

Como comentei há pouco no Twitter, este ano estou menos “nervosa” com o Oscar. Talvez porque as bolas estejam quase todas cantadas, sem muita possibilidade de surpresa na noite, mas também deve contribuir para isso o fato de que em 2017 não deveremos ter nenhuma grande injustiça. Sim, aqui e ali podíamos ter um premiado “mais merecedor”, mas quem levar não terá vencido por lobby, mas porque tem as suas qualidades.

O maior exemplo disso é La La Land. O filme é ruim? Não, ele é muito bem acabado e, especialmente na parte técnica, impecável. Mas ele é o melhor filme do ano? Não, não é. Tem pelo menos quatro produções da lista que concorre a Melhor Filme que eu acho melhor que ele. Ainda assim, não será injusto ele levar a estatueta, seja pelo “conjunto da obra”, seja pelas razões políticas da Academia. Enfim, este está sendo um ano tranquilo.

Em menos de meia hora, agora, vai começar a premiação do Oscar. Que ninguém se surpreenda com La La Land acumulando prêmios logo no início. Isso porque o Oscar sempre tem uma boa sequência de prêmios técnicos, onde o filme deve papar quase tudo. Vale lembrar que o filme tem 14 indicações e 13 chances de vencer – afinal, ele tem duas indicações em Melhor Canção. Deve perder apenas em Melhor Ator, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição de Som. Exceto por esta última categoria, as derrotas do filme devem ficar mais para a reta final do prêmio.

Então vamos lá, minha gente. Na torcida para que Jimmy Kimmel não seja uma piada como apresentador (desculpem a piadinha tosca, mas é o nervosismo por achar que ele será um desastre).

O Oscar 2017 com Justin Timberlake saindo dos corredores do Dolby Theatre para chegar no local da premiação cantando, no trajeto, “Can’t Stop the Feeling”, canção indicada na noite pelo filme Trolls. Achei bacana a sacada do começo. Primeiro, por ser inédita na premiação. Depois, por seguir um pouco a ideia de “vida real” invadindo o cenário de sonhos de Hollywood, algo muito coerente com a safra deste ano. Começamos bem.

Depois de um belo começo com Justin Timberlake, sobe ao palco Jimmy Kimmel. E ele começa com aquelas velhas piadas de “esta é a minha primeira vez no Oscar e possivelmente a última”. Ok. Mas depois ele faz uma boa piada com Mel Gibson, dizendo que só tem um “braveheart” na plateia e que ele não vai conseguir unir todo mundo. Começaram as piadas políticas. Em seguida ele faz a esperada piada com Matt Damon.

Kimmel faz uma piada agradecendo Donald Trump, dizendo que no ano passado o Oscar não indicou negros, mas que isso mudou desde então. Neste ano, os negros salvaram a NASA e os brancos salvaram o jazz – piada envolvendo Hidden Figures e La La Land. Ele seguiu fazendo várias piadas com indicados, nada demais. Mas foi legal ele citar Isabelle Huppert, apesar de fazer piadinha desnecessária com Elle dizendo que ninguém assistiu ao filme.

E, claro, não poderia faltar a tradicional piada com Meryl Streep. Mas ele acertou na piada, especialmente por tirar sarro da crítica de Donald Trump. Kimmel comentou que ela era superestimada e pediu para todos aplaudirem Meryl Streep apesar dela não merecer. Bela sacada, apesar de previsível. Mas a boa piada foi quando ele comentou da responsabilidade de todos que estavam indicados de fazerem discursos que depois seriam comentados pelo presidente pelo Twitter.

Bacana a ideia do Oscar deste ano de mostrar um vídeo com vários premiados em cada uma das categorias em anos anteriores. E o primeiro prêmio da noite, como já é tradição da premiação, foi o de Melhor Ator Coadjuvante. E o Oscar foi para… Mahershala Ali, de Moonlight. Ele era favoritíssimo e, apesar de ter outros nomes fortes na disputa, confirmou a predição. Ele mereceu. Está ótimo neste grande filme chamado Moonlight.

Em seu discurso, Mahershala começa agradecendo os seus professores. Depois diz que os atores são apenas o instrumento para dar voz para os personagens. Ele então fala dos personagens de Moonlight e do elenco do filme. Muito calmo, sereno, homenageou também a esposa e demonstrou toda a sua religiosidade, pedindo bênçãos para todos. Se eu já era fã dele, fiquei ainda mais.

Mahershala Ali poses backstage with the Oscar® for Performance by an actor in a supporting role, for work on “Moonlight” during the live ABC Telecast of The 89th Oscars® at the Dolby® Theatre in Hollywood, CA on Sunday, February 26, 2016.

Na volta do intervalo, Kimmel segue com as piadas com toques políticos. Ok, até agora ele tem conseguido ser razoável. Veremos até o final da noite. Na sequência, foram apresentados os três indicados na categoria Melhor Maquiagem e Cabelo. E o Oscar foi para… Suicide Squad. Uma das grandes bilheterias do ano passado, ele derrota o mais apontado na bolsa de apostas Star Trek Beyond. Para os fãs do filme deve ter sido uma boa surpresa.

Na sequência, os indicados na categoria Melhor Figurino. E o Oscar foi para… Fantastic Beasts and Where to Find Them. E eis que surge a segunda “zebra” da noite, vencendo os apostadores. La La Land perdeu em uma categoria em que os apostadores tinham apostado nele. Olha, quem sabe não tenhamos mais surpresas nesta noite? Eu iria adorar uma surpresa em Melhor Filme. 😉 Interessante que foram premiados dois filmes que foram destaque em bilheteria. Bom para os fãs de ambos.

No retorno do intervalo, as deslumbrantes e super talentosas Janelle Monáe, Taraji P. Henson e Octavia Spencer sobem ao palco para apresentarem o filme Hidden Figures. E então sobe ao palco Katherine G. Johnson, que é aplaudida de pé pelos astros e estrelas. Ela é a única das três homenageadas em Hidden Figures que está viva – a personagem dela é interpretada por Taraji P. Henson.

Na sequência, foram apresentados os indicados na categoria Melhor Documentário. E o Oscar foi para… O.J.: Made in America. Bola cantadíssima. O filme é interessante, verdade, mas não era o meu favorito. Se não assistiram ainda, assistam ao premiado e também a 13th. Especialmente este último é uma peça de arte. Fundamental.

Depois de mais uma aparição dispensável de Kimmel, sobe ao palco The Rock para chamar para o cenário a jovem Auli’i Cravalho para cantar a música da animação Moana que está concorrendo em Melhor Canção, “How Far I’ll Go”. Muito bonita, Auli’i surpreende bela bela voz, potente e muito límpida. Natural do Hawaii, Auli’i tem apenas 16 anos de idade e respirou aliviada após a linda apresentação. Um momento bacana do Oscar até então. Aliás, as apresentações musicais, até agora, surpreenderam.

Retornando do intervalo, a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs sobre no palco para falar da comunidade do qual todos os presentes fazem parte. Ela comenta que esta comunidade é global e que está mais inclusiva.

Cheryl Boone Isaacs foi a grande responsável pela “revolução” que aconteceu na Academia no último ano e por, finalmente, a Academia reconhecer o talento, não importando a cor de pele. Por isso, com muito mérito, tantos negros foram indicados neste ano. Estava mais que na hora disso acontecer. Segundo Cheryl Boone, é a magia do cinema que todos estão celebrando nesta noite.

Na sequência, começam as categorias de som. E o Oscar de Melhor Edição de Som foi para… Arrival. Que legal! Fico muito feliz que Arrival saia da noite de hoje ao menos com um prêmio. O filme merece, sem dúvidas! E eis que La La Land perde o seu segundo prêmio. Também fico feliz por isso, admito. Arrival é ótimo. Quem não assista, vá atrás!

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Na sequência, o Oscar de Melhor Mixagem de Som. E o Oscar foi para… Hacksaw Ridge. Opa, outra surpresa! Novamente fico bem feliz que um filme que tinha chances de sair da noite sem nada tenha ganhado ao menos um Oscar. Hacksaw Ridge é um grande filme. Merece vencer o preconceito contra filmes de guerra porque esta é uma produção muito diferente do gênero.

Vejam que curioso. Segundo as bolsas de apostas, Melhor Edição de Som iria para Hacksaw Ridge e Melhor Mixagem de Som iria para La La Land. Hacksaw acabou levando, na categoria contrária a das apostas, e La La Land perdeu mais uma. Sim, o musical é ótimo na técnica, mas francamente acho que ele não merece levar um grande número de estatuetas. Fiquei feliz por Arrival e Hacksaw Ridge.

No retorno de mais um intervalo, o ator Vince Vaughn apresenta as premiações especiais do Oscar deste ano. Os homenageados deste ano foram Lynn Stalmaster, Anne V. Coates, Frederick Wiseman e Jackie Chan. Quatro grandes nomes, sem dúvida, pena que deram um espaço minúsculo para cada um deles falar. Poderiam ter dado um espaço maior, sem dúvida.

Na sequência, um “remember” de atrizes que receberam o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. E o Oscar 2017 de Melhor Atriz Coadjuvante foi para… Viola Davis. Oh yeah! Finalmente! Esta era a terceira indicação de Viola Davis, e foi a primeira vez que ela levou a estatueta para casa. Essa atriz maravilhosa merece, e não é de hoje, este prêmio. Bacana. Segundo Oscar super cantado da noite e muito merecido.

Em seu discurso, Viola Davis fala sobre como as pessoas geniais se encontram no cemitério. E que é preciso exorcizar as suas histórias. Ela disse: “Nós somos a única profissão que celebra o que significa viver uma vida”. Maravilhoso o discurso dela. Celebrou a vida, as histórias de pessoas comuns e de perdão (algo que Fences faz com maestria), a arte, o esforço e o talento. Viola incrível. Especial também quando ela agradeceu Denzel Washington. Torço por ele nesta noite. E espero que Viola Davis ganhe não apenas esta, mas também outras estatuetas do Oscar.

Viola Davis poses backstage with the Oscar® for Performance by an actress in a supporting role, for work on “Fences” during the live ABC Telecast of The 89th Oscars® at the Dolby® Theatre in Hollywood, CA on Sunday, February 26, 2016.

No retorno de mais um intervalo, Kimmel ainda não consegue decolar. Na sequência, uma outra inovação do Oscar: trazer astros e estrelas para falar de filmes e atuações que lhe inspiraram. Charlize Theron fala de The Apartment e da maravilhosa interpretação de Shirley MacLaine. As duas sobem ao palco juntas e Shirley MacLaine é aplaudida por todos de pé.

Charlize Theron e Shirley MacLaine sobem ao palco para apresentar os indicados a Melhor Filme em Língua Estrangeira. E o Oscar foi para… Forushande (ou The Salesman). O grande Asghar Farhadi não foi para a noite de premiação, mas mandou uma mensagem contundente. Disse que não foi lá receber o seu segundo Oscar em respeito às pessoas de seu país e de outros 60 países que foram desrespeitados pela legislação excludente de Donald Trump. Em sua mensagem, Farhadi pede por mais empatia.

O filme de Farhadi é excepcional. Era o melhor filme em disputa. Por isso fico feliz que ele tenha sido reconhecido hoje. E a mensagem dele também foi muito acertada. Bacana. Na sequência, Sting apresentou “The Empty Chair” que concorre a Melhor Canção e que está no filme Jim: The James Foley Story. Bela canção. Mais uma mensagem importante.

No retorno do intervalo, a sequência de indicados nas categorias curta-metragens. E a primeira a ser apresentada foi a categoria Melhor Curta de Animação. E o Oscar foi para… Piper. Era realmente uma boal bem cantada. Veremos as próximas duas, se os apostadores também acertaram… Piper é lindo. Recomendo.

