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Argentina, 1985


País vizinho do Brasil, muitas vezes mal compreendido, atacado de forma gratuita, mas historicamente um grande parceiro do nosso país. Esta produção, Argentina, 1985, narra um capítulo importante da história argentina. Um capítulo que, infelizmente, o Brasil não viveu – e, talvez por isso, ainda tenhamos uma sombra de algo mal resolvido sobre nossa nação. Um filme interessante, ainda que ele peque por alguns caminhos fáceis e recursos já batidos. A história é importante, mas a forma, um pouco desgastada.

A HISTÓRIA

O filme começa nos informando que a história é inspirada em fatos reais. Em seguida, seguem as informações que ajudam a contextualizar o que veremos pela frente. Em dezembro de 1983, nos conta o texto de introdução do filme, a Argentina recupera a democracia após sete anos de ditadura militar. O presidente Alfonsín ordena que sejam levados a julgamento os ex-comandantes militares sob a acusação deles terem praticado crimes contra a humanidade.

Os comandantes sentem que ganharam uma guerra contra a subversão e só aceitam ser julgados por tribunais militares. Termina o texto de introdução, e começamos a acompanhar a rotina do advogado e promotor Julio César Strassera (Ricardo Darín), que está dirigindo seu carro em uma noite chuvosa. O texto então continua, informando que passaram-se sete meses desde que o novo governo assumiu e o julgamento dos ex-comandantes não avança. Enquanto isso, corre com velocidade o rumor de que o caso poderia migrar para a justiça civil.

Se isso de fato acontecesse, a Câmara Federal de Apelações deveria assumir o julgamento. A responsabilidade então de acusar os ex-comandantes seria de um único promotor: Julio Strassera. Voltamos a acompanhar ele no carro. Strassera observa um casal de namorados caminhando pela rua. Ao chegar em casa, ele acaba sabendo mais sobre a filha, Verónica (Gina Mastronicola), que estava sendo monitorada pelo filho mais novo, Javier (Santiago Armas Estevarena). Em seguida, a esposa de Strassera, Silvia (Alejandra Flechner) percebe o que está acontecendo e dá uma dura no marido. Em breve, Strassera terá outros temas com os quais se preocupar.

VOLTANDO À CRÍTICA

(SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso sugiro que só continue a ler quem já assistiu a Argentina, 1985): Começamos com este filme, minha gente, a focar nas produções que tem chances no próximo Oscar. Minha meta neste ano – veremos se consigo cumprir esta missão – é a de atualizar o blog ao menos uma vez por semana. Então começo o desafio de assistir aos filmes bem cotados ao Oscar com esta produção argentina.

Para dar celeridade nestas críticas e viabilizar um texto por semana, prometo ser bem mais objetiva nestes textos, beleza? Vou falar por aqui apenas o essencial. Então vamos lá. O que eu achei de Argentina, 1985? Um pouco sobre esta resposta eu dei no início deste conteúdo. Acho o filme com roteiro e direção de Santiago Mitre, que escreveu o roteiro junto com Mariano Llinás e com a colaboração de Martín Mauregui, importante.

Ele leva para o mundo uma história relevante e que mostra a importância de um país acertar suas contas com o passado. Diferente do Brasil, a Argentina encarou os crimes cometidos no período da ditadura e buscou julgar seus principais responsáveis. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe o quanto eu elogio o cinema alemão por ele fazer este exame de consciência social ao abordar o nazismo.

Nenhum país pode realmente avançar em sua história e evoluir sem encarar seus períodos mais nebulosos. Isso vale para a Alemanha e o nazismo, e vale para a Argentina e a ditadura militar que perdurou por lá. Infelizmente, até hoje, o Brasil não resolveu suas questões com o passado. Pela mesma razão, me parece, que está subentendida em Argentina, 1985: o risco de um novo golpe militar, de uma nova ditadura.