Na sequência, o apresentador Gael Garcia Bernal fura o script e fala que por ser um imigrante ele é contra qualquer divisão. Depois vieram os indicados na categoria Melhor Animação, e o Oscar foi para… Zootopia. Outra estatueta super cantada. E o filme merece. Ele é bacana e tem uma mensagem ótima de inclusão. Algo fundamental nestes dias.

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A dupla de atores de Fifty Shades Darker, Dakota Johnson e Jamie Dornan sobrem ao palco para apresentar os indicados em Melhor Design de Produção. E o Oscar foi para… La La Land. Primeiro prêmio da noite para o filme. Sem dúvida a produção era a favorita na disputa e, desta vez, confirmou o seu favoritismo.

E nesta ideia de “vida real” invadindo o cenário de sonhos de Hollywood, um grupo de “turistas” é convidado a entrar no Dolby Theatre no meio da cerimônia do Oscar. Uma boa esfriada na cerimônia, mas tudo bem. Realmente acho difícil esse Kimmel apresentar mais um Oscar.

No retorno do intervalo, os indicados em Melhores Efeitos Visuais. E o Oscar foi para… The Jungle Book. Mais um Oscar que era previsto. Outro grande sucesso nas bilheterias do ano passado e que foi reconhecida com uma estatueta dourada. Na sequência, mais um depoimento sobre um filme que marcou um ator. Desta vez o ator Seth Rogen homenageia Michael J. Fox e o filme Back to the Future.

Os dois atores sobem no palco, saindo de um DeLorean. Bem bacana essa sacada do Oscar deste ano. E o Oscar de Melhor Edição foi para… Hacksaw Ridge. Puxa, que bacana! A edição deste filme é realmente algo incrível. Sou suspeita para falar, porque gostei muito desta produção. E, assim, La La Land perde mais uma. 😉 Novamente a maioria dos apostadores perdeu o seu dinheiro. Nesta categoria o favorito era La La Land.

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No retorno de mais um intervalo, os indicados a Melhor Curta Documentário. E o Oscar foi para… The White Helmets. O curta realmente parece muito interessante, e marca a primeira vitória da Netflix. O tema da Síria precisa ser bem tratado e ganhar evidência, até para que alguém achei uma solução para aquele drama humano.

E o Oscar de Melhor Curta foi para… Sing. Esta sim uma surpresa na noite. Ele não estava cotado entre os favoritos. O curta é bacana, tem uma mensagem bonita, mas a minha torcida ia para o espanhol Timecode. Na sequência foram apresentados os Prêmios Técnicos e Científicos do Oscar, premiação paralela feita pela Academia. No total, foram entregues 18 prêmios para estas pessoas que tornam a fábrica do cinema sempre avançar e fascinar plateias mundo afora.

No retorno, Javier Bardem homenageia Meryl Streep e a sua interpretação em The Bridges of Madison County. Ver isso vale qualquer premiação do Oscar. Até agora, para mim, estas homenagens e os discursos de Viola Davis e Mahershala Ali foram os pontos fortes da noite. Javier Bardem e Meryl Streep apresentam os indicados em Melhor Fotografia. E o Oscar foi para… La La Land. Sem dúvida alguma a fotografia do musical é um dos pontos fortes da produção. Mereceu levar a estatueta.

Achei interessante a parte em que tweets raivosos foram lidos pelos próprios atores que são citados por eles. Quem sabe este tapa na cara não ajude as pessoas a pensarem um pouco sobre o que escrevem por aí? As pessoas poderiam evitar de serem tão idiotas, não é verdade?

Seguindo a premiação, Ryan Gosling e Emma Stone aparecem em cena para apresentar as duas indicações de La La Land na categoria Melhor Canção. Apresentando as duas músicas, John Legend. Pena. Eu ia gostar muito dos atores que realmente cantam estas músicas poderem interpretá-las no Oscar. Mas entendo que a Academia precisava de um artista para seguir a sequência de apresentações do tipo. E assim o público viu Legend interpretando a “City of Stars” e “Audition (The Fools Who Dream)”. A primeira é a favorita nesta categoria.

No retorno do intervalo, o ator Samuel L. Jackson apresentou os indicados a Melhor Trilha Sonora. E o Oscar foi para… La La Land. Mais que esperado. Nesta categoria, em 2017, apenas grandes trabalhos. La La Land merece, claro. Justin Hurwitz é um dos grandes responsáveis pelo sucesso do filme.

Na sequência, Scarlett Johansson apresenta os indicados em Melhor Canção. E o Oscar foi para… “City of Stars”, de La La Land. Merecido, bem merecido. A música estourou mundo afora, inclusive aparecendo em diversas listas de mais tocadas quando o filme estreou.

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Depois de um momento de alegria com os últimos premiados, a atriz Jennifer Aniston sobe ao palco para chamar a linda homenagem aos falecidos no último ano, incluindo o ator Bill Paxton, que morreu na véspera da premiação do Oscar 2017. Bela homenagem, sem dúvida. Muita gente super competente já nos deixou. Neste e em vários outros anos.

No retorno do intervalo, Jimmy Kimmel tira sarro de uma das inovações do Oscar deste ano, as homenagens para grandes atores e atrizes e seus filmes e ironiza o trabalho de Matt Damon. Então sobem ao palco Matt Damon e Ben Affleck. Os dois apresentam a categoria Melhor Roteiro Original. E o Oscar foi para… Manchester by the Sea.

Bacana. Manchester era o melhor na disputa, sem dúvida. Na sequência, Amy Adams sobe ao palco para apresentar os indicados a Melhor Roteiro Adaptado. E o Oscar foi para… Moonlight. Aí, agora sim! Esta era uma categoria disputadíssima, com grandes roteiros na disputa, mas eu estava torcendo por Moonlight. Grande filme e grande roteiro. Super merecido. A Academia acertou nas duas entregas em roteiro. Vejam os filmes, se ainda não o fizeram.

No retorno de mais um intervalo – como tem intervalo essa premiação, my God! -, a atriz Halle Berry apresenta os indicados a Melhor Diretor. E o Oscar foi para… Damien Chazelle, de La La Land. Aqui existia chance quase zero de outro resultado. Em seu discurso, Chazelle agradeceu a várias pessoas da equipe de produção e aos atores.

Na reta final da premiação, a atriz Brie Larson apresenta os indicados na categoria Melhor Ator. E o Oscar foi para… Casey Affleck, de Manchester by the Sea. Bueno, o que dizer? Eu não tenho dúvidas de que Denzel Washington merecia a estatueta. Não apenas por estar em um nível muito acima da maioria, mas porque Denzel realmente está melhor que os outros por seu papel em Fences. Mas… Casey Affleck não está mal. Realmente Manchester é o filme da vida dele até agora. Então ok.

Depois de mais uma sequência de atrizes premiadas aparecer na telona do Dolby Theatre em um revival da premiação, Leonardo DiCaprio aparece em cena para apresentar as indicadas em Melhor Atriz. E o Oscar foi para… Emma Stone, de La La Land. O musical é o filme da vida dela até o momento. Pelo visto a Academia resolveu premiar este tipo de interpretação neste ano – mais uma vez.

Super respeito a decisão da Academia de premiar jovens talentos que estão no “auge” de suas carreiras, nos papéis de suas vidas, mas é complicado achar que é justo uma premiação dar estatuetas para Emma Stone e Casey Affleck em um ano em que estão concorrendo Isabelle Huppert e Denzel Washington, não? Mas algo ao menos me consola: os premiados deram o sangue em seus respectivos filmes.

Agora só falta um prêmio, o principal da noite. Todos os prognósticos apontam para La La Land. Os grandes atores e veteranos Faye Dunaway e Warren Beatty subiram ao palco para apresentar os concorrentes deste ano em Melhor Filme. Volto a repetir: eis uma grande safra. Tentem assistir a todos os indicados, caso ainda não fizeram isso.

E o Oscar de Melhor Filme foi para… La La Land. Era o preferido por ser uma ode ao cinema, justamente. Com este prêmio, La La Land fecha a noite com sete estatuetas. Conquistou, assim, metade das estatuetas pelas quais concorria. Nada mal. Me pareceu mais justo o Oscar 2017 espalhar parte de suas categorias entre tantos filmes merecedores este ano.

Esqueçam o que foi dito acima. De forma inacreditável e pela primeira vez na história do Oscar eles conseguiram entregar o prêmio principal para o filme errado. Pois sim. Warren Beatty entregou o Oscar de Melhor Filme para La La Land, mas não era ele que estava no cartão de premiado. Uma das pessoas que subiu ao palco para fazer o discurso de agradecimento é que viu o erro e entregou o Oscar de Melhor Filme para Moonlight.

Olha, fora o choque geral do povo, devo admitir que eu gostei do resultado final. Pelo segundo ano consecutivo o favorito da noite perde o Oscar principal para outro concorrente. E, nas duas vezes, eu considero que o melhor filme venceu. Boa noite e obrigada aos que seguiram a entrega do Oscar mais uma vez por aqui. Até o próximo!

Barry Jenkins and Adele Romanski accept the Oscar® for Best motion picture of the year, for work on “Moonlight” during the live ABC Telecast of The 89th Oscars® at the Dolby® Theatre in Hollywood, CA on Sunday, February 26, 2017.

Confiram a lista com todos os premiados do Oscar 2017:

Melhor Filme: Moonlight

Melhor Ator: Casey Affleck (Manchester by the Sea)

Melhor Atriz: Emma Stone (La La Land)

Melhor Ator Coadjuvante: Mahershala Ali (Moonlight)

Melhor Atriz Coadjuvante: Viola Davis (Fences)

Melhor Animação: Zootopia

Melhor Fotografia: La La Land

Melhor Figurino: Fantastic Beasts and Where to Find Them

Melhor Diretor: Damien Chazelle (La La Land)

Melhor Documentário: O.J.: Made in America

Melhor Curta Documentário: The White Helmets

Melhor Edição: Hacksaw Ridge

Melhor Filme em Língua Estrangeira: The Salesman (Forushande)

Melhor Maquiagem e Cabelo: Suicide Squad

Melhor Trilha Sonora: La La Land

Melhor Canção Original: “City of Stars” (La La Land)

Melhor Design de Produção: La La Land

Melhor Curta de Animação: Piper

Melhor Curta: Sing

Melhor Edição de Som: Arrival

Melhor Mixagem de Som: Hacksaw Ridge

Melhores Efeitos Visuais: The Jungle Book

Melhor Roteiro Adaptado: Moonlight

Melhor Roteiro Original: Manchester by the Sea

 

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Oscar 2016

E o Oscar 2016 foi para… (cobertura online e todos os premiados)

Preparations continue Wednesday February 24, 2016 for the 88th Oscars® for outstanding film achievements of 2015 which will be presented on Sunday, February 28, 2016 at the Dolby® Theatre and televised live by the ABC Television Network.

 

Chegou a hora, minha gente!

Depois de ter o Oscar no horizonte nos últimos meses – quem acompanha o blog sabe que desde o final de 2015 este é o tema predominante no Crítica (non)Sense da 7Arte -, hoje finalmente vamos ter as nossas dúvidas respondidas.

Afinal, The Revenant vai mesmo levar o prêmio principal? Depois de ficar chupando dedo em cinco premiações do Oscar, desta vez Leonardo DiCaprio vai conseguir uma estatueta para a sua estante? As principais previsões serão confirmadas ou teremos alguma zebra pelo caminho?

O Oscar é fascinante antes da premiação e no dia da entrega das estatuetas. A diversão anterior é garantida pela lista de indicados. E neste sentido o Oscar 2016 é especial. Há muitos filmes bons que vão ganhar poucos prêmios e outros que vão sair de mãos vazias mas que merecem ser vistos. Nesta matéria que produzi para o jornal Notícias do Dia comento sobre isso, além de trazer a lista completa dos favoritos segundo as bolsas de apostas e a lista de filmes que eu acho que mereciam ganhar nas principais categorias.