O problema é que o Brasil achou que poderia avançar ao optar pela anistia dos criminosos. Mas sabemos que isso cobra um alto preço para todos nós. Crimes impunes levam a novos crimes, a uma realidade de impunidade. O Brasil vive neste contexto. A Argentina tentou fazer diferente. Sim, o país vizinho tem vários problemas. Mas também tem uma consciência social mais elevada – aparentemente. Tem cidadãos mais responsáveis e mais críticos – lembrando que não adianta criticar governantes e os outros sem que você faça o mínimo como cidadão ou cidadã. Consciência mínima coletiva é algo fundamental.

Pois bem, Argentina, 1985, nos conta a história sobre o momento em que a Argentina decidiu não “passar um pano” sobre os crimes de guerra e contra a humanidade praticados durante a ditadura militar. Como sempre, o tribunal militar ignorou a realidade e afirmou que as torturas, sequestros, estupros e assassinatos cometidos durante a ditadura militar não tinham sido orquestrados, e sim tinham sido “desvios” de alguns militares que não poderiam ser “controlados” em todas as partes do país por suas chefias.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Para desmontar esse argumento, o advogado e promotor Julio César Strassera trabalhou para reunir provas de que os abusos foram cometidos em todas as partes do país. Ora, se as práticas criminosas ocorreram de forma generalizada, em todas as partes, não tratava-se de exceção, mas da regra daqueles anos de abusos e de crimes cometidos pelo Estado.

A forma de contar essa história foi tradicional. Até demais, diga-se de passagem. A narrativa é linear, desde o momento anterior ao início do trabalho de investigação de Strassera e de sua equipe até a conclusão do julgamento dos militares. Mitre, Llinás e Mauregui optaram por uma narrativa que misturou fatos históricos conhecidos, como trechos do julgamento, com os “bastidores” do trabalho da promotoria.

Assim, temos aqueles recursos já clássicos de misturar cenas de julgamento com uma busca por “humanizar” os personagens principais – no caso, notadamente, o promotor principal do caso, Strassera, e o promotor adjunto, Luis Moreno Ocampo. O roteiro do filme procura trazer os bastidores do julgamento e contar o momento anterior ao início do processo, quando Strassera está preocupado com o clima político do país.

Ele sabe que a democracia argentina vive um momento delicado, com risco de retrocesso e da volta dos militares. Esse clima de “pisar em ovos” permeia toda a produção – especialmente na figura de Strassera e de seus contemporâneos. Contrastando com o olhar desta turma, temos os advogados jovens, liderados por Ocampo, que simbolizam uma nova era, de enfrentamento do passado sem tanto medo ou receio.

Algo importante da produção, é como o roteiro traz essa diversidade entre a população argentina. Em mais de um momento, especialmente através dos comentários de Strassera e de seus amigos, fica evidente que as pessoas um pouco mais críticas tinham a consciência que boa parte da população apoiava ainda, mesmo na nova fase democrática, os militares. Strassera chamava essa parcela grande da população de fascistas.

Conforme a narrativa avança, percebemos algo que é muito real no Brasil também: essas pessoas apoiam o que elas desconhecem. Conforme o julgamento dos militares avança, a população argentina passa a acompanhar as narrativas das vítimas e a conhecer mais sobre as atrocidades praticadas.

Na época, muitos acompanhavam as notícias pela rádio. Diferente de uma parte considerável dos brasileiros, os argentinos não fugiam da realidade trazida pelo julgamento. E muitos, simbolizados inclusive pela mãe de Ocampo, que eram apoiadores ferrenhos da ditadura, passaram a condenar os abusos e crimes cometidos. Como eles fizeram essa “virada”? Sem ignorar a realidade, mas encarando os fatos de frente, e com a humildade de perceberem que estavam errados. Pena que boa parte do Brasil, atualmente, não seja capaz de ter esse gesto.