Como eu comentei no texto para o jornal, o Oscar 2016 tem uma lista boa de indicados. Claro que sempre tem algum filme supervalorizado – neste sentido vejo Bridge of Spies e Steve Jobs, por exemplo. Mas a maioria dos filmes merece ser visto. Recomendo, em especial, os filmes indicados em Melhor Documentário e Melhor Filme em Língua Estrangeira, além de outras produções indicadas nas categorias principais. A seleção está boa este ano.

88th Oscars®, Nominees Luncheon,Mantendo a tradição dos últimos anos, vou começar a cobertura algum tempo antes da premiação começar. A ideia é acompanhar as melhores entrevistas no tapete vermelho. Vejamos quem aparece. Antes de falar de quem está desfilando em Hollywood, contudo, vale fazer um pequeno comentário: será que estes dois aí da foto vão conseguir a sua primeira estatueta esta noite?

Se a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood manter a ordem de apresentação dos prêmios do ano passado, Sylvester Stallone será o primeiro dos dois a conquistar a desejada estatueta dourada. Leonardo DiCaprio, por outro lado, terá que esperar quase até o final da cerimônia – normalmente a categoria Melhor Ator é a penúltima a ser entregue. Até lá, certamente, ele terá que ouvir um monte de piadas sobre estar na fila para o Oscar. Logo saberemos. 😉

Este é o nono Oscar que eu acompanho aqui pelo blog – no ano passado, na verdade, além do texto aqui no site eu acompanhei a premiação pelo site do Notícias do Dia. Este ano vou fazer o mesmo. Agora, faltando praticamente uma hora e meia para a cerimônia apresentada pelo ator Chris Rock começar, o tapete vermelho no Dolby Theatre at Hollywood & Highland Center em Hollywood começa a ficar mais agitado. O canal E! está desde o meio da tarde fazendo a contagem regressiva para a premiação, mas o tapete vermelho começou a ficar interessante há pouco tempo.

A atriz Alicia Vikander, favoritíssima ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por The Danish Girl comentou sobre o teste para o papel. Ela disse que foi uma das melhores experiências que já teve como atriz porque eles ficaram conversando por muito tempo e testando a química com Eddie Redmayne. Alicia disse que está super nervosa e que acha a situação de estar no Oscar muito surreal.

Muito simpática, honesta e humilde. Sem dúvida alguma estou torcendo muito por ela. Será merecido levar o Oscar pelo ótimo trabalho em The Danish Girl. E para completar ela está usando um lindo vestido amarelo da marca Louis Vuitton. Já concorre à lista de uma das mais bonitas da noite.

room1Agora em cena no tapete vermelho o talentosíssimo Jacob Tremblay, astro de Room junto com Brie Larson. Os dois estão ótimos no filme que, aliás, é um dos melhores do Oscar 2016.

Na entrevista para o E! o garoto deu um show. Brincou que estava vendo muitas pernas por ali. Comentou que vai torcer pela colega de cena, Brie Larson, e que deu um soco de brincadeira no Sylvester Stallone porque ele tirou o lugar dele na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Figuraça! E ele tem razão. Sem dúvida alguma merecia ter sido indicado ao Oscar este ano.

A exemplo de Black Swan no Oscar 2011, neste ano a minha torcida é toda para Room. Para mim, os dois filmes foram os mais surpreendentes em seus respectivos anos. Mesmo concorrendo a Melhor Filme, é claro que Room não tem chances neste ano. Mas ganhando em Melhor Atriz e em qualquer outra categoria já será uma alegria.

Vale lembrar que The Revenant é o filme mais indicado da noite, concorrendo em 12 categorias. Em seguida aparece o filme Mad Max: Fury Road, com 10 indicações; The Martian, com sete; Spotlight empatado com Carol e Bridge of Spies com seis; e The Big Short e Star Wars: The Force Awakens com cinco indicações cada.

Em número de estatuetas os destaques devem ser The Revenant e Mad Max: Fury Road – o primeiro ganhando várias das categorias principais e, o segundo, boa parte das categorias técnicas. Se algo acontecer além disso, será surpreendente.

Importante destacar também o filme O Menino e o Mundo. A produção brasileira dirigida por Alê Abreu marca a primeira indicação do Brasil para a categoria Melhor Animação. Vale torcer por ele, ainda que o favoritíssimo Inside Out deve levar a estatueta para casa.

A atriz Olivia Wilde aparece no tapete vermelho e comenta o curta Body Team 12 que ela produz e que está concorrendo na categoria Melhor Curta Documentário. Infelizmente nenhum dos concorrentes está disponível na internet, mas pelo trailer do filme, que trata de um grupo de pessoas que trabalhou recolhendo corpos vitimados pelo ebola, o curta parece ser uma baita produção. É considera a favorita na sua categoria na noite – ainda que a disputa está boa em Melhor Curta Documentário.

Faltando quase uma hora para a cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood começar, fechei a votação aqui no blog sobre o filme que será consagrado esta noite. Obrigada por cada um dos votos, meus bons leitores e leitoras. 😉

therevenant1O favorito dos leitores aqui do blog é o filme The Revenant, com 34,23% dos votos. Em seguida aparecem Mad Max: Fury Road, com 19,82%; Room, com 17,12%; e Spotlight com 16,22%. Bacana. Muito bons os palpites.

No tapete vermelho, a atriz Saoirse Ronan fala sobre Brooklyn. Ela está linda e parece muito mais adulta do que ela tem aparecido no cinema – inclusive neste filme que lhe rendeu a sua segunda indicação ao Oscar. Para o Oscar ela vestiu um vestido Calvin Klein Collection.

Em cena o grande Eddie Redmayne, que está mais uma vez ótimo em The Danish Girl. Super elegante, como sempre, ele comenta sobre a preparação para o filme. “As pessoas foram muito generosas”, comenta Redmayne sobre a busca por mais informações e o laboratório que ele fez com transgêneros e com mulheres de diversos perfis. Ele sim é generoso. Inclusive porque elogiou muito Alicia Vikander, sua parceira de cena. Redmayne veste Alexander McQueen.

As atrizes Brie Larson e Rooney Mara estão lindíssimas. Certamente estarão também na lista das mais bonitas da noite. Não por acaso a cerimônia do Oscar interessa a tanta gente. De fato os astros e estrelas  de Hollywood capricham no visual – e movimentam as principais marcas de alta costura do mercado.

Agora no tapete vermelho do Oscar a ótima Brie Larson. Ela comenta que ser indicada ao Oscar é o ponto máximo da carreira de qualquer atriz e que desde criança ela sonhava com isso. Ela brinca que em premiações como o Oscar e o Golden Globes o pessoal passa fome antes, mas que ela viu as fotos dos quitutes deste ano e está louca para atacar os sanduíches e os Oscar’s de chocolate. Brie está usando um vestido Gucci azul belíssimo.

A transmissão do tapete vermelho do E! terminou e agora a bola passa para o canal TNT. Em cena agora Matt Damon, indicado a Melhor Ator por The Martian. Ele comenta que é fabuloso como o filme atinge a espectadores de várias idades. “Foi uma das experiências mais prazerosas que eu já tive”, comenta Matt Damon sobre trabalhar com Ridley Scott, diretor de The Martian. Um pouco irônico, ele brinca que não foi como fazer The Revenant – o filme de Alejandro González Iñarritu foi muito complicado de ser realizado, inclusive nos bastidores.

A atriz Julianne Moore, vencedora como Melhor Atriz no ano passado, aparece linda no tapete vermelho e comenta sobre a emoção do público com Sylvester Stallone. Julianne comenta que ele foi muito generoso com ela quando ela começou a carreira. Entre os filmes que a emocionaram neste ano ela cita Room.

Pessoal, a partir de agora começo a fazer a cobertura pelo Twitter do jornal Notícias do Dia. Acompanhem a hashtag #NDnoOscar. Também dá para acompanhar todas as atualizações pelo site do jornal.

 

88th Oscars®, Academy Awards, TelecastFinalizada a cobertura do Oscar pelo Notícias do Dia, volto aqui para o blog. Gostei da premiação deste ano. Tivemos quase todas as surpresas nos lugares certos, muitos discursos políticos adequados e uma velocidade um pouco maior na apresentação das diferentes categorias. No geral, eu gostei. Também por Spotlight levar o prêmio principal da noite, por Room ter consagrado Brie Larson e por ver DiCaprio finalmente ganhando uma estatueta. Um dos pontos altos da noite e fato que já entra para a história foi a consagração mais que merecida de Ennio Morricone.

Agradeço a quem acompanhou a cobertura da noite inicialmente por aqui e, depois, pelo Twitter do ND. Aproveito para reproduzir por aqui o texto de resumo da premiação que eu fiz para o jornal. Buenas noches y hasta la vista!

 

Em uma noite carregada de discursos políticos, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood promoveu a entrega do Oscar em Hollywood. Como esperado, Mad Max: Estrada da Fúria conquistou quase todos os prêmios técnicos, somando seis estatuetas no total, enquanto Spotlight: Segredos Revelados foi consagrado como o Melhor Filme. O Regresso, apontado por muitos como o favorito para Melhor Filme, venceu em Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Fotografia.

Durante quase toda a noite o Oscar apresentado por Chris Rock debateu o racismo e a falta de indicados negros na premiação. O vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden fez uma aparição diferenciada para chamar a atenção para o problema da violência contra as mulheres e chamou ao palco Lady Gaga. Apesar de ser a favorita na categoria Melhor Canção Original, a artista perdeu o Oscar para a canção de Sam Smith. Ele, ao subir para fazer o discurso de agradecimento, levantou o terceiro tema relevante da noite: o respeito a gays e lésbicas.

Fechando a lista de discursos políticos, o diretor Alejandro González Inãrritu pediu para as pessoas encararem a cor da pele como algo irrelevante, já que todos são iguais, e o ator Leonardo DiCaprio pediu para que as pessoas tenham mais cuidado com o mundo e com a Natureza. “Não vamos ignorar o planeta e não vamos ignorar esta noite”, finalizou DiCaprio. O brasileiro Alê Abreu, indicado com O Menino e o Mundo na categoria Melhor Animação, perdeu a estatueta para o favorito Divertida Mente.

 

Confira, a seguir, a lista de todos os premiados no Oscar 2016:

– Melhor Filme: Spotlight

– Melhor Diretor: Alejandro González Iñarritu, por The Revenant

– Melhor Ator: Leonardo DiCaprio, por The Revenant

– Melhor Atriz: Brie Larson, por Room

– Melhor Ator Coadjuvante: Mark Rylance, por Bridge of Spies

– Melhor Atriz Coadjuvante: Alicia Vikander, por The Danish Girl

– Melhor Documentário: Amy

– Melhor Filme em Língua Estrangeira: Son of Saul

– Melhor Animação: Inside Out

– Melhor Roteiro Adaptado: The Big Short

– Melhor Roteiro Original: Spotlight

– Melhor Edição: Mad Max: Fury Road

– Melhores Efeitos Visuais: Ex Machina

– Melhor Fotografia: The Revenant

– Melhor Edição de Som: Mad Max: Fury Road

– Melhor Mixagem de Som: Mad Max: Fury Road

– Melhor Trilha Sonora: The Eight Hateful

– Melhor Maquiagem e Cabelo: Mad Max: Fury Road

– Melhor Design de Produção: Mad Max: Fury Road

– Melhor Figurino: Mad Max: Fury Road

– Melhor Canção Original: “Writing’s On the Wall”, do filme Spectre

– Melhor Curta: Stutterer

– Melhor Curta Documentário: A Girl in the River: The Price of Forgiveness

– Melhor Curta de Animação: Bear Story

 

E vale dar a foto história de Spotlight vencendo como Melhor Filme:

88th Oscars®, Academy Awards, Telecast

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E o Oscar 2015 foi para… (cobertura online e todos os premiados)

87th Oscars®, Thursday Set Ups

Olá pessoal, boa noite!

Mais uma vez eu tenho o prazer de acompanhar a entrega do maior prêmio da indústria cinematográfica de Hollywood, o Oscar, junto com vocês.