Por tudo que comentei antes, Argentina, 1985 é um filme importante. Primeiro, por levar para o mundo fatos sobre uma época triste da história da Argentina. Depois, por abrir a discussão sobre a importância de um país em olhar para o próprio passado e resolver períodos tenebrosos de sua história. No caso do Brasil, por exemplo, não vejo possibilidade de sermos um país avançado se não resolvermos questões como os períodos de genocídio indígena, escravidão e os crimes da ditadura militar. Só para falar do básico – sem contar a Guerra do Paraguai.

Então Argentina, 1985, fala sobre a importância dos países olharem para sua própria história e responsabilizarem pessoas que ajudaram a fomentar e viabilizar fases tenebrosas da trajetória destas nações. O filme cumpre bem o seu papel, especialmente quando foca no julgamento e nas cenas do tribunal. Também achei interessante as partes em que o roteiro foca no bastidor do trabalho da promotoria. Estes são os pontos positivos.

O que me incomodou um pouco foi a busca um tanto exagerada, algumas vezes até forçada, dos roteiristas em “humanizar” os personagens principais. A preocupação de Strassera com a filha, que abre a narrativa e perdura por um tempo, assim como os trechos que buscam ser “anedóticos” e “engraçadinhos” envolvendo o filho de Strassera e a escolha dos jovens advogados que iriam compor o grupo de investigação da promotoria, achei um tanto forçados. Me incomodou um pouco.

Esta é a parte do roteiro que me pareceu desnecessária e tirou alguns pontos do filme. Me pareceu, nestas escolhas e em algumas outras, que os roteiristas queriam “suavizar” a história para cair mais no gosto popular, tornando a narrativa mais “palatável” para o grande público. Um caminho fácil e nem sempre o mais interessante. Mas, no geral, o filme é bom, bem feito, bem acabado, com uma boa e necessária história.

NOTA

8,7.

OBS DE PÉ DE PÁGINA

Como todo filme de época pede, Argentina, 1985, apresenta um belo trabalho de reconstituição. As cenas mais trabalhosas da produção, sem dúvidas, envolve o ambiente externo, quando vemos a cidade e a vida que se desenvolvia na capital argentina em meados dos anos 1980. Belo trabalho de reconstituição.

Neste sentido, vale destacar alguns aspectos técnicos da produção, como a direção de fotografia de Javier Julia, que nos ajuda a lembrar, a todo momento, que estamos “em outra época”; a direção de arte de Micaela Saiegh; os figurinos de Mónica Toschi; o trabalho de Dino Balanzino, Angela Garacija, Franco La Pietra e Micaela Pimentel no Departamento de Maquiagem – eles ajudam a nos remeter ao passado com os cortes e penteados, em especial, e algo de maquiagem; e os 13 profissionais envolvidos no Departamento de Arte. Toda essa galera nos ajuda a acreditar que estamos vendo uma história passada em 1984 e 1985, de fato.

Entre a equipe responsável pelos aspectos técnicos da produção, vale citar, ainda, o trabalho de Pedro Osuna na trilha sonora; de Andrés P. Estrada na edição; e dos sete profissionais envolvidos no trabalho de assistentes de direção.

Sobre o elenco do filme, nem preciso comentar sobre Ricardo Darín, não é mesmo? Sem dúvidas, o ator mais importante do cinema argentino, novamente aqui como protagonista. Ele está ótimo, como sempre – não lembro de ter visto ele mal em nenhum filme. Novamente, ele lidera o elenco e faz uma bela entrega em Argentina, 1985. Uma grata surpresa doe elenco é o ator Peter Lanzani, que interpreta o braço direito do protagonista. Ele está muito bem no papel, que acaba sendo o segundo mais importante da trama. A função do personagem é mostrar uma nova geração que está surgindo para renovar a Argentina – sem virar as costas para o passado. Lanzani faz uma bela entrega neste filme.

Além destes dois atores, temos alguns outros nomes que se destacam no elenco em papéis de coadjuvantes. Entre outros, vale citar o bom trabalho de Claudio Da Passano como Somi, um dos melhores amigos e aliados de Strassera e que ajuda o promotor a formar sua equipe – além de lhe dar bons conselhos e algumas palavras-chave no texto que pediu a condenação dos militares; o veterano Norman Briski como Ruso, velho amigo do protagonista e, aparentemente, um velho companheiro de lutas jurídicas, que acaba sendo outro conselheiro e incentivador do promotor.