Este ano, contudo, tenho uma novidade. A partir das 20h30 eu farei uma cobertura em tempo real do tapete vermelho e, depois, da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood no site do jornal Notícias do Dia, de Florianópolis, aonde trabalho como repórter e colunista de Economia.

Por lá eu vou atualizar muito mais rápido que por aqui. Por isso se você tem pressa e quer participar da cobertura, indico que acompanhe essa cobertura pelo site do jornal, que pode ser acessado por aqui. O canal E! Entertainment começou a programação do Oscar as 15h30 deste domingo, dia 22 de fevereiro, com a contagem regressiva para o tapete vermelho e a premiação.

A receita foi a mesma do ano passado: especulações e palpites sobre as celebridades que vão arrasar este ano no tapete vermelho, se destacando pelos vestidos, ternos e acessórios. Comentaram também a principal queda de braço da noite, na categoria Melhor Filme, que deve ser disputada por Boyhood e Birdman. As bolsas de apostas inglesas colocaram as fichas em Birdman. Para o meu gosto, quem deveria levar é Boyhood. Logo veremos.

Os comentaristas do canal E! também falaram do esquecimento no Oscar de Selma, que foi indicado apenas a Melhor Filme e Melhor Canção – e tem chances apenas na segunda categoria. Dá para entender esse “desprezo” da Academia por causa do ano conturbado que os Estados Unidos viveu desde o último Oscar. Em 2014 o prêmio principal foi para 12 Years a Slave, mas depois vieram as mortes de negros por policiais brancos e a convulsão social que agitou o país do Tio Sam. Agora, realmente, o clima é outro.

Na contagem regressiva o pessoal também falou de combinações de acessórios com diferentes cores de vestidos, lembraram atores e atrizes que se vestiram bem e mal em edições anteriores, e houve até uma predição feita por filhotes caninos – no ano passado o E! apostou no mesmo recurso.

No Oscar 2014 os cãezinhos disponíveis para adoção acertaram ao comer toda a comida do prato com o nome do filme 12 Years a Slave. Este ano, eles não limpara o prato, mas comeram mais o que havia em Boyhood. 😉 Vocês aqui no blog também votaram mais em Boyhood. Logo veremos se todos nós acertamos. Nas premiações pré-Oscar Boyhood e Birdman dividiram os prêmios. Será uma disputa concorrida, tenho certeza.

O tapete vermelho começou a ser transmitido pelo E! às 19h30. Como no ano passado, a chegada começou a ficar interessante depois das 20h.

Pessoal, a dica fica mesmo para vocês acompanharem a cobertura em tempo real no site que eu indiquei ali acima. Por aqui, vou conseguir apenas publicar os ganhadores das diferentes categorias depois.

Agora sim, voltei para cá. 🙂 Espero que vocês tenham me dado o prazer de ter me acompanhado em uma cobertura em tempo real para valer, desta vez. Inclusive com alguma interação. Para quem não viu como foi, dá para acessar o conteúdo neste link.

birdman13No fim das contas, os dois filmes mais indicados este ano, The Grand Budapest Hotel e Birdman, com nove chances cada um, foram também os que mais ganharam estatuetas. Birdman levou quatro, com vantagem por ter abocanhado três das principais: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. Para fechar a conta, levou ainda o Oscar de Melhor Fotografia.

The Grand Budapest Hotel abocanhou quatro prêmios técnicos: Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Penteado, Melhor Design de Produção e Melhor Trilha Sonora. Todos merecidos. Em segundo lugar entre os filmes que mais receberam estatuetas, ficou Whiplash, com três prêmios: Melhor Ator Coadjuvante para J.K. Simmons, Melhor Edição e Melhor Mixagem de Som. Todos muito merecidos também.

Meu palpite era que o Oscar 2015 seria pulverizado. Pois bem, fora The Grand Budapest Hotel e Birdman ganhando quatro estatuetas cada e Whiplash levando três, o restante dos prêmios foram pulverizados para nada menos que 10 produções. Cada um ficou com um Oscar cada.

Isso já era previsto que acontecesse com filmes como Still Alice, Selma, Ida e CitizenFour, mas admito que eu esperava um reconhecimento maior para Boyhood. Para mim, junto com Selma, injustiçado já no momento das indicações, Boyhood foi o grande injustiçado da noite. Infelizmente ele ficou passível de ser comparado com filme muito mais fracos como Sniper Americano e The Theory of Everything.

Acabei citando outros premiados acima. Para mim, foi justo Ida ganhar como Melhor Filme em Língua Estrangeira, ainda que Mandariinid tenha mexido mais comigo. Gostei de ver Big Hero 6 desbancar How To Train Your Dragon 2. Não assisti a nenhum dos filmes de animação, mas eu tinha gostado da pegada de Big Hero 6 no trailer que eu assisti. Agora quero conferir o filme. Melhor Documentário não teve jeito, ganhou o favorito CitizenFour.

No saldo geral deste ano, achei a premiação bastante morna. O apresentador Neil Patrick Harris, em especial, foi muito ruim. Não fez rir nem a plateia de americanos que normalmente entende as piadas que pra gente não fazem muito sentido. Achei fraco demais. As apresentações – incluindo uma homenagem estranha protagonizada por Lady Gaga – também careceram de brilho e impacto.

Para salvar um pouco a noite, apresentações bacanas de Adam Levine (que interpretou a canção Lost Stars, do filme Begin Again), Tim McGraw (com a bela canção I’m Not Gonna Miss You, do filme Glen Campbell… I’ll Be Me), Rita Ora (com a canção Grateful, do filme Beyond the Lights) e, principalmente, com a emocionante e que levantou a plateia apresentação de Common e John Legend (da ótima Glory, de Selma). Essas apresentações, especialmente a última, ajudaram a salvar um pouco a noite de espetáculo morno.

Nas categorias dos atores e atrizes, nenhuma surpresa. E algumas injustiças com carreira bem consistentes resolvidas. Levaram estatueta J.K. Simmons, Patricia Arquette, Julianne Moore e Eddie Redmayne. Todos ganhando pela primeira vez. Aliás, este ano, muitos ganharam uma estatueta pela primeira vez. Fiquei especialmente feliz por Julianne Moore que há tempos merecia um Oscar. Justiça também com Simmons e Arquette, que sempre tiveram a coragem de fazer filmes alternativos, e com Redmayne, que teve o papel de sua vida em The Theory of Everything.

Sobre o resultado do Oscar 2015, sem dúvida gostaria que Boyhood tivesse levado mais prêmios, especialmente o de Melhor Filme. Acho ele mais profundo e impactante, inclusive mais fácil de ser lembrado no futuro, que Birdman. Selma e The Imitation Game também mereciam mais destaque. Mas algo é preciso dizer: a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood foi ousada ao premiar um filme como Birdman.

A produção com roteiro liderado por Alejandro González Iñarritu e dirigida por ele faz uma grande autocrítica ao mainstream. Conta uma história pesada que, apesar de ter alguma fantasia, faz questionamentos bem pesados sobre Hollywood, a Broadway e outros símbolos da cultura dos Estados Unidos. Premiar este filme é um passo a mais na renovação da indústria plasmada em Hollywood. E isso é sempre bacana.

Obrigada a você que me acompanhou na cobertura no site do Notícias do Dia. Espero que no próximo ano possamos continuar juntos, seja por aqui ou por outra plataforma que surgir. Abaixo deixo a lista com todos os premiados. Para saber a minha opinião sobre cada entrega de prêmios, acesse este link – o mesmo divulgado anteriormente. Abraços e até a próxima.

 

  • Melhor Ator Coadjuvante: J.K. Simmons (Whiplash). Outros indicados: Robert Duvall, Ethan Hawke, Edward Norton, Mark Ruffalo.
  • Melhor Figurino: The Grand Budapest Hotel. Outros indicados: Inherent Vice, Into the Woods, Maleficent, Mr. Turner.
  • Melhor Maquiagem e Penteado: The Grand Budapest Hotel. Outros indicados: Foxcatcher, Guardians of the Galaxy.
  • Melhor Curta de Animação: Feast. Outros indicados: The Bigger Picture, The Dam Keeper, Me and My Moulton, A Single Life.
  • Melhor Animação: Big Hero 6. Outros indicados: The Boxtrolls, How to Train Your Dragon 2, Song of the Sea, The Tale of the Princess Kaguya.
  • Melhores Efeitos Visuais: Interstellar. Outros indicados: Dawn of the Planet of the Apes, Captain America: The Winter Soldier, Guardians of the Galaxy, X-Men: Days of Future Past.
  • Melhor Curta Dramático: The Phone Call. Outros indicados: Aya, Boogaloo and Graham, Butter Lamp, Parvaneh.
  • Melhor Curta Documentário: Crisis Hotline: Veterans Press 1. Outros indicados: Joanna, Our Curse, The Reaper, White Earth.
  • Melhor Documentário: CitizenFour. Outros indicados: Finding Vivian Maier, Last Days in Vietnam, The Salt of the Earth, Virunga.
  • Melhor Filme em Língua Estrangeira: Ida. Outros indicados: Leviathan, Mandariinid, Timbuktu, Relatos Salvajes.
  • Melhor Mixagem de Som: Whiplash. Outros indicados: American Sniper, Birdman, Interstellar, Unbroken.
  • Melhor Edição de Som: American Sniper. Outros indicados: Birdman, The Hobbit: The Battle of the Five Armies, Interstellar, Unbroken.
  • Melhor Atriz Coadjuvante: Patricia Arquette (Boyhood). Outras indicadas: Laura Dern, Keira Knightley, Emma Stone, Meryl Streep.
  • Melhor Fotografia: Birdman. Outros indicados: The Grand Hotel Budapest, Ida, Mr. Turner, Unbroken.
  • Melhor Edição: Whiplash. Outros indicados: American Sniper, Boyhood, The Grand Budapest Hotel, The Imitation Game.
  • Melhor Design de Produção: The Grand Budapest Hotel. Outros indicados: The Imitation Game, Interstellar, Into the Woods, Mr. Turner.
  • Melhor Trilha Sonora Original: The Grand Budapest Hotel. Outros indicados: The Imitation Game, Interstellar, Mr. Turner, The Theory of Everything.
  • Melhor Canção Original: Glory (Selma). Outras indicadas: Everything Is Awesome (The Lego Movie), Grateful (Beyound the Lights), I’m Not Gonna Miss You (Glen Campbell… I’ll Be Me), Lost Stars (Begin Again).
  • Melhor Roteiro Adaptado: The Imitation Game. Outros indicados: American Sniper, Inherent Vice, The Theory of Everything, Whiplash.
  • Melhor Roteiro Original: Birdman. Outros indicados: Boyhood, Foxcatcher, The Grand Budapest Hotel, Nightcrawler.
  • Melhor Diretor: Alejandro González Iñarritu (Birdman). Outros indicados: Richard Linklater, Bennett Miller, Wes Anderson, Morten Tyldum.
  • Melhor Atriz: Julianne Moore (Still Alice). Outras indicadas: Marion Cotillard, Felicity Jones, Rosamund Pike, Reese Whiterspoon.
  • Melhor Ator: Eddie Redmayne (The Theory of Everything). Outros indicados: Steve Carell, Bradley Cooper, Benedict Cumberbatch, Michael Keaton.
  • Melhor Filme: Birdman. Outros indicados: American Sniper, Boyhood, The Grand Budapest Hotel, The Imitation Game, Selma, The Theory of Everything, Whiplash.

 

 

 

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E o Oscar 2014 foi para… (cobertura online e todos os premiados)

86th Oscars®, Governors Ball Preview

Boa noite minha gente!

Pelo sétimo sexto ano consecutivo vou acompanhar a entrega das estatuetas douradas do Oscar com vocês.

A expectativa é boa para este ano porque a disputa está bem acirrada em diversas categorias da maior premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Tenho certeza que em algumas categorias o prêmio será decidido por poucos votos.

O canal E! Entertainment começou a transmissão do tapete vermelho ao vivo às 19h30min, no horário de Brasília, mas o clima começou a esquentar agora, perto das 21h. Uma das figuras interessantes da noite e que acaba de chegar é o ator Jared Leto, todo de branco, com uma gravata borboleta vermelha e os cabelos longos soltos. Para o repórter ele comentou que gosta de roupas antigas. Leto é o favorito da noite na categoria Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho em Dallas Buyers Club.

Das pessoas que já chegaram, outra que chamou a atenção pela roupa foi a atriz Lupita Nyong’o, indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho em 12 Years a Slave. Ela surgiu com um vestido azul claro Prada interessantíssimo e foi bem comentada. O canal TNT também está transmitindo direto do tapete vermelho.

O ótimo ator inglês Benedict Cumberbatch, que não foi indicado a nada este ano mas que participa de quatro produções indicadas (a saber: 12 Years a Slave, August: Osage County, The Hobbit: A Desolation of Smaug e Star Trek Into Darkness), destacou o trabalho de equipe feita em 12 Years. A produção é uma das favoritas na categoria Melhor Filme. Logo veremos se ela terá força de desbancar The Wolf of Wall Street, Gravity e American Hustle.

A favorita da noite segundo muitas bolsas de apostas na categoria Melhor Atriz, Cate Blanchett, aparece belíssima. Ela comenta que achou fascinante interpretar a personagem trágica e complexa de Blue Jasmine. Linda. Vestida para brilhar com uma roupa de Giorgio Armani – sob medida para ganhar a estatueta. Acredito que apenas Sandra Bullock e Amy Adams poderiam surpreender e tirar o prêmio dela – mas meu voto, na verdade, iria para Meryl Streep.

Segundo a votação feita aqui no blog, quase 40% dos leitores aqui do blog acreditam que Gravity saíra da noite de hoje com o maior número de estatuetas da premiação. Em seguida aparecem 12 Years a Slave (com 17,5% dos votos) e Her (com 15% dos votos). Concordo com a maioria. Gravity deve sair com vários prêmios técnicos e ganhar dos demais concorrentes no número de estatuetas. Mas acho que os prêmios principais (Melhor Filme, Diretor, Atriz e Ator) serão partilhados por três ou até quatro filmes.

Outro vestido totalmente de branco a aparecer foi Matthew McConaughey. Mas a gravata borboleta dele é preta, diferente do parceiro de cena, Jared Leto, com gravata do mesmo tipo vermelha. Ele apareceu lindo ao lado da esposa, a brasileira Camila Alves, e da mãe dele. Em seguida, mostraram Jennifer Lawrence de vestido vermelho fazendo o que? Caindo, é claro. hehehehehe. Acho que esta é a atriz mais atrapalhada de Hollywood – e uma das mais talentosas de sua geração.

lupitaarrival1Na revisão feita pelos comentaristas do E! Entertainment destacaram muito Charlize Theron com um vestido preto que valorizou um belíssimo colar. De fato, a atriz é uma diva, uma das mais bonitas da noite. Elogiaram também Amy Adams em um Gucci azul – mas eu, francamente, não achei que o vestido caiu tão bem nela, ainda mais se comparada com Charlize Theron. Mas não há dúvidas, até o momento, que Lupita Nyong’o é o destaque da noite.

Comparado com outros anos, estou achando esse tapete vermelho um tanto morno. Os atores estão bem treinados. Exemplo: Chiwetel Ejiofor aparece entrevista após entrevista comentando que conhecia o autor Solomon Northup, que narrou a própria história no livro 12 Years a Slave, e que só se entregou ao projeto depois de refletir muito sobre ele. Também tenho a impressão que não há muita novidade no visual dos astros e estrelas. Veremos se a premiação consegue nos surpreender um pouco mais.

Voltando para os comentários de moda, destacaram bastante o vestido vermelho de Jennifer Lawrence, mesmo dizendo que ela foi ousada em investir nesta cor (que daria azar para quem quer ser premiado) e também o vestido preto de Julia Roberts. Anne Hathaway, que normalmente é um dos destaques nas premiações, escolheu um belíssimo Gucci para o Oscar 2014. Muito interessante o vestido preto e prateado que ela escolheu.

Faltando menos de meia hora para a premiação começar, Jonah Hill e Bradley Cooper emocionadíssimos no tapete vermelho. Os dois tem razões para comemorar, já que conseguiram ser indicados na categoria Melhor Ator Coadjuvante. No TNT, Lupita Nyong’o comenta que fez aniversário na véspera e que foi ótimo ver 12 Years a Slave ser bem premiado no Spirit Awards.

Ana Maria Bahiana, a quem admiro e sempre acompanho, comentando no Twitter que o Matthew McConaughey pulou o cordão de segurança e foi cumprimentar o público, apertando a mão de vários fãs. Mais uma razão para ele ganhar a estatueta hoje à noite. Outras mais? Além da humildade e simpatia, o ótimo trabalho em Dallas Buyers Club e a ótima fase na carreira.

Sandra Bullock está linda em um vestido azul. A atriz destacou que Gravity mudou a sua vida, tornado ela um pouco menos complexa. Na revisão das 24 horas que antecederam a festa do Oscar, o canal TNT mostrou como havia chovido horrores em Los Angeles e destacou o trabalho de centenas de pessoas na preparação do Oscar – achei curiosa, em especial, a determinação de cada assento no Dolby Theater, com cada astro e estrela identificado com um cartaz com suas respectivas fotos. Só faltava um “Wanted” no material. 🙂

Faltando menos de cinco minutos para a cerimônia começar, Kevin Spacey fala do sucesso da série House of Cards. A segunda temporada veio arrasadora. Para quem ainda não assistiu, eu recomendo. Em poucos minutos vamos saber como vai se sair a anfitrião do prêmio Ellen DeGeneres e qual será a característica do Oscar deste ano – se ele vai seguir a maioria das apostas ou trará muitas surpresas para os fãs de cinema.

Pontualmente as 22h30min no horário de Brasília começou a cerimônia do Oscar. Ellen DeGeneres foi bem aplaudida e começou brincando que os últimos dias foram muito difíceis porque estava chovendo. 🙂 Ela comenta que retornou para a premiação depois de sete anos, e que muitas coisas mudaram no período… Cate Blanchett, Meryl Streep, Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese haviam sido indicados anteriormente. 🙂 Mas ela também destaca as estreantes da noite, como June Squibb, Lupita Nyong’o e Barkhad Abdi. Começou muito bem.

DeGeneres também destacou a presença dos verdadeiros Capitão Phillips e Philomena, e brincou com a Liza Minnelli dizendo que estava presente um de seus melhores imitadores. Nada como ter uma apresentação como um ótimo texto! Isso faz toda a diferença. O Oscar acertou este ano. Mas ela não escapou da tradicional piada com Meryl Streep que foi indicada 18 vezes ao Oscar.

Em seguida, ela foi rápida tirando sarro de Jennifer Lawrence, brincando que não iria lembrar sobre o que aconteceu no ano passado… que ela caiu quando foi receber o Oscar. Comentou que não iria mostrar o vídeo relembrando a cena, mas que ela poderia relembrar isso ao pensar na queda que teve ao sair do carro na noite de hoje. hehehehe.

dallasbuyersclub5Na primeira entrega da noite, Anne Hathaway foi ao palco para apresentar os candidatos na categoria Melhor Ator Coadjuvante. O favorito, sem dúvida, é Jared Leto. Após o clipe de cada trabalho, muitas palmas da plateia. Os mais aplaudidos, me pareceu, foram Barkhad Abdi, Jonah Hill e Jared Leto. E o Oscar foi para… Jared Leto de Dallas Buyers Club!! Uhuuulll. Bacana ver este ator, que mudou tanto desde que estrelou um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, Requiem for a Dream, receber esta honraria.

No microfone, ele comentou sobre uma adolescente que foi mãe solteira e que deixou de estudar para educar bem os filhos. Ele estava homenageando a própria mãe. Um fofo! E seguiu dizendo que os sonhadores do mundo, inclusive os da Ucrânia e da Venezuela, que eles estão sendo observados e lembrados pelas pessoas naquele local. Discurso emocionado e também político. Para finalizar, dedicou o prêmio para todas as pessoas que morreram de Aids e que algum dia se sentiram injustiçadas pelo que são ou fazem. Palmas!

Na sequência, surge Jim Carrey. Ele brinca sobre como deve ser difícil a tarefa de ser sempre indicado, e comenta que está feliz porque um de seus heróis, Bruce Dern, foi lembrado no Oscar deste ano. Na plateia, Bono Vox e o U2, banda que vai se apresentar na noite. Carrey estava ali para apresentar um vídeo com os heróis de filmes de animação.

Kerry Washington apareceu em seguida, gravidíssima, para chamar o rapper Pharrell Williams para apresentar a canção Happy, presente no filme Despicable Me 2. Essa foi a primeira apresentação musical da noite, e ela foi aplaudida por boa parte da plateia de pé. Agora, cá entre nós, achei a participação de Jim Carrey um tanto que dispensável. Seria o primeiro “enche linguiça” da noite?

thegreatgatsby7A bela Naomi Watts surge após os comerciais ao lado de Samuel L. Jackson para apresentar os indicados na categoria Melhor Figurino. E o Oscar foi para… Catherine Martin por The Great Gatsby. Ela homenageou o marido, Baz Luhrmann por ele ser um visiónario. Em seguida, os atores apresentaram apresentaram os indicados em Melhor Maquiagem e Penteado. E a estatueta foi para… Dallas Buyers Club. Matthew McConaughey e a esposa bateram palmas de pé. As premiadas agradeceram McCounaughey e Leto por eles terem deixado elas modificarem eles e fazerem o trabalho dos sonhos, além de dedicar a estatueta para as vítimas da Aids.

Na sequência, Harrison Ford apresentou três dos indicados a Melhor Filme da noite. Na sequência: American Hustle, Dallas Buyers Club e The Wolf of Wall Street. Destes três, gostei mais dos últimos dois. Até o momento, quem se saiu bem foi Dallas Buyers Club.

O ator Channing Tatum veio em seguida para apresentar os universitários que ganharam o concurso de curtas promovido pela Academia. Bacana eles darem esse espaço para os novos realizadores – afinal, eles são o futuro do cinema dos Estados Unidos.

Após a propaganda, Kim Novak e Matthew McConaughey aparecem para apresentar os candidatos na categoria Melhor Curta de Animação. E o Oscar foi para… Mr. Hublot. Bacana. Vi imagens da produção e achei elas muito interessantes. Acho que vale ir atrás. Laurent Witz e Alexandre Espigares subiram ao palco para agradecer pela estatueta que, segundo um deles, é um sonho americano. Ele estavam muito, muito nervosos. Bacana ver gente que luta tanto ser premiada. Cool.

Na sequência, McCounaguey e Kovak apresentaram os candidatos a Melhor Animação. E o Oscar foi para… Frozen. Bacana ver uma diretora subir ao palco: Jennifer Lee, que fez este filme da Disney junto com Chris Buck. Discurso rápido e bacaninha.

A duplamente premiada com estatuetas do Oscar Sally Field surgiu após uma rápida brincadeira de Ellen DeGeneres para apresentar um vídeo sobre os heróis do “dia-a-dia”. No vídeo, entre outros, filmes como Milk, Erin Brockovich, Captain Phillips, Ali, Schindler’s List, Argo, Norma Rae, Philadelphia, Ben-Hur, 12 Years a Slave, Dallas Buyers Club e Lawrence of Arabia.

Emma Watson surge com Joseph Gordon-Levitt para apresentar a categoria Melhores Efeitos Visuais. E o Oscar foi para… Gravity. Prêmio esperadíssimo e muito cantado. O trabalho feito nesta produção é impecável, de fato. Um dos pontos fortes do filme – se não o maior, junto com edição de som.