Acima, destaquei dois atores experientes que vivem papéis importantes na produção – eles apoiam o protagonista e representam a resistência que seguiu viva na Argentina apesar da repressão dos militares. Outro grupo relevante na história é formado por jovens advogados, interpretados por Félix Rodríguez Santamaría, como Maco; Almudena González, que interpreta Judith; Manuel Caponi, como Lucas; Leyla Bechara, como Isabel; Brian Sichel, como Federico; Antonia Bengoechea, como María Eugenia; e Santiago Rovito como Eduardo. Toda essa galera ajudou, de fato, na fase de investigação do processo que levou os militares ao júri.

Como o filme se propõe a mostrar mais que o julgamento, a produção deseja mostrar os bastidores daquele evento histórico e “humanizar”, em especial, o protagonista, ganham relevância na produção a família de Strassera. Neste caso, vale destacar o trabalho de Alejandra Flechner, que está ótima como Silvia, esposa de Strassera e, claro, o “pulso firme” da casa; Santiago Armas Estevarena como Javier, filho mais novo do casal; e Gina Mastronicola como Verónica, filha mais velha de Silvia e Strassera. Apesar de todos estarem bem, com destaque para Alejandra, devo admitir que a forma de falar de Santiago me deu um pouco de nervoso. Difícil entender algumas vezes o que ele fala – não sei se é uma questão de dicção ou ele tem um sotaque muito carregado de alguma parte da Argentina. Mas para quem é fluente em castellano, chega a ser complicada a compreensão.

Vale falar um pouco sobre Santiago Mitre, esse diretor argentino de 42 anos, nascido em Buenos Aires, que pode garantir uma indicação de seu país no Oscar. Ele tem, no currículo, 15 trabalhos como roteirista e oito como diretor. Ele estreou em 2002 na direção com o curta El Escondite. Em 2005, ele dirigiu a primeira parte do longa El Amor. A estreia na direção de um longa inteiro veio em 2011 com El Estudiante. O filme projetou o diretor, já que El Estudiante recebeu 21 prêmios – e foi indicado a outros 12. Até o momento, Mitre coleciona 37 prêmios.

Argentina, 1985, estreou em setembro de 2022 no Festival de Cinema de Veneza. Bela estreia, eu diria. Belo palco. Depois, o filme participaria de outros 13 festivais, incluindo os prestigiados festivais de cinema de San Sebastián, Zurique, Hamburgo, Londres, Rio de Janeiro, Mar del Plata e Oslo – sem contar Mill Valley, Newport e Palm Springs. Na internet, o filme estreou no dia 21 de outubro de 2022.

Em sua trajetória até aqui, Argentina, 1985 ganhou nove prêmios e foi indicado a outros 15. Entre os prêmios que recebeu, destaque para o de Melhor Filme conferido pelo público do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián e para o prêmio FIPRESCI e a menção honrosa no SIGNIS do Festival de Cinema de Veneza. Entre as indicações que o filme recebeu, destaque para o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa. A produção concorre, no Globo de Ouro, com Decision to Leave, RRR, Close e All Quiet on the Western Front.

Para quem gosta de saber em que local os filmes são gravados, Argentina, 1985 teve cenas rodadas em Buenos Aires, Rosario, Payogasta e Salta, com predominância de locações na capital argentina.

Chamado de herói por mais de um personagem nesta produção, Strassera morreu no dia 27 de fevereiro de 2015, segundo essa matéria publicada pelo O Globo. Segundo a reportagem, a ditadura vivida pela Argentina entre os anos de 1976 até 1983 deixaram, pelo menos, 13 mil desaparecidos. A matéria lembra que o processo que levou até o julgamento dos militares ocorreu apenas um ano depois da restauração da democracia no país. Que exemplo! Algo que o Brasil, infelizmente, não fez.