No palco, surge o galã Zac Efron para apresentar a próxima atração musical da noite: Karen O canta The Moon Song, do belíssimo filme Her. Esta produção, sem dúvida, a minha favorita deste ano – mas, como ocorreu em outros anos, a minha escolha não tem chances reais na categoria principal. Bela e sensível apresentação de Karen O.

Depois dos comerciais, Kate Hudson e Jason Sudeikis apresentam Melhor Curta de Ficção. E o Oscar foi para… Helium. Bacana ver gente apaixonada falar de cinema. Depois, entregaram o Oscar de Melhor Curta Documentário, que foi para… The Lady in Number 6: Music Saved My Life. O curta conta a história de uma sobrevivente do Holocausto que, infelizmente, faleceu uma semana antes do Oscar ser entregue com 110 anos. Os realizadores disseram que a personagem real que os inspirou lhes ajudou a terem mais esperança. Bacana.

20feetfromstardom1Depois de uma piada um tanto sem grança sobre fome e pedir uma pizza de Ellen DeGeneres, subiu ao palco o ator Bradley Cooper. Ele apresentou os indicados na categoria Melhor Documentário. Ele disse que os concorrentes deste ano talvez fossem dos melhores dos últimos anos. Concordo com ele. Este ano está ótimo. E o Oscar foi para… 20 Feet from Stardom. Uau! Ele era um dos mais cotados nas bolsas de apostas. Belo filme, um resgate interessante sobre a história das backing vocals. Mas cá entre nós, acho outras produções melhores… Dirty Wars e The Square merecem ser vistas. Nos agradecimentos, Darlene Love, uma das cantoras destacadas no filme, deu um pequeno show e foi bem aplaudida depois.

Kevin Spacey surgiu na sequência brincando que estava feliz por estar ali, ao invés de em Washington – por causa de House of Cards. Ele comentou os prêmios especiais e honorários deste ano e apresentou um vídeo sobre eles: Steve Martin, Angela Lansbury, Piero Tosi e Angelina Jolie. Grandes nomes, que contribuíram de diferentes formas para o cinema e a sociedade. Legal.

lagrandebelezza2Depois do intervalo, Ewan McGregor e Viola Davis apresentaram os indicados na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. Ela me surpreendeu pela magreza. Este ano, alguns filmes muito bons. E o Oscar foi para… La Grande Bellezza. Era o favorito segundo a bolsa de apostas. Torcia por ele, ainda que eu estivesse dividida entre este filme, Jagten e The Broken Circle Breakdown. Para quem não assistiu a todos eles, recomendo fortemente assisti-los. O diretor Paolo Sorrentino agradeceu a seus ídolos. Entre outros, Diego Maradona.

Na sequência, o diretor e roteirista Tyler Perry apresenta outros três indicados a Melhor Filme deste ano: Gravity, Her e Nebraska. Brad Pitt surge para chamar a terceira apresentação musical da noite: U2 com a música Ordinary Love do filme Mandela: Long Walk to Freedom. Apresentação gostosa, como tdas que Bono e Cia. costumam fazer. A banda foi bem aplaudida pela plateia, com Jared Leto e quase todos os outros aplaudindo eles de pé.

Na volta dos comerciais, Ellen DeGeneres com nova roupa, desta vez toda de branco, em uma das melhores tiradas da noite: ela chama Meryl Streep e mais uma pancada de atores para bater um “selfie coletivo” e bater recorde de retweets. Na sequência, subiram ao palco Michael B. Jordan e Kristen Bell para homenagear os premiados nas categorias científica e técnica – que fazem parte do Oscar, mas que sempre são vistas em uma lembrança de resumo de vídeo.

Charlize Theron e Chris Hemsworth, sem dúvida o casal mais bonito de apresentadores até então, vieram em seguida para apresentar os indicados na categoria Melhor Mixagem de Som. E o Oscar foi para… Gravity. Esperadíssimo. Um dos prêmios mais cantados da noite. Na sequência, os indicados em Melhor Edição de Som. E o Oscar foi para… Gravity. Merecido, ainda que o trabalho feito em All Is Lost também merecia uma estatueta – seria interessante um raríssimo empate, neste caso.

E agora, a reta final da premiação com as principais categorias se acumulando. Christoph Waltz apresentou as cinco indicadas desta noite na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. E o Oscar foi para… Lupita Nyong’o de 12 Years a Slave. Que bacana! Premio merecidíssimo, porque ela está absurdamente perfeita em 12 Years a Slave. O nome mais falado da noite no quesito moda também se firma como vencedora da premiação.

E a primeira palavra dela: Yes! Em seguida, ela agradece a Academia, mas lembra que tanta felicidade na vida dela significa infelicidade na vida de tantas outras pessoas – mais um discurso consciente. Ela agradeceu ainda o diretor Steve McQueen e os colegas de cena, Chiwetel Ejiofor e Michael Fassbender. O discurso dela, o ponto alto da noite até agora, emocionando muita gente da plateia – de Brad Pitt até Kevin Spacey. Senti cheiro de Melhor Filme indo para 12 Years a Slave…

Na volta do intervalo, a sequência da piada sobre o povo que passa fome durante a apresentação do Oscar. Ellen DeGeneres recebe um entregador de pizza que distribuiu pedaços para vários astros e estrelas – de Meryl Streep e Julia Roberts até Harrison Ford e Jared Leto. Baita sacada, destas para entrar na história da premiação.

GRAVITYNa sequência, a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, apresentou o projeto do Museu do Cinema que eles pretendem inaugurar até o final de 2017. Projeto de sonho. Amy Adams e Bill Murray surgiram, então, para apresentar os concorrentes na categoria Melhor Fotografia. E o Oscar foi para… Gravity. Mais um prêmio técnico que esta produção leva, como era previsto. Ainda que nesta categoria ele poderia ter perdido para outros títulos, especialmente Nebraska e The Grandmaster. Emmanuel Lubezki agradeu ao mestre Alfonso Cuarón, para a equipe e, em especial, para Sandra Bullock.

Depois, vieram os indicados em Melhor Edição. E o Oscar foi para… Gravity. Sem dúvida um excelente trabalho de Mark Sanger e Alfonso Cuarón, ainda que esta categoria estava bem disputada este ano. Algo me diz que Cuarón vai receber, ainda, outro Oscar nesta noite, desta vez como Melhor Diretor. Logo saberemos… Em edição outros fortes concorrentes eram American Hustle e Captain Phillips.

Na sequência, Whoopi Goldberg faz uma homenagem para The Wizard of Oz, filme de 1939. No palco, Pink canta enquanto cenas projetam momentos marcantes da produção. Bela lembrança e muito bem executada pela cantora que estava em um vestido vermelho decotado e cintilante – bem ao gosto dos sapatinhos de Judy Garland. Ela também foi aplaudida de pé – a plateia está animada hoje.

Na volta do intervalo, Ellen DeGeneres vestida de fada madrinha. Jennifer Garner e Benedict Cumberbatch apresentam a categoria Melhor Design de Produção. E o Oscar foi para… The Great Gatsby. Catherine Martin e Karen Murphy subiram ao palco para receber o prêmio. Depois, Chris Evans surgiu para apresentar um vídeo que relembrou grandes personagens do cinema.

Outro comercial e, na sequência, a homenagem aos falecidos no último ano. Para começar, James Gandolfino, seguido de vários nomes, entre outros Carmen Zapata, Hal Needham, Richard Shepherd, Jim Kelly, Les Blank, Paul Walker, Elmore Leonard, Eduardo Coutinho, Peter O’Toole, Richard Griffiths, Roger Ebert, Shirley Temple Clark, Joan Fontaine, Juanita Moore, Harold Ramis, Eleanor Parker, Ray Dolby, Julie Harris, Maximilian Schell, Gilbert Taylor, Esther Williams, chegando até Philip Seymour Hoffman.

Grandes perdas. E bacana, muito bacana terem incluído o grande Eduardo Coutinho entre os lembrados. Bette Midler fechou a homenagem cantando. E muito, aos 69 anos, com voz e aparência de tirar o chapéu. A plateia bateu palmas de pé, mais uma vez. Justo, muito justo.

Na volta do intervalo, Ellen DeGeneres novamente de preto. Ela brinca que eles estão batendo recorde no Twitter – e Meryl Streep se emociona com a cena. Goldie Hawn apresenta os últimos três indicados a Melhor Filme: Philomena, Captain Phillips e 12 Years a Slave. Destes, sem dúvida o único com chances reais é o filme de Steve McQueen.

John Travolta surge com a música de Pulp Fiction – antes, Harrison Ford apareceu com a trilha de Indiana Jones – para apresentar a última música concorrente da noite: Let It Go, do filme Frozen, apresentada por Idina Menzel. Ainda que bem vestida, para mim foi a atração mais entediante do Oscar. Alguém tem que baixar a adrenalina, não é mesmo? 🙂 Ela me pareceu um tanto alterada… fiquei com medo dela ter um troço no final, mas a plateia levantou novamente. Ai, ai…

Na sequência, Jamie Foxx e Jessica Biel apresentaram os concorrentes da categoria Trilha Sonora Original. Antes, Foxx fez várias gracinhas. E o Oscar foi para… Steven Price por Gravity. Esta categoria estava recheada de excelentes trabalhos. Mais uma vez eu teria ficado em dúvida se daria o Oscar para Gravity ou Her. E daí veio a estatueta para Melhor Canção Original. E ele foi para… Let It Go, de Frozen. Aaaaahhhh, que pena que o U2 não levou essa!

Na volta do intervalo, Ellen DeGeneres passa o chapéu entre os astros para pagar a pizza. A apresentadora embolsa o dinheiro dado por Kevin Spacey e o bastão labial de Lupita. Depois surgem Penélope Cruz e Robert De Niro para apresentarem os indicados na categoria Melhor Roteiro Adaptado. E o Oscar foi para… John Ridley, de 12 Years a Slave. Muito bacana! Mais um sinal de que o filme tem grandes chances de ganhar como Melhor Filme.

her7Depois, o esperado Melhor Roteiro Original. Minha torcida total para Her. E o Oscar foi para… Spike Jonze por Her. Yeesssss. Ufa! Salvou a noite para mim. 🙂 Baita texto o dele. E Jonze foi aplaudido de pé. Ele brinca que tem 42 segundos para falar, por isso ele corre para agradecer aos amigos e familiares. Grande figura e muito merecido!

Depois de mais um intervalo – perdi a conta de quantos tivemos! -, sobem ao palco Angelina Jolie e Sidney Poitier. Os dois, aplaudidíssimos. Jolie começou a fala dela agradecendo ao grande Poitier – antes, ela andou muito devagar para acompanhá-lo. Ele respirou fundo para conseguir seguir com a fala. Os dois apresentaram os indicados na categoria Melhor Diretor.

Emocionante ouvir o Poitier pedindo para os realizadores seguirem com o ótimo trabalho. E o Oscar foi para… Alfonso Cuarón, de Gravity. Grande diretor, e que fez um trabalho exemplar em Gravity. Ainda assim, admito que eu estava torcendo também por Scorsese. Cuarón repete as palavras de Sandra Bullock e diz que o filme foi uma experiência transformadora. Ele dividiu o prêmio com o filho e co-roteirista e com Sandra Bullock. Citou também George Clooney e várias outras pessoas que ajudaram o filme a sair – bacana ele citar Guillermo del Toro.

Na volta seguinte, DeGeneres brinca com Matthew McConaughey sobre ele ter perdido tudo dançando. E sobe ao palco Daniel Day-Lewis para apresentar as indicadas na categoria Melhor Atriz. E o Oscar foi para… Cate Blanchett, de Blue Jasmine. Estatueta cantadíssima, mas ainda assim tinha gente – inclusive eu – esperando por uma possível zebra. Ela subiu ao palco e foi aplaudida de pé. Diz que foi uma honra especial receber o prêmio da mão de Day-Lewis. Generosa, ela cita todas as demais candidatas. Agora, mais que antes, admito que ela mereceu o prêmio – especialmente pela postura que ela teve e tem. E o mais bacana de tudo, ela citar no final a Companhia de Teatro de Sydney. Muito legal!

Caminhando mais firme desta vez, Jennifer Lawrence aparece no palco para apresentar os cinco indicados na categoria Melhor Ator. E o Oscar foi para… Matthew McConaughey, de Dallas Buyers Club. Uau! Que maravilha! Esse ator está na melhor fase da vida. Era o momento de ganhar a estatueta. Foi bem aplaudido e começou agradecendo os votantes da Academia. Em seguida, agradeceu o diretor de Dallas Buyers Club, Jared Leto e Jennifer Garner.

Ele disse que precisa de três coisas todos os dias. Agradeceu a Deus, que dá todas as oportunidades da vida dele, e que a gratidão é recíproca. Depois, falou da família, que é quem ele busca sempre, e citou especialmente a mãe e a esposa. E finalmente ele fala do herói dele, que ele busca sempre, e este herói é ele no futuro. Comentou que ele vai semrpe buscar este herói, ainda que ele nunca se torne um. Discurso interessante e corajoso. Sem ser McConaughey, acho que o Leonardo DiCaprio merecia o prêmio.

DF-02238.CR2Finalizando a noite, Will Smith relembrou os nove indicados deste ano como Melhor Filme. E o Oscar foi para… 12 Years a Slave. Dei o favorito. Sem zebras este ano. Muita celebração na plateia. Brad Pitt foi o primeiro a falar, como produtor do filme. Ele iniciou dizendo que foi um privilégio ter trabalhado no filme, e chamou Steve McQueen para discursar. O diretor agradeceu a Academia e seguiu uma lista de nomes, muitos que foram fundamentais para o filme ser concretizado. Ao agradecer a mãe, mostraram ela no fundo da sala – apesar de estar lá, ela teve a chance de ver o filme levando a estatueta e pulando muito no palco.

E assim se foi mais um Oscar. Neste ano, sem surpresas. Todos os favoritos levaram a sua estatueta. E algumas produções bem indicadas, como American Hustle e The Wolf of Wall Street, saíram de mãos vazias. Francamente? Gostei do resultado final. Claro que gostaria de ver The Wolf com algum Oscar, mas também não dá para dizer que foram feitas injustiças.

Grande vencedor da noite: Gravity com sete estatuetas. Tiveram destaque também 12 Years a Slave, com três estatuetas, e Dallas Buyers Club com três Oscar’s. Para quem não assistiu a premiação, a TNT reexibe a entrega do Oscar nesta segunda-feira, dia 3 de março, pouco depois das 11h. E agora é esperar pela premiação do próximo ano, com a garantia de que ele nos trará muitos filmes bons, a exemplo deste ano. Abraços e até lá!

ADENDO (04/03): Pessoal, para quem não leu o post com as apostas, quando foram divulgados todos os indicados deste ano no Oscar, facilito aqui o link. Mais que ver o que eu acertei ou errei – até porque, na época, faltava ver muitos filmes ainda, o que fui fazendo aos poucos -, acho interessante dar uma olhada por lá porque ali as críticas de todos os filmes que eu assisti até agora estão facilitadas com links nos respectivos nomes. Boa leitura!

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E o Oscar 2011 foi para… (avaliação online dos premiados deste ano)

Boa noite.

Ufa! Por pouco não chego atrasada para assistir e comentar sobre os premiados deste ano.

Diferente do Oscar de 2010, desta vez eu estava trabalhando… ganhando o pão de cada dia. No ano passado, me dava ao luxo de estar apenas estudando. Desta vez, é diferente. Mas estou feliz, inclusive, por esta mudança na minha vida. Certamente minha alegria atualmente é maior do que em 2010. Mas vamos falar do Oscar, e não de mim. 😉

A expectativa para este Oscar, como eu disse no texto anterior, sobre os indicados, é de que tenhamos poucas surpresas nesta noite. Acredito que teremos dois ou três filmes com quatro estatuetas cada um. A grande dúvida é se Hollywood vai se render a The Social Network ou The King’s Speech. Nas demais categorias, os premiados são bastante previsíveis. Quer dizer, surpresas sempre podem acontecer… logo veremos.

Como fiz no ano passado, conforme os premiados forem sendo anunciados, vou comentando sobre os resultados por aqui. No Twitter também farei alguns comentários esporádicos. Este é o segundo ano em que o Oscar abraça 10 filmes na disputa pelo prêmio principal. Uma forma da Academia abrir o leque para agradar aos que gostam de filmes conceituais, mais alternativos, com o gosto do grande público, que prefere os filmes mais comerciais. Na prática, contudo, tanto neste ano como em 2010, a lista de produções que realmente tiveram alguma chance na premiação não passou de cinco. Natural.

Se a escolha de hoje à noite dependesse dos leitores deste blog, sem dúvida Black Swan seria a surpresa da noite. Não é algo impossível, mas improvável. De qualquer forma, concordo com a maioria dos leitores que votaram por aqui: o filme merecia. Mas, cá entre nós, ele é muito ousado para os padrões de Hollywood – ainda. Quem sabe mais alguns anos de evolução da indústria e um filme como este possa sair consagrado? Quem sabe…

No Brasil, 22h30, começou a cerimônia de premiação com o já tradicional vídeo de tiração de sarro com os principais concorrentes deste ano. Algumas boas tiradas, outras meio sem graça… como nos últimos anos. Sem novidades. Quer dizer, quase… os melhores trechos foram de The King’s Speech e Black Swan, ainda que a melhor tirada foi mesmo colocar Back to the Future no meio do enredo.

Em seguida, James Franco e Anne Hathaway no palco, engraçadinhos e elegantérrimos. Os dois à altura de Hugh Jackman no ano passado – ainda que eu preferia ele se esforçando um monte com aquele número musical, vocês se lembram?

Bacaníssima a dinâmica do cenário este ano. Começando com a homenagem para …E o Vento Levou e Titanic.

E o primeiro premiado, bastante esperado. Em Direção de Arte, deu Alice in Wonderland na cabeça. Merecidíssimo – e olha que nem assisti ao filme, mas opino apenas por ter visto ao trailer e ao trabalho de desenvolvimento dos cenários. Fantástico. Claro que a dupla que foi receber a estatueta agradeceu ao diretor – e fez gracinha e tudo, brincando com a “careca” da estatueta.

Estava na torcida por Black Swan em Melhor Fotografia, mas deu na cabeça Inception. Merecido também. Na verdade, o filme dirigido por Nolan deve levar quase todos os prêmios técnicos. Não é por acaso que o diretor de fotografia agradeceu a Nolan, com quem fez vários filmes antes – inclusive dois Batman.

“Um dos atores mais transcendentes de todos os tempos”… e aparece o Kirk Douglas, aplaudidíssimo. Bacana. E ele, ótimo, pergunta onde estava Anne Hathaway quando ele estava fazendo filmes. 😉 O ator veterano apresenta as indicadas na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. Expectativa… Melissa Leo vestida para matar.

Kirk Douglas, mega engraçado, até agora, o melhor da noite. Quebrando o protocolo, ele jogou com as expectativas da plateia e das indicadas, em especial. Depois de abrir o envelope e jogá-lo no chão, ele brincou por ter sido indicado três vezes ao Oscar e por sempre ter perdido. Brincou com as pessoas que estavam rindo – e com Colin Firth que, por ser inglês, não estava.

E o Oscar foi para… Melissa Leo. Linda. E apesar daquela ideia infeliz dos anúncios nos jornais e revistas, ela merecia. Muito bem entregue esta estatueta. Melissa Leo agradeceu a todos os atores que dividiram a cena com ela em The Fighter. Algo justo também, porque um dos pontos fortes da produção é, realmente, o trabalho dos atores.

Justin Timberlake e Mila Kunis em cena. Ela foi injustiçada. Deveria ter sido indicada este ano na categoria anterior, de Melhor Atriz Coadjuvante. Mas ok, todo ano alguém que merece fica de fora. Os dois apresentaram os indicados a Melhor Curta de Animação. The Lost Thing surpreende e ganha de outros que eram favoritos. Primeira “zebra” da noite. Mas, por isso mesmo, bacana. Bom ver uma produção mais independente ganhando um prêmio que é importante para o fomento de jovens talentos. Os premiados agradeceram à família e a música começou a subir… mas foram bastante aplaudidos.

Em seguida, Melhor Filme de Animação. Desta vez, sem surpresas. Levou a estatueta Toy Story 3. Muito, muito merecido. O diretor Lee Unkrich agradece a uma imensa lista que ajudou a produzir o filme – justificando aquela grana toda investida, claro. Até a “avozinha” ele agradeceu. Sem muita emoção, mas bonitinho. Até agora, apenas uma pequena surpresa: em Melhor Curta de Animação. O restante, previsto.

Como vocês bem sabem, logo mais, vou ampliar este texto. Por agora, apenas os primeiros comentários de cada premiação. Depois amplio com outros detalhes sobre os vencedores, os derrotados e algum possível injustiçado. E seguimos… (Adendo no dia 12 de março: estou aqui, revisando este texto e colocando novas fotos e, francamente, acho que vou acrescentar pouco. Prefiro logo me lançar a outro filme e crítica do que acrescentar muito mais por aqui).

Entra em cena o ótimo (em vários sentidos) Javier Bardem. E agora sim, uma prévia do que virá na noite com a categoria Melhor Roteiro Adaptado: The Social Network levou a estatueta. O que só aumenta as possibilidades deste filme levar na categoria principal. Merecido, muito merecido este Oscar. Porque o roteiro é corajoso e muito bem escrito – difícil traduzir para a tela a complexidade da história do criador do Facebook sem que a produção fosse óbvia ou chata. O discurso do Sorkin chatinho, mas tudo bem. A gente dá um desconto.

Em seguida, Melhor Roteiro Original. A expectativa é que ganhe The King’s Speech. E deu o esperado. Grande vitória. Merecidíssima. Grande roteiro de David Seidler, que foi mais divertido no discurso.

Ele brincou que era uma das pessoas que ganhou o Oscar com mais idade na história. E que isso era uma coisa boa, que deveria acontecer com uma frequência maior. Brincou que ele sempre foi um “pouco atrasado” e agradeceu pela Rainha da Inglaterra não ter fechados as portas para esta história.

Disse que muitas pessoas no mundo gaguejam, e encerrou falando: “Sim, nós temos uma voz. E sim, nós fomos escutados”. Bacana. Possivelmente o melhor discurso da noite até agora. (Adendo no dia 12/3: e, francamente, foi um dos melhores discursos de toda a noite. Muito simpático o velhinho roteirista genial.)

Anne Hathaway volta soltando a voz. Mandando ver muito, muito bem. E, claro, tirando um sarrinho do Hugh Jackman – que teve que fazer uma cena sozinho no ano passado. E o palhaço do James Franco aparece como Marilyn Monroe. Só que menos engraçado.

Perderam “o ponto”, digamos. E aparece em cena a fantástica Helen Mirren, falando em francês. E tirando sarro do desempenho de Colin Firth como rei. Dizendo que ela foi superior como rainha. 😉 Genial.

Melhor Filme Estrangeiro para Haevnen, da genial, fantástica Susanne Bier. Fiquei feliz. Ainda que goste muito de Iñarritu, e queira assistir a Biutiful, mas Bier merecia há tempos levar uma estatueta. Bacana.

E agora, deve dar Christian Bale. Ainda que tenhamos outros grandes intérpretes em cena, está na hora de Bale ser reconhecido na categoria Melhor Ator Coadjuvante.

John Hawkes e Geoffrey Rush também mereciam, é fato, mas Christian Bale estava matador – ainda que ele tivesse feito algo bem parecido antes. Mas era hora dele ganhar.