Para quem quer saber mais sobre os fatos narrados nesta produção, vale dar uma olhada nesta matéria da BBC, e neste artigo de Marcílio França do site Conjur. Sobre o papel lamentável do Brasil, que preferiu acabar com a ditadura pela via da anistia dos criminosos, vale ler essa matéria da BBC em que uma historiadora comenta que o Brasil foi o país que menos julgou e puniu crimes da ditadura na América Latina.

Voltando a falar sobre o filme. Os usuários do site IMDb deram a nota 7,7 para Argentina, 1985, enquanto que os críticos que tem os seus textos linkados no Rotten Tomatoes dedicaram 52 crítica positivas e apenas uma negativa para o filme – o que lhe garante uma aprovação de 98% e uma nota média de 7,9. O site Metacritic apresenta o “metascore” 78 para a produção, fruto de 11 críticas positivas – curioso o site não apresenta o seu selo de “Must-see”, que ele costuma dar recomendando filmes que considera como sendo de qualidade.

Segundo o site Box Office Mojo, Argentina, 1985 teria faturado cerca de US$ 871,6 mil nas bilheterias onde estreou pelo mundo. Achei pouco, mas ok. Este filme é uma coprodução da Argentina com o Reino Unido com os Estados Unidos.

CONCLUSÃO

Um filme bem construído, que conta uma história importante, mas que carece de um pouco de “inventividade”. Argentina, 1985 mostra, por A+B, como é importante um país encarar o seu passado e buscar resolver crimes contra a própria população mesmo com o risco que este enfrentamento pode trazer. Com narrativa linear e tradicional, este filme interessa mais pela essência da história e sobre as reflexões que ela desperta do que pela narrativa. Algumas questões do roteiro, como a preocupação de trazer alguns episódios “engraçados” ou “singelos” para “aliviar” a narrativa chegam a incomodar, mas nada que tire o foco da história. Bom filme, mas não vejo como o favorito ao prêmio do Oscar.

PALPITES PARA O OSCAR 2023

Meio que eu já adiantei o que eu penso sobre Argentina, 1985, na corrida pela estatueta de Melhor Filme Internacional no próximo Oscar. 😉 Esta produção avançou, entre os 92 filmes inscritos na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, para a “lista curta” (short list) dos 15 filmes habilitados para serem votados neste ano.

Argentina, 1985 está disputando uma das cinco vagas da premiação com Corsage (Áustria), Close (Bélgica), Return to Seoul (Camboja), Holy Spider (Dinamarca), Saint Omer (França), All Quiet on the Western Front (Alemanha), Last Film Show (Índia), The Quiet Girl (Irlanda), Bardo, False, Chronicle of a Handful of Truths (México), The Blue Caftan (Marrocos), Joyland (Paquistão), EO (Polônia), Decision to Leave (Coreia do Sul) e Cairo Conspiracy (Suécia).

Claro que preciso assistir aos concorrentes. Mas, desde já, estou torcendo para Argentina, 1985 chegar até a lista final dos indicados. Até para que o filme ganhe mais projeção. Sem ver aos outros filmes, ainda, me parece que outras duas produções são forte candidatas neste ano – na ordem de favoritismo: All Quiet on the Western Front e Decision to Leave. Segundo as bolsas de apostas, esses filmes lideram a disputa. Veremos logo mais…

Falando em bolsas de apostas, segundo o pessoal que coloca seu dinheirinho nesta questão de acertar os indicados e os premiados ao Oscar, Argentina, 1985 estará entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme Internacional, ocupando a quarta posição entre os favoritos. Caso isso se confirmar, acho bacana. Como eu disse antes, apesar do filme ter diversos lugares-comuns e recursos batidos, é uma produção correta, com qualidade e que apresenta uma história importantíssima. Merece chegar lá. Mas sair vitoriosa… daí acho difícil. Acho que falta um pouco de qualidade no roteiro do filme para isso.

Por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro.

Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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