Após ser anunciado como vencedor, Bale foi bastante generoso e agradeceu a todos os envolvidos em The Fighter, do diretor até os atores, assim como o personagem real figuraça em quem ele se inspirou – e que estava no Kodak Theater. Agradeceu também à esposa, que enfrentou “vendavais” ao lado dele, lembrando também da filha que os dois tiveram. Um dos bons discursos da noite também.

Hugh Jackman e Nicole Kidman juntos… há um tempo, isso seria motivo para fofocas. Desta vez, não.

E antes, a Academia agradecendo a parceria com a ABC. Definitivamente, uma emissora melhor que a Globo, que preferiu o Carnaval em 2010 e o BBB, este ano, do que o Oscar na transmissão. Meu gosto não bate com o deles, certamente. 🙂

Em seguida, um show da orquestra interpretando algumas das trilhas sonoras clássicas do cinema. De arrepiar, para quem acompanha essa história há um tempinho.

Na categoria Melhor Trilha Sonora, grandes concorrentes. Muitos veteranos e premiados na disputa. E ganha Trent Reznor, que fez um grande trabalho em The Social Network. E ainda que eu goste muito de outras trilhas na disputa, Reznor e equipe mereceram a estatueta. Entre outros agradecimentos, ele falou de David Fincher, claro, que deve receber, logo mais, a estatueta como Melhor Diretor.

Agora, nas categorias técnicas de som, aposto em Inception. Em Melhor Mixagem de Som, claro, Inception levou a estatueta. Nem preciso dizer que extremamente merecido, não?

Agora, Melhor Edição de Som. Deve dar Inception também… e deu. O filme levou a maior parte das estatuetas nas categorias técnicas até agora, como previsto também. Sem grandes surpresas até o momento.

Voltando para a apresentação, devo dizer que o James Franco está me dando um pouco nos nervos. Tenta ser engraçado todo o tempo mas, algumas vezes, parece apenas exagerado – e/ou fake.

E depois de Marisa Tomei falar sobre os prêmios técnicos, Franco solta: “Ok, parabéns, nerds”. Tá, deu pra ti.

Cate Blanchett, super elegante, apresenta a categoria Melhor Maquiagem, que teve como vencedor The Wolfman, certamente um trabalho muito difícil e que ficou excelente – não assisti ao filme, ainda, mas pelas fotos e trailer, foi merecido. Na categoria Melhor Figurino, o excelente trabalho de pesquisa e o resultado criativo de Alice in Wonderland.

Depois, o momento musical que é uma tradição do Oscar. As apresentações de Melhor Música foram feitas de uma forma bacana, no melhor estilo “nós temos classe”. A interpretação de Tangled foi das mais bacanas. Amy Adams e Jake Gyllenhaal aparecem em seguida para falar dos curtas, destacando que muitos grandes diretores fizeram, antes, este tipo de produções. Gyllenhaal brinca que estes também são os erros mais comuns dos bolões, por isso ele recomenda que as pessoas passem a assistí-los para ter mais chances de acertar os palpites.

Veremos se acertei no meu chute deste ano… Em Melhor Documentário em Curta-Metragem, ganhou Strangers no More. Fiquei feliz. Não assisti, mas achei que ele tinha a melhor premissa entre os concorrentes. Como Melhor Curta-Metragem, uma surpresa: God of Love, que levou para o palco a figura mais engraçada (visualmente) da noite. Ele brincou que deveria ter cortado o cabelo… sinal que nem ele acreditava que iria ganhar. Boa. Agora sim, faço questão de ir atrás deste curta. Dos dois, aliás. E sim, vale muito a pena assistir aos curtas que são indicados, a cada ano, para o Oscar.

Depois, antes do novo prêmio, uma das melhores tirações de sarro da noite. Brincaram com remixes comédia dos filmes, lembrando um dos videos da internet que mais fez sucesso em 2010. O Oscar dando a devida importância para a internet – independente de The Social Network levar a melhor da noite ou não. E James Franco com aquela cara de pateta engraçadinho que cansou. Anne Hathaway, por outro lado, se deu bem até sendo palhaça.

Oprah Winfrey apresenta os filmes indicados como Melhor Documentário. Minha torcida para o filme do Banksy, claro. Mas quem levou foi Inside Job. E o diretor começa colocando o dedo na ferida, dizendo que mesmo três anos depois da bancarrota, nenhum dos executivos culpados foi preso. Momento político tradicional do Oscar também. Fiquei curiosa para assistir ao filme agora. E conferir se ele realmente mereceu ter vencido a Banksy, que é genial.

Na volta da cerimônia, Billy Crystal aparece em cena, após uma homenagem de Anne Hathaway – dèja vu total, já que ele apresentou a cerimônia por muitos anos.

Ele fala do primeiro Oscar que passou na televisão. Crystal homenageia ainda ao grande Bob Hope, que apresentou o Oscar durante mais tempo que nenhum outro.

Robert Downey Jr. e Jude Law apresentam Melhores Efeitos Especiais que, como era mais que esperado, foi ganho por Inception. Um trabalho de primeiríssima, sem dúvida. Nos agradecimentos, claro, os realizadores e familiares.

Depois, como Melhor Edição, grandes indicados e um vencedor: The Social Network. Como eu tinha cantado antes. A disputa foi boa, mas o trabalho da dupla de premiados, imprescindível e bastante inspirado. Merecido pois – ainda que outros também mereciam.

Um empate técnico, se ele fosse possível, teria sido a melhor solução (Adendo no dia 12/3: o empate técnico ao que me referia seria perfeito acrescentando Black Swan). Até agora, uma premiação quase sem surpresas. A maior, para mim, foi mesmo em Melhor Curta de Animação e Melhor Documentário. Mas também porque não assisti a todos os indicados este ano. Depois que conferir a todos eles, poderei falar melhor se houve alguma injustiça.

Agora, cá entre nós, parece que dividiram a dupla de apresentação do Oscar deste ano entre dois anões: Anne-Feliz e James-Rabugento. As caras, gestos e reações ficaram muito segmentadas. Exageradamente, eu diria.

Depois, novas canções sendo apresentadas. Gwyneth Paltrow, mais cantora que atriz – há tempos – em uma versão bastante “terral” e/ou dourada – e quase sem maquiagem.

Ganhou como Melhor Canção Original, a música de Randy Newman, We Belong Together, por Toy Story 3. Acertei esse. 😉 E merecidíssimo o Sr. Newman levar, porque ele é um dos grandes compositores de Hollywood nas últimas três décadas, no mínimo. Em seu currículo, nada menos que 106 trilhas sonoras.

Depois do intervalo, Celine Dion canta enquanto aparecem as imagens das pessoas que morreram ano passado. Um momento “carga emocional mil” que poderia ter sido vivido de outra forma. Celine Dion, me desculpem os fãs, aumentou a carga “piegas” de uma maneira desnecessária. Mas ok, bom rever grandes nomes, ainda que a música não tenha ajudado.

Uma das mais bonitas da noite, Hilary Swank, entrou em cena para dar passagem para a ótima Kathryn Bigelow, que apresentou o Oscar de Melhor Diretor. Ainda que eu torça sempre para Aronofsky, esta será a noite de David Fincher.

Ou não… para a minha surpresa, o grande trabalho de Tom Hooper em The King’s Speech ganhou do favorito David Fincher. Bacana. E isso adianta que o grande filme com roteiro de David Seidler, direção de Hooper e interpretação incrível de Colin Firth pode levar o grande prêmio da noite.

Poucas surpresas até aqui. E todas positivas. Quando isso acontece, vale a pena assistir ao Oscar, mesmo em um ano com tanta enrolação e xaropice como está sendo a apresentação de 2011.

Seguindo a linha “intimista” da apresentação dos indicados em Melhor Atriz e Melhor Ator trilhada no ano passado, Jeff Bridges começou os trabalhos com Annette Bening.

Depois, seguiu uma homenagem bacana para Nicole Kidman.

Em seguida, a bela Jennifer Lawrence, muito diferente da aparência que teve em Winter’s Bone.

E Natalie Portman… ah, minha favorita. Curioso que escolheram uma cena em que ela dá um show mas que não foi a mais difícil em Black Swan.

Fechando a lista, Michelle Williams, que ainda vai levar um Oscar, um dia destes – porque é uma ótima atriz, pouco valorizada até agora.

E deu Natalie, como mais que esperado. Ela soltou algumas lágrimas sinceras e fez um discurso justo. Disse que a grande sorte que ela teve foi trabalhar com uma grande equipe, fazer o que ela gosta – interpretar – e agradeceu muito o exemplo que recebeu dos pais.

Fez uma homenagem muito bacana ao Aronofsky, chamando ele de visionário. Muito justo. Ele é dos grandes.

Agradeceu a uma lista enorme de pessoas, dos amigos até aqueles que deram a oportunidade para ela trabalhar anteriormente. O melhor discurso até o momento. Agradeceu inclusive quem assinou o trabalho de maquiagem, vestuário… não esqueceu ninguém. Generosa, bacana.

Sandra Bullock apareceu em seguida para apresentar a categoria Melhor Ator.

Começou com Javier Bardem e um “Hola”.

Jeff Bridges saiu rapidinho do palco e foi o citado seguinte. Bullock tentou ser engraçada, dizendo que ele ganhou no ano passado e que deveria dar uma chance para os demais mas, claro, não foi engraçada coisa alguma. Mas ok, um dia, quem sabe… 😉

O fantástico Jesse Eisenberg foi o terceiro da lista. Bullock, mais uma vez, fez uma gracinha dizendo que estava esperando que ele aceitasse ela no Facebook. Ok, vamos adiante.

Bacana que ele foi muito aplaudido após o tradicional trecho da interpretação dele.

E então o favorito Colin Firth. Deslumbrante, relaxado, merecedor.

Nos bastidores, James Franco, o último indicado.

Venceu Colin Firth, como era o esperado. Ele brinca que este deve ser o momento alto de sua carreira e que agora precisa descobrir o que virá depois. Ameaçou dançar no palco e citou os outros concorrentes – mas não nominalmente.

Agradeceu os companheiros de cena, o roteirista e o diretor. Agradeceu as pessoas que fizeram parte da carreira dele, especialmente Tom Ford – que dirigiu A Single Man, filme pelo qual ele concorreu ao Oscar no ano passado e que, para muitos, perdeu injustamente.

Finalmente, o prêmio principal da noite, apresentado por Steven Spielberg. Bacana que ele citou grandes produções que venceram na categoria, na história da premiação, e outras grandes produções que não receberam o prêmio principal.

Uma apresentação bastante equilibrada dos 10 indicados deste ano. Ficou bacana o painel com os filmes, vários deles muito bons, realmente.

E o Oscar de Melhor Filme foi para… The King’s Speech.

Opaaaaaa. Legal. Como vocês, que me acompanham, sabem, era o meu preferido, levando em conta que apenas ele e The Social Network tinham chances reais este ano.

Claro que se eu pudesse escolher, eu colocaria do lado de The King’s Speech a Black Swan mas, infelizmente, ainda vai levar um tempo para a Academia premiar um filme como este do Aronovsky. Entre os favoritos, The King’s Speech, sem dúvidas. Vivaaaaaa.

Obrigada aos leitores e leitoras que me acompanharam esta noite. Amanhã ou na quarta, no mais tardar, prometo deixar esta página mais bonitinha, com a publicação de fotos e mais alguma curiosidade dos premiados. (Adendo do dia 12/3: como vocês puderam observar, demorei mais tempo para colocar as tais fotos… hehehehe. Sorry.)

Boa noite para quem esteve assistindo ao vivo, como eu. E bom dia e boa tarde para quem chegar por aqui depois. 🙂

E viva ao Oscar, esta premiação que é uma festa do cinema. Comercial, principalmente, cheio de lobby e negociações de bastidores, mas também com muitos filmes de arte, independentes e uma boa salada mista do que se produz por aí. Até o próximo!